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segunda-feira, 14 de março de 2011

Asterix

Faz quase 6 meses que estou morando na França em função do meu trabalho. Mais precisamente, estou em Aix en Provence, que fica no sul do país e próximo de Marselha.
Nos finais de semana, o ritmo de vida é bem diferente da rotina de segunda a sexta. A partir de sábado à tarde a maioria das lojas e supermercados fecham. O jeito é aproveitar para passear, procurar alguma apresentação cultural, ver as feiras nas praças, ler um livro ou ficar à toa tomando um café em uma mesa de um bistrô qualquer só para ver o vai e vem de pessoas e carros.
Em um domingo de manhã, acabei encontrando uma feira de livros usados. Várias pessoas estavam oferecendo seus livros de todos os tipos e épocas. Despretenciosamente comecei a procurar algo para me distrair e acabei encontrando os quadrinhos do Asterix. Quando o vi, lembrei dos desenhos animados que tantas vezes assisti em minha infância e resolvi que esse Band Dessiné (quadrinho em francês) seria uma ótima forma para me distrair e praticar o meu francês.
O quadrinho conta as aventuras de Asterix, seu inseparável amigo Obelix e seu cãozinho Ideiafix durante a época do império Romano. Esses irredutíveis gauleses são conhecidos por terem uma força sobre-humana graças ao efeito da poção mágica feita pelo druida Panoramix. Essas histórias representam de uma forma tipicamente francesa os seus conflitos com os romanos e as diversas aventuras dos guerreiros gauleses em lugares distantes e culturas diferentes.
Sem perceber, essa é uma leitura rica em história, geografia e em informação cultural dos povos que Asterix visita. Para dar uma ideia, eles participam dos Jogos Olímpicos em Atenas, viajam para a Índia, Grã-Bretanha, Egito, Roma, encontram piratas e mercadores... enfim, a cada edição temos novas descobertas e aventuras. Como são 34 edições ainda terei bastante para ler...
Algo muito interessante é o paralelo com os costumes do povo francês: a culinária diversificada, cheia de temperos, ervas, carnes diversas (javali, lebre, pato, cavalo, boi, cordeiro, escargot...) e as refeições ao ar livre. Outro ponto é o interesse (do francês) por outras culturas e a vontade de viajar pelo mundo.
A leitura é leve e divertida, mas não sei se têm todas as edições em português. Enfim, para quem quiser aprender ou estiver aprendendo o francês esse quadrinho serve de motivação.

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Asterix, texto de R.Goscinny e desenhos de A.Uderzo
Para quem quiser se informar mais, segue o site oficial.
E para mais quem gosta de mais emoções, próximo a Paris, existe um parque de diversões do Asterix.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

França

Não gosto de fazer criticas. O que eu vou contar é apenas um relato de fatos.
Confesso que me irrita a maior parte das viagens que tenho que fazer, mas é claro que eu sempre entro em livrarias ou visito o setor de livros em supermercados. E é uma experiência interessante. E claro que eu não achei livros em português para comprar em nenhum desses lugares.
Não viajo tanto assim para escrever sobre isso sempre, mas sempre que possível, vou comentar sobre os curiosos hábitos de leitura.
Minha última experiência de 2010 foi na França. E eu fiquei maravilhada pela quantidade de títulos que no Brasil seriam quadrinhos... Os franceses, além do bom humor com suas historias, também valorizam bons ilustradores e desenhistas. Lembrou-me os tempos da Revista MAD, e das edições de banca do Laerte ou do Angeli. E isso quando eu visitei o setor de livros de um supermercado. Mesmo a cidade que estive sendo pequena, tem mais de uma biblioteca pública e uma cidade dos livros. Em todas, além dos livros também têm esses quadrinhos, que são verdadeiros livros, com capa dura. Da minha visita ao supermercado eu só comprei uma edição de Asterix, por que já tinha outra e preferi comprar da mesma coleção. A que eu queria, não achei, mas pelo menos sei que é mais fácil de entender o francês em quadrinhos (tem os desenhinhos para ajudar!), então vou conseguir ler. Já vi para vender essa coleção no Brasil, mas costuma ser difícil de achar todas as edições.
Bom, os hábitos de leituras são diferentes, o estilo de leitura é diferente, os preços são muito diferentes, mas o que eu achei mais triste foi saber que eu nunca vou encontrar muitas destas obras publicadas em português. Muitas têm contexto político, por isso não chegariam ao Brasil mesmo, mas têm clássicos da literatura em quadrinhos como o Asterix e Tintin, vários títulos de mangás, quadrinhos adultos, quadrinhos infantis tipo contos de fadas e agora também os graphic novels de outras obras. O tamanho da seção dedicada para esses livros era impressionante.
Outra coisa que não tem no Brasil são as lojas especializadas. O mais parecido que eu vi no Brasil, foram as lojas de RPG, que além dos livros e cartas, têm os bonecos (desculpe se o termo não for correto) e os artefatos. Mas nas lojas especializadas, além de tudo isso tem inúmeros tipos de objetos para os fãs: canecas, camisetas, chaveiros, pôsteres, miniaturas de plástico, de pelúcia, descanso de copo, descanso de papel, material de escritório, louça de mesa e infinitos brinquedos licenciados.
Minhas mãos pulavam de um objeto a outro sem saber o que escolher. Optei por um lápis e alguns pins.
Bom, sobre os livros, eu falo uma outra vez.