segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Clube do Biscoito

Antes de tudo, preciso pedir desculpas pela minha ausência. A verdade é que por pior que eu esteja de atarefada, ainda sinto muito falta de não escrever, então preciso retomar este hábito.


Esse livro "O Clube do Biscoito", veio às minhas mãos através de uma parceria entre a Editora Bertrand e o Grupo Livro Viajante do skoob. Para se inscrever, uma das regras era que depois de lido teríamos que escrever uma resenha sobre o livro. Para mim, isso não é uma tarefa difícil, mas a obrigação passa a ser um fator complicador.


O clube do Biscoito é um tipo de clube que eu adoraria participar. Um motivo para 13 mulheres se reunirem e dividir alegrias e tristezas que passaram no ano. A data escolhida: primeira segunda-feira de dezembro, perto do fim de ano, uma época ótima para refletir sobre a vida. A regra do clube, fazer 13 dúzias de biscoitos a serem entregues uma para cada e uma para a caridade.
Eu gosto muito de cozinhar, principalmente quando o principal motivo é agradar alguém, e não simplesmente comer. Eu prefiro acreditar que conquistei meu marido pelo estômago. E fazer biscoitos pode ser uma ótima terapia.
Bom, como todo clube tem as suas regras, e Marnie, a idealizadora, está preparando e refletindo tudo o que passou no ano. A história a ser contada na hora de entregar o biscoito acaba tendo um pouco da história do que passou ao longo do ano. Lembrar das edições anteriores e de quem participou e já não participa mais, da biscoiteira nova, das que não poderão estar presentes, faz parte da preparação. Como qualquer compromisso que se assuma, são muitos os motivos e justificativas que aparecem e que faz parecer que não é importante, mas por algum motivo, o clube vem resistindo e se renovando a cada ano. E cada uma dessas mulheres passou por um ano e tanto, mudança de emprego, desemprego, separação, doença grave, perda de um membro da família... São treze histórias e treze receitas de biscoitos. Cada uma com um ingrediente especial. Mesmo que não goste de cozinhar e não tenha interesse de conhecer um pouco mais sobre cada um dos ingredientes, a forma de contar as histórias e a divisão dos capítulos é um dos ingredientes desse delicioso livro. Não leia com fome e nem se estiver com vontade de comer um doce. Dá vontade de ir pra cozinha fazer biscoitos.
Estou devendo uma fornada de biscoitos. Espero poder fazer em breve!
Não sou mais capaz de contar, mas esse livro foi um livro viajante, cortesia da editora Bertrand. Muito obrigada pela oportunidade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados

Mulheres geralmente adoram um bom romance, um suspense que tenha um bom romance, ou até mesmo um livro de terror com uma bela história de amor.  Temos umas fases mais sensíveis e outras mais duras.
O Dia dos Namorados pode ser muito complicado ou pode até mesmo passar em branco.
Como livros podem ser uma distração para qualquer destas opções, vou indicar algumas leituras propícias.
Para os momentos em que estamos doidas por um romance bem meloso recomendo histórias que girem única e exclusivamente na conquista e no amor. Preferencialmente com narrador-personagem. Sendo assim, embora Nicholas Sparks seja o "bam-bam-bam" no assunto, eu não gosto muito dos finais que ele escolhe. Fico com uma sensação de que o amor não dá esperança para a felicidade (profundo isso!) Uma série que eu gosto muito é Garoto da Meg Cabot ("Garoto da Casa ao Lado", "Garoto encontra Garota" e "Todo Garoto Tem"). Outra opção muito boa é Nora Roberts. Não conheço muito, mas pelo pouco que li, gostei. Outra ótima opção são livros de banca: são histórias curtas, para algumas têm continuação e o enredo, muitas vezes previsível, é sempre agradável. Além disso, são inúmeros os títulos disponíveis e nos sebos são muito baratos.

Para quem ainda quer encontrar o príncipe encantado, recomendo "O Diário de Bridget Jones" e "Sushi". Se esse não for o seu estado de espírito, passe longe. Para muitos soa um pouco artificial a figura do príncipe encantado, mas acredito que muitas mulheres ainda o querem encontrar e não conheço outra forma de dizer o que o romance representa nestas histórias. Tento aceitar que são mulheres modernas, independentes mas a felicidade ainda está vinculada ao casamento (ou relacionamento duradouro). Não é meu estilo preferido, mas tem os seus momentos. Aqui também podemos listar vários filmes. Dois que eu adoro e assisto muitas e muitas vezes é "O Casamento do Meu Melhor Amigo" e "Vestida para Casar".
Para quem está solteira e está odiando a situação, as melhores histórias são as que o final feliz não está relacionado ao amor. Mas esses são tão poucos... Um que tem o final triste e faz pensar é "Reparação". Prefiro indicar histórias jornalísticas, políticas, livros de guerra ou biografias. Não foram histórias muito agradáveis de ler, mas são muito boas as que vou indicar: "A Cidade do Sol" e "Uma Vida Interrompida". Outra opção são livros técnicos. Só fuja dos auto-ajuda. Livros religiosos também podem ser uma opção.

Outros livros não precisa de estado de espírito, sempre são bons de ler. Recentemente conheci Harlan Coben, li "Não Conte a Ninguém" e "Cilada" que são bem nesse gênero, não dependem de estado de espírito.
Espero que, acompanhado ou não; em clima de dia dos namorados ou não, nesse fim de semana não faltem opções de leitura e lazer.
A minha pilha está grande e tem de tudo um pouco. E fazer essa pequena lista me fez ver que eu leio muito mas escrevo pouco.
Feliz Dia dos Namorados!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Divulgação: REFLEXÃO: Existe algo de humano no ser?

Alguns dias atrás recebi um e-mail com a divulgação de um livro.
Entrei contato com o autor e qual não foi minha alegria quando ele me enviou um exemplar para análise e divulgação?! Então seguem os dados:

REFLEXÃO: Existe algo de humano no ser?
Autor: Pierre da Gama
Disponível para compra:
http://www.livrariabarauna.com.br/reflex-o-existe-algo-de-humano-no-ser.html

SINOPSE

Como muitas civilizações ascenderam até atingir seus ápices e em seguida começaram a regredir, com algumas, até terem sido desaparecidas por completo, assim também pode estar ocorrendo com a espiritualidade do homem, que foi evoluindo até atingir toda sua plenitude com o aparecimento dos três gigantes da espiritualidade, Buda, Cristo e Maomé, num intervalo de tempo pequeno entre eles comparado com a idade da humanidade, e depois começou a retroagir. Até mesmo a bíblia faz referência ao assunto, através do Apóstolo Pedro que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, o que poderia estar significando que a espiritualidade já estava caminhando em sentido oposto ao seu Mestre, e do Apóstolo João, que previu que essa regressão espiritual culminará com o aparecimento do anticristo.
A obra pretende demonstrar cientificamente, através de um romance de cunho político filosófico, toda essa transformação da espiritualização humana.

Em breve vou ler e postar resenha. É um livro mais sério. E acredito que vou gostar bastante. Aguardem!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Férias

Ok, dessa vez não é sobre um livro (embora o livro seja muito bom!!!).

Por diversos motivos, que não vêm ao acaso, estou precisando priorizar algumas coisas na minha vida e o blog ficou fora delas.
É, assumi alguns compromissos para este ano, e o meu tempo está muito escasso.
Tenho feito algumas resenhas mas não tenho tido tempo para preparar e publicar.
Pelo tipo dos comentários que tenho recebido, acredito que se tentasse publicar apenas para fazer volume o material que tenho escrito estaria perdendo o que as resenhas têm de melhor. E não quero entregar um material pouco elaborado ou de qualquer jeito. Se fosse para ler sinopses, ninguém precisaria procurar um blog. Então prefiro dar um tempo e voltar com um material de mais qualidade. Abordagens mais ricas e bem mais sentimento.
Vou ficar afastada por mais um tempo. Seria hipocrisia dizer que estou voltando com tudo, publicar um ou dois posts e sumir de novo. Infelizmente, não sei dizer quando voltarei.
Não quero prometer que vou postar resenha de todos os livros que já li, mas esse sempre foi meu objetivo. Então participem no "Participação do Leitor" indicando resenhas que gostariam de ver no blog e assuntos que gostaria que sejam tratados para eu priorizar conforme for voltando.
Já que está funcionando em "O Conde de Monte Cristo", pretendo colocar algumas fotos de lugares citados nos livros resenhados. Mas isso requer ainda mais tempo do que o pouco que eu tenho.
A lista de leitura continuará sendo atualizada para facilitar a indicação.
Para os mais tímidos, podem mandar também sugestões por e-mail: velocidadedetartaruga@gmail.com
O título do post acabou sendo uma grande ironia porque o que eu menos terei é tempo de descanso, logo, não tem nada de férias. Mas entendam como uma ausência por uma boa causa.
Obrigada aos meu leitores assíduos e desculpe por tudo isso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Wake

Essa foi uma leitura despretenciosa. Conhecia elogios a "Wake", mas não tinha nenhuma ressalva ou furor sobre o livro. Então, ele sequer aparecia na minha lista de prioridades para leitura. Acreditem, a lista é bem maior do que a que está visível no blog. E também por isso que eu gosto tanto das possibilidades que o Grupo Livro Viajante me traz.
Jane é uma apanhadora de sonhos. Desde os 8 anos, sempre que alguém adormece no mesmo ambiente que ela, assim que a pessoa começa a sonhar, Jane não consegue evitar adentrar o sonho. Lugares como salas de espera, ônibus, bibliotecas são lugares que Jane passa a evitar para não ser apanhada.
Jane é uma adolescente de quase 18 anos que trabalha num asilo de idosos. Foi criada (se é que podemos usar essa palavra) pela mãe, sem um pai. Mora em um bairro bem simples. A mãe vive bêbada. Não lhe dá atenção ou carinho. Sua melhor amiga e vizinha também não faz parte dos populares mas tem bastante amizade com uma delas. Jane não tem intenção de ser popular ou ser aceita. Acredita que sua condição não permite uma vida com amizades normais.
Apesar de todas as dificuldades financeiras e emocionais, Jane quer muito ir para a faculdade. Para isso, mesmo que precise ficar noites sem dormir, não deixa de ir para a escola, se esforça para tirar as maiores notas e faz o máximo de horas possível no emprego para juntar dinheiro para a faculdade.
Neste primeiro livro, Jane está tentando entender o que é o seu dom e passar pela adolescência da forma mais discreta possível. Mas eis que Cabel aparece na vida de Jane e muitas coisas mudam.
O livo corre facilmente. A linguagem é bem simples, para adolescentes mesmo. Tanto que li em poucas horas.
Aconselho quem se interessar a procurar a sinopse do livro Não quero arriscar falar demais.
Uma característica muito boa em Jane é a vontade e o esforço para ajudar as pessoas a se livrar dos pesadelos e transformá-los em sonhos agradáveis quando é apanhada. Quando não consegue ou está muito fraca, a única escolha é tentar sair do sonho.
A percepção de Jane com relação às pessoas a sua volta leva em consideração suas impressões sobre os sonhos que entra. Prestem atenção nos personagens e o que Jane conhece e não conhece.
Há quem pense o contrário, sempre. Mas vou defender o Cabel. Não gosto de personagens perfeitos, que nunca erram e menos ainda daqueles personagens tolos que vivem fazendo coisas erradas por displicência e precisam de ajuda dos outros personagens que são perfeitos. Também aprecio personagens que não são completamente bons ou maus porque estes são mais reais. E Cabel também é inteligente e sagaz.
A leitura de "Wake" me deixou com muita vontade de ler "Fade". Em breve!
Este foi o Décimo Segundo livro recebido pelo Grupo Livro Viajante e foi cortesia da Kel, novamente! Obrigada e espero poder retribuir.
As últimas e as próximas semanas foram/serão bastante agitadas, por isso continuarei sumida. Peço a compreensão de todos caso não responda os comentários. Ainda posso responder por e-mail o contato.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Postagens mais Populares

Em breve pretendo fazer uma pesquisa de satisfação para entender o que está dando certo e o que não no blog. Mas antes preciso fazer uma pergunta muito valiosa: "Por que "O Conde de Monte Cristo" é a postagem mais visualizada?"
a) Porque tem a foto do Castelo de If.
b) Porque o livro é muito grande e dá preguiça de ler então prefiro ver o filme e ler resenha.
c) Porque está na lista de leituras obrigatórias do vestibular xxx.
d) Porque esta é a melhor resenha do blog.
e) Outro. (Justifique se possível...)

A maioria dos blogs literários só tem postagens de livros recentes. São poucas as leituras de postagens sobre clássicos. Por isso achei inusitado esta ser a postagem mais popular.
Como eu havia dito anteriormente, a proposta do blog é guardar a minha opinião sobre muito do que leio para poder contar para quem tem vontade de ler. E no blog, a informação está acessível não só para os meus amigos (que sempre me pediram para fazer isso) como também para os desconhecidos (que podem se tornar meus amigos também).
Eu sei que o Velocidade de Tartaruga não é popular. E não o divulgo para conseguir seguidores porque sei que não tenho tempo para gastar com isso. A maior parte dos meus visitantes (na estatística do blog) são de pessoas que eu não conheço. Então gostaria de saber o que está dando certo e o que não. A sua finalidade já está sendo atendida.
Por favor, sintam-se à vontade para comentar ou mandar e-mail que eu respondo sempre que possível.
Em breve, mais resenhas. Estou com muitas leituras em atraso.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Guia do Toco

A maioria dos livros nacionais que tenho lido têm vindo pelo Livro Viajante. Muitos talvez eu sequer tivesse curiosidade em ler. Mas pretendo falar mais sobre isso futuramente.
"O Guia do Toco" fala sobre aquilo que todos nós passamos para dominar a arte da conquista. Afinal o lado bom dos erros é que aprendemos com eles.
As autoras fazem uma coletânea bem humorada e com exemplo dos "tocos" tomados. Aqui em São Paulo, falamos de forma mais genérica "levar um fora" quando termina um namoro ou relacionamento e "tomar um toco" quando a cortada já é na primeira investida, digamos que na cantada. O "Toco" utilizado no livro engloba os dois conceitos. Parecia muito mais com o "Fora". Nunca havia perdido tempo pensando na definição e nem sei se o que eu entendo é um consenso. Mas demorei algumas páginas para acostumar. Apenas umas poucas, porque o livro é fininho e com algumas ilustrações que seguem a mesma linha da capa.
A ideia do Guia é preparar, principalmente a mulher para o Toco, como identificá-lo e se defender (fuja, ou dê um toco antes, que o toco é certo). Mas também é um guia de como aplicar, não sei se intencionalmente. Não tem muita diferença homem/mulher nas situações narradas a ponto de ser um livro de mulherzinha.  Afinal, a sociedade mudou muito em termos de Guerras dos Sexos. Garanto que a leitura agrada igualmente homens e mulheres pela forma como são variadas as situações.
Nenhuma delas é novidade, mas os nomes dos tocos são bem criativos.
Esse foi o Nono Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Janaína. Obrigada e espero poder retribuir.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Velho e o Mar


O que torna os livros de um ganhador de Nobel da Literatura tão especial? Provavelmente já eram especialmente bons para que o autor ganhe este renomado prêmio. São 3 os livros de Ernest Hemingway que eu tinha vontade de ler para conhecer. Um deles é "Paris é Uma Festa". O outro era "O Velho e o Mar". O que me impedia? O preço. Por mais que o autor tenha sido um renomado escritor, acho os livros muito caros para suas poucas páginas. Mas tenho reanalisado muitos de meus conceitos, inclusive esse.
É uma história de pescador. Bom, ele já está velho e são muitos dias sem nenhum peixe. Não tem recursos além dos equipamentos de pesca e o barco. Com esse tempo todo sem efetivamente pescar, inclusive a comida lhe falta. O jovem aprendiz que o acompanhava, atendendo aos apelos da família, passa a trabalhar em outra embarcação. Mas nem por isso o velho pescador desanima de voltar ao mar todos os dias. Afinal, outras vezes esteve muitos dias sem nada. Então, ele finalmente pesca um peixão, mas esse é só o começo de uma disputa.
O desafio do pescador todo dia no mar lembrou-me muito "Moby Dick". Fiquei feliz por já ter lido "Moby Dick" antes de ler "O Velho e o Mar".
Em momento algum se gasta um tempo contando a vida dos personagens além daqueles poucos dias. Quer dizer, conta-se muito pouco. Por isso o livro é tão fininho.
Eu li algumas coisas que escreveram sobre o livro, e o que mais me marcou foi a afirmação de que muitas pessoas destacam a genialidade desta obra pelos seus muitos significados e diferentes interpretações. Eu não conheço o suficiente para uma análise tão profunda. Todos deveriam conhecer para ter seu próprio ponto de vista. Achei a história bem triste.
Esse foi o Décimo Primeiro Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia do Leko. Obrigada e espero poder retribuir.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Asterix

Faz quase 6 meses que estou morando na França em função do meu trabalho. Mais precisamente, estou em Aix en Provence, que fica no sul do país e próximo de Marselha.
Nos finais de semana, o ritmo de vida é bem diferente da rotina de segunda a sexta. A partir de sábado à tarde a maioria das lojas e supermercados fecham. O jeito é aproveitar para passear, procurar alguma apresentação cultural, ver as feiras nas praças, ler um livro ou ficar à toa tomando um café em uma mesa de um bistrô qualquer só para ver o vai e vem de pessoas e carros.
Em um domingo de manhã, acabei encontrando uma feira de livros usados. Várias pessoas estavam oferecendo seus livros de todos os tipos e épocas. Despretenciosamente comecei a procurar algo para me distrair e acabei encontrando os quadrinhos do Asterix. Quando o vi, lembrei dos desenhos animados que tantas vezes assisti em minha infância e resolvi que esse Band Dessiné (quadrinho em francês) seria uma ótima forma para me distrair e praticar o meu francês.
O quadrinho conta as aventuras de Asterix, seu inseparável amigo Obelix e seu cãozinho Ideiafix durante a época do império Romano. Esses irredutíveis gauleses são conhecidos por terem uma força sobre-humana graças ao efeito da poção mágica feita pelo druida Panoramix. Essas histórias representam de uma forma tipicamente francesa os seus conflitos com os romanos e as diversas aventuras dos guerreiros gauleses em lugares distantes e culturas diferentes.
Sem perceber, essa é uma leitura rica em história, geografia e em informação cultural dos povos que Asterix visita. Para dar uma ideia, eles participam dos Jogos Olímpicos em Atenas, viajam para a Índia, Grã-Bretanha, Egito, Roma, encontram piratas e mercadores... enfim, a cada edição temos novas descobertas e aventuras. Como são 34 edições ainda terei bastante para ler...
Algo muito interessante é o paralelo com os costumes do povo francês: a culinária diversificada, cheia de temperos, ervas, carnes diversas (javali, lebre, pato, cavalo, boi, cordeiro, escargot...) e as refeições ao ar livre. Outro ponto é o interesse (do francês) por outras culturas e a vontade de viajar pelo mundo.
A leitura é leve e divertida, mas não sei se têm todas as edições em português. Enfim, para quem quiser aprender ou estiver aprendendo o francês esse quadrinho serve de motivação.

-----------------------------------------------------------
Asterix, texto de R.Goscinny e desenhos de A.Uderzo
Para quem quiser se informar mais, segue o site oficial.
E para mais quem gosta de mais emoções, próximo a Paris, existe um parque de diversões do Asterix.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apátrida

Eu sou dramática por natureza.
Logo nas primeiras páginas deste livro, achei que não terminaria. As margens são bem pequenas e o espaçamento também, não tem figuras e a narradora usa algumas palavras em polonês.
Como o livro foi uma cortesia da autora no grupo Livro Viajante, insisti mais alguns capítulos. E sofri para parar já que eu não tenho muito tempo para ler, infelizmente. São só umas duas horas à noite, antes de dormir, ou na sala de espera antes de viajar.
Essa é uma história que se passa no leste europeu, justamente na Polônia onde começou a II Guerra Mundial. Irena é a filha mais nova de uma família de camponeses. Seu melhor amigo é um judeu, Jacob.
Embora seja uma história de muito sofrimento, é maravilhosa. Irena é uma sobrevivente. Viveu sob o regime comunista logo após o casamento, depois sob a dominação dos alemães de volta na Polônia, até ser levada para um campo de concentração.
A partir do 7º ou 8º Capítulo, a narradora mistura passagens do presente junto com o passado. Os nomes vão aparecendo aos poucos, para ir juntando a história. O amor aos filhos é incondicional. E a admiração vai aumentando a cada dia. Com relação aos amores de Irena, tanto Rurik como Jacob e os que aparecem depois, ao longo da narrativa dá para perceber que o sentimento vai mudando.
Nenhum personagem se trata de uma mera citação. Todos têm uma importância grande para a história. Vale a pena prestar atenção em todos eles.
Irena erra, se arrepende e reflete sobre tudo isso ao contar sua história. O prólogo já fala de Irena com netos e bisnetos no Brasil. Então não é spoiler dizer que ela vem para o Brasil e sobrevive a isso tudo.
Recomendo atenção para quem não gosta de livros sobre guerra. Eu gosto bastante. De fato é muito triste e tem muito sofrimento. Mas como eu disse no começo, embora tenha parecido à primeira vista que eu não conseguiria ler, não consegui parar.
Esse foi o Décimo Sexto Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da autora, Ana Paula. Essa resenha faz parte das regras de participação para esse livro viajante. Obrigada e espero poder retribuir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dezajustada

A personagem principal se chama Charlie. Não, não é um rapaz. É uma moça. Charlie é de Charlotte. Por quê? Ah, é que o pai é grego. E o nome que o pai acha que deu para a filha é um pouco diferente.
Charlie é formada, trabalha numa academia, mas ainda mora com os pais. A academia ou Empório para o Corpo, como prefere que seja chamada, é a estigma de perfeição. Frequentada por famosos. Segue um critério rigoroso para admissão de sócios. O dono é um visionário de oportunidades para lucro.
Charlie acabou de ser promovida a gerente. E nem bem começou a entender como é o trabalho, tem a preocupação de não ser odiada pelos colegas, recebe ordens incompletas de seu chefe e não quer perguntar para não parecer que não mereceu a promoção. Alguns professores da academia não estão muito a fim de trabalhar. Outros estão marcando ensaios para o novo clipe de uma estrela pop. Mas o auditório precisa de manutenção...
O pai de Charlie resolveu arrumar um noivo para ela. E tem que ser grego. Mas Charlie arrumou um rolo muito interessante.
É, a vida dela está complicada. Completamente Dezajustada. Mas Charlie é esperta. Sempre dá um jeito.
Foi difícil resumir. Não conhecia nada da autora. Mas li em poucas horas. É um chick-lit interessante. Charlie não é insegura, é cativante e esforçada. Suas confusões, principalmente as "coisas de grego", são muito engraçadas. Não tem como não rir com o pai de Charlie: "mim não ser grico, mim falar inglês". Essa é uma história leve e divertida com alguns detalhes picantes. Proporciona também várias risadas.
Como tenho dado prioridade para os Livros Viajantes, na ordem em que eles chegam, não consigo escolher muito o que vou ler pelo meu estado de espírito, mas terminei de ler esse com vontade de mais. Minhas leituras estão bastante mecanizadas, infelizmente.
Esse foi o Oitavo Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Carol V. Obrigada e espero poder retribuir.

sábado, 5 de março de 2011

O Diabo Veste Prada


Gosto de ler chick-lits por que eles são meio vazios. Afastam-me do mundo e dos problemas. Também, filmes do tipo romance bem meloso eu  assisto muitas vezes quando estou sozinha. É um lado meu um pouco masoquista. E para explicar como funciona essa relação, vou ter que falar desse livro com MEGA SPOILER. Não diga que eu não avisei.

Andrea é uma jornalista recém-formada que quer tentar a carreira em Nova Iorque. Em meio a muito glamour, consegue uma entrevista na revista Runway, que é uma revista de moda. Embora a moda não faça parte do mundo de Andrea, ela resolve encarar o emprego com a promessa de que se ficar 1 ano terá indicação para trabalhar no jornal ou revista que quiser. Mas a vaga é de assistente de Miranda Priestly. A mulher que vem ditando a moda nos últimos 11 anos. E a função pode ser não só atender o telefone, anotar recados, agendar reuniões, mas também buscar o almoço, fazer o trabalho escolar das filhas, levar o cachorro no veterinário e qualquer outra coisa que possa imaginar. Tem dois pontos altos que fazem parecer que Andy vai perder o emprego: achar uma mesinha que Miranda viu numa vitrine de alguma rua de Nova Iorque e conseguir o manuscrito do novo livro de Harry Potter.
Bom, muita coisa muda na vida de Andy. O que nos faz pensar até que ponto iria por uma oportunidade na carreira, mesmo que tenha que aguentar um emprego que é um sufoco. E quais são suas reais opções e escolhas para atingir um objetivo sem mudar seus valores.
Andy tem personalidade forte, não perde tempo reclamando da vida. Se esforça para se superar sempre. Mas esquece que a todo momento está tomando decisões e todo tempo acredita que não teve escolha e a decisão já havia sido tomada por outrem. Ela apenas aceitou. Seus amigos e o namorado, não são tão amigos assim, para curtir o que ela está vivendo.
Eu li o livro já faz um tempo e já tinha assistido o filme algumas vezes. Gosto muito das personagens da Anne Hathaway desde "O Diário da Princesa". Esse filme é muito legal pelos figurinos e os eventos, os cenários... Não sei se prefiro Nova Iorque ou Paris. O escritor que eu imaginei no livro era bem diferente do que o ator do filme, mas indubitavelmente é encantador. O filme é bastante fiel ao livro. As pequenas mudanças não mudam o rumo da história. A sequência de ações que é um pouco diferente. E as cenas cômicas ficaram ótimas. Confesso que entendi melhor a história da última vez que eu assisti o filme. E acho que agora deveria ler o livro de novo. Ele não é tão vazio como imaginava. É impressionante como tem pontos de vista que estão lá, escondidos e não vemos.
Recomendo como uma leitura leve, sem compromisso.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quase Me Perdi

Antes de começar, preciso pedir desculpas pela ausência constante. Esse não tem sido um período fácil. O blog fez aniversário em fevereiro mas passou em branco. Esperava ter a estreia de um novo colaborador, mas não foi possível.
Embora não seja parte de uma parceria, através do Livro Viajante tenho tido contato com vários livros nacionais que o próprio autor disponibiliza para viajar. E essa é a história de "Quase me Perdi". Uma cortesia do Paulo Siqueira.

Eu li o livro, o tempo todo achando que eu conhecia esta história. Sabendo que ela me lembrava alguma outra coisa.
Quase me Perdi é a história de redenção de Zezinho, um menino de bom coração, filho de retirantes, com um pai alcóolatra, morador da Zona Leste de São Paulo. Desde muito criança, foram várias as oportunidades de Zezinho se perder. Contestando a afirmação de que o meio é o principal motivo de desencaminhamento das crianças, Zezinho tenta achar um caminho para vencer. Não chega a ser um heroi, ou um exemplo a ser seguido. Zezinho erra e toma várias decisões insensatas. Boa parte justificadas pela falta de maturidade. Mas nada que o faça melhor ou pior que os outros. Principalmente por isso: não ser perfeito, apenas mais um retrato da humanidade que busca se encontrar.
A mãe de Zezinho é um exemplo de respeito, carinho e bondade. Sua paciência infinita com Zezinho e a sua forma de se doar para todos, é impressionante. Mesmo depois da separação dos pais, a família do pai ainda adorava a mãe de Zezinho...
O livro tem uma tocada saudosista que me cativou; inclusive com comentários do narrador, que me fizeram lembrar a minha infância embora não sejamos contemporâneos, quer dizer, tem mais de 15 anos de diferença. 
O Zezinho pode ser qualquer um daqueles jovens que encontramos no ponto de ônibus, ou dando bobeira no shopping, ou sentado na calçada com os amigos ouvindo música.
Acredito que seja uma leitura agradável para qualquer pessoa. Não parece ser uma biografia, mas também não é um livro que nos deixa saudade a ponto de querer ler de novo.
Enfim, esse foi o Sétimo Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia do Paulo. Obrigada e espero poder retribuir.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Marcada

Já li críticas boas e ruins sobre a série House of Night. A maioria afirma que prefere continuar lendo embora não esteja tão animado. Eu prefiro conhecer para ter minha própria opinião ao invés de aceitar como minhas as opiniões de outrem.
A série é longa e não tem todos os livros publicados ainda. Por enquanto, só li o primeiro. Pretendo ler o segundo em breve. Os demais? É cedo para dizer.
Neste primeiro volume somos apresentados à Zoey. No contexto criado, curiosamente, os vampiros não estão tão no submundo assim. Todos sabem da existência deles e como reconhecê-los. Não me lembro de terem caçadores de vampiros ou algo do tipo. Também não se trata de uma raça à parte. Qualquer um pode ser transformado, mas apenas na adolescência e, por isso, os jovens "marcados" são levados para frequentar a escola "House of Night". Durante o período do curso, poderão concluir a transformação ou morrer. É um pouco trágico.
A história começa com Zoey sendo Marcada e tendo que se mudar para uma nova escola. A separação dos amigos, da família e da vida que levava é o principal conflito da personagem. Para a família é como se Zoey estivesse internada numa clínica de tratamento ou num presídio, já que as visitas são agendadas e monitoradas.
Foram duas coisas que mais me chamaram a atenção na história. A primeira, que o livro conta praticamente só uma semana na vida de Zoey! E a segunda, talvez por conta da primeira, não entendi o por quê da necessidade de descrever detalhadamente tantas vezes os rituais como sendo inéditos sendo que era praticamente a mesma coisa.
O grupo de amigos da Zoey é adorável. Principalmente sua colega de quarto. Acho que foi a primeira vez que leio uma história que se passa em Oklahoma. Já estive em Tulsa/OK, mas apenas por algumas horas.
Claro que não seria um romance adolescente se Zoey não arrumasse um namorado gatinho. E Eric é charmoso e adorável.
E também tem a garota mais popular e idolatrada da escola que de cara não suporta a Zoey, Afrodite.
Zoey é um pouco briguenta como a Suzanna de "A Mediadora", mas as semelhanças param por aqui.
Como os outros livros da editora, este traz o começo do próximo, "Traída". Fiquei bastante ansiosa por continuar lendo, mas terei que esperar mais um pouco. Tenho vários livros na frente.
Esse foi o Sexto Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Carol S. Obrigada e espero poder retribuir.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Meta

Esse livro foi uma sugestão de leitura de uma grande amiga que conheci durante minha época de faculdade. Ela se formou em Engenharia de Produção Mecânica e imagino que esse livro foi uma grande fonte de inspiração durante sua graduação.
Eu adorei a leitura e recomendo fortemente para todas as pessoas que trabalham em grandes organizações ou que possuem cargos gerenciais. Diversos temas como problema com burocracia, conflitos do modo de gestão, necessidade de melhorias e florescimento de novas ideias são tratados de forma clara e direta com um enredo que te prende a atenção incessantemente.
Além de tratar da parte profissional de um gerente de uma fábrica, esse romance também aborda o lado pessoal do personagem, seu relacionamento com a esposa e o tempo para se dedicar aos filhos.
Acabamos nos envolvendo com as dificuldades e os questionamentos do personagem e conforme ele vai descobrindo o método de raciocínio para resolver a raiz de seus problemas ficamos cada vez mais interessados a continuar a leitura.
Imagino que esse livro veio em um momento excelente na minha vida, pois trabalho em uma grande empresa e de certa forma tenho que lidar com atividades administrativas. Além disso faz uns seis meses que mudei de emprego em busca de novos desafios. Somos uma pequena empresa, que está inteiramente atrelada à matriz e vamos crescer e desenvolver novos projetos que irão nos proporcionar autonomia.
Embora escrito de forma romanceada, o objetivo do livro foi trazer os conceitos da teoria das Restrições.
Voltando ao livro, de forma resumida, ele apresenta através do raciocínio do personagem principal, como identificar as causas dos problemas e resolvê-los de forma simples. Quando se passa a pensar desta forma, inconscientemente, aplica-se a todos os desafios da vida. A teoria das restrições para um sistema produtivo consiste em identificar o gargalo (ou atividade mais restritiva), melhorar o processo do gargalo para aumentar a produtividade, estabelecer o ritmo do produção em função da atividade mais restritiva, formar um pulmão no gargalo para que não pare a produção, e fazer um plano de contingência. Claro que conforme o processo vai sendo otimizado, aparecem novos gargalos. E não só no processo produtivo, por isso melhora até a burocracia da empresa. Ficou confuso?! Sinal que precisa ler esse livro. É mais barato do que fazer um MBA.

-----

Titulo original: The goal: a process of ongoing improvement

Eliyahu M. Goldratt: considerado pela revista Fortune o guru da indústria. Foi presidente de uma empresa de desenvolvimento de sofwares voltados para melhoria de produção. Após a publicação de 'A Meta', voltou-se para o aprimoramento de seus estudos e divulgação do conhecimento para melhoria da produção com a fundação do Avraham Y. Goldratt Institute.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Hoje é seu Aniversário, Prepare-se!

A pedido do autor, que fez a cortesia de me enviar o e-book, quero falar algumas palavras que espero não faça ele se arrepender por ter pedido.
O livro é uma coletânea de crônicas do autor. Lembrei algum tempo atrás, quando costumava procurar estes textos curtos sobre o cotidiano nas páginas do jornal. Na falta de livros novos para ler, era mais fácil ter acesso à jornal do que a livros de biblioteca.

Comparando com as crônicas de jornal que eu sempre li, posso afirmar duas coisas: nenhum autor escreve bem toda semana, mas sempre tem uns que acertam mais que os outros. Alguns, eu confesso que não gosto. Evito mesmo. Este eu não conhecia.
Não achei ruim, mas fiquei com a sensação que o assunto não estava completamente desenvolvido. Como se o autor tivesse que diminuir ou encurtar a história para caber na coluna do jornal e daí não conseguiu concluir o assunto.
Considerando ser uma coletânea era de se esperar que estas são as melhores. Algumas são mesmo boas (!), mas outras deixam a desejar. Talvez por que falte o contexto. A maioria das crônicas têm uma temporalidade, justamente por serem periódicas, o que torna difícil compilá-las num livro. Meu erro foi tentar lê-las de uma vez.
Sobre o aniversário, a crônica que dá nome ao livro, ela não fala nada mais do que a verdade, e bem dito! Pessoalmente, não gosto de aniversário, nem de comemorar o meu e nem de ir no dos outros. Então ficava vendo tudo acontecendo conforme era descrito.
Recomendo como leitura de cabeceira: Uma por dia, de vez em quando. Não como um livro. Aproveita-se melhor.
Confesso que este não é meu gênero de leitura predileto, mas tentarei conhecer mais para opinar melhor.
Obrigada, Antônio Brás Constante, por me permitir alguns momentos de deleite.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Labirinto

Que livro ENORME! Depois de "O Conde de Monte Cristo", achei que estava pronta para ler livros enormes, mas "Labirinto"... É enorme!
Depois de ter lido alguns livros que não me empolgaram muito comecei a ler "Labirinto". É como se fossem duas histórias que se juntam em uma. Uma nos dias atuais e outra no século XII. Acho curiosas as histórias medievais pois a Idade Média foi um período em que a maior parte das pessoas não sabia ler ou escrever. Então, praticamente nada foi produzido nesta época. A única forma de contar história era oralmente, os contadores de histórias. E estas se perpetuavam pela repetição. Talvez por isso, provavelmente, surgiram tantas lendas e mitos com o Santo Graal. E esse é o tema desta história.
Bom, também não tem como evitar o envolvimento religioso como pano de fundo para as guerras nesta época. E nesta história, que se passa no sudoeste da França, a perseguição é dos cátaros. Achei que era uma etnia, mas trata-se de um grupo religioso, também conhecidos como "bons homens" (tradução livre).
Alice é uma médica. Está ajudando como voluntária numa escavação arqueológica em Foix quando encontra uma caverna com duas ossadas. Parece que têm vozes falando em sua cabeça. Como se elas estivessem dizendo onde deveria escavar. Então vêm lembranças de sonhos, quando uma pedra cai em Alice e ela desmaia.
Como foram encontradas as ossadas, a polícia foi chamada e Alice já não sabe em quem confiar. Recebe ameaças e passa a ter que fugir enquanto tenta entender o que é o Labirinto que encontrou naquela caverna durante a escavação.
Ao mesmo tempo vêm sonhos e lembranças como se estivesse acontecendo naquele momento a história de Alaïs.
É uma história de aventura, envolve um mistério, com assassinatos, guerras, perseguições, traições, mas também de fé, esperança e amor.
Embora eu tenha me forçado a ler de uma vez, não foi uma leitura cansativa. A trama é muito bem costurada e difícil de largar a leitura. Por vezes eu queria que a história se interrompesse para eu ir comer ou tomar banho.
Como a história fala de lendas e do Santo Graal, já esperem que terão fatos inexplicados.
Esse foi o Quinto Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Bianca. Obrigada e espero poder retribuir.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Selinho 1

Semana passada eu ganhei meu primeiro selinho. Então aí vão as regras:
 
Regras


1) Dar o link de quem te indicou: Diário da Leitura da Ana Paula (Obrigada, Ana!!!)


2) Responder:


Nome: Clara (mas também pode ser Tartaruga)
Uma música: Loka (Shakira)
Humor: Oscilando, como o de qualquer mulher
Uma cor: Amarelo
Uma estação: Primavera (não era pra ser poético)
Como prefere viajar: de avião, enjoo muito de carro/ônibus
Um seriado: Glee
Frases mais ditas por você: "Então..." (não precisa terminar. Já disse tudo!)
O que você achou do selo: Interessante...
 
3) Indicar blogs:
In Death
Estante da Racky
Dicas de Livros
Janine Stecanella
Fadas na Janela

Como eu sou lerda o suficiente de não ter achado uma maneira fácil de fazer um blogroll, estou indicando para os blogs que eu sempre leio e são recomendadíssimos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Querido John

Não seria nenhum absurdo dizer que "Querido John" foi um dos livros mais vendidos de 2010. Sem contestar a acurácia destas listas, acredito que muito se deve às críticas que o livro tem recebido. E esta era a minha expectativa com relação ao livro. Sabia que era um romance e que faria chorar.
Quando comecei a ler, confesso que o livro não me prendia. A narração do ponto de vista masculino é um pouco diferente. Estamos acostumados com o preconceito de que homem não se apaixona à primeira vista e não sabe falar de sentimentos.
John tem a particularidade de ter sido criado pelo pai, sem a mãe, e o pai é bastante introspectivo. Mas na história ele parece ainda mais sozinho por não ter se apegado a amigos ou namoradas. E então aparece Savannah na vida dele.
Savannah é muito do que John não é. E o amor deles é muito grande. Eu ficava pensando que eles tinham se conhecido a pouco mais de uma semana e já estavam se propondo a manter um namoro à distância...
Olha, namoro à distância não é fácil. Começo de namoro sempre é muito estranho com o "será que devo ligar, será que estou muito em cima, devo chamar para conhecer meus pais, posso dizer que estou namorando", etc. Imagina você assumir tudo isso à distância. Não é a mesma coisa. Não sei se dá tempo para você se apegar e sentir falta de uma pessoa que mal conhece, por mais intensa que tenha sido a convivência dessas pessoas em poucos dias.
Bom, Savannah e John conversam por cartas principalmente e também alguns telefonemas, já que John está servindo na Alemanha e só tem 2 semanas de licença por ano. A história fala de amor verdadeiro. De abrir mão de algo muito grande por amor.
Mas eu não chorei. Podem achar que eu tenho coração de pedra, mas eu não sinto o amor desta forma que foi abordada. Ainda fiquei pensando na história por alguns dias. E acho que isso é o melhor do livro. Ele te faz refletir. Estou à espera de mais dois livros deste autor. Espero descobrir se sou eu que não me encaixo no estilo do autor ou se foi esse livro que abordou algo que eu conheço mais que o autor.
Quanto ao filme, está na estante. Ainda não assiti. Talvez me faça mudar de ideia.
Este foi o terceiro livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Danila. Obrigada e espero poder retribuir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The OC: O Forasteiro

Eu não era tão adolescente assim quando a série The O.C. estreou. Mas lembro que assisti quase tudo. Uma das coisas que eu mais gostava era a paisagem. Como aquele lugar de cenário é lindo. De fato, parece um paraíso. E a trilha sonora seguia um estilo diferente. Eram muitas bandas que estavam começando e a série lançava a tendência. Ainda tenho vontade de conhecer a Califórnia, e se possível, Orange Country, antes que suma do mapa. Enquanto não tenho oportunidade ($), matei a saudade assistindo alguns episódios antigos e lendo este livro. A música Califórnia (Phantom Planet) embala a abertura da série e recheia de lembranças das paisagens maravilhosas. Eu quase as vejo novamente ouvindo a música.
Não foi o livro que deu origem à série de TV, foi a série que deu origem ao livro. O livro narra os três primeiros episódios da série. Desconheço que tenha outros livros com o resto da história da série.
A história é sobre um garoto Ryan de 16 anos (!) que é pego com o irmão (Trey) roubando um carro. E então, um defensor público (Sandy) resolve ajudar um pouco mais e acaba por adotar esse garoto. Bom, tem muito mais coisa nisso, a mãe o expulsa de casa, ele fica amigo do filho do Sandy, se apaixona pela vizinha. Ah, parece contos de fadas, isso não acontece... Realmente, não acho que isso aconteça com facilidade, mas admirei a forma como foram tratados os assuntos comuns dos adolescentes: escola, namoros, festas, família, drogas, sexo etc. O tempo todo eles expõem o contraste do paraíso (Orange Country) e o inferno do subúrbio em Chino.
O melhor do livro, é que tem várias frases não ditas, quer dizer, no livro têm os pensamentos e os conflitos que estão na cabeça dos personagens e que na série não são ditos. Claro que a maioria a gente imagina, mas é diferente. No livro é bem mais específico. Principalmente por que no início da série ainda não conhecemos muito dos personagens, mas já tem um monte de frases não ditas.
Passei a odiar menos a Marissa, típica garota que tem tudo mas quer fugir.
A linguagem é super simples. Como eu já conhecia a série, mais parecia que eu estava relendo um livro. Senti falta da continuação.
Este foi o quarto livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Ligi. Obrigada e espero poder retribuir.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Clã de Rhett Butler


Toda compradora compulsiva faz a loucura de comprar livros só pela capa e pelo preço, sem saber do que se trata. Essa é a história desse livro. Eu olhava a lista de livros em promoção e adorei a capa. Mas nesse eu tive muita sorte.
O livro foi encomendado pela família da autora de "E o Vento Levou...". O autor levou 12 anos para escrever.
É a história pelo ponto de vista de Rhett.
Eu não li "E o Vento Levou...", mas fiquei doida de vontade de ler. Mas o danado é difícil de achar para comprar, e quando acho está muito caro.
Mas eu vi o filme, e eu tenho ele em casa. Mas não lembrava tão bem da história. Tive que assistir de novo.
Muitas críticas desse livro não foram positivas. Ma eu gostei bastante.
É um livro grosso. Demorei para ler.
A história?! Rhett é filho de fazendeiros. É o sinhozinho da casa grande que prefere trabalhar com os escravos. Defende os direitos humanos para os escravos e quer a emancipação. Mas não pode ir contra o pai. Ser expulso de casa foi uma solução que ele não precisou pensar.
O tempo passa, os personagens crescem, casam, novos personagens passam a fazer parte da história, mas ninguém conhece direito Rhett. Continua sendo um mito. Despertando paixões e ódio.
Rhett se mantém neutro durante a Guerra Civil, e como comerciante lucra com o abastecimento das regiões em guerra. Mas uma jovem cheia de opinião cruza o seu caminho. É Scarlett O'Hara.
Praticamente todos os homens foram para guerra, independente de idade. As cidades são invadidas e bombardeadas.
As mulheres são também verdadeiras guerreiras. Cuidar das crianças, administrar uma casa (ou uma propriedade rural) com recursos escassos não deve ser fácil. 
Essa vida prévia de Rhett é novidade. Mas principalmente o que se passa na cabeça de Rhett era um mistério até então.
Não conheço mais nada do autor para comparar quanto é do estilo dele e quanto é do traçado pela M. Mitchell. Também não li o livro dela para saber se ele mudou alguma coisa.
Mesmo para quem sabe o final, dá gosto de ler. Esse é um lindo romance.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mulherzinhas

Essa foi uma leitura de 2010 que traz agradáveis lembranças do lugar em que li. Foram dias de descanso. E só assim mesmo para ler.
Comprei esse livro depois de ter lido uma resenha em um blog. Não lembro qual. O que me atraiu foi a referência ao filme inspirado neste livro: "Adoráveis Mulheres".
A história se passa na época da Guerra Civil americana. É sobre uma família de 4 filhas, a mãe trabalha e o pai está na guerra. As meninas são novas. A mais velha tem menos de 18, mas já trabalha cuidando de crianças. A segunda, trabalha como acompanhante da tia. A terceira, cuida da casa. E a mais nova está na escola. Ufa, ao menos uma na escola.
Como deve imaginar, elas trabalham porque precisam. Levam uma vida simples, sem fartura, mas não passam fome.
Assim como na história da "Pollyanna", elas são estimuladas a serem produtivas e fazerem sempre o bem. Tem uma passagem, em que elas instituem o dia da preguiça e tiram para fazer nada.
De fato elas são adoráveis.
A história cresce bastante quando uma das meninas (Jô) faz amizade com o vizinho (Laurent). Mas ela própria tem dificuldade de entender essa amizade, porque ainda é muito menina. Eles são extremamente carinhosos.
No filme "Adoráveis Mulheres", as meninas são mais velhas. E também é mais sutil as partes em que elas fazem o bem.
Sinto-me uma pedra dizendo que esse livro não é encantador. Mas acredito que de fato ele seria se eu tivesse uns 12 ou 13 anos. É por que foi por volta desta idade (um pouco antes até) que eu li pela primeira vez "Pollyanna". E eu achei a história encantadora.
O filme é adorável, mas não teve o compromisso de ser tão fiel.
A autora escreveu outros livros com a continuação desta história, mas não os encontrei à venda. Apenas em sebos.
Como era de se esperar, este romance tem final feliz. E eu recomendo a leitura, mas com olhos mais moços.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Arte de Correr na Chuva

Falar sobre esse livro me emociona. Eu sou o tipo da pessoa que lê prefácio, notas do autor, comentários à edição brasileira, recomendações aos professores, etc...

E a Carta ao Leitor desse livro começa fazendo um referência à Ayrton Senna, como inspiração para esta obra. Eu não sou mega-fã, mas admiro muito a história de vida do Senna. A minha surpresa foi um escritor americano (ele é de Los Angeles) conhecer Ayrton Senna e ter assistido um GP de Fórmula 1. Por que, de fato, ele era fera na "Arte de Correr na Chuva", e para um brasileiro, seria uma inspiração óbvia até.
Bom, esse livro tem como narrador da história uma cachorro (Enzo), contando sua vida e a de seu dono (Denny), que é um piloto de corridas (não é o Ayrton Senna) que trabalha numa revenda de peças da Mercedes e dá aulas de pilotagem e nas horas vagas disputa algumas corridas, principalmente as de resistência (enduro). Mas esse nome italiano para o cachorro é sugestivo.
Junto com seu dono, Enzo assiste horas e mais horas de vídeos de corridas. E ao longo da narração, Enzo demonstra sua paixão por automobilismo com suas comparações entre o que um piloto aprende para ser um bom piloto e o que ele aprende na vida e, principalmente, sobre o aprendizado para dominar a arte de correr na chuva. A relação cachorro dono é muito forte. Mesmo quando aparecem os problemas.
E os problemas são muitos. A esposa de Denny adoece, e os problemas mudam.
Claro que a vida do cachorro é mais curta que a de seu dono, então ele só conta a parte da história que acompanhou, mas é hilário quando Enzo começa a divagar sobre a próxima encarnação de um cachorro ser num humano, de acordo com o documentário sobre a Mongólia que passou no National Geographic.
Para quem chorou muito com "Marley & Eu", ou para quem adora animais, não preciso falar mais nada.
Para os que curtem automobilismo como eu, também não tem muito o que dizer. São poucos os livros que abordam este tema.
Já para os que não estão nos grupos acima, digo que este livro me surpreendeu. E recomendo.
Este foi o segundo livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Deee. Obrigada e espero poder retribuir.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bento

Está beeem longe de eu dar por encerradas as leituras sobre vampiros. Então resolvi experimentar uma história brasileira e em que os vampiros são maus.
Claro que "Bento" é uma ficção, mas eu a considero também futurista. A história começa 30 anos depois da Noite Maldita, em que tudo o que se conhecia de mundo já não existe mais. Após a Noite Maldita, a maioria das pessoas permaneceu dormindo enquanto que parte dos que acordaram passaram a se alimentar de sangue humano.
Pelo que eu me lembro, o livro não coloca a data da Noite Maldita, mas as lembranças dos personagens de antes da fatídica noite são também muitas das minhas lembranças não tão recentes. E eu ainda não fiz 30.
Depois da noite maldita, os humanos passaram a viver em fortificações e a temer a noite. A única esperança é que se realizem as profecias do Bispo.
Algum tempo depois da Noite Maldita, conseguiram descobrir uma forma de acordar os adormecidos. Mas exige cuidado, porque os adormecidos podem ser gente comum, podem ser vampiros ou podem ser Bentos. Bento é uma espécie de guerreiro-matador de vampiro.
As profecias de Bispo dizem que o trigésimo Bento trará a salvação. Mas Lucas sequer sabe quem é (ou quem era). Não conseguiu nem lembrar o próprio nome, como poderia ser o trigésimo Bento?
A abordagem religiosa no livro é bastante sutil. Quando começou a falar em Bispo, Bento e profecia, eu fiquei desanimada, mas em nada desvaloriza a história.
O livro é muito grosso e, conforme as coisas foram dando errado, eu comecei a desanimar. Não queria um final decepcionante, inexplicável do tipo o autor quis e criou um milagre. Então lá pela página 350 eu já não resisti e avancei aos últimos capítulos para ler só o comecinho, as primeiras linhas, e achei que ia gostar do final. Voltei e continuei a leitura curtinho cada pedacinho.
Embora a Noite Maldita tenha ocorrido no mundo todo, a história só se passa no Brasil.
Os vampiros se alimentam de sangue humano, então como a maior parte da população permaneceu dormindo, esses corpos são alvo de disputas: os chamados Rios de Sangue.
A noite maldita não trouxe só coisas ruins; as doenças também foram banidas.
A riqueza de detalhes desta obra me conquistou. Principalmente por que dá para perceber o cuidado ao criar os fatos. Pelo visto, não vou parar por aqui.
Esse livro foi o primeiro que chegou para mim do Livro Viajante e foi cortesia da Kel: Obrigada por me apresentar essa obra maravilhosa. Espero poder retribuir.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Livro Viajante

Como eu disse em outro post, uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceu em 2010 foi conhecer o Livro Viajante.
Explicando melhor agora, esse é um grupo que tem no skoob cuja proposta é compartilhar a cultura através do empréstimo de livros.
O grupo é super organizado. Cada pessoa que quiser, disponibiliza o livro e abre para inscrições. O dono de cada livro é quem estipula as regras: quantas pessoas, quantos dias, até quando vai a inscrição e coisas do tipo. Então são feitas as listas. Cada tópico de livro está numerado. A sequência é pela inscrição. Os dados exigidos para inscrição é só nome completo e e-mail. Normalmente pede-se o local, não só por que tem que ser no Brasil, mas para ter ideia do quanto vai viajar. Por e-mail são feitos os contatos para pegar o endereço e o envio é feito pelo correio. Demais informações de quando chegou, para quem vai, fica tudo no tópico.
Em geral os participantes são bem comprometidos, então são poucos os problemas.
Bom, como eu já havia dito no grupo, tinha visto alguma coisa do tipo na internet, digitei na barra de busca e apareceu a página do grupo e cliquei em participar. Por que?
Eu me sentia mal por ter muitos livros e eles ficarem guardados na estante, sem ter para quem emprestar. Ao mesmo tempo não queria emprestar para qualquer um, que não fosse cuidadoso. E também adoraria ter de quem pegar emprestado ao invés de economizar para comprar o livro. Minha casa é pequena para caber todos os livros que quero ler. O propósito do grupo era perfeito!
Acho que é ainda mais importante para as pessoas que moram em cidades pequenas, com bibliotecas pequenas ou sem bibliotecas. Livrarias não são parâmetro por que mesmo quem mora em cidade grande, prefere comprar na internet que têm promoções melhores. Mas os preços dos livros ainda são assustadores. Prefiro sempre comprar as edições de bolso, por que são mais baratas.
Eu apóio toda e qualquer iniciativa de disseminação da cultura. Não tenho tempo e nem dinheiro para tocar algum projeto, mas gostaria de ter uma biblioteca comunitária. Claro que desde que eu possa ler todos os livros antes. E ressinto que existam tão poucas.
Recentemente me falaram também de uma locadora de livros. Não tem na cidade que moro, mas também acho uma alternativa mais barata para poder ler livros que depois eu não teria onde guardar.
Provavelmente, falarei desse assunto mais vezes, mas agora vou voltar ao viajante. Uma das coisas que eu considerei ao me inscrever nos livros foi escolher não só livros que de fato eu queria ler, mas também uma oportunidade para conhecer livros novos. O skoob é uma fonte inesgotável de informações novas sobre livros. Foi lá que eu vi o cadastro da capa da continuação do "Ciclo da Herança" que eu nem imaginei que existia a ideia.
Também coloquei 3 livros meus para viajar na total confiança, já que nunca tinha recebido um livro e não conhecia pessoalmente ninguém que faz parte do grupo. E não me arrependo. Em geral, os livros devem demorar cerca de um ano para concluir a viagem e retornar para seu dono. Quando um dos meus voltar, tentarei descrever a viagem.
Eu sou um pouco fominha, e me inscrevi em vários. Cheguei a conclusão que só vou ter tempo para ler os viajantes e os livros que já tenho comprado em casa. Não cabe mais nenhum. A lista, que eu coloquei na barra lateral, vai ser atualizada sempre que possível. Daí dá para saber quais são minhas próximas leituras e consequentemente as próximas resenhas.
Não quero deixar muito grande, mas teria muito mais coisa para contar. Convido quem se interessar a entrar no skoob e a conhecer o Grupo Livro Viajante. Será muito bem recebido.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Amante Eterno

Quando resolvi ler "Amante Eterno" foi simplesmente por que adorei "Amante Sombrio" e estava curiosa com a continuação. Como disse sobre "Amante Sombrio", o contexto é sempre novo numa história de vampiro. Então depois que nos situamos é gostoso emendar em várias histórias. E eu estava ansiosa pela segunda.
O livro anterior já trazia parte dos próximos capítulos, então eu já sabia que o personagem principal seria o Rhage, cujo apelido Hollywood é pela forma como as mulheres reagem à presença dele. A outra informação que temos dele, além de ser muito bonito, é que possui uma besta dentro de si, que é imbatível nas lutas contra os redutores mas que traz preocupação e sofrimento ao Rhage.
A 'mocinha' de "Amante Eterno" é Mary. Achei o nome muito sem graça, mas a explicação me convenceu. O mais interessante da vida de Mary é que ela luta contra um câncer que quer voltar e isso molda todas as suas principais características. Assim como a Beth (de "Amante Sombrio") era, Mary também é sozinha, só que a sua vida pessoal não é preenchida por um gato, mas por um trabalho voluntário numa espécie de CVV.
Junto com Mary também conhecemos John (quase vampiro), Bella (esse nome de novo... mas essa já é vampira) e Rehvenge (irmão de Bella) que voltarão a aparecer nos próximos livros. John é um jovem mudo mas que reconhecido como vampiro por Bella é levado para a sede da Irmandade da Adaga Negra. Mary vai junto como intérprete.
Como em "Amante Sombrio", esses vampiros não são de fazer joguinho. A coisa é bem direta. Mas Rhage não consegue apagar a memória de Mary sem comprometer sua segurança.
Bom, melhor não explicar os motivos.
Os caras convencem como amantes. Essa parte é realmente boa. A trama também flui bem. Desta vez, os trechos sobre os redutores são menores e mais distantes uns dos outros, o que deixou a leitura menos cansatva. Mas a minha expectativa com relação às demais obras diminuiu. Sério, pareceu que será um tanto repetitivo. Não aquele repetitivo que enjoa, mas aquele que você se acostuma e já sabe o final, só quer ver as diferenças. Espero que mais uma vez me surpreendam. A próxima história é com o Zsadist.
Assim como "Amante Sombrio", "Amante Eterno" deixa várias perguntas em aberto. E assim como conhecemos agora não só Wrath, mas também Rhage, queremos conhecer o resto da Irmandade para escolher qual é o melhor amante...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Breve História do Século XX

Não sei explicar como isso funciona, mas embora eu tenha pavor de guerra e máquinas ligadas a guerra, eu adoro histórias de guerras e conflitos. Já li um tanto de livros sobre guerras e acredito que boa parte do interesse é pelo que temos disponível. São muitos os livros e filmes sobre o assunto e todo ano são lançados mais. Se psicologicamente esta for uma forma de afastar as pessoas da guerra, apenas se satisfazendo com as narrações ou as imagens de guerram eu acho ótimo. Acho que não é preciso que ocorram novas guerras para poderem contar novas histórias. As guerras de "Crônicas Saxônicas" já foram contadas anteriormente por outros autores e continuam a serem contadas, como também a conquista de Rei Arthur, a principalmente a Segunda Guerra Mundial. Adorei ter lido "Crônicas Saxônicas" e estou ansiosa para ler o volume 5 que foi lançado ano passado.
Bom, quando eu terminei de ler "Uma Breve História do Mundo", fiquei com a sensação que não fazia sentido um livro só para contar a história do século XX e ser chamado de "breve". E por que comecei falando de guerra? Porque aparentemente era o único fato marcante do século XX, as duas guerras mundiais.
Conforme iniciei a leitura; de fato, tudo remonta à guerra, mas ela é apenas o pano de fundo. Comecei a refletir que o autor foi muito sábio da forma como organizou os fatos, por que aparentemente ele só fala da guerra, como pano de fundo para o surgimento de novas ideologias, desenvolvimento tecnológico,  organização social... E também, como isso realimentou novas guerras, como a do Vietnã, e as do Oriente Médio.
Entendi também que não foi absurdo deixar um livro todo para contar sobre o Século XX, por que, mais do que representar os 100 anos do século, pela divisão histórica do tempo, nesses 100 anos passamos da Idade Moderna para a Idade Contemporânea (acho!? agora me perdi...).
Foi difícil largar a leitura. Diferente d"Uma Breve História do Mundo", não é tão breve. E não fica a sensação de que pulei um monte de páginas. Eu demorei por que estava muito preocupada com tantas outras coisas e não conseguia pegar o livro para ler. Só nas noites de insônia. Mas nem adiantava, por que não me dava sono, então tentava outro livro. E acabei lendo vários livros ao mesmo tempo.
Não acredito que o autor vá viver mais 90 anos (nem se eu vou viver mais 90 anos...) para poder contar também a história do Século XXI, mas fiquei satisfeita por que; para ele, 11 de setembro ainda foi Século XX (?!), então não teria nenhum fato marcante para contar sobre o século XXI! Mas os autores sempre surpreendem.
Acho que nem preciso dizer que gostei, né? E super-recomendo. Mesmo para quem não gosta de livros de guerra, por que o livro não é pesado, não fica falando de estratégias ou descrevendo combates.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balanço 2010 e Planos 2011

Bom, primeiro preciso pedir desculpas que minha retrospectiva ficou curta demais. Eu tinha planos para pelo menos mais dois títulos mas não tive tempo de fazer.
2010 foi o ano de estréia deste blog, e como já disse, não tenho como dedicar muita atenção a ele. Sei que se eu diminuisse o tempo que me dedico a leitura, teria mais tempo para escrever, mas a ideia não é essa.
Eu li bastante em 2010. Confesso que não esperava isso tudo, passar de 100. Também me surpreendi com o blog. Achei que desistiria em poucos meses, e quase o fiz. Perdi o medo de fazer resenha, embora o que eu faça ainda não acho que dê para chamar de resenha. Consegui um colaborador (a Lesma) e estou tentando mais um, meus primeiros seguidores (obrigada!!!) e estou perto da minha primeira parceria com outro blog. Cada comentário que recebi me fez pular de alegria. Um sorriso que eu não conseguia tirar da cara! Ainda não sei mexer muito bem, não consegui fazer meu próprio layout, mas gostei desse aqui. Gostaria de ter feito um ícone para link do blog, mas ainda não peguei a manha. Aos poucos, fui acresentando os itens nas barras lateral e superior e acredito que ficou melhor.
Minha única tristeza, é quando eu abro a página de lista de leitura e vejo que são tão poucos os links para post. Sinal que eu estou com muito trabalho atrasado. É que a principal proposta deste blog, era contar sobre os livros que eu leio antes que eu esqueça. É bem difícil falar sobre um livro muito tempo depois. Você já não lembra direito. Mas muita gente pergunta coisas do tipo: "Já leu livro tal? O que você achou?" E eu acredito que se deixasse aqui escrito era muito mais fácil de resgatar. Muitos livros só vou poder escrever sobre depois de reler, felizmente posso usar esse artifício.
Bom, para 2011, como podem ver, além dos livros que sobraram da minha lista de leitura do ano passado, também coloquei a lista de livros viajantes que virão me visitar. Não estão em ordem de chegada, só alfabética mesmo. E ainda não estão completas. Irei atualizando ao longo do ano. Provavelmente não irão zerar.
Sobre o livro viajante falarei futuramente, mas foi a minha maior alegria de 2010!
Minha meta de leitura para 2011 será mais conservadora. Quero chegar a 70 novamente. O motivo principal é poder atualizar pelo menos semanalmente o blog. Não sei se terei que fazer muitas viagens a trabalho, e isso afeta bastante as minhas leituras.
Como disse, pretendo priorizar as resenhas das leituras recentes e quero fazer resenhas de todas as leituras anteriores, nem que para isso precise reler os livros. Então, já sei que não será neste ano que colocarei em dia.
Assim que eu tiver uma amostra significativa, quero voltar a fazer comentário gerais sobre coleções, temas, gêneros, autores e sobre as adaptações de cinema, documentário, seriados e afins.
Não sei se voltarei a colocar textos de minha autoria, não tenho conseguido escrever. A parte boa é que aparentemente, o bloqueio que eu estava, que não conseguia ler nada, parece que passou e estou super animada neste começo de ano. Vou começar mais devagar para não travar de novo (senão, não seria a Tartaruga).
Pretendo fazer como vários blogueiros e falar sobre hábitos de leitura. Não necessariamente os meus, mas como o que fiz anteriormente sobre a França.
Também quero abrir um canal para interação no blog. Por enquanto, caso tenha interesse de participar ou dar sugestões, deixe um comentário e o e-mail que eu entrarei em contato.
Bom, Feliz 2011, e que venham as leituras...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

França

Não gosto de fazer criticas. O que eu vou contar é apenas um relato de fatos.
Confesso que me irrita a maior parte das viagens que tenho que fazer, mas é claro que eu sempre entro em livrarias ou visito o setor de livros em supermercados. E é uma experiência interessante. E claro que eu não achei livros em português para comprar em nenhum desses lugares.
Não viajo tanto assim para escrever sobre isso sempre, mas sempre que possível, vou comentar sobre os curiosos hábitos de leitura.
Minha última experiência de 2010 foi na França. E eu fiquei maravilhada pela quantidade de títulos que no Brasil seriam quadrinhos... Os franceses, além do bom humor com suas historias, também valorizam bons ilustradores e desenhistas. Lembrou-me os tempos da Revista MAD, e das edições de banca do Laerte ou do Angeli. E isso quando eu visitei o setor de livros de um supermercado. Mesmo a cidade que estive sendo pequena, tem mais de uma biblioteca pública e uma cidade dos livros. Em todas, além dos livros também têm esses quadrinhos, que são verdadeiros livros, com capa dura. Da minha visita ao supermercado eu só comprei uma edição de Asterix, por que já tinha outra e preferi comprar da mesma coleção. A que eu queria, não achei, mas pelo menos sei que é mais fácil de entender o francês em quadrinhos (tem os desenhinhos para ajudar!), então vou conseguir ler. Já vi para vender essa coleção no Brasil, mas costuma ser difícil de achar todas as edições.
Bom, os hábitos de leituras são diferentes, o estilo de leitura é diferente, os preços são muito diferentes, mas o que eu achei mais triste foi saber que eu nunca vou encontrar muitas destas obras publicadas em português. Muitas têm contexto político, por isso não chegariam ao Brasil mesmo, mas têm clássicos da literatura em quadrinhos como o Asterix e Tintin, vários títulos de mangás, quadrinhos adultos, quadrinhos infantis tipo contos de fadas e agora também os graphic novels de outras obras. O tamanho da seção dedicada para esses livros era impressionante.
Outra coisa que não tem no Brasil são as lojas especializadas. O mais parecido que eu vi no Brasil, foram as lojas de RPG, que além dos livros e cartas, têm os bonecos (desculpe se o termo não for correto) e os artefatos. Mas nas lojas especializadas, além de tudo isso tem inúmeros tipos de objetos para os fãs: canecas, camisetas, chaveiros, pôsteres, miniaturas de plástico, de pelúcia, descanso de copo, descanso de papel, material de escritório, louça de mesa e infinitos brinquedos licenciados.
Minhas mãos pulavam de um objeto a outro sem saber o que escolher. Optei por um lápis e alguns pins.
Bom, sobre os livros, eu falo uma outra vez.