quinta-feira, 7 de abril de 2011

Wake

Essa foi uma leitura despretenciosa. Conhecia elogios a "Wake", mas não tinha nenhuma ressalva ou furor sobre o livro. Então, ele sequer aparecia na minha lista de prioridades para leitura. Acreditem, a lista é bem maior do que a que está visível no blog. E também por isso que eu gosto tanto das possibilidades que o Grupo Livro Viajante me traz.
Jane é uma apanhadora de sonhos. Desde os 8 anos, sempre que alguém adormece no mesmo ambiente que ela, assim que a pessoa começa a sonhar, Jane não consegue evitar adentrar o sonho. Lugares como salas de espera, ônibus, bibliotecas são lugares que Jane passa a evitar para não ser apanhada.
Jane é uma adolescente de quase 18 anos que trabalha num asilo de idosos. Foi criada (se é que podemos usar essa palavra) pela mãe, sem um pai. Mora em um bairro bem simples. A mãe vive bêbada. Não lhe dá atenção ou carinho. Sua melhor amiga e vizinha também não faz parte dos populares mas tem bastante amizade com uma delas. Jane não tem intenção de ser popular ou ser aceita. Acredita que sua condição não permite uma vida com amizades normais.
Apesar de todas as dificuldades financeiras e emocionais, Jane quer muito ir para a faculdade. Para isso, mesmo que precise ficar noites sem dormir, não deixa de ir para a escola, se esforça para tirar as maiores notas e faz o máximo de horas possível no emprego para juntar dinheiro para a faculdade.
Neste primeiro livro, Jane está tentando entender o que é o seu dom e passar pela adolescência da forma mais discreta possível. Mas eis que Cabel aparece na vida de Jane e muitas coisas mudam.
O livo corre facilmente. A linguagem é bem simples, para adolescentes mesmo. Tanto que li em poucas horas.
Aconselho quem se interessar a procurar a sinopse do livro Não quero arriscar falar demais.
Uma característica muito boa em Jane é a vontade e o esforço para ajudar as pessoas a se livrar dos pesadelos e transformá-los em sonhos agradáveis quando é apanhada. Quando não consegue ou está muito fraca, a única escolha é tentar sair do sonho.
A percepção de Jane com relação às pessoas a sua volta leva em consideração suas impressões sobre os sonhos que entra. Prestem atenção nos personagens e o que Jane conhece e não conhece.
Há quem pense o contrário, sempre. Mas vou defender o Cabel. Não gosto de personagens perfeitos, que nunca erram e menos ainda daqueles personagens tolos que vivem fazendo coisas erradas por displicência e precisam de ajuda dos outros personagens que são perfeitos. Também aprecio personagens que não são completamente bons ou maus porque estes são mais reais. E Cabel também é inteligente e sagaz.
A leitura de "Wake" me deixou com muita vontade de ler "Fade". Em breve!
Este foi o Décimo Segundo livro recebido pelo Grupo Livro Viajante e foi cortesia da Kel, novamente! Obrigada e espero poder retribuir.
As últimas e as próximas semanas foram/serão bastante agitadas, por isso continuarei sumida. Peço a compreensão de todos caso não responda os comentários. Ainda posso responder por e-mail o contato.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Postagens mais Populares

Em breve pretendo fazer uma pesquisa de satisfação para entender o que está dando certo e o que não no blog. Mas antes preciso fazer uma pergunta muito valiosa: "Por que "O Conde de Monte Cristo" é a postagem mais visualizada?"
a) Porque tem a foto do Castelo de If.
b) Porque o livro é muito grande e dá preguiça de ler então prefiro ver o filme e ler resenha.
c) Porque está na lista de leituras obrigatórias do vestibular xxx.
d) Porque esta é a melhor resenha do blog.
e) Outro. (Justifique se possível...)

A maioria dos blogs literários só tem postagens de livros recentes. São poucas as leituras de postagens sobre clássicos. Por isso achei inusitado esta ser a postagem mais popular.
Como eu havia dito anteriormente, a proposta do blog é guardar a minha opinião sobre muito do que leio para poder contar para quem tem vontade de ler. E no blog, a informação está acessível não só para os meus amigos (que sempre me pediram para fazer isso) como também para os desconhecidos (que podem se tornar meus amigos também).
Eu sei que o Velocidade de Tartaruga não é popular. E não o divulgo para conseguir seguidores porque sei que não tenho tempo para gastar com isso. A maior parte dos meus visitantes (na estatística do blog) são de pessoas que eu não conheço. Então gostaria de saber o que está dando certo e o que não. A sua finalidade já está sendo atendida.
Por favor, sintam-se à vontade para comentar ou mandar e-mail que eu respondo sempre que possível.
Em breve, mais resenhas. Estou com muitas leituras em atraso.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Guia do Toco

A maioria dos livros nacionais que tenho lido têm vindo pelo Livro Viajante. Muitos talvez eu sequer tivesse curiosidade em ler. Mas pretendo falar mais sobre isso futuramente.
"O Guia do Toco" fala sobre aquilo que todos nós passamos para dominar a arte da conquista. Afinal o lado bom dos erros é que aprendemos com eles.
As autoras fazem uma coletânea bem humorada e com exemplo dos "tocos" tomados. Aqui em São Paulo, falamos de forma mais genérica "levar um fora" quando termina um namoro ou relacionamento e "tomar um toco" quando a cortada já é na primeira investida, digamos que na cantada. O "Toco" utilizado no livro engloba os dois conceitos. Parecia muito mais com o "Fora". Nunca havia perdido tempo pensando na definição e nem sei se o que eu entendo é um consenso. Mas demorei algumas páginas para acostumar. Apenas umas poucas, porque o livro é fininho e com algumas ilustrações que seguem a mesma linha da capa.
A ideia do Guia é preparar, principalmente a mulher para o Toco, como identificá-lo e se defender (fuja, ou dê um toco antes, que o toco é certo). Mas também é um guia de como aplicar, não sei se intencionalmente. Não tem muita diferença homem/mulher nas situações narradas a ponto de ser um livro de mulherzinha.  Afinal, a sociedade mudou muito em termos de Guerras dos Sexos. Garanto que a leitura agrada igualmente homens e mulheres pela forma como são variadas as situações.
Nenhuma delas é novidade, mas os nomes dos tocos são bem criativos.
Esse foi o Nono Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Janaína. Obrigada e espero poder retribuir.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Velho e o Mar


O que torna os livros de um ganhador de Nobel da Literatura tão especial? Provavelmente já eram especialmente bons para que o autor ganhe este renomado prêmio. São 3 os livros de Ernest Hemingway que eu tinha vontade de ler para conhecer. Um deles é "Paris é Uma Festa". O outro era "O Velho e o Mar". O que me impedia? O preço. Por mais que o autor tenha sido um renomado escritor, acho os livros muito caros para suas poucas páginas. Mas tenho reanalisado muitos de meus conceitos, inclusive esse.
É uma história de pescador. Bom, ele já está velho e são muitos dias sem nenhum peixe. Não tem recursos além dos equipamentos de pesca e o barco. Com esse tempo todo sem efetivamente pescar, inclusive a comida lhe falta. O jovem aprendiz que o acompanhava, atendendo aos apelos da família, passa a trabalhar em outra embarcação. Mas nem por isso o velho pescador desanima de voltar ao mar todos os dias. Afinal, outras vezes esteve muitos dias sem nada. Então, ele finalmente pesca um peixão, mas esse é só o começo de uma disputa.
O desafio do pescador todo dia no mar lembrou-me muito "Moby Dick". Fiquei feliz por já ter lido "Moby Dick" antes de ler "O Velho e o Mar".
Em momento algum se gasta um tempo contando a vida dos personagens além daqueles poucos dias. Quer dizer, conta-se muito pouco. Por isso o livro é tão fininho.
Eu li algumas coisas que escreveram sobre o livro, e o que mais me marcou foi a afirmação de que muitas pessoas destacam a genialidade desta obra pelos seus muitos significados e diferentes interpretações. Eu não conheço o suficiente para uma análise tão profunda. Todos deveriam conhecer para ter seu próprio ponto de vista. Achei a história bem triste.
Esse foi o Décimo Primeiro Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia do Leko. Obrigada e espero poder retribuir.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Asterix

Faz quase 6 meses que estou morando na França em função do meu trabalho. Mais precisamente, estou em Aix en Provence, que fica no sul do país e próximo de Marselha.
Nos finais de semana, o ritmo de vida é bem diferente da rotina de segunda a sexta. A partir de sábado à tarde a maioria das lojas e supermercados fecham. O jeito é aproveitar para passear, procurar alguma apresentação cultural, ver as feiras nas praças, ler um livro ou ficar à toa tomando um café em uma mesa de um bistrô qualquer só para ver o vai e vem de pessoas e carros.
Em um domingo de manhã, acabei encontrando uma feira de livros usados. Várias pessoas estavam oferecendo seus livros de todos os tipos e épocas. Despretenciosamente comecei a procurar algo para me distrair e acabei encontrando os quadrinhos do Asterix. Quando o vi, lembrei dos desenhos animados que tantas vezes assisti em minha infância e resolvi que esse Band Dessiné (quadrinho em francês) seria uma ótima forma para me distrair e praticar o meu francês.
O quadrinho conta as aventuras de Asterix, seu inseparável amigo Obelix e seu cãozinho Ideiafix durante a época do império Romano. Esses irredutíveis gauleses são conhecidos por terem uma força sobre-humana graças ao efeito da poção mágica feita pelo druida Panoramix. Essas histórias representam de uma forma tipicamente francesa os seus conflitos com os romanos e as diversas aventuras dos guerreiros gauleses em lugares distantes e culturas diferentes.
Sem perceber, essa é uma leitura rica em história, geografia e em informação cultural dos povos que Asterix visita. Para dar uma ideia, eles participam dos Jogos Olímpicos em Atenas, viajam para a Índia, Grã-Bretanha, Egito, Roma, encontram piratas e mercadores... enfim, a cada edição temos novas descobertas e aventuras. Como são 34 edições ainda terei bastante para ler...
Algo muito interessante é o paralelo com os costumes do povo francês: a culinária diversificada, cheia de temperos, ervas, carnes diversas (javali, lebre, pato, cavalo, boi, cordeiro, escargot...) e as refeições ao ar livre. Outro ponto é o interesse (do francês) por outras culturas e a vontade de viajar pelo mundo.
A leitura é leve e divertida, mas não sei se têm todas as edições em português. Enfim, para quem quiser aprender ou estiver aprendendo o francês esse quadrinho serve de motivação.

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Asterix, texto de R.Goscinny e desenhos de A.Uderzo
Para quem quiser se informar mais, segue o site oficial.
E para mais quem gosta de mais emoções, próximo a Paris, existe um parque de diversões do Asterix.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apátrida

Eu sou dramática por natureza.
Logo nas primeiras páginas deste livro, achei que não terminaria. As margens são bem pequenas e o espaçamento também, não tem figuras e a narradora usa algumas palavras em polonês.
Como o livro foi uma cortesia da autora no grupo Livro Viajante, insisti mais alguns capítulos. E sofri para parar já que eu não tenho muito tempo para ler, infelizmente. São só umas duas horas à noite, antes de dormir, ou na sala de espera antes de viajar.
Essa é uma história que se passa no leste europeu, justamente na Polônia onde começou a II Guerra Mundial. Irena é a filha mais nova de uma família de camponeses. Seu melhor amigo é um judeu, Jacob.
Embora seja uma história de muito sofrimento, é maravilhosa. Irena é uma sobrevivente. Viveu sob o regime comunista logo após o casamento, depois sob a dominação dos alemães de volta na Polônia, até ser levada para um campo de concentração.
A partir do 7º ou 8º Capítulo, a narradora mistura passagens do presente junto com o passado. Os nomes vão aparecendo aos poucos, para ir juntando a história. O amor aos filhos é incondicional. E a admiração vai aumentando a cada dia. Com relação aos amores de Irena, tanto Rurik como Jacob e os que aparecem depois, ao longo da narrativa dá para perceber que o sentimento vai mudando.
Nenhum personagem se trata de uma mera citação. Todos têm uma importância grande para a história. Vale a pena prestar atenção em todos eles.
Irena erra, se arrepende e reflete sobre tudo isso ao contar sua história. O prólogo já fala de Irena com netos e bisnetos no Brasil. Então não é spoiler dizer que ela vem para o Brasil e sobrevive a isso tudo.
Recomendo atenção para quem não gosta de livros sobre guerra. Eu gosto bastante. De fato é muito triste e tem muito sofrimento. Mas como eu disse no começo, embora tenha parecido à primeira vista que eu não conseguiria ler, não consegui parar.
Esse foi o Décimo Sexto Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da autora, Ana Paula. Essa resenha faz parte das regras de participação para esse livro viajante. Obrigada e espero poder retribuir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dezajustada

A personagem principal se chama Charlie. Não, não é um rapaz. É uma moça. Charlie é de Charlotte. Por quê? Ah, é que o pai é grego. E o nome que o pai acha que deu para a filha é um pouco diferente.
Charlie é formada, trabalha numa academia, mas ainda mora com os pais. A academia ou Empório para o Corpo, como prefere que seja chamada, é a estigma de perfeição. Frequentada por famosos. Segue um critério rigoroso para admissão de sócios. O dono é um visionário de oportunidades para lucro.
Charlie acabou de ser promovida a gerente. E nem bem começou a entender como é o trabalho, tem a preocupação de não ser odiada pelos colegas, recebe ordens incompletas de seu chefe e não quer perguntar para não parecer que não mereceu a promoção. Alguns professores da academia não estão muito a fim de trabalhar. Outros estão marcando ensaios para o novo clipe de uma estrela pop. Mas o auditório precisa de manutenção...
O pai de Charlie resolveu arrumar um noivo para ela. E tem que ser grego. Mas Charlie arrumou um rolo muito interessante.
É, a vida dela está complicada. Completamente Dezajustada. Mas Charlie é esperta. Sempre dá um jeito.
Foi difícil resumir. Não conhecia nada da autora. Mas li em poucas horas. É um chick-lit interessante. Charlie não é insegura, é cativante e esforçada. Suas confusões, principalmente as "coisas de grego", são muito engraçadas. Não tem como não rir com o pai de Charlie: "mim não ser grico, mim falar inglês". Essa é uma história leve e divertida com alguns detalhes picantes. Proporciona também várias risadas.
Como tenho dado prioridade para os Livros Viajantes, na ordem em que eles chegam, não consigo escolher muito o que vou ler pelo meu estado de espírito, mas terminei de ler esse com vontade de mais. Minhas leituras estão bastante mecanizadas, infelizmente.
Esse foi o Oitavo Livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Carol V. Obrigada e espero poder retribuir.