Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Mudando de Vida

Não interpretem mal. Não, eu não estou me mudando. É só uma reflexão sobre as mudanças de vida.
Quando eu comecei a publicar sobre a minha vida, eu só queria ter alguns registros das minhas leituras. Foi um momento da minha vida que eu queria ler tudo que eu visse pela frente. E apesar de eu continuar amando ler, mudei muito a maneira com que eu faço as minhas leituras. Neste momento, a escolha das minhas leituras é no sentido de desobstruir as minhas obrigações, sejam as listas de leitura, sejam os livros que eu não pretendo reler um dia e estão parados na minha estante. E estou longe de me livrar desta preocupação.
No segundo momento, eu comecei a tentar acumular as experiências que eu julgava apropriadas. E quase tudo que eu publiquei estava relacionado a metas e coisas que eu queria fazer e cumprir e marcar como minha. Este foi um período intermediário e necessário para a etapa seguinte. Foi um período de ponderação se era o momento certo para partir para outro objetivo. E eu sentia a necessidade de dar por encerrado o período anterior. Eu percebi que essa mudança estava acontecendo quando eu comecei as minhas metas de leituras mas também coloquei outras metas. Também entrei em outros desafios que foram neste sentido.
E o terceiro momento, de tentar simplificar a minha vida, é um pouco mais perto do que eu poderia dizer como o momento atual. Ainda carrego muita coisa que não consegui me libertar da fase das leituras e da fase das metas. Posso dizer que entrei no minimalismo, tentei tirar coisas da minha vida, mudei alguns hábitos e agora estou trabalhando para ter mais tempo livre. Por isso, prefiro dizer que estou tentando simplificar a minha vida. Mas eu vou falar melhor da combinação num outro momento.
Para agora, o que eu fiquei curiosa foi como esta mudança acontece na vida das pessoas. Na maioria vi esta mudança ser despertada pela maternidade/paternidade. Na busca de ter mais tempo com a família e se ver menos sufocado nas atividades de rotina e continuar tendo tempo para si. Vi muitos adotarem estilos de vida para recorrer a outras formas de renda sem depender de um emprego formal, aqui aparecem os digital influensers, coaches, personal alguma coisa, artesão, consultor, free lance... Nada contra estas carreiras, acho que há espaço para tudo, principalmente para quem tem o dom para isso. Mas me espanta a forma como estes tipos de ocupação profissional só apareceu na vida destas pessoas como forma a recorrer num momento em que era necessário ter mais tempo. Algumas vezes nem é por trabalhar menos horas, mas por poder fazer o seu horário de forma mais flexível. Outras vezes é para poder se fazer mais presente em casa sem tantas viagens. 
Não vou mentir que eu não gostaria de ter uma ocupação que me proporcionasse mais tempo em casa e mais tempo fazendo as minhas coisas. E fazer destas preocupações a minha ocupação, melhor ainda. Mas ainda não consigo encarar isso como meio de vida. Tenho a impressão que esta onda vai passar. E eu teria que voltar a batalhar por outro meio de vida depois de uns poucos anos. Apesar de muitos serem contra a reforma da previdência e da CLT, abrir esta possibilidade de outras formas de contrato de trabalho, mais flexíveis, mesmo que seja necessário se aposentar mais tarde, de preferência com possibilidade de reversão seria muito mais proveitoso do que a perda de tantos profissionais qualificados para outras funções menos especializadas apenas por conta da flexibilidade de tempo. E isso é o que mais pesa na minha decisão. Eu tenho uma qualificação bem especializada, e faltam profissionais qualificados. Se eu sair desta função para outra, vão colocar uma pessoa menos capaz e a qualidade do serviço prestado vai diminuir. Será que isso é justo? 
Eu acho que mudar é importante, apesar de a maioria das pessoas ter tanta resistência à mudança. A mudança gradual acaba tendo um impacto menor. Mas no meu caso, prefiro estar aberta à possibilidade de mudança e reavaliar a situação de tempos em tempos para encontrar a melhor oportunidade. Talvez um dia eu mude meu meio de vida, mas até agora, sempre percebo que a situação está mais favorável para o meu plano de vida original. E então eu volto a me concentrar nele ao invés de tentar mudar. Quem sabe um dia eu largo tudo...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A Tendência das Mães

Não tem uma mãe que não tenha cometido a besteira de achar que outras mães precisam fazer o mesmo que ela fez. Lembrando que crianças não são iguais, temos os dois pontos: o que deu certo para você pode não dar certo para o outro e se você não contar, a pessoa pode estar sem saber o que fazer e você tem a solução mas não contou.
Eu gosto de contar o que eu fiz e o que deu certo. Agora, com dois filhos, principalmente me espanta o tanto que estou reinventando para o segundo. Sempre estive preparada para as diferenças, mas continua me espantando e me frustrando pela forma como acontece. E eu gosto de procurar dicas de outras mães para escolher o que pode dar certo com as minhas crianças. E isso é o fruto da maior insegurança da maioria das mães: conseguir ser uma boa mãe e criar bons filhos.
Eu sei que eu erro, muito. E é curioso como eu perdi o medo de sentar e conversar com o meu marido sobre a insegurança de ter tomado a decisão certa, ou a atitude certa em relação aos filhos. Muitas vezes a nossa preocupação é a mesma mesmo que a opinião seja diferente. 
Então eu quero antes de tudo pedir desculpas por todas as dicas que eu dei que soaram como um manual da boa mãe que eu não sou. Por parecer que eu entendo de um assunto que eu nunca pesquisei, mas me senti no direito de dividir a minha experiência que era só minha. Quero também pedir desculpas para todas as vezes que eu saí contando o que eu fiz sem que a mãe tenha perguntado só pela satisfação pessoal de ter feito algo que deu certo. Eu estava só pensando em mim, e esqueci do sentimento da mãe que teve que me ouvir.
Eu comentei um tempo atrás que eu estava me desapegando de alguns hábitos, e um deles é o de ajudar os outros sem ser solicitada. Provavelmente estou indo por um caminho mais individualista, e porque não, egoísta; de escrever sobre o meu lado e sobre o que só me interessa. Por isso é um blog pessoal. Apesar de eu gostar de procurar opiniões em outros blogues e acompanhar alguns, cada vez mais eu fico com a impressão que posso estar mais desagradando do que agradando com estes textos. Eu tento muito não ser pedante e ficar ensinando outras pessoas a viverem pelas minhas experiências. Eu já evitei amizades com pessoas que tentavam me ensinar a viver ou sentiam que as minhas experiências podiam corrigir as vidas delas. E não é assim que funciona. Eu luto para produzir textos pessoais que possam trazer alguma informação produtiva, mas quem sou eu para ensinar alguma coisa? Sim, eu sou mãe de duas meninas muito diferentes. Gosto de viver intensamente a maternidade. Mas eu só tenho experiência para dividir. Não tenho nenhuma instrução ou conhecimento nesta área que me permita ensinar alguma coisa. Ainda que eu traga dicas, nenhuma delas é sinônimo de sucesso já que cada um é cada um.
Não posso prometer que não vou fazer de novo, mas preciso neste momento pedir desculpas pelos meus excessos. Se tiver algo que eu posso explicar melhor da minha experiência, pode pedir que eu terei prazer em atender. Se eu fui pedante e muito rainha da verdade também faça-me saber que posso tentar melhorar o meu texto. 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Roupas para Grávidas e Roupas para Amamentação

Cada pessoa tem a sua visão pessoal sobre estes tipos de objetos. Como a gravidez dura 9 meses e a maioria das mulheres consegue usar as suas roupas pelo menos até os 5 meses as roupas de grávidas tem um uso programado para até 4 meses. É claro que tem mulheres que não precisam de nada novo e outras já perdem tudo no segundo mês. Eu diria que este período é uma referência. Então é complicado planejar e comprar roupas para serem usadas por 4 meses. Não pode ser tão pouco já que você provavelmente não vai ter outras opções. Então geralmente as mulheres enjoam das roupas que usam repetidamente durante a gravidez e precisam se livrar delas o mais rápido possível. Mesmo roupas que já eram suas, quando se usa tanto em tão pouco tempo não dá nem vontade de ver em outra pessoa a mesma peça.
Como já passei desta fase, entrei num dilema para estas roupas e não sabia bem o que fazer. Em minhas duas gestações, consegui várias peças emprestadas e pouco precisei comprar. Essas peças que peguei emprestado eu devolvi para os donos. Acho melhor assim. Mas esta facilidade de não ter apego a este tipo de roupa é justamente por que usei em um corpo que eu não reconhecia como meu. São tantas alterações e o foco passa a ser tanto a criança que a mãe é o mero envólucro que carrega o tão precioso bebê. Aquele corpo deixa de ter o significado individual que representa a pessoa que você é. Psicologicamente falando ainda tem um monte de explicações, mas para leigos acho que isso está bom.
Algumas mulheres são grandemente fascinadas com o estado gestacional e logo começam a pensar nos modelitos de grávida, as camisetas com as mensagens divertidas como parte da preparação para o bebê que vem vindo. Mas eu nunca me empolguei. Muita gente diz que dá pra comprar roupa tamanho maior e ir usando, mas para mim, só funcionou com o sutiã.
Então para não dizer que eu não comprei nada, comprei duas calças e uma bermuda para grávidas. Procurei os produtos de lojas de departamentos porque as peças são um pouco mais baratas que as das lojas especializadas. Em compensação são poucas unidades e poucos modelos. E para peças básicas eu recomendo. Tanto que não cheguei a enjoar das peças mesmo depois da gravidez e guardei para uso futuro. Já as blusas, prolonguei ao máximo usar as minhas peças para ter mais opções antes de enjoar e não precisar usar sempre o mesmo. Atualmente é fácil encontrar roupas mais largas e blusas do tipo bata. Como eu continuei com barriga depois do nascimento da mais velha, a maior parte das minhas blusas já eram um modelo larguinho então consegui variar bastante. É claro que algumas destas blusas eu me cansei a ponto de não conseguir mais olhar para elas. E coloquei tudo para doação. Não teve jeito.
Mas sobre essa ideia de sacrificar algumas roupas durante a gravidez para descartar depois foi o que eu fiz com os sapatos. Por mais que o pé não inche e continue do mesmo tamanho e formato, a pisada muda, assim como o peso que ele carrega. E eu não consigo usar depois.
Sobre roupa de amamentação eu preciso fazer um parêntesis. Eu nunca gostei da ideia de usar uma roupa que gritasse: eu estou amamentando e vou fazer isso na sua frente. E é mais ou menos essa imagem que muitas delas passam. É um dilema complicado já que as suas roupas ainda não cabem, as roupas de grávida já não caem tão bem com a barriga menor... O que fazer? De novo, eu separei algumas peças mais versáteis. Em casa uso calças com camisetas largas que são mais confortáveis. Para sair, procuro opções de roupas mais discretas. E só amamento quando não tenho outra opção. Mas daí, prefiro usar as roupas adaptadas para amamentação. Na primeira gestação eu só usei o sutiã, e mesmo assim, não gostei. Nesta segunda gestação, consegui algumas peças emprestadas. Apesar de muitos falarem que era bobagem, só para gastar dinheiro. A verdade é que a amamentação dura pelo menos 6 meses e já é mais do que as roupas de grávidas.
Então achei que pelo menos umas 3 peças para usar para sair, não é em vão. É claro que quem tem um bebê recém nascido não precisa inventar de sair, mas depois de alguns meses, mesmo que tenha alguém para ajudar, algumas coisas só a mãe pode fazer. E você vai ter que sair e estar preparada para amamentar. Esse tipo de roupa não é tão fácil de achar em lojas de departamentos, neste caso, são mais as roupas adaptadas que você vai poder usar. Principalmente aquelas transpassadas ou que abrem alguns botões na frente. Mas descobri que as peças com recortes específicos são mais confortáveis e você não precisa se preocupar se a fraldinha está cobrindo, se não está muito no rosto do bebê ou se abriu e esqueceu de fechar, ainda mais quando a criança começa a se jogar.