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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bonequinha de Luxo

Eu escolhi comprar este livro depois de ter assistido ao filme. Mas entre eu ter assistido ao filme e ler o livro, também assisti um documentário sobre a atriz Audrey Hepburn. E uma coisa que me marcou neste documentário foi um trecho no final que comenta sobre uma discussão entre a Audrey e o autor do livro, Truman Capote, que participava da produção do filme inspirado em seu livro. A discussão era sobre a forma que a atriz escolheu interpretar a personagem principal. Embora tenha feito outros filmes de sucesso, este teve uma interpretação paradigmática para a atriz e muitas vezes é lembrado como seu melhor trabalho. Eu comento um pouco sobre a presença da Audrey, como Holly, em alguns livros e a minha curiosidade com o documentário aqui.
Considerações sobre o enredo do livro e do filme
A considerar da sinopse do livro e as informações das orelhas, a personagem Holly, que na verdade não se chama Holly, leva uma vida de pouca virtude. Para o autor, é muito claro ao longo do livro que a personagem é uma espécie de prostituta de luxo. No filme, esta é apenas uma sutil insinuação e não é colocado de forma explícita.
Considerações sobre a personagem
Holly representa bem uma figura feminista que tenta curtir a vida, e principalmente, a juventude sem estar presa a um casamento e filhos, aos desmandos dos pais ou a um emprego burocrata. Os patronos de Holly a levam para as festas e pagam suas despesas pelo prazer de sua companhia. Poderia ser apenas uma acompanhante de luxo e caça dotes. Mas a verdade é que Holly abandona as oportunidades de um bom emprego em cinema ou de um bom casamento em prol de sua liberdade. E foi esta a mensagem que Audrey entendia como a mais importante e queria que ficasse e não colocar tanta ênfase ao fato da personagem se prostituir para manter a sua liberdade. Sobre este aspecto fiquei refletindo bastante.
Considerações sobre o livro
O autor foi bastante ousado escrevendo um livro sobre a vida de uma prostituta. Mas a sociedade não teria interesse em conhecer a vida de Holly se logo estivesse claro a vida mundana que levava. O livro é bastante curto, pouco mais de 100 páginas. A edição que comprei ainda veio com 3 contos muito bons. Agora fiquei curiosa para conhecer a obra mais importante do Capote: "A Sangue Frio".
Apesar de ser a mesma história, como assisti ao filme antes de ler o livro, senti falta de algumas informações que o livro tem mas o filme passa muito rápido. E com as duas experiências vejo que foram construídas quase como se fossem independentes. A heroína de Truman Capote não é a heroína de Audrey Hepburn e por isso o autor estava tão bravo pela atriz está alterando o seu personagem.
Considerações sobre o filme
Estou deduzindo que para amenizar o choque e atrair a curiosidade do público que já havia tido acesso ao livro, o produtor colocou de forma sutil e implícita a "ocupação" de Holly. E foi por isso que a atriz discutiu com o autor: Audrey, sem ler o livro, defendia que Holly era apenas uma moça que estava tentando se encontrar e levando uma vida livre. E esta sua heroína como Audrey imaginava e como ela a defendia é lembrada como um exemplo para toda uma geração de moças. Mas considerando a diferença de linguagem entre o que é um filme e o que é um livro, e o roteiro que foi apresentado à atriz é aceitável a liberdade utilizada na construção do personagem.
A história apresentada no filme não tem nada demais para os dias de hoje e inclusive foram feitos muitos mais com a trama parecida. 
Confesso que eu só fui atrás do livro depois de conhecer o filme. E o sucesso do filme é mérito da interpretação de Audrey.
Concluindo:
Não é um Madame Bovary, não é uma história inusitada, mas considerando a época que foi publicado, apresentou toda uma forma nova de encarar a mulher. Recomendo as duas experiências para suas próprias conclusões. São poucos conflitos de livros e filmes que me fazem refletir e este ficou na minha cabeça por alguns dias.

sábado, 5 de março de 2011

O Diabo Veste Prada


Gosto de ler chick-lits por que eles são meio vazios. Afastam-me do mundo e dos problemas. Também, filmes do tipo romance bem meloso eu  assisto muitas vezes quando estou sozinha. É um lado meu um pouco masoquista. E para explicar como funciona essa relação, vou ter que falar desse livro com MEGA SPOILER. Não diga que eu não avisei.

Andrea é uma jornalista recém-formada que quer tentar a carreira em Nova Iorque. Em meio a muito glamour, consegue uma entrevista na revista Runway, que é uma revista de moda. Embora a moda não faça parte do mundo de Andrea, ela resolve encarar o emprego com a promessa de que se ficar 1 ano terá indicação para trabalhar no jornal ou revista que quiser. Mas a vaga é de assistente de Miranda Priestly. A mulher que vem ditando a moda nos últimos 11 anos. E a função pode ser não só atender o telefone, anotar recados, agendar reuniões, mas também buscar o almoço, fazer o trabalho escolar das filhas, levar o cachorro no veterinário e qualquer outra coisa que possa imaginar. Tem dois pontos altos que fazem parecer que Andy vai perder o emprego: achar uma mesinha que Miranda viu numa vitrine de alguma rua de Nova Iorque e conseguir o manuscrito do novo livro de Harry Potter.
Bom, muita coisa muda na vida de Andy. O que nos faz pensar até que ponto iria por uma oportunidade na carreira, mesmo que tenha que aguentar um emprego que é um sufoco. E quais são suas reais opções e escolhas para atingir um objetivo sem mudar seus valores.
Andy tem personalidade forte, não perde tempo reclamando da vida. Se esforça para se superar sempre. Mas esquece que a todo momento está tomando decisões e todo tempo acredita que não teve escolha e a decisão já havia sido tomada por outrem. Ela apenas aceitou. Seus amigos e o namorado, não são tão amigos assim, para curtir o que ela está vivendo.
Eu li o livro já faz um tempo e já tinha assistido o filme algumas vezes. Gosto muito das personagens da Anne Hathaway desde "O Diário da Princesa". Esse filme é muito legal pelos figurinos e os eventos, os cenários... Não sei se prefiro Nova Iorque ou Paris. O escritor que eu imaginei no livro era bem diferente do que o ator do filme, mas indubitavelmente é encantador. O filme é bastante fiel ao livro. As pequenas mudanças não mudam o rumo da história. A sequência de ações que é um pouco diferente. E as cenas cômicas ficaram ótimas. Confesso que entendi melhor a história da última vez que eu assisti o filme. E acho que agora deveria ler o livro de novo. Ele não é tão vazio como imaginava. É impressionante como tem pontos de vista que estão lá, escondidos e não vemos.
Recomendo como uma leitura leve, sem compromisso.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Querido John

Não seria nenhum absurdo dizer que "Querido John" foi um dos livros mais vendidos de 2010. Sem contestar a acurácia destas listas, acredito que muito se deve às críticas que o livro tem recebido. E esta era a minha expectativa com relação ao livro. Sabia que era um romance e que faria chorar.
Quando comecei a ler, confesso que o livro não me prendia. A narração do ponto de vista masculino é um pouco diferente. Estamos acostumados com o preconceito de que homem não se apaixona à primeira vista e não sabe falar de sentimentos.
John tem a particularidade de ter sido criado pelo pai, sem a mãe, e o pai é bastante introspectivo. Mas na história ele parece ainda mais sozinho por não ter se apegado a amigos ou namoradas. E então aparece Savannah na vida dele.
Savannah é muito do que John não é. E o amor deles é muito grande. Eu ficava pensando que eles tinham se conhecido a pouco mais de uma semana e já estavam se propondo a manter um namoro à distância...
Olha, namoro à distância não é fácil. Começo de namoro sempre é muito estranho com o "será que devo ligar, será que estou muito em cima, devo chamar para conhecer meus pais, posso dizer que estou namorando", etc. Imagina você assumir tudo isso à distância. Não é a mesma coisa. Não sei se dá tempo para você se apegar e sentir falta de uma pessoa que mal conhece, por mais intensa que tenha sido a convivência dessas pessoas em poucos dias.
Bom, Savannah e John conversam por cartas principalmente e também alguns telefonemas, já que John está servindo na Alemanha e só tem 2 semanas de licença por ano. A história fala de amor verdadeiro. De abrir mão de algo muito grande por amor.
Mas eu não chorei. Podem achar que eu tenho coração de pedra, mas eu não sinto o amor desta forma que foi abordada. Ainda fiquei pensando na história por alguns dias. E acho que isso é o melhor do livro. Ele te faz refletir. Estou à espera de mais dois livros deste autor. Espero descobrir se sou eu que não me encaixo no estilo do autor ou se foi esse livro que abordou algo que eu conheço mais que o autor.
Quanto ao filme, está na estante. Ainda não assiti. Talvez me faça mudar de ideia.
Este foi o terceiro livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Danila. Obrigada e espero poder retribuir.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mulherzinhas

Essa foi uma leitura de 2010 que traz agradáveis lembranças do lugar em que li. Foram dias de descanso. E só assim mesmo para ler.
Comprei esse livro depois de ter lido uma resenha em um blog. Não lembro qual. O que me atraiu foi a referência ao filme inspirado neste livro: "Adoráveis Mulheres".
A história se passa na época da Guerra Civil americana. É sobre uma família de 4 filhas, a mãe trabalha e o pai está na guerra. As meninas são novas. A mais velha tem menos de 18, mas já trabalha cuidando de crianças. A segunda, trabalha como acompanhante da tia. A terceira, cuida da casa. E a mais nova está na escola. Ufa, ao menos uma na escola.
Como deve imaginar, elas trabalham porque precisam. Levam uma vida simples, sem fartura, mas não passam fome.
Assim como na história da "Pollyanna", elas são estimuladas a serem produtivas e fazerem sempre o bem. Tem uma passagem, em que elas instituem o dia da preguiça e tiram para fazer nada.
De fato elas são adoráveis.
A história cresce bastante quando uma das meninas (Jô) faz amizade com o vizinho (Laurent). Mas ela própria tem dificuldade de entender essa amizade, porque ainda é muito menina. Eles são extremamente carinhosos.
No filme "Adoráveis Mulheres", as meninas são mais velhas. E também é mais sutil as partes em que elas fazem o bem.
Sinto-me uma pedra dizendo que esse livro não é encantador. Mas acredito que de fato ele seria se eu tivesse uns 12 ou 13 anos. É por que foi por volta desta idade (um pouco antes até) que eu li pela primeira vez "Pollyanna". E eu achei a história encantadora.
O filme é adorável, mas não teve o compromisso de ser tão fiel.
A autora escreveu outros livros com a continuação desta história, mas não os encontrei à venda. Apenas em sebos.
Como era de se esperar, este romance tem final feliz. E eu recomendo a leitura, mas com olhos mais moços.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Princesinha de Hollywood

Eu não esperava entrar neste assunto, mas verá que o foco principal continua sendo livros.
Uma coisa muito característica dos livros adolescentes da Meg Cabot são os diários. E mais especificamente as listas. A Mia de "O Diário da Princesa" quase que semanalmente faz uma lista do tipo "os dez mais" com as amigas e depois coloca em seu diário.
Em "A Garota Americana" também. Samantha vive fazendo listas, Mas quase todas as listas envolvem sua irmã Lucy, seu namorado David, o namorado da irmã ou a Gwen Stefani.
Sempre achei muito imbecil isso de listas e rankings. Não me lembro de alguma vez ter feito uma. E muitas vezes, nesses livros da Meg eu pulava essas listas por que não acrescentam nada para a narrativa da história. Só mostra quais são os pensamentos mais ativos e totalmente inúteis da cabeça dessas meninas.
Mas um dia eu fui pega de jeito pelas listas.
A atriz preferida de 8 entre 10 garotas é Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo". Mesmo sabendo que a personagem é uma prostituta. Está lá, nos livros, nas listas, nos filmes preferidos de sábado à tarde.
Sabe quem encena o drama que é a vida de Blair, de "Gossip Girl"? A mesma Audrey. É considerado o personagem mais glamuroso. Mais pra frente tem um livro da série em que Blair e Serena disputam para fazer a encenação de "Breakfast at Fred's", uma releitura atualizada de "Breakfast at Tiffany's" ( o título original de "Bonequinha de Luxo") na cafeteria da Barney's, Fred's.
É claro que a Serena vence, mas são capítulos referenciando passagens do filme, descrevendo a caracterização da personagem e a Blair mostrando como seria o comportamento da verdadeira Audrey. E ela volta a fazer isso tantas outras vezes...
Como eu nunca tinha visto os filmes dela, literalmente paguei pra ver. Comprei o box com os DVDs. O primeiro, é em Preto e Branco, para ter idéia.
As histórias, não sei, não dizem muita coisa. A atriz talvez nem seja tão boa já que parece que são um mesmo personagem. O fascínio, é pela pessoa que ela é.
Estou assistindo na TV ao documentário "A Vida de Audrey Hepburn", produzido e estrelado pela Jennifer Love Hewitt. Bom, eu não gosto dela e não aguento assistir aquela série dos fantasmas. Mas no documentário dá pra ver o quanto interpretar a Audrey é como interpretar a Holly, ou talvez seja sempre a mesma pessoa/personagem. A mãe dela é um personagem muito importante na vida de Audrey. E eu a adorei.
Se não fosse a Jennifer Love Hewitt, eu diria que o documentário é perfeito.
Os filmes que eu tenho, não assisti todos, falta "Guerra e Paz", são muito bons para entender essa fixação das adolescentes pela Audrey em "Bonequinha de Luxo". Acho que esse foi o primeiro filme que eu assisti porque estava citado em um livro.
Os filmes de Audrey sempre vão ser clássicos. Só que eu ainda não fechei a corrente. Falta ler o livro que deu origem ao roteiro de "Breakfast at Tiffany's".
Acho que não tem como dissociar as duas pessoas. Audrey sempre será Holly. E antes que me perguntem, o autor criou a personagem e disse que ela é uma prostituta, mas na verdade ela só é uma garota à procura de um bom partido para casar. Hoje, isso não seria sinônimo de prostituta. Só de interesseira. Eu tinha pensado isso quando vi o filme e a própria Audrey diz ao diretor no documentário, embora ele diga que ela é uma prostituta, para ela é apenas uma mulher querendo uma vida melhor.
Ah, uma coisa que eu achei muito legal no filme é que um dos bons partidos é brasileiro. Não tem cara mas tem nome de brasileiro.
"A Princesa e o Plebeu" e "Sabrina" não têm nada de excepcional, mas são bons. Vale passar o tempo assistindo.
"Guerra e Paz", como eu disse está na fila, ainda não vi.
"My Fair Lady" eu não tenho.
Já "Cinderela em Paris" não dá. É um estilo de comédia diferente. Tem que ter mente aberta para ver.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Conde de Monte Cristo


O Conde de Monte Cristo foi de longe um dos melhores livros que eu li em 2010. E sem demagogia porque, embora A. Dumas seja um autor respeitável e esta obra seja um clássico, esse livro não está na moda e nem foi recentemente refilmado. Confesso que ao saber que todo mundo já assistiu ao filme: "O Conde de Monte Cristo" me senti na obrigação de assistir também. Afinal, como fazer 1200 páginas render um filme de apenas 2 horas. Não é um trabalho fácil. Comecei a leitura sem nem imaginar do que se tratava a história, de que época e onde se passava.
Os primeiros diálogos entre o Sr. Morell e Edmond Dantés após a chegada do navio Pharaon com o seu capitão falecido não foi uma boa impressão. Como um jovem de 19 anos recebe a honra de se tornar o novo capitão sem sequer saber ler? Sei que em outros tempos o rapaz era considerado homem com menos idade.
Para muitos, Dantés era um sortudo agraciado com as melhores oportunidades na vida. E também um inocente que confia cegamente na parte boa das pessoas sem conseguir perceber as más intenções. E essa inocência junto a essa sorte gera a inveja e malícia suficientes para Dantés ser acusado de conspirador bonapartista e, para seu azar, para se proteger, Villefort acaba por conveniência encerrando Dantés num dos principais presídios da França: o Castelo de If. Cercado por mar, uma ilha pedregosa, inóspita e de portos inseguros. Na prisão, a vida de Dantés muda completamente. E então, após fugir da prisão, mais de 13 anos depois, Dantés tem a chance de realizar sua vingança, planejada e preparada por todo esse tempo de forma precária.
Após a prisão de Dantés, são inseridos outros núcleos com tramas paralelas que passarão a ser importante para a história. Embora a maioria das pessoas já conheça, não quero contar muito mais para não tornar a leitura chata. Ela já é bastante cansativa sem saber o que vai acontecer. O que mais me prendeu a atenção foi não conseguir imaginar para onde estava indo ou o que ia acontecer ou quem é o fulano e por que estão falando disso. Pouca coisa é fácil de concluir. Teve momentos que cheguei a duvidar do que tinha imaginado anteriormente para futuro da história.
Depois de concluir a leitura, parecia-me que seria possível tirar um tanto bom de páginas. Mas em geral, todas as tramas e passagens são muito importantes para o desenrolar da história e deve ter sido bastante trabalhoso usar tantos personagens. Realmente são muitos.
Comparando com o filme, onde foram cortados mais da metade dos personagens, mudou-se também a profissão de alguns, os nomes, idades, inúmeras outras adaptações tiveram que serem feitas. O mais impressionante é o final. Que é diferente. Mas eu gostei da versão do filme. Achei que combinou mais.
A transformação de Dantés de jovem inocente a vingador frio também é impressionante mas não é apaixonante.
Fiquei muito presa a esta leitura. Em alguns momentos chegava a uma relação de amor e ódio. Odiava saber que faltava tanto para acabar e eu precisava parar de ler, mas queria saber o final da história de tão envolvente que era.
Considero um grande desafio encarar essa obra para ler sem cair na tentação de pular páginas e ir para o final, mas para mim valeram muito as horas intermináveis de leitura.
O filme também é maravilhoso, mas os acontecimentos são muito rápidos depois dos primeiros 40 minutos, que a história fica muito corrida. Tive que assistir em 3 etapas (sério, pus o DVD, assisti um pouco, parei, depois voltei onde parou...) e quando terminei a minha vontade foi voltar ao começo e assistir de novo. Aí fiquei triste por que a história não estava mais tão fresca na cabeça. Queria lembrar melhor do que eu tinha lido.
Depois do livro, fiquei com fixação em conhecer a casa na Avenida dos Campos Elísios, número 30 em Paris. Se alguém puder me enviar uma foto...
Só tenho essa do Castelo de If, onde Edmond Dantés ficou preso.
Castelo de If

domingo, 7 de novembro de 2010

Filmes de Crepúsculo

Meu intuito não é avaliar o filme pois entendo ainda menos do que livros. Minha ideia é sempre comparar os sentimentos que livros e filmes estimulam em mim.
Como "Crepúsculo" virou febre mundial, não me sinto apta a fazer uma resenha. Não sou mega-fã. Mas assim como falei anteriormente, quero contar mais um pouco. A maioria das pessoas provavelmente não concorda com a minha opinião, mas eu já me acostumei.
Bom, primeiro de tudo, preciso confessar que eu sou uma vergonha em matéria de filme. Fiquei 3 anos sem ir no cinema, vou muito pouco, não sou de alugar e se está passando um filme que já começou, prefiro não assistir. Só se conseguir assistir do começo. Então, fale-me uma lista dos 10 livros que mais gostou e provavelmente já li metade e já tenho alguns outros na minha lista de leitura. Mas fale-me de 10 filmes e eu provavelmente só conheço 2, não tenha assistido nenhum e o que assiti já não lembro a história e os demais eu não sei do que se trata. É sério. Pior que já comprei alguns e não consigo assistir.
Voltando ao assunto, resolvi ler "Crepúsculo" depois de assitir o trailer "Lua Nova". É, total fora de ordem. Mas "O Senhor dos Anéis" também foi assim e H.P. idem.
No caso de "Crepúsculo" eu só assisti os filmes semana passada. Muito depois de terem sido lançados e muito depois de eu ter lido os livros. Uma das coisas que eu mais gostei, por ter lido "Sol da Meia-noite", foi a maturidade de Edward que a Bella não percebe. Mas no filme, é difícil dizer que eles são adolescentes. E o que é a voz do Jacob; claro que ele não é um garoto de 15 anos.
A história da pele que brilha como diamante não me pareceu muito boa para o filme. Não ficou tão maravilhoso.
Apenas para não ofender os inúmeros fãs, eu não odeio "Crepúsculo" e provavelmente vou assistir "Eclipse" em breve e talvez até "Amanhecer". Só o tal parto da humana e a alimentação da pequena Reneesmê é repugnante já na leitura. Quero ver o que vira para o filme. As cenas de batalhas em "Eclipse" não me pareceram tão terríveis como essas duas de "Amanhecer", por isso essas duas são as que mais vão importar para mim, para salvar a história. O que não me não me impede de assistir "Eclipse".
Até hoje, depois de assistir "Lua Nova", eu acho que a depressão da Bella foi um tiro no pé da autora. Se alguém continuou a ler depois disso foi pelo carisma do Jacob, por que o Edward pareceu um traidor e a Bella uma fraca. Os tempos são outros, as mocinhas já não podem ser indefesas para serem salvas no final. Hoje, mulheres podem ser as agentes da ação que salva a história, já são parte ativa. E a Bella entra numa confusão que a coloca na forma passiva. No filme ainda pareceu que ela controla mais a situação, mas não me convenceu.
A visão geral que eu tive é que esses filmes não entram na lista dos romances que eu vou assistir inúmeras vezes. Também não entra nas melhores adaptações e nem nas piores. Tiveram muitos pontos positivos, mas faltou um algo a mais que me tocasse.
Por um bom tempo ainda vou dormir pensando na propaganda do Burger King com o pôster do Edward ou do Jacob. Essa propaganda foi ótima!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Máquina do Tempo

Em 2005, eu assisti na TV aberta o filme a Máquina do Tempo. Lembro que fiquei impressionada com a criatividade do autor em criar um ambiente futurista muito diferente do que se imagina em outras obras de ficção científica. O filme que eu assisti foi uma regravação do filme feito na década de 70. Dizem que o anterior era melhor mas com uns efeitos especiais mais fraquinhos. Mas esse eu não assisti. Não achei para vender ou para alugar.
Mas o livro que deu origem ao filme já está em domínio público, disponível no projeto Gutemberg. Esse livro eu li em inglês mesmo porque não achei em português. Resisti por bastante tempo tentando achar uma edição em português, mas não achei. Um livro do mesmo autor que é possível achar em português é "A Guerra dos Mundos" que também virou filme com Tom Cruise e Dakota Fanning.
"A Máquina do Tempo" é um livro bem fininho e bastante diferente do filme. No filme, o pesquisador resolve viajar no tempo para evitar a morte de sua noiva.  E depois de sucessivas tentativas, percebe que embora possa viajar no tempo não pode mudar o destino das pessoas. Então acaba por voltar a viajar no tempo para não precisar viver junto a tudo o que lembra a pessoa que perdeu.
No livro ele não tem essa motivação. Não tem noiva. Não tem sequer nome. O narrador é um dos personagens que visita o viajante do tempo nas reuniões em que este descreve e tenta comprovar que de fato viajou no tempo. Seus visitantes, convidados a ouvir o testemunho do viajante são intelectuais: médico, jornalista, psicólogo...
O viajante descreve os efeitos da máquina e também o que encontrou nos lugares (ou no tempo) que visitou.
Essa história se passa na Inglaterra. Um período que ele visita é o ano de 802.701 (!). E descobre a formação de duas raças humanas Morlocks e Elois com características opostas (hábitos noturno/diurno, forma de alimentação carnívora/vegetariana e ocupação principal desenvolvimento físico/mental).
Como disse anteriormente, a descrição utilizada é muito diferente de outros livros de ficção. O autor não aposta no desenvolvimento tecnológico, no domínio das máquinas ou na viagem interespacial.  Não nesta época no futuro que o visitante esteve. É quase como se houvesse um retrocesso. Mas que ocorreu de forma diferente para cada raça. Habilidades como a fala estão atrofiadas. O viajante diz que entre os Elois fica impressionada com a inocência e o desapego à vida. São como carneiros de rebanhos que não correm de seus lobos ao serem atacados.
Confesso que prefiro a versão mais romantizada do filme. Mas o livro é no mínimo curioso e inédito em sua perspectiva. Fiquei um pouco frustrada por ser tão diferente do filme, mas não tive dificuldade alguma de ler em inglês. Como obra de ficção científica, só não acho melhor do que Douglas Adams. "O Guia dos Mochileiros da Galáxia" é muito bom. Mas esse é assunto para outra hora.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Reparação

Cada livro ou filme da minha estante tem um história especial. Essa é meio confusa, mas vamos ver se dá pra entender:
Sou completamente apaixonada pela série Orgulho e Preconceito da BBC. O filme de Hollywood eu já assiti mais de 10 vezes. Eu quase comprei-o no começo do ano mas eu não gosto do sorriso da Keira e achei que não combinou com a personagem (não sei por que). Então acabei comprando só a série da BBC que é bem melhor!!! Essa história não termina aqui, preciso voltar ao assunto. No dia em que fiquei namorando Orgulho e Preconceito e não comprei, tinha um pack com Orgulho e Preconceito e com Desejo e Rreparação. E eu não conhecia o última (sou muito desatualizada em matéria de filmes, confesso). Desde então fiquei curiosa para assistir o filme que eu abandonei com a sensação de que ia gostar. Meses depois, descobri que o filme foi baseado em um livro, mas que se chama "Reparação" de Ian McEwan e eu fui procurar o livro para ler.
No começo achei a história muito confusa, porque tem uns cortes de cena e no capítulo seguinte continua de um ponto anterior só que sob o olhar de outro personagem. Os capítulos são narrados tanto pela Brionny como por sua irmã mais velha Cee, ou Cecília e também por Robbie.
Mas esta história não é um romance como eu imaginava, é um baita de um drama.
Eu fiquei aguardando a Reparação e fiquei surpresa e frustada com a forma com que aconteceu. Esse foi um dos livros que mais me deixou triste, não emocionada. E não foi legal essa sensação. Como eu disse em outro post, tenho dificuldade em lidar com obras muito reais e principalmente as não-ficção porque não me sinto bem. Na maioria das vezes eu uso a leitura para me desligar da vida cotidiana.
Bom, contando um pouco mais sobre o enredo, Brionny é uma menina de seus 12 anos com talento para escrever e contar histórias. Então ela vê uma cena pela janela, não entende muito bem o que está acontecendo e acaba imaginando coisas.
Nesta noite, com a casa cheia, todos saem para procurar os gêmeos que fugiram de casa e ela vê outra cena suspeita, dessa vez com a prima mas ela (a prima) não confessa o que aconteceu e induz Brionny a entender qualquer coisa. E Brionny, diante da polícia, acusa Robbie, o filho da governanta, instruído e criado junto com os filhos da família, de ter atacado a prima de Brionny. Diante das parcas informações que Brionny tem, a história que imaginou e narrou para a polícia parece fazer sentido e até provas ela obtém de maneira suspeita. E apesar de tudo, ninguém acredita na inocência de Robbie, apenas Cecília e ele vai preso.
Tempos mais tarde, Brionny entende que não agiu certo e que não tinha como ter certeza. Então quer reparar o mal que fez a sua irmã e a Robbie os separando. Logo após a prisão de Robbie, Cecília se afasta da família e vai se preparar para ser enfermeira. Sequer abre as cartas que recebe e não escreve para mais ninguém. A tentativa de Brionny chega relativamente tarde. Embora tente seguir o mesmo caminho da irmã, ambos já estão a serviço das forças armadas inglesas em plena II Guerra Mundial.
Na sexta passada eu finalmente assisti o filme na tv a cabo. E o filme é extremamente fiel ao livro e portanto muito triste. Talvez o final esteja um pouco diferente, mas o tipo de narração que troca de personagem e volta alguns instantes no tempo ficou muito bom! Não vou contar o final, mas a história não acaba por aqui. Os atores estão muito bem e o Robbie... Suspiros!
Recomendo muito cuidado, tanto para ler como para assistir se for fraco como eu. Não pretendo comprar o DVD ou o livro. Não conseguiria relê-lo. Mas é uma experiência impressionante e que valeu a pena.