Mostrando postagens com marcador gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gravidez. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A Tendência das Mães

Não tem uma mãe que não tenha cometido a besteira de achar que outras mães precisam fazer o mesmo que ela fez. Lembrando que crianças não são iguais, temos os dois pontos: o que deu certo para você pode não dar certo para o outro e se você não contar, a pessoa pode estar sem saber o que fazer e você tem a solução mas não contou.
Eu gosto de contar o que eu fiz e o que deu certo. Agora, com dois filhos, principalmente me espanta o tanto que estou reinventando para o segundo. Sempre estive preparada para as diferenças, mas continua me espantando e me frustrando pela forma como acontece. E eu gosto de procurar dicas de outras mães para escolher o que pode dar certo com as minhas crianças. E isso é o fruto da maior insegurança da maioria das mães: conseguir ser uma boa mãe e criar bons filhos.
Eu sei que eu erro, muito. E é curioso como eu perdi o medo de sentar e conversar com o meu marido sobre a insegurança de ter tomado a decisão certa, ou a atitude certa em relação aos filhos. Muitas vezes a nossa preocupação é a mesma mesmo que a opinião seja diferente. 
Então eu quero antes de tudo pedir desculpas por todas as dicas que eu dei que soaram como um manual da boa mãe que eu não sou. Por parecer que eu entendo de um assunto que eu nunca pesquisei, mas me senti no direito de dividir a minha experiência que era só minha. Quero também pedir desculpas para todas as vezes que eu saí contando o que eu fiz sem que a mãe tenha perguntado só pela satisfação pessoal de ter feito algo que deu certo. Eu estava só pensando em mim, e esqueci do sentimento da mãe que teve que me ouvir.
Eu comentei um tempo atrás que eu estava me desapegando de alguns hábitos, e um deles é o de ajudar os outros sem ser solicitada. Provavelmente estou indo por um caminho mais individualista, e porque não, egoísta; de escrever sobre o meu lado e sobre o que só me interessa. Por isso é um blog pessoal. Apesar de eu gostar de procurar opiniões em outros blogues e acompanhar alguns, cada vez mais eu fico com a impressão que posso estar mais desagradando do que agradando com estes textos. Eu tento muito não ser pedante e ficar ensinando outras pessoas a viverem pelas minhas experiências. Eu já evitei amizades com pessoas que tentavam me ensinar a viver ou sentiam que as minhas experiências podiam corrigir as vidas delas. E não é assim que funciona. Eu luto para produzir textos pessoais que possam trazer alguma informação produtiva, mas quem sou eu para ensinar alguma coisa? Sim, eu sou mãe de duas meninas muito diferentes. Gosto de viver intensamente a maternidade. Mas eu só tenho experiência para dividir. Não tenho nenhuma instrução ou conhecimento nesta área que me permita ensinar alguma coisa. Ainda que eu traga dicas, nenhuma delas é sinônimo de sucesso já que cada um é cada um.
Não posso prometer que não vou fazer de novo, mas preciso neste momento pedir desculpas pelos meus excessos. Se tiver algo que eu posso explicar melhor da minha experiência, pode pedir que eu terei prazer em atender. Se eu fui pedante e muito rainha da verdade também faça-me saber que posso tentar melhorar o meu texto. 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Otimizando o Serviço

Foi muito difícil o período em que estivemos tentando engravidar e sei que muita gente passa por isso. Mas me pego pensando no que pode ser determinante para uma gravidez. Não é fruto do amor, ou não seria possível engravidar num estupro. Não é fruto de saciedade por que muitas mulheres têm filhos antes de descobrir o que é um orgasmo.
Eu sempre falei que a gravidez é uma dádiva. Não tem como dizer de outra forma. Tantas pessoas descobrem muitos problemas clínicos e mesmo assim conseguem engravidar. Ao mesmo tempo outras não tem nenhum problema clínico e mesmo assim não acontece. 
Eu fiz tudo o que precisava ser feito e deveria esperar a minha dádiva. Posso não ser merecedora se continuar seguindo nesta linha. Mas não é este o ponto. O ponto é que parece que não se trata simplesmente da compatibilidade genética, do perfeito funcionamento dos órgãos e do ato em si. Algumas vezes não acontece por que não é a hora de acontecer. 
Meu desejo não era insano. Já tínhamos uma filha e sabíamos que temos condições de criar mais uma criança. Ainda tenho uma idade que a fertilidade não está tão baixa. Então o que me impede de ter este bebê?
Esta resposta não está disponível. Pode ser qualquer coisa. Mas não é algo que esteja em ambiente controlado. Não é algo que dependa da minha vontade ou do meu esforço. Ainda que eu faça a minha parte ainda preciso da minha parcela de sorte ou fé. 
Ainda estou estruturando tudo o que eu me pus a fazer para me preparar. Ainda estou passando pela etapa de encerrar projetos para iniciar outros. Ainda estou com variações no sono que me fazem ter picos de energia e falta de sono.
Mas estou voltando para o tempo que eu tenho e o que eu consigo fazer. Pode ser que demore mas pode ser que seja já amanhã.
Eu não sou ninguém para ensinar como engravidar. Mas considerando o tanto de dúvidas que as pessoas têm quando eu toco no assunto, resolvi perder um tempinho relatando algumas informações. Nada é garantia de sucesso, já disse isso por aqui. A principal mensagem que eu queria deixar é: use os recursos disponíveis para otimizar o serviço e reduzir a frustração.
A primeira dica é: conheça o próprio corpo. A maioria das mulheres que converso diz que tem o ciclo irregular e por isso é impossível saber quando está nos dias férteis. Isso não é bem assim. Por mais vergonhoso que seja, tente anotar exatamente quando é o primeiro dia do ciclo em alguns meses e verifique o intervalo entre estes primeiros dias. Talvez demore muito mais de 3 meses para você identificar um padrão. O importante é ter noção se o ciclo é de 28 dias ou de 35. E pode ser qualquer intervalo entre. 
Depois disso é importante tentar perceber os sinais da ovulação. Não é o fim do mundo. Parece um pequeno corrimento, semelhante à menstruação, mas incolor. O cheiro é bastante peculiar. E ocorre geralmente na metade do ciclo. Os dias férteis ocorrem até 4 dias antes da ovulação. Então observe para reconhecer e se preparar.
Outro aspecto importante é não se cobrar. Quanto mais se conhecer, mais fácil é saber o que está acontecendo e tomar a melhor decisão. Eu resolvi ouvir aquele monte de conselho que as pessoas dão e acho que quando se está tentando, não custa nada arriscar estas dicas. Pode ser que não sirva, mas pode ser que aconteça. Pode não ser de primeira ou pode nunca acontecer. Mas ter a chance de receber a sua dádiva é maravilhoso.
Depois de toda esta tensão até conseguir engravidar, passei por outro tormento no fim da gestação. E voltei a refletir no que poderia estar errado, principalmente se eu estaria disposta a me sujeitar a tudo isso de novo. E a minha resposta têm sido não. Pode ser que um dia eu mude de ideia, mas por enquanto eu revejo todo o sofrimento e a tensão e penso que não quero passar por tudo isso mais uma vez.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Roupas para Grávidas e Roupas para Amamentação

Cada pessoa tem a sua visão pessoal sobre estes tipos de objetos. Como a gravidez dura 9 meses e a maioria das mulheres consegue usar as suas roupas pelo menos até os 5 meses as roupas de grávidas tem um uso programado para até 4 meses. É claro que tem mulheres que não precisam de nada novo e outras já perdem tudo no segundo mês. Eu diria que este período é uma referência. Então é complicado planejar e comprar roupas para serem usadas por 4 meses. Não pode ser tão pouco já que você provavelmente não vai ter outras opções. Então geralmente as mulheres enjoam das roupas que usam repetidamente durante a gravidez e precisam se livrar delas o mais rápido possível. Mesmo roupas que já eram suas, quando se usa tanto em tão pouco tempo não dá nem vontade de ver em outra pessoa a mesma peça.
Como já passei desta fase, entrei num dilema para estas roupas e não sabia bem o que fazer. Em minhas duas gestações, consegui várias peças emprestadas e pouco precisei comprar. Essas peças que peguei emprestado eu devolvi para os donos. Acho melhor assim. Mas esta facilidade de não ter apego a este tipo de roupa é justamente por que usei em um corpo que eu não reconhecia como meu. São tantas alterações e o foco passa a ser tanto a criança que a mãe é o mero envólucro que carrega o tão precioso bebê. Aquele corpo deixa de ter o significado individual que representa a pessoa que você é. Psicologicamente falando ainda tem um monte de explicações, mas para leigos acho que isso está bom.
Algumas mulheres são grandemente fascinadas com o estado gestacional e logo começam a pensar nos modelitos de grávida, as camisetas com as mensagens divertidas como parte da preparação para o bebê que vem vindo. Mas eu nunca me empolguei. Muita gente diz que dá pra comprar roupa tamanho maior e ir usando, mas para mim, só funcionou com o sutiã.
Então para não dizer que eu não comprei nada, comprei duas calças e uma bermuda para grávidas. Procurei os produtos de lojas de departamentos porque as peças são um pouco mais baratas que as das lojas especializadas. Em compensação são poucas unidades e poucos modelos. E para peças básicas eu recomendo. Tanto que não cheguei a enjoar das peças mesmo depois da gravidez e guardei para uso futuro. Já as blusas, prolonguei ao máximo usar as minhas peças para ter mais opções antes de enjoar e não precisar usar sempre o mesmo. Atualmente é fácil encontrar roupas mais largas e blusas do tipo bata. Como eu continuei com barriga depois do nascimento da mais velha, a maior parte das minhas blusas já eram um modelo larguinho então consegui variar bastante. É claro que algumas destas blusas eu me cansei a ponto de não conseguir mais olhar para elas. E coloquei tudo para doação. Não teve jeito.
Mas sobre essa ideia de sacrificar algumas roupas durante a gravidez para descartar depois foi o que eu fiz com os sapatos. Por mais que o pé não inche e continue do mesmo tamanho e formato, a pisada muda, assim como o peso que ele carrega. E eu não consigo usar depois.
Sobre roupa de amamentação eu preciso fazer um parêntesis. Eu nunca gostei da ideia de usar uma roupa que gritasse: eu estou amamentando e vou fazer isso na sua frente. E é mais ou menos essa imagem que muitas delas passam. É um dilema complicado já que as suas roupas ainda não cabem, as roupas de grávida já não caem tão bem com a barriga menor... O que fazer? De novo, eu separei algumas peças mais versáteis. Em casa uso calças com camisetas largas que são mais confortáveis. Para sair, procuro opções de roupas mais discretas. E só amamento quando não tenho outra opção. Mas daí, prefiro usar as roupas adaptadas para amamentação. Na primeira gestação eu só usei o sutiã, e mesmo assim, não gostei. Nesta segunda gestação, consegui algumas peças emprestadas. Apesar de muitos falarem que era bobagem, só para gastar dinheiro. A verdade é que a amamentação dura pelo menos 6 meses e já é mais do que as roupas de grávidas.
Então achei que pelo menos umas 3 peças para usar para sair, não é em vão. É claro que quem tem um bebê recém nascido não precisa inventar de sair, mas depois de alguns meses, mesmo que tenha alguém para ajudar, algumas coisas só a mãe pode fazer. E você vai ter que sair e estar preparada para amamentar. Esse tipo de roupa não é tão fácil de achar em lojas de departamentos, neste caso, são mais as roupas adaptadas que você vai poder usar. Principalmente aquelas transpassadas ou que abrem alguns botões na frente. Mas descobri que as peças com recortes específicos são mais confortáveis e você não precisa se preocupar se a fraldinha está cobrindo, se não está muito no rosto do bebê ou se abriu e esqueceu de fechar, ainda mais quando a criança começa a se jogar.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Crescimento da Família

Tem gente que resolve mudar para um lugar maior quando descobre que a família vai aumentar. Tem gente que se programa e deixa o quarto pronto muito antes de estar grávidos. E também tem gente que passa por isso sem mudar nada na vida. Mas geralmente se tem quase 9 meses para se preparar. Então dá tempo de fazer o que precisa fazer.
A minha vida mudou bastante com a maternidade. Penso que numa segunda experiência a mudança é menor. Já não tem a novidade e a minha rotina já é de mãe. Mas é bem diferente passar pela gestação sem ser mãe do que tendo um filho para seguir a rotina e dar atenção.
Sobre as mudanças que resolvi fazer, a maior delas foi no quarto. Da outra vez eu tive o trabalho de desocupar o quarto e muita coisa foi para o escritório, a área de serviço e os maleiros. Desta vez, já não tenho estes espaços disponíveis.
Como contei, desde o começo, tínhamos coisas que gostaríamos de fazer na casa e fomos decidindo em função do prazo para o nascimento da criança.
O quarto demorou mais tempo do que eu gostaria para ficar pronto. E com isso vivemos mais tempo na bagunça sem poder colocar as coisas no lugar. Mesmo começando o quanto antes, eu não tive disposição física para fazer o que poderia ser feito, o cansaço, o inchaço nas pernas e a dor ciática não permitem muito esforço. Depois, tive que aceitar fazer as tantas outras coisas conseguia fazer e podia adiantar. Mas muitas ainda precisam do guarda roupas e do berço ou ainda é cedo para lavar a roupa e deixar a mala da maternidade montada. Foi um período bastante corrido e conturbado.
Os preparativos para o chá de fralda me deixaram ocupada neste período de espera. Muita coisa eu fiz sentada. Aproveitei o chá para mostrar tudo o que eu já tinha. Então decorei com fotos do quarto, mostrando os móveis e os objetos. Desci para o salão com mais outro tanto de coisas que eu consegui com a família, inclusive os novos. Também usei na decoração o que eu guardei da mais velha de roupas e brinquedos, e algumas coisas que eu comprei.
A arte do convite foi bem simples, nada demais. A outra coisa que eu fiz foi o móbile de Origami que eu mostrei como um dos projetos de 2017. E a mesma arte do convite eu reproduzi na entrada do salão. Sei que ficou bem simples. Também foram poucos convidados, mas era só o que eu esperava mesmo. Não tinha energia para aguentar algo mais agitado. 
Depois ainda havia a necessidade de guardar os presentes do chá, mas neste momento já havia algum espaço. A melhor parte foi poder guardar as coisas no guarda roupas, montar o bercinho no lugar e descobrir o que eu precisava comprar.
Ainda negociei comprar usado o enxoval que me foi oferecido por outra mãe. E tudo deu bem certo. A chegada antecipada foi um pouco tensa, mas mesmo o que não havia sido comprado, eu já havia listado. Então foi bem simples de reorganizar. Estou aproveitando este período de licença para fazer um pouco das coisas que eu esperava fazer nas minhas férias, que eu não tive, e me dedicar aos meus projetos para a casa. Estamos indo muito bem, mas temos tido muito trabalho. O crescimento da família não me assusta, principalmente por termos nos preparado para isso. Mas agora, paramos por aqui.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Programa de Recuperação da Auto Estima

Estou quase terminando de contar sobre o que eu consegui fazer em 2017 e o que eu estabeleci para 2018. Mudando um pouco o meu foco para outras coisas, estou também olhando por uma nova perspectiva.

Um fator que eu não consegui lidar durante e após a gravidez é o ganho de peso e a alteração do formato do corpo. A maioria das mães diz que com o tempo dá pra voltar ao peso que tinha antes e perder a barriga. Mas mesmo depois de estar com o peso abaixo do que eu tinha antes, as minhas roupas continuavam não cabendo em mim. O formato do corpo ficou bem diferente. Tem mãe que reclama do tamanho do quadril, do formato e consistência do seio após a amamentação, algumas reclamam de varizes, estrias e, claro, a celulite. No meu caso, a minha costela se abriu e não fechou e a barriga não diminuiu de volume proporcionalmente.
Toda mulher tem suas inseguranças com o corpo, a maioria delas é bobagem que apenas elas reparam. Se é válido ou não, não quero julgar aqui, mas quero fazer uma tentativa de controlar as medidas para conseguir voltar a ter o corpo como gostaria que fosse.
Na primeira consulta com a obstetra a única ação foi pesar e ela foi categórica que eu não conseguiria evitar ganhar muito peso. Nem quis saber da medida da barriga, porque já achei que estava grande o suficiente para não conseguir usar qualquer de minhas roupas. E essa é uma parte difícil antes dos 5 meses, quando boa parte das suas roupas já não vestem direito mas é muito cedo para começar a usar as roupas de grávida.
Confesso que já estava um pouco acima do meu peso ideal, queria ter chegado aos 50 quilos, mas não me esforcei e nem cheguei a eles, estava com pouco mais de 51 e já na primeira consulta pesei 52 kg. Até o nono mês pretendia chegar no máximo a 60 kg. Não fiz qualquer tipo de regime, o que eu fiz foi controlar para não exagerar, comer porções pequenas com uma frequência maior e procurar comer direito na maior parte do tempo. Apesar de algumas pessoas que conheço terem ganhado 3 ou 4 quilos somente, estou sendo realista que não vou conseguir engordar menos do que os 9 quilos esperados. Na outra gravidez cheguei praticamente a 12 quilos, engordava entre 1,5 e 2 quilos entre as consultas.
Felizmente na primeira consulta, quando pesei 52 kg, eu já estava com dois meses. Na consulta seguinte com um pouco mais de 3 meses, consegui controlar e engordei pouco, menos de 1 quilo. Então tenho esperança de não engordar demais. Durante a gravidez fui fazendo vários ajustes na minha dieta por conta da vitamina D que estava baixa, para ajudar no funcionamento do intestino que fica preguiçoso, depois para amenizar as câimbras que eu vinha sentindo, e para controlar o ganho do peso. Eu comentei sobre algumas dicas que aprendi cuidando desta gravidez. O resultado foi bem satisfatório, com 5 meses eu cheguei aos 56 kg e aos 7 aos 58 kg. Claro que eu preferia não chegar aos 60 kg e ficar abaixo da minha meta, mas como não cheguei aos 9 meses eu não sei qual peso cheguei.
Não sei direito o que vou fazer, é tudo muito complicado neste começo. A minha ideia era um plano adequado para voltar a forma, tanto quanto possível. Como sei que a medida que eu tinha antes da primeira gravidez é irreal, quero estar ao menos melhor que esta primeira medida da segunda gravidez.
Não pretendo fazer nenhum tratamento estético e nem cirúrgico. Pelo menos nos primeiros 2 anos. Dependendo dos resultados neste período, avalio o que pretendo fazer.
Nos primeiros meses pretendo controlar só com uma dieta balanceada, quero usar a cinta direito e não me desgastar além do necessário. O peso eu praticamente já perdi. Falta menos de 1 quilo, mas estou amamentando e me recuperando de uma cirurgia.
Assim que fui liberada para fazer exercícios, optei por intensificar as caminhadas, ainda sem tentar exercícios físicos mais direcionados, creio que tenho tempo para isso.
Daqui a alguns meses, além da dieta que eu vou passar a ser mais rigorosa, vou inserir alguns exercícios físicos e vou intensificar com caminhada e corrida. Uma vez por mês, atualizo o programa e as medidas.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O enxoval do segundo filho

Aproveitar as roupas sempre foi um princípio valioso nas famílias numerosas. Mas porque não aproveitar entre primos ao invés de comprar já que não são tantos irmãos. 
Não tenho vergonha de dizer que aceito tudo o que me é oferecido para as crianças e que sei que podem usar. Eu tenho condições de comprar roupas novas, nesta fase, até uns 3 anos, a criança suja muita roupa que tem que trocar e lavar e cresce muito rápido. Ainda por cima, apesar de ser bem menor, a roupa custa o preço de roupa de adulto. Então pesa comprar em quantidade. Então será que eu preciso realmente acumular tanta coisa que eu posso pegar ali com alguém? Mesmo que não seja dado ou emprestado, comprar usado também é bem mais vantajoso do que sair comprando tudo novo. Prefiro comprar poucas coisas do que comprar um enxoval inteiro. 
Como já contei antes, para o primeiro filho, mesmo seguindo as dicas de outras pessoas que já passaram por isso, escolhemos alguns produtos que simplesmente não funcionam. E alguns não dá pra saber se vai funcionar. Cada criança é de um jeito. E estes foram os primeiros produtos que descartei, os que não funcionaram. Alguns foram para o lixo mesmo, outros foram para a escola e ainda montei três ou quatro sacolas de desapegos para pessoas do serviço que fizeram campanhas para mães que não tinham condições e pediram objetos mesmo que usados. A maioria estava ainda na embalagem.
Enfim, guardei pouca coisa em casa, mesmo dos itens que eu achei que funcionaram. Também porquê eu não tinha onde guardar a quantidade de coisas que recebi, usei e não tinha mais utilidade. Mas isso foi uma escolha que tive que tomar por esperar tanto tempo para ter outro filho.
Sinceramente, não estava disposta a comprar muita coisa nova. Pretendia na medida do possível aproveitar tudo o que conseguisse através da família. E também só aceitaria o que eu tenho a intenção de usar. 
Não recusei sacolas de roupas de grávida nem roupas e enxoval para recém-nascido. Carrinho e berço eu guardei, então dos produtos maiores só iria precisar da banheira. Mas felizmente consegui ela com um primo.
De mais, eu falei que não queria nenhum pano (pano de boca, lençol para carrinho, toalha para amamentação, manta de todos os tipo...).
E também não vou definir nenhum tema para o enxoval já que novamente vou usar de tudo um pouco. E isso talvez tenha sido a segunda informação mais valiosa: qual o tema do enxoval? Por que precisa disso se a decoração do quarto foi pensada para duas crianças e os itens de bebê vão ser usados por só dois anos e o quarto foi pensado para 5? E depois tive que ouvir que se eu sou a mãe, sou eu que escolho, não tenho que ouvir ninguém. Mas o quarto será de duas crianças, como que você faz uma criança dividir o quarto com um bebê e não deixa ela opinar nas mudanças? É como se estivesse expulsando a criança do seu próprio quarto. É comentário de quem não tem filhos, claro.
E esse é outro grande problema, todo mundo acha que sabe tudo sobre maternidade. Menos o que você pergunta.
Então teve coisas que eu me desfiz por falta de espaço para guardar, e coisas que eu me desfiz porque não pretendia voltar a usar. O que eu mais lamento são as roupas. Como não guardei quase nada, vou precisar comprar bastante coisa. E quando eu vejo fico lembrando do que eu usei na mais velha e não tenho mais. Não adianta lamentar. Eu dei sabendo que podia não voltar. Mas eu ainda estava contando com isso.

Do enxoval resolvi que compraria apenas o kit berço e eventualmente um ou outro objeto. O outro produto que precisava providenciar são as capas para o bebê-conforto. O kit berço na verdade eram só as almofadas para as grades, porque demais itens eu já tinha: mosquiteiro, trocador, lençol, edredom.
Conferi os lençóis e estes estão ok. O primeiro projeto que eu preparei foram as toalhas de banho. E junto recebi o primeiro presente do bebê. Não faço questão, mas fico feliz de receber.
Depois foi necessário pensar na decoração do quarto. E o único item de decoração que eu quis foi o móbile. Eu não tinha dúvidas em aproveitar o que já tinha em casa, então pensei no móbile de pássaros e aviões que eu havia planejado anteriormente. Acabei fazendo apenas passarinhos coloridos que foi um dos projetos de 2017.
Tem vezes que parece que o apartamento é pequeno demais para receber mais uma criança. Já não sei onde colocar as coisas que estão entrando apesar de tanto esforço para ter mais cantinhos vazios. Estou precisando abstrair e deixar para pensar nisso depois. Eu ainda não sei como lidar com as roupas de crianças. O trabalho foi muito maior do que eu esperava e eu demorei para dar conta. Espero me sair melhor desta vez, mas a chance de errar ainda é enorme.
E este é o pesadelo de montar o enxoval de um segundo filho se você não tiver guardado tudo do mais velho.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Alimentação na Gravidez

Existem muitos livros e artigos que tentam aconselhar sobre a alimentação na gravidez. Recomendo sempre dar uma olhada e ver o que pode aproveitar.
Uma coisa que me desgastava muito na alimentação é a culpa. Por que fazemos muitos exames que entregam como estão as suas taxas de glicemia, colesterol e etc. Também tem enjoos e azia que te fazem evitar alguns alimentos. E a verdade é que o paladar fica completamente alterado praticamente nos 9 meses. Também vale lembrar que as pessoas sempre querem que você coma por 2 e vivem reforçando o mito de que grávida tem que ter desejo. E se você não engordar muito vão falar que a criança vai nascer doente (e você vai se culpar por isso) ou se engordar muito além da bronca do médico você vai sentir ainda mais dores nas costas e nas pernas. Deu para entender por que não é fácil se alimentar?
Quanto mais normal for a sua alimentação, mais normal vai ser a sua gestação. Quer dizer, não se force a nada. Passar fome ou vontade te faz tão mal quanto comer demais ou só comer porcaria. 
As minhas dicas são completamente empíricas, não têm qualquer base científica (a não ser a tentativa e erro), mas não custa nada experimentar se já não sabe o que fazer. 

Fibras. Na primeira gravidez tive dificuldade em consumir fibras. Tanto as folhas cruas como os alimentos integrais me enchiam a boca de água e ficava com ânsia de vômito. Desta vez escolhi outra forma de ingestão de fibras, os cereais integrais matinal que tomo com leite (eu sei que é horrível, mas é o que está funcionando) e as frutas. Tenho consumido 3 a 4 porções de frutas por dia, às vezes mais. Algumas vezes troco um lanche ou uma refeição por uma grande salada de frutas e estou me sentindo bem.

Alimentos frios, por algum motivo caem melhor ao paladar. A maioria das grávidas comenta sobre a vontade e a satisfação de comer uva ou tomate. E sim, realmente são os que saciam mais e recomendo ter na geladeira durante toda a gravidez. Mas ao invés do sorvete, optei pela gelatina. Nos primeiros meses, me ajudou bastante a conter o enjoo. Fazia porções pequenas e ia comendo ao longo do dia. Uma caixinha preparada durava até uma semana.

Bebidas cafeinadas. Espero que felizmente não tenha o costume de fazer uso regular de bebidas cafeinadas. Eu sempre fui adepta do cafezinho pela manhã. Cheguei a trocar pelo chá, mas geralmente opto pelos chás preto ou o chá verde que são também ricos em cafeína e outros estimulantes. Consegui cortar completamente na primeira gravidez tomando suco de laranja ou de goiaba, mas desta vez não funcionou e tive muitas dores de cabeça. Indico tentar o café descafeinado da marca Melita. É leve, mas tem o sabor acentuado do café. Outra opção é trocar por um chá mate gelado. Energético ou refrigerante ricos em cafeína sugiro trocar pelo o chá gelado ou um refrigerante levemente gaseificado. Aqui também a grande dica é a moderação. Ao invés de banir, limitar a uma porção tão pequena quanto possível mesmo que esteja usando um substituto.

Carboidratos. São ótimos para conter a azia e diminuir os enjoo. Também são uma fonte de energia rápida para os momentos em que dá aquela fome fora de proporção. Novamente a minha dica é consumir porções pequenas e comer bem devagar. Não espere a fome diminuir para parar de comer senão vai comer um prato cheio de arroz ou um pacote inteiro de bolacha de água e sal. Então coma o carboidrato, mas devagar e espere um pouco o seu corpo reagir antes de voltar a comer.

3 horas parece muito para alguns mas pouco para outros. Tente manter um intervalo regular para a alimentação e evite que aquela fome avassaladora chegue. E tenha rotina para este horário mesmo aos fins de semana. Seu relógio biológico sabe contar o tempo.

Carne. Têm dias que parece impossível comer alguma porção de proteína, tem dias que dá vontade de comer carne crua e tem dias que você só quer comer ovo. Eu não conseguia comer carne vermelha e passava mal só com o cheiro. Ir para a cozinha preparar também era muito custoso. Tente focar mais no consumo de frango ou carne de porco se for o caso, e coma peixe bem cozido pelo menos uma vez na semana. Varie o cardápio e tente pratos novos para estimular o paladar. O bebê precisa muito de ferro mesmo que você já esteja tomando complexo vitamínico.

Se possível, busque auxílio de um nutricionista, experimente os alimentos e os tipos de refeição para ver o que funciona e ouça bem o que o seu corpo pede. Não deixe para resolver o que vai comer quando chegar lá e tenha sempre algum alimento "aprovado" a mão, esteja onde estiver.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A informação mais valiosa

Ok, estou um pouco amarga, mas vale a reflexão.
Não lembro que esta informação tenha sido tão crítica na primeira gravidez. Inclusive demoramos bastante para divulgar nomes embora já os estivesse escolhido. Desta vez, com a facilidade que tem sido para os pais fazer o exame de sangue que informa o gênero da criança, fui constantemente questionada sobre esta informação desde os primeiros meses de gestação. Muitas pessoas sequer se davam ao trabalho de perguntar se está tudo bem. Queriam mesmo era saber com quanto tempo eu estava e se já sabia o que era. Para não ser mal educado, perguntava se eu tava enjoando muito, como se isso fosse o único sintoma de gravidez. Não importa que eu esteja me sentindo muito mal e tenha muitas dores nas costas, ou que eu esteja tomando remédio para enjoo todo dia. 
Sinceramente, fiquei com menos vontade ainda de descobrir o sexo se isto era a única coisa que importa. Para mim, o mais importante é que venha com saúde, que dê tudo certo no parto, que a mais velha consiga lidar com a situação, enfim, que eu acerte mais do que erre e consiga fazer melhor tudo o que errei com a mais velha. 
Também não quero ser soterrada de obrigações que eu não vou conseguir cumprir, não quero ter que ficar pedindo ajuda e nem aturando um monte de gente na minha casa dando palpite na minha vida. Quero ser capaz de manter a calma para tomar as melhores decisões e sentir orgulho do que eu construí como família.
Isso é o que significa esta escolha de um novo filho, e isso é o que me dá anseios pela tão aguardada espera.
É completamente diferente da ansiedade que eu tinha na primeira gestação. Mas continua não tendo nada a ver com a pergunta que parece ser a informação mais importante. 
Curioso que estamos vivendo uma época que todo mundo quer aclamar pela liberdade de gênero, de escolha de orientação sexual.... Então porque que eu preciso saber isso antes? Eu não quero pensar neste assunto. Agora, eu preciso estabelecer o laço de afeto com este novo ser, para ser capaz de lidar com a personalidade que ele vai ter. Nos primeiros meses, em que não souber se expressar, terei que entender o que está precisando e tentar descobrir o gosto, as preferências e a personalidade.
Enfim, eu compartilhei a informação com as pessoas porque uma hora ou outra passará a ser evidente. Estou mudando o meu ritmo de vida por necessidade e não é algo que eu possa voltar atrás. Mas isso não dá o direito de interferir na vida da minha família. Inclusive, interesse em ajudar não depende de saber se é menino ou menina, já que o mais importante não é um presente.
Eu queria só trazer uma reflexão de que a informação mais importante não é se é menino ou menina. E que perguntar para uma grávida se ela está bem só por educação é melhor nem perguntar. Você não vai querer saber os detalhes se ela resolver contar e nem vai ficar satisfeito se ela disser que está bem.
Eu passei a fazer isso, sempre responder que estou bem. Que não sinto dor e que não estou enjoada. Mas as pessoas ficam olhando estranho como se isso não fosse normal. O que eu posso fazer se essa é a verdade?
Mas ninguém me pergunta se eu estou precisando de alguma coisa, se quer que leve o jantar para não precisar ficar na cozinha, se não precisa que fique com a mais velha para poder resolver as coisas para o bebê ou mesmo descansar. Como eu estou bem esperam que de repente apareça um quarto montado com tudo que a criança precisa, que eu receba visita sempre que eles quiserem e que ainda sirva alguma coisa para comer e beber. E nossa, a casa está uma bagunça porque eu estou desleixada.
Eu estou bem na maior parte do tempo. Tenho discutido com o obstetra quaisquer coisa que eu não saiba o que fazer. E não é a primeira vez que passo por isso. Então, não preciso de conselhos de quem não tem filho.
A propósito... é outra menina!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Os Primeiros Meses que Ficaram para Trás

Foi muito difícil lidar com a insegurança ou a instabilidade da resposta. Acabamos adiando o máximo possível comentar sobre a gravidez e os planos que estamos fazendo. Não queria ser julgada e muito menos ter que aguentar os zilhões de conselhos de especialistas. Mas não foi um processo de negação. A gravidez era a primeira preocupação ao acordar sem sono de madrugada, ao levantar da cama com enjoos e cada vez que sentia um incômodo nas costas, uma fome voraz e a insistente vontade de ir ao banheiro.
Foram meses entre consultas, exames, remédios, mudanças na rotina, mudanças na dieta e bastante cansaço no final do dia. 
Os fins de semana foram de descanso e também bastante introspectivos. Nos dias de sol saíamos para caminhar, tomar sorvete, andar de bicicleta ou passar na banca para comprar figurinha. Nos dias de frio fazíamos um bolo, assistíamos um filme na televisão, ficávamos pintando um dos livros de colorir ou inventávamos brincadeiras que envolvessem ficar embrulhado numa mantinha. 
Perdemos muitos eventos imperdíveis. Atrasamos muitas coisas que estavam planejadas. Mas fomos tocando a vida e curtindo um pouco a nossa família como ela é hoje.
Acompanhar o peso e saber que subiu pouco é muito bom. As correções na dieta não foram em vão.
Ver o estado em que a casa se encontra também me acalma por saber que as coisas estão sendo feitas sem se acumularem pelos cantos.
Mesmo as minhas leituras, estão avançando.
É claro que o tempo está passando mais rápido do que esperava e provavelmente não vou conseguir terminar de fazer tudo o que pretendia antes desta criança nascer, mas algumas coisas que me coloquei para fazer posso deixar para depois.
Realmente não tenho tido pressa em fazer compras. Nem teria espaço para guardar mais nada. 
Mas a reforma do quarto que era a mais crítica já está sendo providenciada. Conseguimos um projeto e o orçamento e agora vamos trabalhar para concluir antes do terceiro trimestre.
Emocionalmente tenho me atormentado com a dúvida se será menino ou menina. Já temos os nomes, mas esta informação vai ajudar a tomar todas as outras decisões. A família resolveu apostar e fica jogando com isso o tempo todo. A minha maior insegurança sempre foi sobre a saúde. Apesar de estar me sentindo bem, vir seguindo as prescrições médicas e os exames terem indicado que tudo está bem, sinto um pouco de insegurança.
Passei última semana com um forte resfriado que trouxe preocupações adicionais à gravidez. Não quer dizer muita coisa, por enquanto, mas preciso acompanhar. Tentei contornar o que foi possível, mas agora preciso me preparar para algo inimaginável: férias.
Pois é, com tanta coisa na cabeça e correndo contra o relógio, nos demos uma semana de passeio e descanso viajando. Tem tudo para dar errado mas queremos acreditar que está tudo bem. E preciso que fique tudo bem. 
Quando fico lembrando como era na gravidez da mais velha é incrível notar como estou agindo diferente. Algumas mudanças foram positivas mas em outras situações penso estar sendo mais relapsa.
Comecei a fazer a lista para o chá de bebê. Este quero realizar em novembro. Pra mais velha eu não fiz. Algumas coisas posso fazer com antecedência, então estou anotando as ideias conforme as tenho.
Assim que souber se é menino ou menina irei fazer também a lista de itens para o bebê.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Começo de Mais Projetos

Apesar de toda a frustração que fiquei carregando ao longo das negativas, tive determinação para começar a olhar para os novos projetos. Quer dizer, 9 meses passam muito rápido, e algumas coisas já vinham sendo adiadas. Então preciso aproveitar pra fazer agora.
Uma decisão que vêm me apreendendo é manter ou não a diarista que faz a faxina. Não me sinto preparada para assumir todo o serviço da casa de novo apesar de estar perto disso em relação à roupa. Também preciso fazer o mesmo em relação à cozinha e os alimentos congelados. Eu coloquei para mim que posso ficar sem ajudante quando estiver com uma rotina simplificada, mas no ritmo que estou indo ainda vai demorar para me ver pronta.
Ainda nessa ideia estou correndo para terminar todas as tarefas dispendiosas que eu me coloquei para ter mais tempo para os projetos que realmente são importantes.
Estou me apegando às várias atividades que me prendem a atenção na vã tentativa de me sentir ocupada e não ver o tempo passar. Como podem perceber a ansiedade é tanta que só posso tentar deixar a mente e o corpo ocupados para tentar parar de pensar nisso. O sono já não está como antes e por isso tenho passado mais tempo lendo e assistindo séries. Apesar de não estar em condições de pensar em forma física também tenho aproveitado para sair e fazer algumas caminhadas para gastar energia e preparar o corpo.
Eu ainda tenho produtos em casa que vou ter que cortar no caso de uma gravidez. E quero acabar com eles antes do resultado positivo. Os meus projetos de acabar com o que tenho estão me ajudando e já diminuí muita coisa que espero não mais entrar em casa. Ainda tenho alguns produtos para terminar em casa e que precisava terminar e selecionar outros tipos de produtos mais adequados para o uso. Neste momento não tenho restrições, então estou usando os que eu terei que abandonar em breve.
Tenho algumas arrumações na sala e no quarto que eu deveria terminar para ter espaço para reformar alguns móveis. E então comecei a procurar imagens do que eu gostaria, dentre os móveis que eu preciso mexer para já ter um projeto de reforma. Por enquanto a cozinha vai ficar para trás. Não quero mexer nela por enquanto.
E também estou fazendo uma lista de itens para bebê que eu não tenho, ou não tenho mais e que gostaria de comprar para o novo bebê.
Muitas mulheres já começam a tomar ácido fólico neste período, mas eu confio na indicação da obstetra que não julgou necessário e por isso deixo para a primeira consulta do pré-natal.
Uma das coisas que preciso me antecipar e ocupei muito tempo fazendo foram as imagens de móveis que imagino para iniciar a reforma do quarto. Temos 3 quartos no apartamento, um deles convertido em escritório e quarto de hóspedes. Não penso em fazer dele quarto de criança. Num primeiro momento, mesmo que sejam de gêneros diferentes, quero colocar no mesmo quarto, que é grande. A proposta é fazer móveis planejados para todos os cômodos que não os tem. Estivemos guardando dinheiro para isso. E a instalação será feita sem que o imóvel seja desocupado. Então temos algumas ideias para o guarda roupas e para um beliche com cama auxiliar. Para completar o quarto quero um espaço para guardar brinquedos, por enquanto um berço e futuramente também uma mesa de estudos.
O guarda roupas é o meu maior tormento. Mesmo aumentando o espaço utilizado para guardar as roupas tenho ele quase que inteiramente tomado e entulhado. Já separei um espaço para guardar roupas que estão grandes e o que estou mantendo para um novo bebê (lençol de berço, cobertores, fraldas, fralda-toalha, pano de boca...). Tenho certeza de que não preciso de uma cômoda, mas gostaria de conhecer uma solução para que consiga usar apenas o espaço que eu tenho. E não me venha falar que é só comprar menos coisa, porque já diminuí muito a quantidade.
Como o pacote de reformas vai envolver os outros cômodos da casa também preciso terminar de marcar as roupas, levar as costuras e artesanatos para o escritório e diminuir os materiais que tenho na sala. Definimos que a estante deve limitar o espaço de objetos, ela não pode aumentar. Então para abrir espaço para mais coisa, terei que tirar coisas dela. Não tenho muitos enfeites que possa descartar, mas a papelada e os livros eu estou diminuindo. Não vai dar tempo de ler tudo o que eu tenho parado e conseguir trocar e doar os livros que não quero manter, mas estou trabalhando na organização da estante para já ir separando e levando embora na medida do possível. O mesmo vale para os vídeos e DVDs que tenho guardados na sala. Já regravei os que estavam com problemas mas ainda tenho mais coisa para separar. Finalmente comprei o case para guardar os discos que ocupa muito menos espaço. Agora preciso fazer os álbuns de fotos e organizar com os álbuns que já temos.
Quero fazer uma nova leitura dos livros que tenho sobre gravidez e bebês. Também quero comprar os que estão faltando. E desta vez concluir a leitura antes. 
E como nada na vida é linear, apesar de querer começar a fazer todos estes projetos, preciso terminar os projetos que estão em andamento. Se começar a ficar muita coisa, vou ter que abrir mão de algumas ideias para tocar os demais projetos. De certa forma eu sei que todos estes momentos dedicados ao filho mais novo que ainda não nasceu afetam a insegurança da mais velha. Eu quero que ela perceba o quanto que os pais se preocupam com ela e fazem as coisas para ela, mesmo tendo coisas para se preocupar do bebê. Ainda tem que ocorrer de forma lenta para que consiga participar de todos os planos e a escolha. Apesar de pedir muito o irmão, não temos garantia de que não haverá ciúmes. Dar importância à sua individualidade e ainda colocar a criança para participar das decisões da família auxiliam na aceitação do irmão.

terça-feira, 18 de julho de 2017

E então, um novo recomeço

A atual situação está em recomeços... Pessoalmente, na minha vida familiar, estávamos programando aumentar a família. Desta vez, apesar da gravidez ser planejada e desejada, também foi bem programada. Passei no médico logo no começo do ano, avisei dos meus planos, pedi orientações e também me programei para fazer todos os exames que fossem necessários. Adiei os planos por duas vezes para garantir que todos os exames estavam feitos e tive o parecer favorável da obstetra. Então estava pronta para tentar. 
Apesar de todos os receios que tive sobre todo o processo de concepção, fiz as contas e trabalhei para ter resultado o mais cedo possível. Foi bem difícil, a partir de então, aguardar o tempo necessário para saber o resultado. Foram duas semanas de muita apreensão para o resultado do exame que ainda seria feito. Quando foi chegando o período da constatação, estava atenta aos sinais. Os pequenos sinais que antecedem o período crítico do ciclo não apareceram. Não foi uma única vez, passei por isso pelo menos 5 vezes. O primeiro exame que fiz deu negativo, o que estendeu a apreensão por mais uns dias. Dois dias depois tive a confirmação negativa. É claro que eu já estava me acostumando com a ideia. E então refiz as contas para continuar tentando no próximo ciclo.
A decepção do resultado foi maior do que eu imaginava. Por isso fiquei ainda uns dias chateada e insegura. Mas precisei tirar um pouco disso da minha cabeça e me concentrar nos meus objetivos.
Apesar do resultado negativo, finalmente me senti motivada a tomar as atitudes realmente necessárias em relação à alimentação e as organizações e reformas que eu preciso fazer. E uma das coisas que pretendo fazer corretamente desta vez é estudar e me preparar para receber uma nova criança.
Desta vez, parecia que o início do ciclo se aproximava. Então percebi que a vontade de urinar era mais intensa como havia sido no final da gravidez anterior. Levantei algumas vezes de madrugada como não costumava fazer. Também senti menos sono e muita disposição, como não costumava acontecer antes. Jamais saberei se isso é mero reflexo da vontade de estar grávida. Apesar de não ter certeza, estou tentando evitar carregar peso desnecessário e fazendo os movimentos de forma mais contida. Sei que os três primeiros meses exigem maiores cuidados e menos excessos. A maior apreensão tem sido a alimentação. Tenho muito medo dos enjoos e vertigens que senti da outra vez. Estou tentando comer de forma balanceada, a cada 3 horas e evitar os alimentos que não são recomendados. É difícil ficar sem tomar o cafezinho. Por enquanto estou bem e espero não ter. Estou ansiosa para fazer o exame e poder começar o pré-natal. Sei que terei que me cuidar e desta vez deve ser mais fácil. Aquelas tarefas da casa mais pesadas e que requerem levantar peso têm que estar concluídas esta semana. E só vão precisar ser repetidas daqui a alguns meses. A parte boa é que isso ocupa o meu corpo.
Para controle da ansiedade foi muito importante algumas conversas que eu tive com uma boa amiga de longa data. Estava precisando de uma preparação emocional para tudo o que eu preciso passar e que esta decisão implica. Estou muito longe de estar bem resolvida na minha vida, mas preciso de um pouco de serenidade para controlar esta ansiedade insana. Uma das coisas mais difíceis para conter a ansiedade foi por não poder falar sobre o assunto. Aos poucos estou acostumando com a ideia, incorporando os novos hábitos e tentando não pensar tanto nisso..
Tenho aproveitado para dar todo o carinho que a minha filha merece. Inclusive muito colo apesar de não ser recomendado pegar peso. Mas sei que se tudo for como imagino, logo não poderei mais fazer isso. E ela vai sentir. Aqueles pequenos agrados que uma mãe sempre pode fazer estão cada vez mais constantes.
Também carrego a apreensão sobre o gênero da criança. A irmã mais velha quer ter um irmão. Claro que ficarei muito feliz em satisfazer a vontade dela, mas também ficarei feliz de ter outra menina que será mais companheira e aprendiz da mais velha. 
Poderia ter adiantado muitas coisas, mas quero tomar ações apenas quando a gravidez se confirmar. 
Só sei que eu já amo a ideia de ter um bebê aqui comigo. Não vejo a hora de poder passar por tudo isso de novo. Quero aprender e conhecer este novo serzinho.