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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Alimentação em 2019-2020

2019 foi um ano de altos e baixos na minha alimentação. Em novembro, comecei a olhar em retrospectiva e me senti péssima, de novo, com relação à aparência. A alimentação é apenas uma parte, e nem a mais significativa. Mas é a parte que eu consigo mudar mais facilmente. 
Nos últimos 5 anos, fui bem rigorosa com os meus hábitos alimentares. E não pense que tenho anorexia ou algo do tipo. Sempre estive dentro do IMC. Quem me vê diz que eu sou magra. Eu pareço uma pessoa magra, meus braços e pernas são finos e meu rosto é alongado. Mas eu, como muitas mulheres, senão todas, tenho bastante gordura acumulada no quadril, coxas e barriga. Parece aqueles bonequinhos de batata com os palitinhos de dente espetados, sabe? Exagero à parte, dependendo do modelo de roupa que eu uso, pareço grávida. E não é legal. Uma coisa é parecer grávida e estar grávida. Não é o caso.
Nos primeiros meses depois que a minha filha nasceu eu usei cinta e tinha verdadeira esperança que meu corpo fosse voltar ao normal. Apesar de não fazer exercícios físicos regulares, sou bastante ativa, faço muita coisa a pé, subo e desço de escadas e vivo carregando as coisas para cima e para baixo. Também continuei controlando a alimentação, evitando gorduras, comendo bastante salada e reduzi as porções de alimentos nas refeições.
O problema é que a criança fez um ano e nada! Eu praticamente perdi o peso que eu estava a mais. Meu peso tem variado entre 51 e 53. Na última semana que me pesei, alcancei praticamente 55. Foi um descontrole. Excesso de abuso, mas principalmente um descontrole. Eu chutei o balde e me entreguei aos excessos como se isso fosse me livrar de ter vontade em outros momentos e eu pudesse voltar a ser controlada. Eu gosto de ser controlada, mas neste momento é tudo o que eu não sou.
Comecei a sentir que exagerei porque parte das minhas roupas que estavam largas, ou me vestiam de forma confortável estão cada vez mais desconfortáveis. E não pense que eu sou neurótica com isso, boa parte das roupas que estão desconfortáveis eu tenho separado e tirado do guarda roupa. Não vou procurar um ideal que me deixa tensa. Só guardo as que não me servem tão bem mas que eu gosto muito. E essas são bem poucas. Acho que as minhas roupas de uma forma geral eu tenho diminuído neste processo de me acostumar com o meu corpo.
Eis que em 2020 vem a quarentena logo após o carnaval e resolve passar o ano todo com a gente. Nos primeiros meses, além de comer a comida feita em casa, fazíamos uso do delivery, ou buscava marmita do restaurante em frente. Mas muitos estabelecimentos fecharam. E a comida nunca é realmente saudável, mesmo quando vem escrito que é comida caseira. Mas evitar alimentos processados e cozinhar todas as refeições em casa é muito desgastante. Acabamos por aceitar alguma quantidade de processados mas abrimos mão do delivery e da marmita. Muita fruta e poucos doces. 
O problema passou a ser controlar a quantidade de comida. Sem sair de casa, mesmo andando de um lado para outro o dia inteiro, nem se compara à quantidade de atividade que eu fazia antes. então sim, emagreci um pouco e depois recuperei o peso e passei quase todo o ano com 55 quilos. Não é o ideal, realmente não consigo usar a maioria das minhas roupas, mas pelo menos tenho conseguido não engordar mais. 
Gostaria de reduzir a quantidade de comida e voltar a jejuar, mas acabo vencida pela rotina da família que exige algum tipo de exemplo para as crianças.
Já a atividade física, tenho tentado aumentar as descidas e subidas de escada e as caminhadas. Nos primeiros meses era algo impensável, mas atualmente não tem sido um grande problema. 
Outra coisa que atrapalha é o tempo. O tempo para poder cozinhar e o tempo para sair para fazer exercício. Por enquanto, ainda estou com muitas atividades que ocupam os meus dias.
Enfim, estou tentando retomar o controle da minha vida no que diz respeito a alimentação, mas os últimos dois anos foi terrível. E que venham bons resultados em 2021, seja lá o que vier.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Repensando a Alimentação

Não tenha dúvidas de que o mundo dá voltas e vamos nos adaptando às mudanças. Quando eu me descobri mãe, passei a mudar a minha alimentação para ter uma alimentação mais saudável e ser um bom exemplo. Depois eu me vi tentando uma vida mais simples e me permitindo comer menos fora e fazer comida em casa. Então, durante a greve de caminhoneiros do ano passado eu me vi repensando o meu estoque padrão.

Continuo reduzindo o estoque, mas consciente que isto pode me deixar na mão.
Continuo comprando alimentos frescos, consciente de que isto tem mais chances de me trazer doenças e de me faltar.
Continuo fazendo em casa coisas que antes eu comprava pronto.

Voltar para a rotina das papinhas me fez experimentar receitas e comprar opções de papinhas industrializadas. Que foram para o lixo. É até surpreendente contar que a criança não se acostumou com estas papinhas, mas eu tentei algumas vezes. A minha sorte foi que também não se acostumou com as papinhas batidas, por isso pico sempre na faca e amasso com o garfo. Conforme foram nascendo os dentes, aumentei o tamanho dos pedacinhos. Uso bem pouco tempero, e principalmente tempero fresco, mas a comida de bebê é quase a mesma comida do resto da família. E sempre consigo oferecer um pouco de uma refeição em qualquer restaurante ou lanchonete que eu vá.

Atualizando a minha lista de estoque padrão. Na geladeira:

alho picado (se tiver aproximadamente uma colher de café posso comprar mais);
requeijão;
manteiga;
uma geleia (às vezes);
iogurte de frutas;
molhos (ketchup e mostarda);
duas variedades de fruta;
uma variedade de verdura;
uma variedade de legume que não batata e cenoura;
batata;
cenoura;
cebola;
alface e tomate para salada;
leite fresco pasteurizado;
suco ou chá (às vezes);
ovos (se tiver aproximadamente 3 posso comprar mais);
pão tipo bisnaguinha;
cerveja;
comida preparada que sobrou no fim de semana para a marmita e o jantar da semana.

Na despensa:
arroz;
açúcar e açúcar mascavo;
café;
coador de papel;
sal refinado e sal grosso;
farinha de milho e fubá;
farinha de mandioca;
farinha de trigo;
macarrão e macarrão para sopa;
feijão;
achocolatado;
2 a 3 tipos de biscoitos;
molho de tomate;
seleta de legumes e mais 2 conservas;
temperos secos, vinagre e azeite.

Friamente comparando, aumentei mais do que diminuí, mas eu penso que estou com uma lista boa e variada. Ainda quero reduzir alguns itens e principalmente acabar com os produtos mais antigos que ainda tenho em casa.Espero poder atualizar novamente em breve.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A Alimentação em 2018

Em 2018 deixei de controlar a alimentação como eu fazia nos anos anteriores. Na verdade, já fui parando em 2017. Mas muitas coisas mudaram em 2018 e quero fazer diferente em 2019.

Em 2018 eu voltei a repensar comprar alimentos industrializados e manter um estoque mais variado em casa ao invés de comprar alimentos frescos.

Em 2018 eu passei a repensar sobre comer alimentos crus fora de casa e comprar alimentos orgânicos.

Em 2018 eu também repensei sobre comer antes de sair de casa, levar marmita para as meninas e me virar com o que eu tenho.

E eu não cheguei a muitas conclusões.

2018 foi um ano que eu aceitei que a cozinha não é o meu lugar. Simplesmente porque não é a minha prioridade, não tenho a mesma paciência que o marido e sou muito crítica quanto aos resultados. Entre ficar com as crianças e ir cozinhar, eu fico com as crianças. Entre fazer algo rápido ou sair para comer, prefiro sair para comer. E entre comer o que eu fiz com pressa e comer a minha comida feita com cuidado, eu prefiro a feita com cuidado. Então pra fazer de qualquer jeito, eu nem faço.
Também aceitei que eu tenho que encarar fazer o que eu tenho vontade, e continuar fazendo o que eu sei fazer bem. O tempo que eu fiquei sem cozinhar ainda pesa quando eu tempo preparar alguma coisa que não fica tão bem. Eu preciso manter a prática, mas fazer com calma.
Apesar de ter certeza que a minha comida é a mais gostosa, também tenho que aceitar a necessidade de comer fora algumas vezes para economizar o tempo que eu gastaria na cozinha preparando e limpando.
E teve mais uma coisa que eu aprendi em 2017 e refleti muito em 2018 que é sobre experimentar alimentos e ser capaz de comer mesmo o que não se gosta. Eu ainda tenho algumas restrições de alimentos que me fazem mal, por isso continuo tendo medo de experimentar frutos do mar, mas estou mais aberta a experimentar e comer alimentos que eu não gosto para ser mais bem aceita na situação. E isso foi importante para ensinar e demonstrar para as meninas o que é a melhor coisa a fazer na casa das outras pessoas que somos convidados a frequentar e aos eventos sociais que somos convidados. Sem essa de comer antes de sair, nem de levar marmita na casa dos outros.
Voltei timidamente a tomar cerveja, que eu dizia que não iria voltar, mas por outro lado estou comendo peixe com bastante regularidade.
Aceitei comer em fast food de sanduíche, mas modero a frequência com que me exponho a isso. E já não tenho comido marmita tantas vezes na semana, saindo para comer mais vezes.

Enfim, eu mudei muitos dos meus conceitos, mas continuo tentando comer bem e de forma correta, principalmente para influenciar as meninas.
Aumentei a quantidade de produtos na minha lista de controle para acabar e diminuí a quantidade de produtos em estoque mínimo. Reforcei cada vez mais a minha lista de supermercado com as quantidades da semana. Só não estou conseguindo tirar algumas páginas do meu caderno de receitas. Nesse esforço não estou avançando. E vamos ver se atualizo a minha lista de estoque mínimo em 2019. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mistura para Preparo de Risoto

Organizando os textos que mantive salvos, terminei esta avaliação que estava com a publicação pendente há muito tempo. E vamos começar o ano, limpando a casa.

Ok, eu falei que estava evitando o consumo de produtos industrializados, tanto quanto possível. Mas além do meu estoque fixo, permito a compra de alguns produtos excepcionais desde que não fiquem muito tempo na despensa.
Depois de muito tempo evitando, resolvi experimentar esta mistura para preparo de risoto da linha Tio João Cozinha & Sabor. Escolhi o Risoto Milanês que eu gosto bastante. Quando comecei a ler as instruções de preparo, o meu primeiro espanto foi o modo bastante complicado. Quer dizer, é o preparo de um risoto como outro qualquer que eu tenho muita preguiça de fazer. Primeiro tem que esquentar a água, depois é um arroz especial e conforme a água vai secando você vai colocando mais até dar o ponto. Segui rigorosamente as instruções e ficou gostoso, mas não foi isso que eu vim contar.
Como eu fiz de noite, para o jantar, estava bem cansada e com pressa e não me atentei a muitos detalhes. A primeira coisa que concluo é que as medidas passadas para a quantidade de água para o preparo não precisa ser seguida à risca, precisa parar de por água quando dá o ponto do cozimento. E a quantidade de sal que coloca na água é todo o sal do preparo. Como pus um pouco menos do descrito ficou levemente sem sal.
E eu só descobri depois o motivo: foi alterada a composição do preparo e foram retirados todos os sais e conservantes e o corante foi substituído por corante natural. Está escrito na embalagem e eu não havia me dado conta.
Eu gostei. Errei parte do preparo, mas foi culpa minha.
Bom, esta experiência só veio parar aqui porque resolvi que nem só de reclamações vive um consumidor. E neste caso, entrei em contato com o fabricante e relatei a minha experiência. Contei que fiquei surpresa e satisfeita por iniciativas que reduzem a quantidade de sódio e de sal nos alimentos preparados.
Usei o formulário de fale conosco do site. É o mesmo tipo de formulário padrão. Aproveitei para consultar o nome correto da linha de produtos e me despreocupei do resto. No dia seguinte recebi uma mensagem de agradecimento e só isso. A mensagem seria repassada ao setor responsável (?).
Duas semanas depois, já nem me lembrava mais disso e, preocupada com uma encomenda que comprei e ainda não havia chegado, encontrei na caixa de correio em casa um encarte com receitas e dicas de preparos dos produtos. Fiquei satisfeita com a atenção que recebi. Claro que me interessa experimentar receitas indicadas pelos fabricantes, tanto que prefiro pegar as sugestões nas embalagens e no site da marca.
Depois disso, ainda voltei a receber em algumas ocasiões um novo encarte com receitas que são estes da foto.
Já recomendei para outras pessoas e pretendo comprar novamente para tentar acertar melhor o preparo. Também quero experimentar algumas das receitas que vieram no encarte e fazer as minhas anotações de rodapé.
Não vai entrar para os produtos de uso corrente, mas passou a ser um produto indicado para o consumo eventual.
Agradeço ao fabricante pela atenção prestada ao receber um pequeno elogio e espero ser prestigiada novamente em outras oportunidades.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Alimentação na Gravidez

Existem muitos livros e artigos que tentam aconselhar sobre a alimentação na gravidez. Recomendo sempre dar uma olhada e ver o que pode aproveitar.
Uma coisa que me desgastava muito na alimentação é a culpa. Por que fazemos muitos exames que entregam como estão as suas taxas de glicemia, colesterol e etc. Também tem enjoos e azia que te fazem evitar alguns alimentos. E a verdade é que o paladar fica completamente alterado praticamente nos 9 meses. Também vale lembrar que as pessoas sempre querem que você coma por 2 e vivem reforçando o mito de que grávida tem que ter desejo. E se você não engordar muito vão falar que a criança vai nascer doente (e você vai se culpar por isso) ou se engordar muito além da bronca do médico você vai sentir ainda mais dores nas costas e nas pernas. Deu para entender por que não é fácil se alimentar?
Quanto mais normal for a sua alimentação, mais normal vai ser a sua gestação. Quer dizer, não se force a nada. Passar fome ou vontade te faz tão mal quanto comer demais ou só comer porcaria. 
As minhas dicas são completamente empíricas, não têm qualquer base científica (a não ser a tentativa e erro), mas não custa nada experimentar se já não sabe o que fazer. 

Fibras. Na primeira gravidez tive dificuldade em consumir fibras. Tanto as folhas cruas como os alimentos integrais me enchiam a boca de água e ficava com ânsia de vômito. Desta vez escolhi outra forma de ingestão de fibras, os cereais integrais matinal que tomo com leite (eu sei que é horrível, mas é o que está funcionando) e as frutas. Tenho consumido 3 a 4 porções de frutas por dia, às vezes mais. Algumas vezes troco um lanche ou uma refeição por uma grande salada de frutas e estou me sentindo bem.

Alimentos frios, por algum motivo caem melhor ao paladar. A maioria das grávidas comenta sobre a vontade e a satisfação de comer uva ou tomate. E sim, realmente são os que saciam mais e recomendo ter na geladeira durante toda a gravidez. Mas ao invés do sorvete, optei pela gelatina. Nos primeiros meses, me ajudou bastante a conter o enjoo. Fazia porções pequenas e ia comendo ao longo do dia. Uma caixinha preparada durava até uma semana.

Bebidas cafeinadas. Espero que felizmente não tenha o costume de fazer uso regular de bebidas cafeinadas. Eu sempre fui adepta do cafezinho pela manhã. Cheguei a trocar pelo chá, mas geralmente opto pelos chás preto ou o chá verde que são também ricos em cafeína e outros estimulantes. Consegui cortar completamente na primeira gravidez tomando suco de laranja ou de goiaba, mas desta vez não funcionou e tive muitas dores de cabeça. Indico tentar o café descafeinado da marca Melita. É leve, mas tem o sabor acentuado do café. Outra opção é trocar por um chá mate gelado. Energético ou refrigerante ricos em cafeína sugiro trocar pelo o chá gelado ou um refrigerante levemente gaseificado. Aqui também a grande dica é a moderação. Ao invés de banir, limitar a uma porção tão pequena quanto possível mesmo que esteja usando um substituto.

Carboidratos. São ótimos para conter a azia e diminuir os enjoo. Também são uma fonte de energia rápida para os momentos em que dá aquela fome fora de proporção. Novamente a minha dica é consumir porções pequenas e comer bem devagar. Não espere a fome diminuir para parar de comer senão vai comer um prato cheio de arroz ou um pacote inteiro de bolacha de água e sal. Então coma o carboidrato, mas devagar e espere um pouco o seu corpo reagir antes de voltar a comer.

3 horas parece muito para alguns mas pouco para outros. Tente manter um intervalo regular para a alimentação e evite que aquela fome avassaladora chegue. E tenha rotina para este horário mesmo aos fins de semana. Seu relógio biológico sabe contar o tempo.

Carne. Têm dias que parece impossível comer alguma porção de proteína, tem dias que dá vontade de comer carne crua e tem dias que você só quer comer ovo. Eu não conseguia comer carne vermelha e passava mal só com o cheiro. Ir para a cozinha preparar também era muito custoso. Tente focar mais no consumo de frango ou carne de porco se for o caso, e coma peixe bem cozido pelo menos uma vez na semana. Varie o cardápio e tente pratos novos para estimular o paladar. O bebê precisa muito de ferro mesmo que você já esteja tomando complexo vitamínico.

Se possível, busque auxílio de um nutricionista, experimente os alimentos e os tipos de refeição para ver o que funciona e ouça bem o que o seu corpo pede. Não deixe para resolver o que vai comer quando chegar lá e tenha sempre algum alimento "aprovado" a mão, esteja onde estiver.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Balanço 2016 Alimentação

Esta nem é uma seção padronizada que uso, mas felizmente, acompanhando ela de um mês a outro, percebo que consegui enriquecer a minha alimentação, organizar os produtos que tenho armazenados, melhorar as minhas listas de compras, aumentar as opções de cardápio e acabar com os produtos mais antigos. 
Logo no começo, listei muitos produtos de consumo lento que pretendia terminar. Apenas alguns deles foram parar em 5 para terminar. Consegui terminar alguns outros além dos da lista e tenho pouco para acrescentar numa possível lista para 2017 o que significa que já não tenho produtos antigos.
Depois, em cada mês, comentei o meu avanço e as minhas metas. Logo de começo eu ainda estava bastante pesarosa por conta dos bichos. Foram vários esforços para trocar os potes e eliminar determinados alimentos que eu costumava comprar e depois tinha dificuldade em armazenar. Creio que lá por abril terminei de substituir os potes. E desde então não voltei a encontrar besouros, nem moscas, nem nenhum verme do tipo. Neste momento eu congelei o espaço dos alimentos abertos e os tipos de alimentos que eu aceito ter em estoque.
Depois de abril, ainda estava fazendo grandes esforços para reduzir a quantidade de produtos e organizando o que eu esperava que fossem os produtos permitidos ter em casa. E então em agosto eu resolvi fazer outra alteração na minha despensa e organizar a minha cozinha. Como reduzi o espaço de armazenamento, ficou tudo entulhado, mas organizado. Eu fui consumindo e consegui manter apenas aquele espaço sem ficar avançando. E então eu defini qual o espaço que haveria e quais os produtos industrializados que eu teria em casa e que caso acabasse seria colocado na lista de compras.
Comentei a pouco tempo que consegui inserir novas opções de preparos na rotina semanal e melhorei um pouco nosso padrão de alimentação. E conforme vou tentando melhorar devo cortar mais um tanto de receitas do meu caderninho.
E nesse meio tempo eu comecei a sentir falta de um tempo para fazer exercício. Aumentei a quantidade de coisas que eu faço a pé, mas ainda assim é muito pouco. Precisava encontrar uma forma de fazer exercício mesmo na minha rotina. 
Voltei a controlar a alimentação e diminuir as porções de comida, principalmente besteiras. Tenho tentado aumentar os alimentos naturais (saladas) e os integrais para equilibrar melhor. Tenho evitado lanches e doces, mesmo quando comemos fora. Se for comparar pelo peso, meio que se manteve em relação ao ano passado, mas a maior parte do ano estive coisa de 2 a 3 quilos acima do que eu gostaria de estar pesando.
Ainda temos como padrão a ida ao supermercado apenas uma vez na semana aos domingos pela manhã. Tenho feito a lista de compras ao longo da semana e na sexta também escolho as receitas que vou testar ou que quero fazer, e por elas acrescento os itens na lista de compras. E com as mudanças na rotina estou menos sobrecarregada e até consigo preparar algo durante semana. Até o começo do ano isto seria inimaginável.
Ainda pretendemos comprar os alimentos mais perto do momento de consumo e então diminuir a quantidade de produtos que temos congelado. Acredite que já faz uns dois meses que estou com uma gaveta do freezer vazia.
Este acompanhamento da alimentação eu devo continuar fazendo. Ainda não tenho certeza se tenho produtos parados que justifique fazer uma nova lista de 5 para terminar, mas talvez eu faça. A maior prioridade, que eu discuti o ano todo mas não resolvi foi escolher um exercício para fazer de forma regular.
E depois de mais uma aba de balanço 2016 que falta eu comentar, vou mostrar o meu caderno de organização de 2017.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Macarrão de Restinho

Eu guardei uma receita que veio na caixa de maisena que é uma combinação de um molho branco com cenoura ralada, ervilha fresca e presunto. É um pouco trabalhoso de picar, mas fica muito bom. Como usa pouco de cada ingrediente, geralmente faço quando tenho restinho destes ingredientes em casa ou pego alguma coisa que esteja congelado e só faço o macarrão.
Outro dia não tinha comida preparada suficiente para o almoço e resolvi improvisar um macarrão com o que tinha na geladeira, me inspirando com as proporções desta receita. Acabou que caiu no gosto do meu público que agora vive pedindo para eu fazer de novo o macarrão de restinho.

Existem várias opções de aproveitar os restinhos. Geralmente uso para fazer sopa: uso um caldo base de galinha ou de carne, batata, cenoura e macarrão, e completo com os restinhos de carne e legumes que eu tenha. Outra opção é fazer bolo salgado. Mas este não faz muito sucesso em casa. Também dá para fazer um risoto, ou um arroz colorido seguindo o mesmo princípio. Agora também faço o macarrão de restinho.

A receita nada mais é do que refogar bem a cebola e depois completar com os legumes crus, já usei tomate, pimentão e cenoura picados, mas uso o que eu tenho na geladeira. Depois que estiverem macios, acrescente o leite já com o maisena dissolvida e tempere com sal e pimenta. Apesar de preferir o molho branco dá pra aproveitar um restinho de molho de tomate, de molho da carne e misturar neste molho. Dá pra fazer combinações bem saborosas. Quando começar a engrossar pode colocar os restinhos de frango, carne, embutidos, ovos cozidos e o que mais tiver, bem picadinho.  Se não tiver nada pronto, recomendo refogar a carne junto com a cebola e cozinhar ovo separado para colocar no fim. Sempre tenho bacon e calabresa congelada que dá pra colocar pra completar a porção de proteína. Para finalizar ainda gosto de colocar azeitonas, queijo ralado, ervilha congelada e cheiro verde. Acho importante colocar estes no fim para o sabor deles ficar mais suave. Se deixar cozinhando o sabor pode ficar predominante, roubando o sabor dos outros alimentos e tira a crocância.
A quantidade dos ingredientes depende do tamanho da porção. Em casa gostamos de molho cheio de pedacinhos, então posso exagerar. Para três pessoas, faço meio pacote de macarrão. E a quantidade de molho para meio pacote de macarrão dá mais ou menos um pacote de molho de tomate ou duas xícaras de leite. E daí eu meço pelo tamanho da panela. Mesmo que a carne esteja temperada, tempero o molho como se fosse fazer só o molho para cobrir o macarrão e deixo os outros alimentos sem tempero.
Já usei macarrão de fios tipo espaguete e já usei massa mais curtinha tipo penne e fusilli. Mas combina mais com um macarrão curto (penne, fusilli, farfale, tortinho, etc). Não recomendo usar com uma massa recheada.
Como dá para combinar os ingredientes de várias formas, inclusive o molho, não parece que está repetindo a receita e portanto não enjoa. As melhores combinações podem render receitas exclusivas. Mas a melhor parte é poder aproveitar os restinhos que estão sobrando na geladeira numa refeição nova. E que geralmente não sobra.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sobre Experimentar Novas Receitas

Sem sombra de dúvida em 2016, principalmente neste segundo semestre, voltei a experimentar as muitas das minhas receitas que estavam no caderno. No começo estava apenas determinada em acertar algumas receitas que eu gostaria de dominar mas ainda não sabia fazer. Mas depois me dei conta que eu precisava colocar em uso e tentar praticar o item da lista:

035. Atualizar o caderno de receitas e excluir as que eu nunca pretendo fazer.

Não tenho o que falar sobre este item aqui, deixa para outro dia. Eu poderia contar de outra forma, mas foi quando me dei conta que estava tentando fazer este item 035 que eu percebi que já tinha muito o que contar.
Falando sobre receitas, eu tenho duas fontes: o livro Dona Benta: Comer Bem e um fichário 1/4 com receitas que copiei de jornalzinhos de supermercado, revistas Ana Maria, embalagens de produtos e afins. Neste fichário tenho receitas em sua maioria que não fiz com exceção de umas poucas que cheguei a testar. Então tenho até receitas repetidas. Nestes últimos meses, venho experimentando novas receitas para fazer parte do meu cardápio semanal. Escolhendo as receitas que vou fazer é mais fácil fazer a lista de compras. Depois de aprovadas as receitas vêm para o meu fichário e faço uma marca nas receitas aprovadas. Num primeiro momento, a limpa é para retirar as receitas repetidas e que não pretendo fazer. Mas descobri que também preciso substituir pelas receitas que deram certo. As receitas do livro da Dona Benta que eu testo e funciona, eu anoto à lápis a data e os ajustes que fiz para conseguir repetir. No livro não tenho a intenção de descartar as que eu não gostar. Mas as receitas que forem repetidas no fichário e no livro, vou fazer as anotações no livro e descartar do fichário. Já fiz isso com duas.
A primeira receita que testei foi uma de chester para aproveitar o chester que veio na cesta de natal. A surpresa foi o purê de abóbora com cominho. O cominho é muito forte e infinito. Vou acabar jogando fora sem consumir. Ainda não acertei o jeito de usar o cominho.
Outra receita que testei e já repeti foi brigadeiro de enrolar. Eu tinha muito receio mas tenho conseguido fazer.
Desde anos anteriores tenho brigado com uma receita de manjar de coco. Já testei 3 que não deram certo. Fiz algumas experiências com as fôrmas que eu tenho e perdi o medo de fazer manjar, mas ainda não acertei o ponto. Depois ainda quero ver a calda.
Tive algumas experiências com uma salada de grão de bico e lascas de bacalhau. Outra ótima experiência com o fricassê de frango. Depois um ragú com polenta que valeu foto no instagram. Este preparo me tirou o medo do salsão e ainda rendeu um caldão de legumes. Fiz uma salada de macarrão com maionese. E olha que estou conseguindo variações do cardápio.
E então acertei a mão com a gelatina sem sabor e fiz uma boa gelatina mosaico.
Essas são as receitas que entraram no caderno.
Claro que de cara achei receitas repetidas e já cortei, mas então resolvi escolher uma por semana para testar. Neste ritmo, vou demorar uns 10 anos para terminar (só um pouco de exagero).
E comecei por um flan de cenoura que não deu nada certo. O gosto ficou uma droga. Não vou tentar mudar a receita, vou descartar. E eu não achei que isto pudesse ocorrer.
Estou pensando também em descartar uma receita de enrolado que eu fiz algumas vezes. Geralmente não abro muito a massa e ela cresce mais ou menos como num pão. Da última vez abri melhor e enrolei como um rocambole e achei que a massa não conseguiu crescer e ficou meio esquisita.
Em seguida também testei um bolinho de batata e finalmente usei o conjunto de assadeiras. Esqueci de colocar sal, então ainda vou ter que repetir para ver se vale a pena.
Depois testei outra receita de bolo de banana que ficou bom, mas ainda não foi aprovado pela minha principal degustadora de bolos.
Ainda tenho muita coisa para usar e muitas receitas para experimentar. Estou marcando as receitas que testo e aos poucos passando a limpo e descartando as que não funcionam. Estou fazendo de forma sistemática algo que deveria ter começado a muito tempo. E com isso espero melhorar o meu cardápio e as opções de comidas ao mesmo tempo que otimizo os produtos e utensílios que tenho em casa. Digamos que algumas fôrmas já se pagaram.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sim, eu Como Marmita

Muita gente pergunta e não entende a minha decisão de comer marmita. Alguns anos atrás eu tinha algumas opções de lugar para almoçar perto do trabalho e era saudável ir caminhando até lá, almoçar e voltar. Sem ter boa companhia, algumas vezes eu desanimava. Mas eis que o restaurante foi perdendo a qualidade, subindo o preço e fechou. Existiam outras opções de restaurantes, mas eu ficava com a sensação de que estaria melhor comendo em casa.
Não é nada fácil cozinhar no fim de semana para ter almoço todos os dias. Não sou fresca de só querer comida preparada na hora, mas não estou disposta a pagar por um almoço que não é tão saboroso quanto a minha comida de ontem requentada.
Por um tempo, ao invés de ir até o restaurante almoçar, preferia ir até em casa requentar a comida. Quando não tinha nada pronto em casa, optava por ir a um restaurante e daí não enjoava tanto. Mas o lugar que trabalho mudou de prédio e passou a ser impraticável comer na vizinhança ou ir até em casa. A minha opção foi preparar uma marmita e levar para o trabalho.
Cada vez mais eu vejo pessoas no trabalho optando por suas marmitas de casa. Caso não tenha a opção de um lugar para comer no local de trabalho fica bem complicado. Existem opções de marmitas elétricas e até mesmo de refeições frias, mas não ter um lugar em que é permitido comer é proibitivo. Já trabalhei em fábrica que possui o seu restaurante. Neste caso não tem muita opção e é melhor comer o que tem. Mas tendo opção, recomendo fortemente.
Uma coisa que sempre me incomodou é não poder optar por uma alimentação saudável. Eu como carne, mas ter que almoçar 5 dias numa churrascaria é praticamente uma piada. Por 3 dias eu só comi salada do buffet. Comer lanche de frios, hambúrguer ou salgado no jantar todo dia era outra coisa que me incomodava. Não gosto de ingerir gordura e prefiro diminuir a proteína à noite que a digestão é mais lenta, então só como salada e carboidratos com um pouco de proteína. É uma escolha minha, mas nem todo mundo entende.
O café da manhã e o jantar eu faço em casa e limito a quantidade de preparo. Adapto com o que eu tenho e às vezes peço serviço de entrega.
O almoço eu levo marmita de casa com o que sobrou do fim de semana. Às vezes falta comida e eu acabo comendo fora. Garantindo que eu almocei corretamente, posso comer uma pizza ou um hambúrguer no jantar às vezes, mas se eu não comer direito no almoço o meu jantar será salada.
Todo fim de semana me organizo para fazer almoço e jantar para ter uma sobra para os outros dias da semana. Quando vou ao supermercado no domingo de manhã, também me organizo para comprar o almoço de domingo e o que vou preparar no almoço do próximo sábado e o jantar de sexta.
Vejo bastante dicas de como preparar um cardápio semanal e como fazer comida para a semana, mas como eu consigo comer a mesma coisa por dois ou três dias, geralmente faço comida para 4 pessoas e o que sobra eu deixo para a marmita. Na sexta-feira, dependendo do que sobrou, faço uma sopa com bastante legumes.
O grande inconveniente desta rotina é que me traz uma grande dor de cabeça uma viagem de fim de semana. Se não tiver tempo para lavar a roupa, ir ao supermercado e preparar comida para a marmita a minha semana fica completamente bagunçada e desorganizada. Não consigo fazer mais nada. Desde que não ocorra em semanas seguidas ou que consiga voltar no domingo depois do almoço, consigo me organizar bem, mas é uma rotina muito puxada.
E então eu digo que sim, eu como marmita e não tenho vergonha disso. Não como marmita para economizar e não como marmita por que sou fresca (não como qualquer coisa) ou tenho nojo de comida preparada por outras pessoas. Também não como só a minha comida e gosto de fazer a marmita na casa da sogra, da tia, da cunhada, até das amigas. Eu como marmita porque não gosto das opções de comer que tenho próximo ao meu trabalho e entre estas opções e a minha comida, eu prefiro a minha marmita.
Com certeza estou conseguindo economizar, mas gasto um tempo precioso na cozinha que poderia estar fazendo outras coisas. Com certeza estou comendo de forma mais saudável e a quantidade que para mim é adequada sem precisar jogar fora. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Um pouco sobre Alimentação

Dentro dos meus planos para 2016, uma coisa que eu vinha dando importância e queria acompanhar de perto são os cuidados com a alimentação já que eu não consigo encaixar na minha rotina a realização de algum exercício físico. Apesar de manter os relatos mensais e ter experimentado algumas novas receitas, depois de ler esta experiência percebi que ainda estou fazendo muito pouco e deveria estar fazendo muito mais. Não descobri de repente um amor pela cozinha e nem tenho passado muito tempo fazendo os meus preparos, mas ao menos de vez em quando, estou me aventurando em experimentar as receitas mais saudáveis que podem melhorar as minhas opções de consumo no supermercado.
Já não encontro mais bichos na despensa, terminei de trocar os meus potes de armazenamento e acabei com alguns poucos produtos listados. Ainda tenho muito por fazer. Descobri que um grande problema era pensar que se precisei de um produto que não tinha em casa eu deveria passar a mantê-lo em estoque. Conversamos em casa e foi aceito que devo ter mais cuidado em conferir as receitas escolhidas e a despensa quando for ao supermercado fazer as compras da semana. E nisso estamos planejando as refeições a serem feitas em casa e as que são feitas na rua. Sobre a escolha das receitas, tenho estudado bastante o preparo e comparado com outras receitas para não ser pega de surpresa com a panela no fogo. 
O que eu vim contar é que apesar de ter caído no conformismo de comprar comida pronta e comer fora estou tentando voltar ao trilho. No começo do ano me programei para acabar com toda a comida congelada. E acabei com boa parte dela. Diminuí os produtos da despensa e estou focando no meu estoque padrão, mesmo que em algumas semanas praticamente não tenha o que comprar no supermercado, apenas 4 ou 5 itens, via de regra pão, salada e frutas. Recentemente também reduzi o espaço disponível para guardar os alimentos, eram as duas prateleiras que ficavam na móvel abaixo da pia e reduzi para uma. Ficou entulhado, mas na última semana consegui tirar mais coisa do que colocar, então estou indo bem.
Depois de testar a receita do bolo de banana, muito cobrado em casa, finalmente refiz o fricassê de frango, nos moldes da receita original. Por conta do frio intermitente, tenho feito sopa toda semana, mas agora acrescento sempre ingredientes novos para testar.
Fiquei apaixonada por uma receita de ragu e acrescentei mais uma opção de molho para a minha reduzida lista com duas variações: bolonhesa e branco com cenoura, presunto e ervilha. 
Já repeti duas vezes o Tiramissu que era um pedido constante em casa, mas quero fazer também outras sobremesas. Vamos ver se consigo encarar. 
Mudei as formas (assadeiras) de lugar e pretendo ter tudo mais a mão para experimentar as receitas que estão ali guardadas nos meus cadernos.
Preciso agradecer à Ziula e seu Pedro que me deram coragem de voltar a pensar em fazer molho de tomate caseiro. Aos poucos quero retomar a minha lista e também tentar fazer pão. Incrível como algo que foi escrito lá em 2013 com outro propósito apareceu pra mim agora e me ajuda a voltar para o meu caminho.
Eu pensei em falar sobre a minha experiência com blogs e apresentar alguns que eu leio, mas vai ser mais fácil conectar um a um conforme forem citados. A receita que eu peguei de bolo de banana, com as minhas adaptações, eu peguei da CasaMila e também é de 2013. Já a do ragu eu fiz do jeitinho que foi descrito no Panelaterapia. A receita do Tiramissu foi adaptada da receita de lá também. E a receita do Fricassê, assisti pelo Tastemade. O meu molho branco com cenoura, presunto e ervilha, copiei da caixa de maisena (deve ter no site, não procurei). Para todas as receitas, que deram certo, comparei com outras fontes e com o meu livro Dona Benta: Comer Bem. Não vou bancar aquela mulher do filme (ou do livro) Julie e Julia e tentar fazer todas as receitas, mas pelo menos as receitas do meu caderno fichário eu quero testar e descartar. Essas receitas novas que estou indicando também foram para o meu caderninho com as devidas informações.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Tentando Sair do Básico

Eu sempre tive mais predileção por aprender a cozinhar o que fosse do dia a dia. Não que eu não consiga inventar uma coisa ou outra mais diferente às vezes. Mas o principal para mim ainda é o básico.
Pratos salgados até que não são um problema pra mim. Geralmente consigo fazer, mas doce eu me arrisco menos.
O primeiro mito que eu quebrei foi fazer bolo sem solar. Não vou mentir, eu já fiz bolo solado, mas não é o caso da maioria dos bolos que eu faço. Já disseram que é o problema de ter mão quente e tal, mas não me atrapalha. Mas são bolos básicos, daqueles para comer com um café.
Outro dia eu fui enrolar brigadeiro e fazia muitos anos que eu não fazia. E deu certo. Achei que ia melar na mão, mas não. Confesso que fiquei mais confiante. Cheguei a repetir a dose, deu certo mas achei que ficou um pouco mole. Vou tentar repetir algumas vezes até achar que está bom.
Outras sobremesas em geral nunca fui muito ligada em tentar fazer. Mas estou tentando vencer alguns bloqueios.
O primeiro tem sido o manjar de coco. Eu já tentei algumas receitas, mas não quero fazer com leite condensado e gelatina sem sabor mas quero que fique firme. Ainda não acertei. Tentei duas vezes até agora e ainda quero tentar de novo.
O segundo bloqueio também tem a ver com gelatina, mas é aquela gelatina colorida que a minha tia sempre faz e eu ainda não consegui fazer. Eu já ajudei a minha irmã a fazer uma vez que não deu certo. Ainda quero tentar de novo, mas tenho muito receio do resultado.
Em todos os casos, não confio na primeira receita que me aparece. Procuro várias e já aconteceu de eu misturar um pouco de duas receitas.
Uma coisa que já fiz algumas vezes mas ainda não estou satisfeita é a calda de açúcar. Tenho a impressão que o ponto que eu deixo ainda não está bom, deveria ficar mais queimada. Por isso acabo não fazendo pudim de leite. Mas a farofa também foi assim, errei o ponto algumas vezes até acertar o jeito. Também já distraí e queimei. E ainda acho que a minha farofa é muito boa.
O fato é que embora eu tenha aprendido noções básicas vendo outras pessoas cozinhando, foi tentando fazer e corrigindo que eu comecei a pegar o jeito. Não, não foi fácil. Tudo requereu muitos testes. Mas eu fiz questão de tentar até acertar. Às vezes acontece de eu errar, mas eu sei fazer essencialmente e até corrigir algumas receitas.
Ultimamente não tenho tido a menor vontade de ir pra cozinha. Nem escolher o que eu quero comer estou conseguindo. Mas continuo tentando sair do básico.
Eu acho que essa noção de cozinhar que eu aprendi vendo ou outros fazerem a maioria das mulheres adquirem, mesmo que não saiba. E aos poucos vão pegando o jeito. Mas homem é mais teimoso e quer acertar, mesmo que não tenha noção do que está fazendo. Então vai seguindo fielmente uma receita até o fim, mesmo que seja uma droga. Não acho que a maioria dos homens têm um dom. Mas certamente eles têm método. Um pouco de sagacidade e pode sair uma refeição maravilhosa. Já a maioria das mulheres não acredita no que sabe realmente e se acomoda a fazer o que não tem erro. As que gostam mais de se arriscar fazem coisas maravilhosas e ganham o seu lugar no mercado.
Eu não gosto de gastar o fim de semana ou mesmo a manhã inteira na cozinha. Então sempre escolho fazer bem o básico. Talvez se eu me arriscasse conseguisse fazer coisas mais maravilhosas, mas não tenho tanta paciência em repetir e repetir e repetir até sentir que cheguei no ótimo. Jamais daria jeito para trabalhar numa cozinha, no máximo lavando louça. Mas tenho certeza que não vou ser lembrada como a tia ou a mãe que faz uma comida que é uma droga.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Torrada

Depois de ter ficado insatisfeita com as torradas de uma marca, resolvi apostar em outra que também é muito boa e não havia tido problema. Consumo regularmente torradas, da tradicional e principalmente da integral para os lanches. Novamente, depois de ter notado um erro, resolvi entrar em contato com o fabricante.
A proposta não é fazer avaliação ou divulgação do produto, como muitos fazem nas redes sociais, mas contar a experiência com o Fale Conosco. Se quiser ver reclamações, algumas marcas têm mais, outros têm menos, mas praticamente todos têm. Produtos com problemas também vão aparecer sempre por aí, mas reconheço que se houver um atendimento adequado, não me importo.


As torradas da Wickbold vêm numa embalagem protegida, são fresquinhas e nunca peguei uma que esteja murcha. Resolvi experimentar uma linha nova de torrada integral que foi um sucesso. Navegando pelo site descobri ainda outras que não havia visto para vender, também vou procurar para experimentar.

O defeito: Na verdade não é um defeito. E também neste caso pode ter sido um caso isolado. Como disse antes, não era fiel consumidora desta marca de torradas. Num dos pacotes de adquiri, ao abrir o pacote não encontrei a embalagem zip. Ainda conferi na embalagem se anunciava este componente ou se o produto havia sido alterado e eu não havia percebido a diferença. Ao verificar que era esperado mas não veio, resolvi notificar ao fabricante.

Sobre o contato: O fabricante possui site com um canal para receber reclamações e sugestões. O formulário é bem simples, não requer cadastro e possui as informações necessárias. Desta vez, como era um caso isolado e apenas um produto, eu havia tirado foto da embalagem caso fosse solicitado mas não foi.

Sobre o atendimento: Dois dias depois tive uma resposta simples com um pedido de desculpas avisando que o comentário havia sido enviado para o setor responsável e que eu seria ressarcida pelos Correios. Não vejo necessidade de ressarcimento, mas desta vez nem retornei mensagem com este aviso. Também não perguntei o que seria o ressarcimento. Fiquei "comovida" pelo pedido de desculpas. Pelo tratamento, não vejo necessidade de deixar de consumir.

O Resultado: Recebi uma caixinha pelos correios com uma embalagem de torrada do mesmo modelo que o consumido. Estava na expectativa de receber apenas a embalagem zip, o que foi bom. Mas o pacote de torrada estava apenas numa caixa de papelão e a torrada acabou chegando toda quebradinha. Veja que no canto esquerdo tem a embalagem zip enroladinha, mas a torrada está quebrada no meio. Conforme fui consumindo, a maioria estava quebrada, mas haviam algumas inteiras.

Agradeço ao fabricante pela gentileza do envio e a postura correta tomada de não negar a possibilidade de falha ou ignorar o cliente.

Se eu tiver outra experiência deste tipo com outros produtos ou serviços venho contar como foi.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Estoque Padrão

Eu pensei em chamar de estoque mínimo, mas na verdade o estoque só existe para as coisas que eu não pretendo consumir imediatamente. Então a ideia é colocar o máximo de coisas que armazeno para qualquer emergência que são os produtos que consumo com regularidade. Baseado nesta lista de produtos do estoque que faço a minha lista padrão de supermercado. Para alguns itens específicos, muitas vezes vou no supermercado só para comprá-los e já me organizo para não deixar nenhum ingrediente sobrar.

Entre os produtos frescos de geladeira, sempre preciso ter:

alho picado (se tiver aproximadamente uma colher de café posso comprar mais);
requeijão;
manteiga;
uma geleia;
iogurte em forma de morango;
outro iogurte de frutas;
molhos (ketchup e mostarda);
uma variedade de fruta;
uma variedade de verdura;
uma variedade de legume que não batata e cenoura;
batata;
cenoura;
cebola;
tomate;
alface e tomate para salada;
leite longa vida integral;
suco ou chá;
ovos (se tiver aproximadamente 3 posso comprar mais);
pão para lanche de ovos e tipo bisnaguinha;
cerveja;
comida preparada que sobrou no fim de semana para a marmita e o jantar da semana.

Já na despensa, depois de muito lutar, acabei encontrando outra forma de conviver com os estoques e tenho reduzido bastante. É incrível que a minha preocupação começou para tentar ter uma alimentação mais saudável, e isto te traz a necessidade de comprar os produtos cada vez menos industrializados e fazer o preparo completo.

Mantenho na despensa:
arroz;
açúcar e açúcar mascavo;
café;
coador de papel;
sal refinado ou sal grosso;
farinha de milho e fubá;
farinha de mandioca;
farinha de trigo;
macarrão e macarrão para sopa;
feijão;
achocolatado;
leite longa vida;
2 a 3 tipos de biscoitos;
molho de tomate;
seleta de legumes e mais 2 conservas;
temperos: molho de pimenta, molho de soja e molho inglês.

Ainda não gosto muito de manipular carne, por isso compro peça. Muitas vezes compro um frango inteiro destes congelados e o marido me ajuda a limpar e por para cozinhar. Eu descarto os miúdos, ainda não consigo encará-los como alimento. Mas eu preparo os caldos e congelo ao invés de usar os caldos prontos, uso sal grosso sempre que não for necessário o sal refinado e privilegio as receitas que posso usar farinha de trigo integral e açúcar mascavo. Faço sempre as minhas sopas com legumes sem bater no mixer e ficam muito saborosas e também faço farofa quase toda semana. Quero chegar ao ponto de fazer os meus pães e biscoitos, o molho de tomate e até a massa do macarrão.
Mas por enquanto, não sou hipócrita de dizer que não entram porcarias na minha casa, mas posso garantir que ultimamente é muito pouco. Ainda tenho umas porcarias que não acabaram mas pretendo simplesmente não mais comprar. E tem outras que duram um tanto e depois de um tempo que acabam, só volto a comprar quando sinto saudades. É o caso dos cereais matinais para fazer mingau, as misturas para preparo de bolo, massa de lasanha, essência de baunilha e fermento em pó.
Depois de várias semanas falando sobre produtos de beleza, algumas semanas falando sobre comida. Por enquanto ainda não penso em periodicidade para estes assuntos, então devem voltar a ocorrer assim, mais ou menos agrupados.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Alimentação de 2015

Muita coisa mudou na minha vida desde de 2013, mas desde o ano passado eu venho anotando todo mês sobre algumas mudanças na alimentação. Não deixa de ser uma reeducação alimentar. O objetivo não é a perda de peso, mas ter menos desconforto e não ganhar peso.
Eu comecei a ficar muito chata com a comida de todo dia já que eu comia fora quase sempre. Eu comia mais do que eu precisava e ficava com a sensação desagradável de que aquela comida estaria mais saborosa se eu tivesse feito. Com a gravidez e, depois do parto, com a intenção de ter mais tempo em casa, passei a almoçar em casa. Depois de um tempo, com a mudança de prédio passei a fazer marmita e levar para o trabalho. E tem me feito bem. Comer fora voltou a ser um prazer controlado, sem exageros. E os dias de comer porcaria até ocorrem, mas eu não tenho tanta vontade. 
Uma regra que tem funcionado bem é a da salada todo dia. Eu como depois da refeição quente. E sem tempero. Mas está longe de parecer uma penitência. Eu como numa boa. Mesmo sendo praticamente a mesma coisa todo dia. Nos fins de semana, quando como em casa, ainda acrescento um queijo, um tempero, um molho ou algo do tipo.
Melhorei bastante no quesito comer a cada três horas. Infelizmente não é um lanche dos mais saudáveis tipo frutas e cereais, mas em geral são uns biscoitinhos, torrada e um cafezinho. Veja que apesar do café não ser o mais recomendado, evito tomar café em outros momentos que não no horário do lanche.
Eu diminuí bastante os alimentos prontos. Não compro mais comida pronta, preparo para risoto, lasanha congelada, sopa de saquinho, bolo de caixinha, pipoca de microondas e coisas do tipo. Praticamente não tenho biscoito recheado, salgadinho, refrigerante.
Muito de vez em quando compro embutidos, enlatados, suco de caixinha e outros alimentos semi prontos.
A minha opção costuma ser preparar uma quantidade maior e congelar. O freezer passou a ser meu maior aliado. Assim como o forno. Demoro muito tempo cortando e picando, lavando e deixando secar. Escolhendo as receitas e os temperos para não deixar perder. Combinar os preparos para não ter sobra. Mas depois que começo a ligar as bocas do fogão e o forno, tudo vai muito rápido. É só esperar e depois saborear.
Em 2015 aprendi a controlar a despensa, a geladeira e o congelador para não precisar jogar comida fora. Ainda tenho a minha listinha das coisas que precisam acabar e talvez não comprar mais. Mudei um pouco o meu padrão de consumo e aos poucos tenho refinado as minhas escolhas.
Ainda preciso tomar mais água. Ainda abuso de café e outras bebidas cafeinadas.
Também preciso voltar a experimentar coisas novas e receitas novas.
No fim do ano, é bom rever tudo o que se tem em casa e renovar os estoques aproveitando para limpar tudo. Uma grande conquista de 2015 tem sido o fim dos carunchos e das formigas. Estou trocando meus potes de armazenagem para poder enxergar tudo o que tem na despensa. E o melhor de tudo isso é que consigo ver tudo o que eu tenho em casa e ainda consigo ver tudo o que eu tenho nos armários.
Infelizmente, ainda tenho algumas coisas na bancada da cozinha e estou com o freezer muito cheio. Acabei errando a mão e ainda tenho muita coisa. Nos meus primeiros dias de férias, além de tentar me preparar para o natal e para viajar quero por uma ordem na casa e inclusive na cozinha. Terminando a limpeza.
Em 2016 vou prosseguir nestes controle e colocar novos objetos em jogo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Suco Pronto de Caixinha

Não sou super fã de comprar suco de caixinha para levar no lanche da escola, mas uma vez que a minha filha não come frutas, uma das formas que ela aceitou experimentar os sabores foram com estes sucos. Sempre que posso faço o suco natural e a bebida padrão a qualquer momento é a água.

Os sucos de caixinha da Maguary vêm com o desenho dos personagens: princesas para meninas e carros para os meninos. Claro que em casa entram princesas e carros. Infelizmente, no supermercado que geralmente faço compras, nem sempre tem, e quando tem só encontro os sabores morango, uva e laranja. Já vi outros sabores em outros supermercados, mas não onde faço compras geralmente.
Não sou adepta da Maguary com exclusividade, algumas marcas eu não gosto, mas entre os que permito entrar em minha casa, estes tem grande saída por conta dos personagens. 

Minha proposta não é fazer propaganda negativa, mas comentar a minha experiência já que admito que faço uso do produto. Também por que, não estou ganhando nada por isso. 

Já faz algum tempo não tenho conseguido usar os canudos que vêm nas embalagens. Eles têm vindo parece que derretido e com a embalagem rasgada e grudada. Alguns eu cortei a parte que estava exposta para usar, em outros precisei descartar o canudo e virar o conteúdo da caixinha num copo. Confesso que eu deveria ter verificado cuidadosamente a embalagem antes de comprar e não fiz. Mas como tem aparecido de forma reiterada, resolvi colocar uma mensagem para o fabricante.

Sobre o contato: O fabricante possui site com um canal para receber reclamações e sugestões. O formulário é simples, não requer cadastro e possui as informações necessárias.

Eu entendo o lado da empresa de precisar de todas as informações, mas acho chato ficar guardando as embalagens em casa, lembrar a data da compra ou ter a nota fiscal. Como foram vários produtos com problema que encontrei em casa durante um período, ao menos um eu tinha em casa para passar os dados. É pouco, mas é o que posso fazer.

Sobre o atendimento: Todos os contatos foram feitos por email de forma ágil. No dia seguinte recebi uma mensagem pedindo várias informações sobre o produto e uma proposta para a troca. Passei os dados à noite e no dia seguinte pela manhã já havia uma mensagem de resposta (impessoal) falando sobre o produto, o compromisso com a correção e o envio de outro produto para o meu endereço em até 10 dias.

Vários produtos deixei de consumir por conta do atendimento que recebi e as constantes falhas nos produtos. Apesar das falhas, este produto não pretendo deixar de consumir.


Recebi uma caixinha pelos correios, mas demorou um pouco por conta da greve. Na caixa constavam 6 caixinhas do suco das princesas. E estes fizeram sucesso em casa. Gostei bastante de ter recebido os sabores pêssego e maracujá que não havia encontrado no supermercado. Pena que não veio de laranja. Mas fiquei bastante satisfeita com a lembrança.

Agradeço ao fabricante pela gentileza do envio e a postura correta tomada de não negar a possibilidade de falha ou ignorar o cliente.

Se eu tiver outra experiência deste tipo com outros produtos ou serviços venho contar como foi.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Do Uso de Metas e de Listas

Não nasci obcecada por organização e nem sou metódica. Mas fui criada por uma pessoa neurótica com limpeza e arrumação e atualmente moro com pessoas metódicas.
A constante cobrança pela organização e arrumação me tiram do sério. Não gosto de ficar sendo cobrada. É um incentivo para eu não fazer.
Dentro de um processo de autoconhecimento pude separar a parte da compulsão que é minha e a parte que é devida a outras pessoas. Ter uma casa arrumada não é uma preocupação minha. As metas e as listas são a minha forma de lidar com as cobranças pelo que as pessoas acham que eu devia fazer. Mas eu não me iludo ou me engano quanto a isso. Só me proponho a fazer o que eu quero. Algumas coisas que esperam que eu faça, provavelmente nunca vou fazer.
Qualquer pessoa que vive ou viveu contando o dinheiro para fazer as coisas, perdendo o sono sem saber o que fazer para pagar as dívidas tem dificuldade em jogar coisas fora. Tem gente que entra em dívidas e não perde o sono e tem gente que não tem o dinheiro e não perde tempo fazendo conta. Não é o meu caso. Não é que eu acumule lixo ou junte tranqueira. Eles representam apenas uma pequena parcela de tudo.
Também como parte da busca por autoconhecimento assumi algumas "filosofias de vida" que requerem grandes mudanças de hábitos. Um exemplo de situações em que fico desesperada é estar com vontade de preparar alguma coisa para comer e ao pegar os ingredientes descobrir que está vencido e sem condições de uso. Jogar comida fora é uma das coisas mais sofríveis para mim. A minha "filosofia de vida" no que diz a alimentação tem uma série de limitações:

1. Só vou ao supermercado uma vez por semana.
2. Alguns itens eu reconheço que tenho que ter sempre em casa e se acabar preciso comprar mais.
3. Alguns itens só entram na minha casa para satisfazer (uma vontade ou um evento) e devem ser consumidos até o fim sem nunca chegar a ter espaço demarcado na minha despensa.
4. Gosto da praticidade de comer fora, mas se eu quiser boa comida, a minha escolha é comer em casa. Inclusive durante semana a prioridade é a marmita que levo ao trabalho, saindo para comer na rua apenas quando não houver opção.
5. Não como carne à noite a não ser no molho ou alguma mistura. Prefiro massa, salada ou um lanche.
6. A comida da minha filha é o mais saudável possível. Os itens que não são saudáveis não saem do supermercado a não ser que seja para consumo imediato. Já basta as lembrancinhas das festinhas de aniversário.
...
Outro desespero que eu tenho é com as roupas. Abrir o armário e ficar experimentando não é algo que combine comigo. Então acabei formando a minha lista de regras com relação ao vestuário:

1. Prefiro trabalhar com calça e sapato fechado. Compro uma bota de cano baixo e salto médio por ano e uso até acabar.
2. Prefiro não usar maquiagem nem salto alto no dia-a-dia, mas em situações especiais tudo é permitido. Perfume não é maquiagem, posso usar todos os dias.
3. Meu estilo é clássico. Dificilmente vou usar roupas da moda que não sejam uma padronagem mais tradicional.  Mesmo que seja moda, as cores sempre contrastam com branco, preto ou bege (às vezes cinza ou azul marinho).
4. Não troco diariamente de acessórios e de bolsas. Se eu pegar para usar algo, vou usar por meses.
5. Compro roupas quando me canso das minhas. Uso as mesmas roupas por semanas e depois esqueço elas no armário até voltar a elas em outro momento.
6. Lavo roupas apenas no fim de semana e a prioridade são as coisas da Ágata. Se não der tempo, ou não couber na máquina, só na semana seguinte. Algumas peças, mando na lavanderia para não ter que passar.
...
Esses são só exemplos de regras, não é só isso. Pequenas escapadas são permitidas. E eu gosto de estar aberta ao novo nem que seja para descobrir que eu estava certa. O problema é que eu ainda não corrigi a minha casa em função dos novos hábitos. Quer dizer, ainda não arrumei as gavetas e os guarda-roupas para atender minhas regras. Aos poucos venho separando algumas peças, mas ainda não me arrisquei a tirar tudo e fazer arrumação. Eu também tenho que achar algumas soluções para ter as coisas mais a mão. A limitação do espaço é um ponto crítico. E também não limpei a minha despensa. Quer dizer, depois de um tempo testando se eu sentia falta de um produto e resolver por tirar ele da dieta, ainda tenho alguma coisa na despensa e não joguei fora. Então tenho tentado consumir sem enjoar até acabar para depois não comprar mais. Achei que ia ser rápido. Vou começar a comentar as minhas proezas e conquistas que não necessariamente tem a ver com a minha lista de organização. Vou usar os marcadores To Do List e Alimentação.