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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Experiência de Leituras: "Roteiros Semelhantes"

Você já começou a ler um livro e ficou procurando qual outra leitura era parecida? Isso me acontece com uma frequência razoável, principalmente quando é alguma obra que eu pretendo analisar. Mas isso não é importante. Geralmente, até chegar no final eu já tenho certeza do que é semelhante e o que é diferente. Algumas vezes é só o estilo da escrita. Em outras é o mesmo roteiro. Eu gosto muito quando eu começo a ler um livro com um estilo de escrita diferente. É estimulante.
Uma leitura que eu fiz e que achei com um estilo próprio e marcante foi "Ensaio sobre a Cegueira". E qual não foi a minha surpresa quando comecei a ler "A Peste", que é um livro publicado quase 50 anos antes mas que tem um roteiro muito parecido apesar de nunca ter sido avaliado como tendo um estilo semelhante.
Talvez seja apenas coisa da minha cabeça, mas quanto mais avanço na leitura de A Peste, mais volto a lembrar de Ensaio sobre a Cegueira. Todo o processo de começar uma epidemia nova, a avaliação de um médico especialista em Ensaio sobre a Cegueira; me faz pensar no doutor Rieux de A Peste que começa a ver como a Peste de dissemina e as autoridades são obrigadas a se envolver. De resto, não há nenhuma conexão exata entre as obras, mas a mim pareceu que uma parece com a outra.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Experiência de Leitura: "A Mágica da Arrumação"

Pretendia ler esse livro para saber se era isso tudo o que diziam. Não consigo compreender o suficiente sobre o "Isso te traz Alegria" com os objetos embora sinta que os objetos sempre voltam, como ela diz. Esperava uma resposta mágica que despertaria com a leitura. Ainda não achei.
No começo, repete várias vezes a importância de não organizar por cômodos, mas por tipo e meio que já era o que eu fazia. Veja que eu falo roupas da Ágata ou livros infantis, ou materiais de escritório ou até mesmo papéis. Quando organizei os produtos de higiene e beleza, de cara comentei sobre recolher de outros cômodos e tentar fazer caber tudo num mesmo lugar. Outro conselho importante é sobre o que entra. Se você já tem a quantidade e variedade de objetos daquele tipo, você não vai ter vontade de procurar para comprar. E se comprou algo que não precisava provavelmente o que tinha "não te traz alegria".
Minha grande dificuldade é aceitar o descarte como solução. E mais pra frente, ela até coloca sobre os excessos de produtos de uso comum com que eu me identifiquei bastante. Provavelmente estou me enganando e nunca estarei satisfeita, mas o descarte me parece imaturo e preguiçoso. Se você descarta, gera lixo e muitas vezes volta a comprar. Eu acho importante ter a sensação de satisfação por ter feito um bom uso ou dar para uma pessoa que realmente se importa com o objeto. Claro que jogo muita coisa fora. E alguns aproveitamentos que faço são apenas para satisfação pessoal. Por isso ainda não acredito no simples descarte.
Sobre as roupas, fiquei curiosa com as dobras das meias que eu ainda quero experimentar se ocupam menos espaço. Por enquanto, ainda faço as bolotas.
Já a parte seguinte, sobre livros, eu tenho as minhas próprias convicções. E justamente por isso estou trabalhando fortemente com metas para reduzir o meu total de livros e principalmente ler os meus livros. Como estou indo bem, não pretendo mudar. Ainda sobre livros, o meu ponto de vista é muito diferente. Jamais cogitaria riscar livros ou rasgar as páginas para guardar. Tenho alguns cadernos com algumas anotações de livros que não pretendo reler e para mim, é suficiente. Já não faço questão de ter anotações para todos os livros que leio como cheguei a fazer tempos atrás. A maioria dos meus livros, depois de ler, disponibilizo para troca e algumas vezes doo. O excesso é porque tenho lido devagar. Gosto de pegar livros emprestados também.
O quarto grupo, a papelada não é muito diferente do que eu faço, mas o que eu acumulo, muitas vezes são papéis de rascunho. Aprendi a reaproveitar muito e acabo guardando coisas demais. Tenho tentado diminuir ainda assim.
E o último grupo: komono é onde se enquadra hobbies, objetos de cozinha, enfeites e etc. Ainda tenho muito trabalho pela frente nesta categoria. Por enquanto, mal olhei para ela. Mas pretendo diminuir os meus esforços nos outros grupos para vir para este.

A segunda parte do livro é uma espécie de guia de boas práticas. Acredito que seria muito parecido com o que vão mostrar na série. Uma espécie de: De tudo o que você viu até hoje, o que gostaria de destacar? Eu tiro meu chapéu em como ela fez parecer tão simples. Tudo bem que ela começou a trabalhar nisso ainda muito nova. Mas estou muito longe de onde eu gostaria estar. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Experiência de Leitura: "Virgínia Woolf"

Comecei a me interessar por Virgínia Woolf depois de ler Vanessa e Virgínia. Havia comprado um box com as obras da autora, mas descobri que este box não continha as obras mais famosas, tipo Mrs. Dalloway ou Rumo ao Farol.
Optei por ler na ordem de publicação. O primeiro livro foi difícil de terminar, mas não que tenha algo demais nisso. O segundo demorei meses e por pouco não desisti de ler. Os demais a leitura fluiu. 
Pulei aqueles que eu não tenho para terminar logo os livros do box e passar para frente, mas confesso que para cada leitura, fui percebendo um ponto diferente da evolução da escrita da autora.
Ela começa com romances mais tradicionais em que a prosa é descritiva e narrativa, dividida em capítulos. Mais pra frente, os romances passam a ser mais psicológicos e muita coisa passa a ser não dita. A escrita é contínua, não se tem mais a divisão dos capítulos, não está mais claro quem é o personagem de quem se está falando e os acontecimentos já não são contínuos, muda-se de assunto ao mudar de parágrafo parte do contexto fica subentendido.
Em O Quarto de Jacob temos esquetes da vida de Jacob em ordem cronológica sob pontos de vista diferentes. Jacob aparentemente só sofre ações, a vida acontece com ele.
Depois em As Ondas, os personagens se confundem dentro do espaço tempo, em que um diálogo se inicia sem sabermos quem está presente.
E em Entre os Atos, apesar de tudo acontecer num único dia, durante a apresentação de uma peça de teatro, os sentimentos dos personagens interagem com o enredo da peça, as opiniões são contidas e existe todo um formalismo entre o que se espera que ocorra. E é sempre igual, ano após ano, apesar de suas diferenças.
Não sou capaz de qualificar Virginia Woolf como poeta como ela gostava de ser encarada, mas admiro imensamente a capacidade de mudar a forma de contar uma história.
E por fim, não poderia deixar de dizer que Virginia Woolf sempre me lembrará os longos dias em salas de espera para entrar na UTI neonatal. Era a leitura que estava em andamento e que marcou os dias que estive entre lá e cá.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Experiência de Leitura: Séries Infinitas

Quem acompanha os meus resumos já percebeu que eu estou tentando terminar de ler a série Irmandade da Adaga Negra. Quando fui pesquisar quantos volumes estava faltando, cheguei à conclusão que faltavam 10. Enquanto lia o 3 e o 4 percebi que tinham outros livros da autora, mas aparentemente relacionados. Agora descubro que são mesmo continuação da série. E a série não foi concluída, a autora permanece escrevendo sobre os mesmos personagens. Já não sei se vou conseguir terminar. Ou mesmo querer terminar depois de tanto tempo.
Curiosamente, ano passado eu fiz a mesma coisa com as Crônicas Vampirescas. Eu sei que a Anne Rice ainda é viva e que publica livros até hoje, mas acreditava que as Crônicas estavam concluídas. Então fui lendo o livro 4, o 5, o 6... Voltei para os livros 2, 3 e 4 das Bruxas de Mayfair. E este ano peguei o 7 e o 8 para terminar. Não estava pensando em ler as Novas Crônicas, então descubro que além de Cântico de Sangue ser recente, Príncipe Lestat é uma continuação publicada em 2015! E o primeiro livro, Entrevista com o Vampiro, é de 1976. Por vezes a autora falou que não voltaria a escrever sobre seus vampiros e voltou com novas histórias. Até achou um jeito de Rowan Mayfair vir para perto do Lestat. Afinal, eles vivem na mesma cidade.
Eu sinceramente estou desistindo de tentar terminar de ler séries infinitas. Ok, os livros são bons, mas como assim são infinitas? Novamente, entendo que vampiros são imortais, mas os autores não... Não quero que eles morram, mas preferia ter a sensação que eu terminei de ler a série. É melhor eu viver muito para conseguir ler até o fim.
E ainda tem aquelas séries que tem revival tipo o que a Meg Cabot fez com O Diário da Princesa e A Mediadora, anos depois voltou a escrever sobre os personagens. E olha que nem são séries tão blockbusters assim como foi Harry Potter...
Também tem umas séries que continuaram no país de origem e não são mais publicadas no Brasil. Estas estou dando por concluídas quando acho que está ok. Sem necessariamente terminar.
Sei lá, viu. A minha listinha de séries em andamento acabou ficando furada por conta disso. Não consigo saber o que já acabou e o que não e sempre que pesquiso descubro que tem mais coisa para ler.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Experiência de Leitura: "Grandes Novelas da Televisão Brasileira"

Eu não sei bem porque cismei de comprar os livros desta coleção. Também não sei se tenho todos os títulos. Mas comprei alguns em 2010 e deixei na estante para ler. O que me atraiu foram as edições serem das novelas mais famosas. Os livros são da Editora Globo, então são novelas desta rede e não da Tupi ou da Excelsior. Se tinham novelas melhores que não fazem parte da coleção, não sei. Não sou tão velha assim. Aliás, os títulos que li até agora, praticamente não tenho lembranças de assistir as novelas. Algumas assisti o remake ou a reprise de tempos depois. E ainda assim, sinto falta das fotos dos atores para melhor lembrar o pouco que tenho na memória.
Comecei por Roque Santeiro que fiz a resenha aqui. Depois já li Selva de Pedra e O Bem Amado. Estou lendo Vale Tudo que sei que assisti alguma coisa muitos anos atrás. E também tenho Pecado Capital.
Os livros são edições de bolso e ainda por cima de poucas páginas (pouco mais de 200). Têm algumas fotos da gravação da novela, mas são poucas. A divisão dos capítulos do livro não tem o mesmo tipo de sequência cronológica que se usa na novela. Mas a introdução explicando a carreira do autor e o contexto daquele roteiro e a reação do público com a novela eu gostei bastante. O trabalho de adaptação é de Mauro Alencar que também é o autor daquela enciclopédia de novela. A maioria dos autores originais já morreu (não me arrisco a falar todos, mas sei que são muitos) e portanto, não colaboraram na organização do material para estes livros. 
Algumas conclusões que eu posso fazer da minha experiência com estas obras é que foi mais fácil ler estas adaptações do que pensar em assistir tudo de novo a novela. Não sei se as coleções de DVD que têm a venda estão na íntegra ou são resumidos, mas sei que as novelas são bem mais longas do que o tempo que gastei para ler cada um destes volumes. Ao mesmo tempo que algumas coisas apresentadas nestas novelas de cotidiano permanecem atualizadas no contexto mesmo mais de 30 anos depois, outras coisas chegam a ser chocantes de serem consideradas cotidianas cerca de 15 anos atrás. 
Não pretendo reler nenhum destes livros. Gostei da experiência de "matar a saudade" de personagens lendários que eu nem sei se eu conhecia (conhecia mais a fama deles). Gostei do trabalho de adaptação que o autor fez com roteiros de mais de 100 capítulos. Mas não ficou com jeito de uma história para entretenimento isolada. Eu até gostaria de ler outras obras do tipo, mas não me vejo procurando outros volumes desta coleção para comprar. Na verdade, apesar de identificar na capa como coleção Grandes Novelas, em nenhum lugar vi referência a essa coleção. Não sei se tem uma lista de títulos. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Experiência de Leitura: Beijada por um Anjo

Eu ia chamar de mais uma da série "de quando você precisa avançar as páginas para saber o fim..."
Não sou dessas que não aguentam um mistério e avança as páginas só para saber quem é o assassino. Apesar de gostar muito de livros de mistérios e já fazem uns quatro anos que estou lendo Agatha Christie, nunca ocorreu de eu querer saber o final sem conseguir esperar todo o desenrolar da história. Também porque é o desenrolar que é a parte mais legal destes tipos de livros. 
Aconteceu com um romance adolescente bobinho. Quando o mocinho morreu, logo no começo do livro, eu saquei que ia ter outro romance. E estava apostando no lindo casal que aparentemente não era tudo isso. Depois de terminar o segundo volume cheia de dúvidas, precisei percorrer até as últimas páginas do terceiro volume antes de começar a lê-lo. Confesso que fiquei sem vontade de terminar de ler a série. 
Felizmente já havia ocorrido faz uns três anos (e cerca de 400 livros atrás) de eu avançar as páginas e continuar em dúvida, sem entender nada e ter me resignado a continuar na leitura de forma progressiva. O que eu achei ótimo.
Mas desta vez, para minha infelicidade, achei o final e não gostei ao ponto de nem fazer questão de ler. Como tenho os livros, e já li dois volumes, tenho a impressão que vou acabar lendo tudo. Mas não faço questão. Realmente estas séries são pura modinha. E por isso que prefiro ler os clássicos.

sábado, 2 de abril de 2016

Experiência de Leitura: Escolha pelo Blog

Eu vi muitos blogueiros e booktubers fazendo sorteio de TBR Jar e também leituras escolhidas pelos seus leitores. Com a escolha dentre uma lista pré-determinada, a frequência da escolha mensal e o resultado da escolha saindo antes do início do mês não me parecia que seria um problema.
Eu diria que o meu fracasso não foi em decorrência do método utilizado e nem do livro escolhido, mas sim pela minha dificuldade em atender os itens da minha lista. Fiquei feliz e satisfeita com as leituras que consegui concluir, vi minha lista de janeiro e fevereiro finalmente ser riscada, mas acabei adiando pegar um livro grosso para ler com a sensação de que não conseguiria ir até o final.
E não consegui mesmo: cheguei até a página 54. Ainda quero muito ler e vou tentar conciliar com as outras leituras, mas percebi que não adianta apenas todo o preparo para ler o livro dentro de períodos determinados.
Embora tenha lido pouco considerando as 606 páginas do livro, fiz algumas anotações e pretendo prosseguir na leitura. Tão logo termine, venho publicar o resultado.
Continuarei fazendo as votações para a Escolha do Mês. E para estas escolhas, vou continuar anotando em forma de diário antes de fazer a resenha, mas não quero que para isso diminua a qualidade da leitura, então eventualmente vou atrasar ou começar o seguinte antes de terminar o anterior; coisas do tipo.
Em algumas situações bastantes adversas vou preferir abrir mão da escolha por um mês ou dois, mas por enquanto ainda vou tentar me recuperar.
Essa foi uma experiência frustrada, mas não a pior das minhas experiências de leitura.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Experiência de Leitura: Contos

Coletânea de contos nunca havia sido algo que eu procurasse para ler. No fim de 2013 eu li "Laços de Família" da Clarice Lispector. Em 2014 li algumas coletâneas da Lygia Fagundes Telles. E ao longo de 2015 foram vários: "As Mentiras que os Homens Contam", "Comédias para se Ler na Escola", "Mais Comédias para se Ler na Escola", "Amor Veríssimo"; todos do Luis Fernando Veríssimo, além dos dois volumes de "Coisas Frágeis" do Neil Gaiman e outros tantos no kindle. Dos volumes da Agatha Christie que li, alguns também eram contos. Agora, em 2016 comecei com a leitura de "Histórias de Fantasmas" de Charles Dickens e depois emendei na edição de "Bonequinha de Luxo" que na minha edição veio com mais 3 contos.
Eu vejo estas coletâneas como desafios já que alguns contos são meio que histórias mal contadas porque não têm exatamente um fim. Outros são tão curtos que não dá tempo de conhecer os personagens.
Ainda tem o outro dilema de fazer uma resenha para cada conto ou um apanhado geral para a seleção. Eu sempre prefiro fazer uma avaliação geral da coletânea em si do que de cada conto. Claro que sempre tem aqueles que eu gosto mais e os que eu gosto menos. 
De uma forma geral, eu fiquei com a sensação que foram boas leituras e a avaliação foi positiva para todos. Misturar estes livros de contos com os romances mais longos também foi uma experiência positiva. 
Eu só fiquei com a sensação que eu só li livros finos já que estas coletâneas costumam ter pouco mais de 100 páginas enquanto que os outros romances que eu leio costumam ter mais de 200. Não foi de propósito, simplesmente eu fui correndo a minha lista de leitura e vários livros de contos eu havia pulado um tanto de vezes e agora resolvi encarar.
Eu gostei muito do texto de apresentação para os contos que tem nos dois volumes de Coisas Frágeis e fiquei mal acostumada achando que todo mundo explica a construção de seus contos. 
Se você quiser ter opinião sobre a escrita de um autor, leia seus contos. Geralmente os romances são melhores, mas nos contos ele apresenta a capacidade de construir um enredo com começo, meio e fim e a construção de personagens. Nos contos, muitas vezes a história acaba apenas com a descrição, então também dá para saber como a descrição é utilizada pelo autor.
Não passei a ser fã de contos, mas ultimamente encaro com mais facilidade a leitura de contos a ponto de não deixar mais acumular tantos para leitura no futuro. Vejamos como será em 2016.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Experiência de Leitura: Tudo e Nada

Poucas vezes fiquei tanto tempo sem conseguir avançar na leitura. Estou com várias leituras em andamento que quando travava uma, eu pegava outra. Daqui a pouco vou estar com 20 livros listados como lendo. Quando isto acontece, que muitos chamam de ressaca literária, sempre tem uma leitura que funciona para você e destrava. Depois você volta a ler como lia antes. Uma coisa importante também é o tempo. É importante diminuir o ritmo de leitura ou até ficar sem ler por uns dias. 
Desta vez, estou enroscada com vários livros. Eu acho que travei depois de terminar "A Esperança". Até terminei outros livros depois deste, mas muito pouco.
Tentei ler "Fábulas" de La Fontaine. Achei que por ser um livro infantil iria fluir. Por ser em versos, parecia que seria rápido. Mas eu voltei pro começo duas vezes. E voltei para a segunda parte outras duas. Então entenda que não está fácil.
Também tentei Agatha Christie mas travou também. Tanto "Cipreste Triste" quanto outro que eu nem lembro qual era.
Também estou tentando ler "A Revolução das Formigas", mas travei na página 75.
Semana passada, com muito custo, consegui ler umas 20 páginas de "Memnoch" mas só.
Estava feliz que a leitura das constituições históricas estava fluindo, mas estava. Não está mais. Travei também.
Os três livros em inglês que estão em andamento mal foram tocados.
Veja que até aqui são 8 livros.
Para tentar aliviar um pouco tentei algo mais curto e consegui terminar "Dez (Quase) Amores". E só.
Achei que por ser curtinho, conseguiria ler "Histórias de Fantasmas", mas também está parado.
Peguei outro livro mais leve para ler, consegui avançar com "Presentes da Vida" e terminei.
Não sei dizer se passou. Aparentemente, agora estou melhor. Tanto que consegui voltar a ler "Fábulas" e "Memnoch".
Neste estilo também peguei para ler "Ser Clara" e a leitura está avançando lentamente.
Vi a Tatiana Feltrin fazendo Maratona 24 horas e pensei que isso é tudo que não vai funcionar para mim. 
Vou tirar o pé e continuar encarando a minha lista de leitura. Só encarando mesmo, porque não devo chegar nem perto de avançar.
Acho que eu tentei quase todos os títulos da lista para chegar a conclusão que não vou avançar e pegar algo que não está na lista.
De qualquer forma, tenho lido tudo e nada ao mesmo tempo e assim os dias vão passando. Que eu renove o fôlego para começar 2016 com bastante energia e muitas leituras. Dezembro já é uma luta perdida.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Experiência de Leitura - Tess D'Ubervilles

Desde o início deste ano ou fim do ano passado estou tentando ler "Tess D'Ubervilles". Seguindo as recomendações  que encontrei, preferi ler em inglês que está em domínio público a ler a adaptação em português que é resumida. O texto não é tão difícil de ler. Os diálogos utilizam bastante dialeto, mas o texto é preponderantemente em narração. É um livro grosso (mais de 400 páginas) mas  não justifica a demora que tem sido avançar na leitura.
A obra não é enfadonha. É um romance, normal. Do estilo dos romances que eu gosto. 
Mas quando eu estava perto de 35% de leitura, percebi que alguma coisa eu tinha deixado passar e retomei a leitura a 4%. Acabei desanimando e deixei a leitura mais de lado. Depois de um tempo, avançando de pouquinho novamente alcancei perto de 60% e novamente percebi que estava entendendo errado. E resolvi voltar ao início da leitura.
Não me lembro de nenhum outro livro que eu tenha relido o início antes de ter terminado e este eu já estou indo para recomeçar pela terceira vez num mesmo ano. Terminar a leitura deste livro está ficando cada vez mais improvável.Sinceramente, acho que vai acabar virando meta de vida terminar a leitura de Tess com a sensação que eu entendi completamente a história.
Respeito demais o autor por ter encantado as pessoas com uma obra que está se tornando tão complexa para mim. Estou certa que a minha dificuldade não está sendo pela leitura em inglês embora seja um pouco mais difícil dos outros livros que li em inglês.
Reafirmo meu compromisso por fazer uma nova tentativa e o objetivo principal de terminar esta leitura um dia. Reafirmo também o meu espanto pela grandiosidade que está se tornando uma leitura que deveria ser prazerosa. E, por fim, lamento adiar novamente a conclusão da leitura desta obra que consta na minha meta de leitura para 2015.
Minhas metas estão progredindo da melhor forma possível, mas o essencial é poder aproveitar a leitura e da forma que estava seria apenas mais uma meta atingida, como acabou sendo para mim a leitura da "Divina Comédia".
E para aguçar a curiosidade, alguns pontos marcantes deste livro: 
O começo, que li várias vezes, tem como principal o pai de Tess que se descobre descendente duma família tradicional que estava prestes a se extinguir e resolve usufruir do nome e gastar o que não tem. A família o dá como louco mas apoia a insanidade temporária. Quando surge a oportunidade de localizar os parentes ricos, donos de propriedades numa localidade próxima, então colocam a Tess a missão de ser aceita pelos parentes na esperança de estabelecer boas relações e conseguir um bom casamento.
Mas então se esclarece que a família que usufrui do nome D'Ubervilles na verdade o comprou para tentar parecer uma família tradicional para os novos ricos. Como emergentes que são, não tiveram uma educação tão valorosa e por isso não são bem vistos na comunidade. 
Daí em diante desconfio de tudo o que entendi e preciso retomar a leitura para saber o que de fato ocorreu.