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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Item 51: Redecorar o quarto da Ágata

Quis a vida que eu precisasse fazer isso para a chegada de mais uma criança, mas veja que já era um projeto antigo. O grande defeito deste quarto é a disposição dos móveis e interna do guarda roupa. Por N vezes tentei mudar as coisas de lugar para fazer caber e nunca consegui.
Mesmo depois de desenhar o quarto e os móveis, com todas as medidas corretas, ainda estava difícil fazer caber naquele espaço, ainda que tão grande. Uma parede tem a porta e o guarda roupa e outra a janela, mas eu não conseguia colocar duas camas de forma confortável nas paredes restantes. Estive trabalhando com a ideia de um treliche, mas senti que traria um desconforto a mais para os ocupantes do quarto. 
A solução que achamos mais viável foi mandar fazer um guarda roupas com nichos para os brinquedos na parede que tem atrás da porta. E colocamos as duas camas com a cabeceira na parede da janela. Está longe de ser a ideal, mas ficaria muito melhor do que atualmente.
Neste processo de reforma, também estamos acrescentando 3 nichos e uma prateleira alta para guardar algumas caixas com coisas das crianças. O quarto ficará mais preenchido, mas não dá pra fazer mágica.
Como o guarda roupa será outro, escolhi uma configuração interna que melhor me agradasse e ainda permitisse incorporar mudanças conforme as crianças forem crescendo. Espero com isso também melhorar a organização dos brinquedos.
E apesar de estas serem as mudanças nos móveis, ainda aproveitamos muita coisa que tinha no quarto.
Bom, eu chamei de reforma, porque começamos com a mudança de um dos móveis que completamos com mais estes espaços, mas tivemos que remover o roupeiro antigo, refazer uma parte do piso e corrigir a pintura. Nesta, mudamos a cor do quarto. E para completar, trocamos a cortina. Então algo que parecia pequeno, tomou maiores proporções e virou uma reforma. 
Um dos objetivos que eu tinha com isso era fazer caber tudo no quarto sem precisar ficar usando outros espaços da casa. 
E isso foi um incentivo para eu terminar com a organização das roupas. Já faz dois anos que eu estou trabalhando para reduzir as coisas que tenho, e finalmente comecei a ver a possibilidade de reduzir a quantidade de roupa da minha filha. Antes eu não conseguia evitar comprar porque muitas vezes ficava sem opção de roupa para vestir e não dava conta de lavar e passar no ritmo que sujava se não tivesse muita roupa. Aos poucos está sujando menos e principalmente crescendo mais devagar. Com isso estou podendo comprar menos ainda sem contar com as roupas que recebo das outras crianças da família. Essas roupas que eu recebo ainda não sei bem como lidar, mas estou tentando aprender.
Outra coisa que pretendia reduzir eram os brinquedos. Ficar uma temporada sem acesso a alguns deles, assim como a falta de espaço e um pouco mais de maturidade na criança permitiram que diminuíssemos um pouco da quantidade de brinquedos. Principalmente aqueles que são mais legais de fazer e que depois de um tempo cansa. Sim, as atividades da escola. Incentivei que fotografasse alguns para lembrar se parecia que sentiria tanta falta apesar de não ter mais motivação para brincar. E assim, retiramos muitos que foram para diversos fins. Estes de lembranças da escola, muitos foram para o lixo mesmo, mas outros consegui levar para doação. Também separamos algumas pelúcias que eram minhas e mais alguns brinquedos que estavam esquecidos. Estou certa que poderia ter reduzido ainda mais, mas só de tirar um pouco do excesso, já achei o resultado positivo.
Por fim, também sobraram alguns móveis e objetos que ofereci para alguns familiares e depois comecei a me desfazer. E esta é a próxima preocupação, separar em todos os cômodos os objetos que não pretendo manter e colocar para venda.
Mas voltando ao quarto, depois de trabalhar no piso e na pintura, recebemos os móveis e só depois de tudo montado começamos a voltar os objetos para o quarto. Nesta volta fizemos uma nova triagem para não trazer a bagunça. Mas no anseio de esvaziar o ambiente, muitas coisas ficaram escondidas, então tivemos que procurar para devolver aos seus locais de origem e depois propagar toda a arrumação aos outros cômodos até consegui fazer o desfazimento. 
Aproveitei para trocar os cabides e joguei outros tantos fora. Consegui fazer caber bem mais coisas no quarto, mas gostaria de ter guardado tudo. Por enquanto ainda tenho alguns espaços da sala com brinquedos, mas pretendo deixar assim por mais um tempo por conveniência.
Com um bebê em casa, não posso evitar deixar alguns espaços para ele. Muitas coisas minhas que estavam no quarto das crianças, passou a ser armazenado nos espaços vazios do meu quarto. Os os armários suspensos do quarto, estão mais vazios do que jamais estiveram.
Ainda fiquei um bom tempo pensando se faltava alguma coisa para poder dar por terminado esta reforma do quarto. Não quis dar como data a entrega dos móveis porque depois ainda teve muita coisa. Também não saberia dizer quando terminei. Os brinquedos, as roupas e as coisas da mais nova ainda precisei de algumas semanas para terminar. Então por volta do Natal finalmente coloquei tudo no guarda-roupa e tenho feito apenas a manutenção. Achei que fosse mudar muitas coisas de lugar, mas felizmente não precisei mexer em muita coisa. Coloco então como data de término este início de fevereiro, quando parei de procurar defeitos do quarto.
Parecia que a lista estava esquecida, mas como imaginado, muita coisa que eu não terminei no tempo, ainda estava nos meus planos. Tem mais alguns itens que tenho me dedicado e devo terminar nos próximos meses. Então não assustem que logo já tem mais.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O que é o Fim?

Para mim, é difícil dar um item por terminado. Sempre tenho a sensação que ainda posso melhorar.
Quando fiz a minha lista de tarefas, coloquei uma descrição genérica e depois estabeleci quando estaria no fim. Cheguei a avaliar um divisão em etapas menores para tentar alcançar metas. Mas muitas vezes ainda me deparo com a pergunta: quando vai estar bom de verdade? É que nós vamos mudando, ainda que o objetivo seja o mesmo, a expectativa que temos se torna sutilmente diferente e passamos a querer chegar mais longe.
A minha expectativa com o minimalismo era ter pouca coisa e não precisar me preocupar com elas. Mas eu descobri que se for tentar acabar com o que tenho, vou passar anos tentando reduzir. Eu percebi isso com os cremes e sabonetes, depois com as canetas, lápis e borrachas, e então com as roupas de cama, mesa e banho. Às vezes é simplesmente conveniente se desfazer dos excessos ao invés de tentar chegar até o fim. Eu ainda prefiro buscar a sensação agradável de terminar. Mas então, quando vou poder deixar de me preocupar com estas coisas?
Quando vejo imagens (fotos principalmente) de ambientes esvaziados, tenho a sensação de simplicidade e o conforto desta simplicidade, não tenho a sensação de vazio. Por outro lado, ambientes com as coisas empilhadas, entulhadas e preenchidas me dá uma sensação desconfortável de bagunça e desequilíbrio. Algumas pessoas eu prefiro nem visitar, que a sensação não é boa. 
Pode chamar de coleção, mas ver um balcão com 30 porta retratos e uma parede com 20 pratos pendurados me dá náuseas. É muita poluição visual. E então uma cristaleira (armário com portas de vidro na verdade) com 40 copos de vidro de lugares diferentes como recordação? Desculpa, não quero dizer que a sua coleção é pior que a minha. Mas ninguém usa nenhum dos 40 copos. Faz sentido guardar por guardar? Ter pela coleção? Eu tenho muita coisa guardada porque não está em uso. E deixo muita coisa à vista para conseguir dar o destino certo para elas. Se eu guardar num armário com portas, vou esquecer que eu tenho e ficará lá para sempre. Estou muito longe de minimizar a minha casa. Certamente causo a mesma sensação de desequilíbrio nas pessoas que entram na minha casa. E sempre volto a repetir que o mais importante não é se desfazer; é deixar de comprar (ou trazer para dentro de casa). Outro ponto importante é não tirar da vista e até se possível diminuir os possíveis esconderijos secretos das coisas ainda que isso traga uma sensação desagradável. 
Mas eu vim falar sobre o fim. O fim de tarefas intermináveis que eu venho tentando fazer. Em breve venho contar algumas tarefas que eu finalmente estou terminando, e trazer a evolução das organizações que eu já fiz. Uma das postagens mais acessadas é a que eu falei sobre a Manutenção dos Espaços Vazios. Não nego que muitos voltaram a ser ocupados, mas garanto que hoje, meus espaços são menos lotados e entulhados.
O espaço que eu uso para guardar calças está bem cheio depois da organização. É que eu comprei 3 calças no final do ano passado/começo deste ano, mas pouco depois engravidei e não estou conseguindo usar nenhuma delas. Nos primeiros meses ainda havia 2 calças que me cabiam e fui usando tanto quanto possível, mas depois até elas ficaram guardadas. Provavelmente, ainda demora alguns meses para eu voltar a mexer nelas e quem sabe, separar as que eu sei que não vou mais usar. Mas também posso comentar sobre a quantidade de calças em outro momento. Já o calceiro que deveria estar vazio, estou usando para guardar as mochilas da minha filha embaixo. Vai ficar assim também por enquanto, mas não é definitivo.
O outro espaço que eu esvaziei, a gaveta da cômoda, já está cheia novamente, mas pouca coisa lá é minha. E já digo que as minhas coisas estão listadas para eu me desfazer. Espero que em breve. E as gavetas menores, continuam cheias, mas também consigo fazer um balanço entre o que entrou e o que saiu. Ainda que seja pequena a diferença, a tendência é melhorar.
Veja que não cheguei ao fim. Eu resolvi um problema, mas ainda tenho outros. Consigo fazer a manutenção dos espaços ocupados sem avançar, mas não consigo permanecer com espaços vazios. E a arrumação nunca chega ao fim. Eliminar grupos de itens e reduzir a quantidade ajuda a manter a ordem.
É o caso da arrumação dos sapatos que logo venho contar melhor. Ainda não é suficiente para esvaziar uma gaveta, mas creio que será em breve.
Também é cedo para eu concluir o meu Housekeeping. Mas olhar para a arrumação da casa e toda semana me dedicar um pouquinho, ajudou a avançar. Gostaria de terminar mais tarefas destas monstruosas, mas pelo menos estou conseguindo terminar algumas etapas. E se talvez eu conseguir chegar no fim da arrumação, vou ficar sem assunto e parar de escrever. Mas talvez, a morte chegue antes.

domingo, 26 de novembro de 2017

A Grande Faxina de Férias

Novamente vou tirar as férias no fim do ano e comecei a fazer a lista do que eu pretendo organizar na minha grande faxina. A verdade é que eu queria ter feito muitas limpas ao longo do ano para poder reduzir meu trabalho e dispensar a faxineira. Infelizmente, isso ainda não será possível. Por conta da reforma do quarto e da preparação da casa para seu novo morador, remexi em todos os maleiros e fomos achando coisas. Em geral, tive um pequeno avanço na organização dos livros e nos materiais de escritório. Não aumentei a quantidade de roupas, mas poderia ter reduzido mais. Mas vamos ao que foi feito e o que ficou pendente de 2016/2017 e o que eu quero encarar em 2017/2018.

Quarto das Crianças. Apesar de ter feito uma boa arrumação neste quarto e ter feito depois a reforma que exigiu uma nova limpa, ainda vou precisar fazer mais uma nesta etapa final de preparação. Acho que eu estou aprendendo um pouco mais a lidar com estas coisas e posso fazer ainda um pouco melhor. Os espaços para organização estão melhor dimensionados e eu tenho tentado me convencer que eu aprendi a lidar com as roupas.

Pasta de Documentos. A limpa do ano passado foi muito boa. Não pretendo mexer muito. Provavelmente ainda tenho um pouco de coisas para descartar e sei que tem algumas partes que eu mal mexi, mas vou pular para outras organizações mais urgentes. Já diminuímos bastante a papelada com o cancelamento do envio de faturas em versão impressa. Um próximo passo é reduzir o espaço que uso para estas pastas.

Produtos de Beleza. Depois que eu fiz um inventário, pude descobrir o tamanho da minha bagunça. A minha visão geral ainda é que melhorou, já que parte do espaço que ocupava antes, atualmente estou ocupando com toalhas. Pretendo retomar o inventário nestas férias, incluir mais itens que não foram contados e continuar buscando a diminuição ao longo do ano. Consegui tirar algumas variedades de produtos mas ainda tenho muitos cremes e principalmente miniaturas que pretendia já ter finalizado. Também seria bom se eu conseguisse melhorar a forma de armazenamento para facilitar o acesso e a arrumação. Vou experimentar trocar algumas coisas de lugar para ver se fica melhor.

Livros, CDs e DVDs. Apesar de ter listado ano passado como um objetivo da faxina de férias, eu diria que não fiz nada. Consegui trocar muitos livros e também dei alguns, mas ainda tenho muitos. Sei que não vou conseguir fazer muita coisa nestas férias, talvez apenas com os livros infantis. O impedimento maior com os livros é a pequena quantidade de livros meus que eu li. Muitos continuam no plástico. Em geral, a estante tem estado arrumada, apesar do entra e sai de livros. CDs e DVDs eu só devolvi os que não são meus. Sem muito compromisso, nesta faxina quero tentar mexer nos DVDs, principalmente os que estão no plástico, assistir e disponibilizar para venda os que não pretendo manter. CDs deveriam ir pelo mesmo caminho, mas não sei se terei tempo.

Roupa de Cama, Mesa e Banho. Eu não havia listado em 2016 e tentei começar a mexer. Várias vezes. Nada indica que desta vez vou conseguir encarar. Como eu consegui separar as que precisavam de conserto e até trouxe novos usos para velhas coisas, espero conseguir fazer algo no sentido de organizar minhas roupas de cama, mesa e banho. Pelo menos terminar com a roupa de banho e começar com as toalhas de mesa e panos de cozinha.

Eletrônicos. Acredite ou não, descartamos vários que havia em casa mas não funcionavam. Alguns pretendemos repor, mas a maioria iremos passar sem. Esta limpa estava pendente desde a Temporada de Destralhamento. Nestas férias não pretendo voltar a mexer nisso.

Maleiros. Além dos itens de bebê que eu tinha guardado e agora tive que pegar para usar, também tenho muitas coisas guardadas que eu nem sabia direito o que era. Com a reforma do quarto das crianças, precisei mexer e pude ver que tenho muita coisa que posso passar para frente. Nestas férias espero ter chance de organizar, anunciar e entregar estes produtos. Estou priorizando o que não está guardado, mas quero gastar um tempo tentando desovar também os objetos dos maleiros. Provavelmente, conseguirei esvaziar muitos espaços com estes esforços.

Materiais de Escritório. Estes podem ser que fiquem para outra vez, mas preciso urgentemente setorizar e organizar os materiais no escritório. Eu diminuí bastante a papelada mas parece que ainda está ocupando muito espaço. Estou conseguindo evitar comprar e estou tentando usar muito do que eu tenho. Tenho mostrado vários projetos aqui, e também quero mostrar melhor as coleções. Eu levei muita coisa para a sala para armazenar na estante de livros para deixar o escritório mais quarto de hóspedes, mas continuou tudo espalhado. Acho que não faz sentido coisas semelhantes na cozinha (material de festa), na sala e no escritório. Então quero setorizar os materiais no escritório e principalmente descartar o que não está em boas condições.

Infelizmente não conseguirei fazer muita coisa, mas também percebo que já não tenho tanta coisa que precise esperar as férias, estou conseguindo fazer pequenas organizações ao longo do ano. Essa vai ser a minha grande faxina de fim de ano, e as próximas organizações que venho contar. Já programou a sua? O que está mais crítico?

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Jornada Minimalista parte 2

Eu comecei a escrever e acabei por me dar conta que estava ficando imenso.

Quando eu me dei conta que haviam se passado 6 meses e eu já tinha conseguido mudar vários aspectos da minha vida, comecei a olhar para os que eu não havia mudado. Então eu percebi que eu tinha muito mais coisa escondida do que as coisas que estavam expostas me incomodando.
Eu contava com um sucesso imediato porque, sem saber direito o que eu estava procurando, comecei a por a ordem na casa e na minha vida quando comecei a listar as coisas que eu queria fazer assim que possível na minha lista 101. Na hora de colocar a lista em prática, iniciei vários itens longos sem perspectiva de conclusão e deixei para focar nos outros itens conforme estes fossem sendo concluídos. Agora, quase no fim do tempo do projeto, percebo que eu precisava deste empurrão, que eu listei coisas que eu realmente vou fazer de uma forma ou de outra, mas que 1001 dias passou a ser pouco para tanta mudança. A parte boa disso tudo é que mesmo concluindo pouca coisa já não sei se conseguiria chegar a 101 itens para listar. Eu até fiz uma lista, e os itens desta nova lista, comecei a realizar um pouco aqui, um pouco ali e penso que vou acabar concluindo estes antes.
Efetivamente, nos primeiros 6 meses consegui encarar coisas que eu realmente precisava fazer, tanto no quarto quanto na cozinha, tirei tudo dos armários para guardar de novo separando o que deveria dar outros fins. E eu já havia feito isso logo que mudei para este apartamento que moro e uma outra vez antes de começar o projeto. Consegui acabar com as pilhas de roupas na caminha e organizar o guarda roupa da Ágata. Fiz duas limpas nos remédios a ponto de sair com sacolas de medicamentos vencidos. Também esvaziei as gavetas dos banheiros e um armarinho de duas portas do banheiro para voltar só com os produtos que pretendo usar. Organizei parte dos livros e brinquedos, conseguindo tirar coisas para doação. Tirei muitos livros do plástico, joguei embalagens fora e descartei muitos papéis. Até a pasta de documentos que não era material de cuidado, revisei duas vezes descartando algumas coisas.
Eu penso que estas vitórias valem pouco pelos resultados, mas venceram a inércia que eu estava e o medo de encarar as minhas bagunças (ou mania de bagunça).
Aos poucos fui achando outros lugares que ainda tinham coisas, nos maleiros que era pressuposto estarem vazios, no guarda roupas do escritório que recebeu todas as coisas que não queriam que ficasse à vista, na estante de brinquedos que virou um buraco negro para tralhas, na estante da sala que virou um repositório de lembranças dos outros ao invés de livros, na área de serviço, num dos armários suspensos da cozinha, no rack e na escrivaninha do escritório. Nestes lugares a minha limpeza foi comedida. Tirei pouca coisa, evitei guardar mais. Começo a vislumbrar mais cantinhos vazios e preciso começar a trabalhar neles. Veja que todos estes cantos não faziam parte do outro projeto, por isso demorei a olhar para eles. Ainda tenho muita coisa sobrando pela casa, procurando o seu lugar. Estou com um cantinho para coisas que vão embora mas ainda não encontraram o seu destino. Já foi mais fácil arrumar lugar para elas, agora estou tendo um pouco de dificuldades para descartar. É importante encontrar o local e o destino correto. Para não ter tanto trabalho, muitas vezes movemos para o lixo. O mais importante é escolher sensatamente o que vamos deixar entrar na nossa casa.
Algumas vezes eu tenho vontade de reformar os ambientes e trocar os móveis. Reconheço que não fizemos muitas escolhas, tanto que já trocamos alguns móveis e eletrodomésticos. Aproveitamos muita coisa que estava disponível e fomos passando para frente o que tínhamos. O que temos em casa funciona, mas poderia ser diferente. Ainda não sei o que vou acabar fazendo.

Neste segundo ano, quero continuar nos meus processos de me desfazer do que eu não quero, do que eu não preciso e do que não me faz bem. Também quero dar soluções mais justas para estes descartes do que simplesmente jogar no lixo. Quero também avaliar melhor o que eu trago para casa. Nunca fui de comprar muito, mas também nunca tive muito jeito para escolher/saber o que eu queria e o que eu preciso. Comprei muita coisa errada e descobri meus gostos por tentativa e erro. Talvez comprar não seja uma compulsão, mas ainda trago muito mais coisa para casa do que deveria e depois não sei o que fazer com elas. Quero fazer meus inventários e quero fazer um balanço do que entra e do que sai.
Outro grande desafio com o que pretendo me comprometer é o minimalismo digital. Quero reduzir os meus usos virtuais e o armazenamento de informações que é dispensável. Já apaguei muita coisa e movi outras tantas para o HD externo. Mas preciso mudar também os meus hábitos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Jornada Minimalista parte 1

A proposta é fazer um balanço do que mudou desde que eu passei a me dedicar a reduzir. A publicação de Menos É Mais, que foi quando eu primeiro falei sobre isso é de 12/12/2015.
Nos primeiros 3 meses, fiquei bastante ansiosa, achando que eu deveria ter resultados incríveis. Os blogs que eu me peguei lendo do começo ao final aparecem de uma vez o trabalho que ocorreu ao longo de anos. Saber que depois a euforia diminui e a situação se acalma foi muito importante neste período. Eu continuei lendo estes blogs, tive algumas ideias, percebi algumas falhas minhas e aos poucos comecei a mudar meus projetos.
Alguns projetos estão sendo monitorados pela minha lista de tarefas de organização (lista 101). Outros projetos estão listados nos 5 para terminar. Apesar de eu ter terminado pouca coisa, percebo algumas vitórias.
Vestuário:
Meu maior problema não era o meu quarto, onde eu sempre tive espaço vazio, mas por ser mais o meu miolinho, foi onde eu mais consegui avançar. Mostrei meu primeiro cantinho vazio (o calceiro), e depois uma gaveta grande da cômoda. Consegui descartar muitos sapatos que estavam em uso e pouco comprei para repor. Na verdade, como ganhei dois, praticamente não tive o que substituir. Ainda preciso fazer outra limpa nos meus sapatos. Também tirei muitas e muitas roupas. Comprei algumas de reposição, mas felizmente foram poucas, muito menos que a quantidade que retirei. Não havia reparado o tanto de roupas que eu tinha muito a mais do que eu preciso. Apesar de ainda ter excessos, tenho um pouco mais de facilidade de identificar o que precisa de reposição e o que não. Consegui fazer uma boa bainha em uma calça e gostei do resultado. Provavelmente não vou deixar mais calças esperando fazer a barra. Pode ser que eu chegue a fazer um inventário, mas está muito longe de ser meu ideal. Fiquei muito satisfeita com a quantidade de coisas que eu consegui tirar e com as coisas que eu não trouxe para dentro de casa. Os dois espaços vazios que adquiri não foram ocupados, mas outros espaços que eu tinha vazios, ocupei para esvaziar os outros cômodos da casa que não conseguia arrumar. Sei que não é uma boa solução, mas em cada movimentação das coisas de lugar, diminuo a quantidade de coisas guardadas. Aos poucos começo a ter uma melhora.
Produtos de uso pessoal:
Em alguns momentos eu quase me desesperei com a minha incapacidade de reduzir os meus estoques. Pela quantidade de produtos que eu tenho, só dá pra chamar de estoque. Aos poucos entendi que eu precisaria também controlar as compras. Eu comprava pouco, mas sempre admitia um produto ou outro, completamente desnecessários. E quando não era pra mim, para a minha filha. O que tem me ajudado muito é listar nos Terminados no Mês. Aos poucos tenho sentido a diminuição e principalmente tenho dificultado a entrada de novos produtos. Ao esvaziar as bancadas e arrumar as gavetas com mais frequência tenho conseguido separar os produtos para uso que eu nem lembrava que eu tinha. Eu acabava comprando pensando que aquele em uso era o último e depois encontrava outro guardado. E esse acabava sendo o meu maior problema, eu não sei tudo o que eu tenho a não ser que visite os espaços frequentemente. 
Alimentos e utensílios de cozinha:
Acabar com os bichos da minha casa não teve nada a ver com minimalismo, mas me fez limpar a despensa com maior frequência, evitar estocar alimentos e reduzir os produtos que não forem para consumo imediato. Ainda tenho uma lista de controle e pouca coisa consegui cortar. Aos poucos, voltei a preparar alimentos. Mudei a forma de encarar as compras e tenho feitos melhores planejamentos. Algumas vezes ainda esqueço de comprar uma coisa ou outra, mas já melhorei bastante e só confio quando comparo a lista de ingredientes da receita com a despensa e a geladeira/freezer antes de sair de casa. Um grande ganho foi delimitar num espaço menor para armazenamento de produtos. Consigo limitar a quantidade de coisas que mantenho em casa. 
Os utensílios também entraram na minha limpa. Achei que eu já tinha pouca coisa desde que separei um monte para doar para uma conhecida que estava montando a sua casa e não tinha praticamente nada. Mas percebi que mesmo não tendo muito, não usava tudo o que tenho. Voltei a usar um tanto de coisa. Perdi o medo de jogar coisas fora e sujar muita louça. O resultado ainda está aquém. Preciso melhorar muito, mas sinto que estou aproveitando um pouco melhor e reduzi alguns excessos. Frequentemente me vejo retirando uma coisa ou outra que sei que não vou mais usar.
Produtos de entretenimento e lazer:
Em 2015 em comprei um computador novo e não descartei o antigo, consertei-o. Enquanto estava com dois computadores que não atendiam as minhas necessidades, deixei de fazer várias coisas que gostaria de ter feito, por exemplo: ter uma segunda opção para assistir os meus DVDs. Mesmo ler os meus livros, no caso dos digitais, acabei ficando com arquivos duplicados. Ainda tenho um pouco em cada lugar. Pela falta de tempo e de tecnologia, a parte boa é que quase não comprei DVDs ou livros. Consegui ler mais alguns livros que eu tenho e tirei muitos do plástico. Voltei a trocar livros mas não cheguei a diminuir a quantidade de livros que eu tenho. Consegui colocar quase todos na estante para este fim. Ainda tenho mais livros do que espaço, e preciso reduzir. Doei alguns e fiz algumas trocas do tipo 2 por 1. Entre os livros que são edições físicas, eu tenho um inventário no skoob. O assustador é que ainda tenho a maioria dos volumes não lidos. Pretendo mudar pelo menos a estatística no ano que vem. Conforme vou lendo já estou separando os que pretendo trocar e em breve quero fazer uma grande arrumação do tipo tirar tudo e guardar de novo. Os materiais de cursos e apostilas também precisam de uma limpa, assim como os papéis de rascunho e os materiais de escritório. A minha vitória foi ter conseguido não aumentar. Fraquejei em alguns momentos e acabei por adquirir algumas canetas. Mas creio que foi só.
Consegui assistir alguns DVDs que estavam no plástico. Não penso em colocar para troca, mas pretendo me desfazer de algumas más escolhas. Também penso em gerar novas cópias dos DVDs de uso intenso (infantis) e descartar os que estão enroscando. Infelizmente, alguns posso não conseguir comprar outra versão.
Já me desfiz das fitas cassetes que apesar de ter, não possuía aparelho para usá-las. Quando me casei, deixei o Microsystem para a minha mãe e ela levou embora. O aparelho de som que tínhamos parou de funcionar e foi trocado por outro que não possui entrada para fita cassete. Os CDs ainda posso utilizar em alguns aparelhos que tenho em casa, mas quando doei a estante de CDs e DVDs acabei guardando no alto e ficam esquecidos. Mais do que arrumar um lugar para deixá-los ainda preciso me resolver quanto a quais manter.

CONTINUA...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Um pouco sobre Alimentação

Dentro dos meus planos para 2016, uma coisa que eu vinha dando importância e queria acompanhar de perto são os cuidados com a alimentação já que eu não consigo encaixar na minha rotina a realização de algum exercício físico. Apesar de manter os relatos mensais e ter experimentado algumas novas receitas, depois de ler esta experiência percebi que ainda estou fazendo muito pouco e deveria estar fazendo muito mais. Não descobri de repente um amor pela cozinha e nem tenho passado muito tempo fazendo os meus preparos, mas ao menos de vez em quando, estou me aventurando em experimentar as receitas mais saudáveis que podem melhorar as minhas opções de consumo no supermercado.
Já não encontro mais bichos na despensa, terminei de trocar os meus potes de armazenamento e acabei com alguns poucos produtos listados. Ainda tenho muito por fazer. Descobri que um grande problema era pensar que se precisei de um produto que não tinha em casa eu deveria passar a mantê-lo em estoque. Conversamos em casa e foi aceito que devo ter mais cuidado em conferir as receitas escolhidas e a despensa quando for ao supermercado fazer as compras da semana. E nisso estamos planejando as refeições a serem feitas em casa e as que são feitas na rua. Sobre a escolha das receitas, tenho estudado bastante o preparo e comparado com outras receitas para não ser pega de surpresa com a panela no fogo. 
O que eu vim contar é que apesar de ter caído no conformismo de comprar comida pronta e comer fora estou tentando voltar ao trilho. No começo do ano me programei para acabar com toda a comida congelada. E acabei com boa parte dela. Diminuí os produtos da despensa e estou focando no meu estoque padrão, mesmo que em algumas semanas praticamente não tenha o que comprar no supermercado, apenas 4 ou 5 itens, via de regra pão, salada e frutas. Recentemente também reduzi o espaço disponível para guardar os alimentos, eram as duas prateleiras que ficavam na móvel abaixo da pia e reduzi para uma. Ficou entulhado, mas na última semana consegui tirar mais coisa do que colocar, então estou indo bem.
Depois de testar a receita do bolo de banana, muito cobrado em casa, finalmente refiz o fricassê de frango, nos moldes da receita original. Por conta do frio intermitente, tenho feito sopa toda semana, mas agora acrescento sempre ingredientes novos para testar.
Fiquei apaixonada por uma receita de ragu e acrescentei mais uma opção de molho para a minha reduzida lista com duas variações: bolonhesa e branco com cenoura, presunto e ervilha. 
Já repeti duas vezes o Tiramissu que era um pedido constante em casa, mas quero fazer também outras sobremesas. Vamos ver se consigo encarar. 
Mudei as formas (assadeiras) de lugar e pretendo ter tudo mais a mão para experimentar as receitas que estão ali guardadas nos meus cadernos.
Preciso agradecer à Ziula e seu Pedro que me deram coragem de voltar a pensar em fazer molho de tomate caseiro. Aos poucos quero retomar a minha lista e também tentar fazer pão. Incrível como algo que foi escrito lá em 2013 com outro propósito apareceu pra mim agora e me ajuda a voltar para o meu caminho.
Eu pensei em falar sobre a minha experiência com blogs e apresentar alguns que eu leio, mas vai ser mais fácil conectar um a um conforme forem citados. A receita que eu peguei de bolo de banana, com as minhas adaptações, eu peguei da CasaMila e também é de 2013. Já a do ragu eu fiz do jeitinho que foi descrito no Panelaterapia. A receita do Tiramissu foi adaptada da receita de lá também. E a receita do Fricassê, assisti pelo Tastemade. O meu molho branco com cenoura, presunto e ervilha, copiei da caixa de maisena (deve ter no site, não procurei). Para todas as receitas, que deram certo, comparei com outras fontes e com o meu livro Dona Benta: Comer Bem. Não vou bancar aquela mulher do filme (ou do livro) Julie e Julia e tentar fazer todas as receitas, mas pelo menos as receitas do meu caderno fichário eu quero testar e descartar. Essas receitas novas que estou indicando também foram para o meu caderninho com as devidas informações.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Pesadelo de um Minimalista

Ainda é exagero eu querer me enquadrar neste rótulo, mas tenho aqui um exemplo de situação em que senti a necessidade de buscar o minimalismo. 
Quando precisei adquirir o uniforme de balé, comprei apenas os itens principais: um collant, uma meia-calça e a sapatilha. Então veio o inverno e eu precisei comprar a saia e o casaqueto transpassado e usamos isso durante o ano. Ano passado eu precisar comprar mais meia-calça, um novo collant e o casaqueto transpassado. Acabei comprando também outra sapatilha tamanho maior e a redinha de cabelo cor de rosa. Provavelmente eu poderia não ter comprado tanta coisa, mas demorei para achar o casaco e a redinha rosa, então não queria correr o risco de precisar e não achar para comprar e acabar pagando muito mais caro. Durante o período letivo, as aulas de balé são semanais e estes itens fazem parte do uniforme. Não tenho como fazer exceção. Mas olha o que beira o absurdo, a meia-calça é relativamente fina, apesar de ser aquelas para balé. A primeira, durou praticamente o ano todo sem furar e eu só tinha uma. Quando furou, percebi que deveria ter pelo menos mais uma de reserva em casa. Quando meia-calça fura, não tem muito como remendar, é lixo. E não é que semana passada furou e minha filha veio pedir para eu costurar? Não tinha o que fazer. Joguei fora e expliquei que meia-calça é assim mesmo. Mas veja só, desta vez eu já havia considerado a possibilidade da meia furar e tinha outras em casa. Até onde me lembro, eu comprei 4. Duas eu sei que joguei fora. Uma, que ainda por cima está bem gasta e com vários fios puxados, eu achei como por milagre pela manhã para colocar na mochila. Mas então, onde está a outra?
Revirei todos os lugares em que me lembrei de um dia ter deixado esta meia. Não está com os uniformes, não está junto com as outras meias, não está na gaveta de roupas com tamanhos maiores, nem esquecida na prateleira com as roupas aleatórias (ou um canto de bagunça!). Procurei em lugares não tão óbvios e também não achei.
Eu dei por finalizada a arrumação do guarda roupas e tenho me vangloriado que eu tenho como guardar tudo no quarto agora que terminei de separar as roupas menores de um ano. De fato, perto da bagunça que havia antes, melhorou muito. Continuo separando as roupas que não cabem mais e guardando as que cabem. A quantidade de roupas diminuiu e evito comprar itens desnecessários. Ainda chegam sacolas, ainda preciso separar mais os sapatos e outros objetos do quarto. Tudo está mais simples e melhor aproveitado. Pensava que agora o maior problema eram as minhas coisas que ainda são muito mais do que eu preciso. Mas não faço a mínima ideia de onde eu possa ter guardado estas meias de reserva. Eu sei que eu as tenho, mas será que tenho mesmo? Esse é o grande pesadelo de alguém que pretende ser minimalista, comprar um item que é desnecessário unicamente porque você não sabe onde está o que você tem.
Minha vontade é colocar aquele quarto abaixo e ir arrumando tudo até achar tudo o que possa estar perdido. Se ainda assim não achar, fazer a mesma coisa nos outros cômodos até conseguir desvendar o mistério da meia perdida. Apesar de todo o meu esforço na tentativa de arrumar um lugar para todos os itens e diminuir as coisas e os espaços para não precisar fazer compras desnecessárias, percebo que ainda tenho muita bagunça esperando para ser arrumada. Todo o avanço que tive, foi ínfimo. E isso porque já me desfiz de muitas coisas e muitos móveis desde que mudei para este apartamento. Claro que deixei muita coisa entrar, mas sempre estou colocando muita coisa para fora. Às vezes quero sonhar com móveis planejados que aproveitem melhor os espaços que eu tenho. Às vezes prefiro pensar que é melhor eu deixar para resolver isso quando for para uma casa. Eu fiquei muito feliz com os pequenos projetos que realizei nas minhas curtas férias. Ainda tenho muitos problemas para os quais ainda não vislumbro uma solução. E também tenho muitos projetos em desenvolvimento ou em concepção para outros tantos problemas que às vezes me tiram o sono. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Mais Uma Gaveta

Quem me acompanha no instagram já deve ter visto esta foto. Eu precisei me adaptar às mudanças que vim fazendo na minha casa até que comecei a temporada de destralhamento. Ainda estou muito longe de terminar, mas fiquei com duas ideias na cabeça. Uma era de mudar umas coisas de lugar e tirar parte do que fica por cima da bancada da cozinha e a outra era liberar um espaço na cômoda para as roupas que sobraram na mudança. Eu fiquei maturando estas ideias por todo o último mês e resolvi colocar em prática essas mudanças na última semana. Foi uma mudança muito pequena que fiz na casa. Na cozinha, por exemplo, ainda tenho várias coisas na bancada. Mas agora, o espaço que eu tenho para a despensa de alimentos está reduzido, então não tenho como comprar a mais. Tenho certeza que isso pode me ajudar a controlar os excessos. Não quero mais ter produtos antigos armazenados. Claro que acabou ficando um pouco entulhado e posso começar a "perder" as coisas nos armários. Esse será meu desafio, mas acho que vai valer a pena. Futuramente, espero ter a bancada bem mais vazia do que está agora e poder fotografar.

A arrumação na cômoda tinha ainda outro propósito; na grande arrumação que fiz em dezembro, deixei para trás a gaveta de joias e bijuterias, as roupas íntimas e as minhas camisetas. A gaveta de joias e bijuterias eu já arrumei a ponto de caber tudo lá dentro. Ainda tenho muito mais coisa do que o que eu uso, mas não pretendo me desfazer de nada por enquanto. As minhas camisetas eu já sei como resolver. Não vou reformar para um tamanho que eu consiga usar com estava pensando, vou fazer um craft, mas ainda não sei se vou costurar à mão ou fazer uso de uma máquina. Se eu optar pela máquina, vou precisar pedir ajuda e não sei se estou disposta a ouvir palpites, então estou adiando este projeto para outro momento que eu esteja mais resolvida.
As roupas íntimas estavam na tal gaveta da cômoda que eu pretendia esvaziar e foram escolhidas para o projeto da vez. No fim das contas, eu já nem precisava mais do espaço para conter a temporada de destralhamento, então só precisava aproveitar melhor os espaços. Eu não me desfiz de tudo, nem me dei ao trabalho de separar o que vai e o que fica porque eu ainda não estou preparada para isso (acho que é porque não gosto de imaginar alguém aproveitando e prefiro jogar fora, só que parece um desperdício). O que eu fiz foi setorizar as peças por categorias, as mais novas, as mais velhas, as de uso geral, as de uso específico e coloquei em duas gavetas menores na outra parte do guarda roupa. Esta gaveta grande acabava deixando tudo entulhado. Fora que a maior parte das minhas roupas não está deste lado do guarda roupa. Agora esta gaveta está vazia. É o meu segundo cantinho vazio.
Por que valeu a pena se eu só mudei de lugar? Apenas uma das gavetas menores estava vazia, a outra estava com algumas blusas de manga comprida que foram para outra parte do guarda roupa. Algumas peças estavam sem lugar, rolando pelo quarto e agora acharam o cantinho delas. A gaveta estava muito cheia, não cabia mais nada. Depois da arrumação, as gavetas menores ainda estão muito cheias, mas eu vejo tudo o que eu tenho e consigo escolher sem ficar revirando, o que vai deixar mais arrumado e evitar que eu compre algo que eu não preciso porque eu não sei onde está. Outra vantagem é que o espaço está limitado. Não tem como avançar sobre outras peças. O grande saldo positivo está na diminuição da bagunça. Poderia ter feito mais, mas o trabalho não está concluído, só esta etapa.
Apesar de eu ter dito que não mexi nestas peças na arrumação de dezembro, eu cheguei a descartar umas poucas coisas. Depois disso já me desfiz de um biquíni, dois pares de meias, uma calcinha e um sutiã. Comprei dois maiôs, ganhei uma calcinha e só. Também posso comemorar que tirei todas as etiquetas das peças que estavam guardadas e voltei a usar 3 meias-calças que estavam guardadas fazia tempo. Também já percebi duas peças que estão passando do aceitável e não devem prosseguir em uso por mais tempo. Agora estou com mais coragem para descartá-las.
Desta vez, estou comemorando uma gaveta vazia. A partir de agora, posso usar tudo o que eu tenho e diminuir a quantidade de peças quando perceber que aquela já não atende as minhas necessidades e vontades. É mais fácil esvaziar uma gaveta menor, então primeiro troquei a gaveta grande por duas pequenas e depois vou tentar esvaziar uma das pequenas.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quando a Cozinha toma Vida

Ver as fotos e vídeos das comidas e o comentário de que é facinho deixa a gente cheio de vontade de cozinhar. Daí você vê que para fazer a receita precisa de isso, aquilo e tal, mas se você não tiver pode trocar por isso e aquilo... começou a ficar complicado. Aí começa a pesquisar alternativas na receita, outros livros de receita, corrigir a quantidade e aí aparece aquela mulher dizendo que é essencial na cozinha utilizar aqueles medidores de xícaras e colheres (sempre opções caríssimas) para a receita dar certo.
Eu desanimo e tenho vontade de largar.
Não vou me aventurar a dizer que eu cozinho muito bem, mas eu aprendi um mínimo na cozinha para fazer as minhas interpretações. Chegou a um ponto que eu prefiro não comer fora para poder comer em casa que a minha comida é melhor que as opções que tenho. Mas são tantos dilemas...
O principal motivo de eu ter tentado melhorar a qualidade da minha alimentação e saber preparar em casa é oferecer uma alimentação saudável para a minha filha. Nem sempre é fácil, perco muito tempo acertando a receita para usar só o que eu tenho em casa e comprar o mínimo de ingredientes sem ficar sobrando.
Até pouco tempo atrás eu jamais consideraria fazer uma receita que sobrasse claras ou gemas. Não pincelo nada com gema para não precisar descartar as claras.
A parte dos ingredientes eu até consegui dosar e controlar. Ainda tenho algumas coisas em casa que sobraram de outras receitas e eu quero acabar, mas nem tanto como antes. 
Minha nova preocupação são os utensílios. Não dá para ficar armazenando um recipiente para assar frango no microondas ou um cupcakemaker que você só vai usar uma vez. Por que não é algo que você usa todos os dias. Mas, sim, eu tenho coisas para usar às vezes. Tipo refratário para assar pudim no microondas, ou coisas mais decorativas. O que eu tenho tentado fazer é repetir receitas que usam os mesmo recipientes e utensílios para ter maior uso, mas também tenho coisas em casa que praticamente nunca usei.
A proposta é eu tentar listar e usar pelo menos uma vez tudo o que eu tenho para saber se vou manter ou é melhor passar pra frente.
São coisas que eu herdei, ganhei de casamento ou comprei sonhando com uma vida que não é bem a minha:
  •  Eu sou louca para aprender a fazer pão. Tenho forma tanto para pão, como para biscoitos, mas nunca fiz. 
  • Herdei uma sopeira que não é exatamente como eu queria e algumas vasilhas para servir e guardar na geladeira mas acabo servindo nas panelas que também são bonitas.
Não vou listar tudo aqui, apenas exemplos, mas aos poucos vou contando da experiência e espero em um ano conseguir usar tudo.

020. Usar pelo menos uma vez todos os utensílios de cozinha que eu tenho guardados antes de comprar mais alguma coisa.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Tentando Sair do Básico

Eu sempre tive mais predileção por aprender a cozinhar o que fosse do dia a dia. Não que eu não consiga inventar uma coisa ou outra mais diferente às vezes. Mas o principal para mim ainda é o básico.
Pratos salgados até que não são um problema pra mim. Geralmente consigo fazer, mas doce eu me arrisco menos.
O primeiro mito que eu quebrei foi fazer bolo sem solar. Não vou mentir, eu já fiz bolo solado, mas não é o caso da maioria dos bolos que eu faço. Já disseram que é o problema de ter mão quente e tal, mas não me atrapalha. Mas são bolos básicos, daqueles para comer com um café.
Outro dia eu fui enrolar brigadeiro e fazia muitos anos que eu não fazia. E deu certo. Achei que ia melar na mão, mas não. Confesso que fiquei mais confiante. Cheguei a repetir a dose, deu certo mas achei que ficou um pouco mole. Vou tentar repetir algumas vezes até achar que está bom.
Outras sobremesas em geral nunca fui muito ligada em tentar fazer. Mas estou tentando vencer alguns bloqueios.
O primeiro tem sido o manjar de coco. Eu já tentei algumas receitas, mas não quero fazer com leite condensado e gelatina sem sabor mas quero que fique firme. Ainda não acertei. Tentei duas vezes até agora e ainda quero tentar de novo.
O segundo bloqueio também tem a ver com gelatina, mas é aquela gelatina colorida que a minha tia sempre faz e eu ainda não consegui fazer. Eu já ajudei a minha irmã a fazer uma vez que não deu certo. Ainda quero tentar de novo, mas tenho muito receio do resultado.
Em todos os casos, não confio na primeira receita que me aparece. Procuro várias e já aconteceu de eu misturar um pouco de duas receitas.
Uma coisa que já fiz algumas vezes mas ainda não estou satisfeita é a calda de açúcar. Tenho a impressão que o ponto que eu deixo ainda não está bom, deveria ficar mais queimada. Por isso acabo não fazendo pudim de leite. Mas a farofa também foi assim, errei o ponto algumas vezes até acertar o jeito. Também já distraí e queimei. E ainda acho que a minha farofa é muito boa.
O fato é que embora eu tenha aprendido noções básicas vendo outras pessoas cozinhando, foi tentando fazer e corrigindo que eu comecei a pegar o jeito. Não, não foi fácil. Tudo requereu muitos testes. Mas eu fiz questão de tentar até acertar. Às vezes acontece de eu errar, mas eu sei fazer essencialmente e até corrigir algumas receitas.
Ultimamente não tenho tido a menor vontade de ir pra cozinha. Nem escolher o que eu quero comer estou conseguindo. Mas continuo tentando sair do básico.
Eu acho que essa noção de cozinhar que eu aprendi vendo ou outros fazerem a maioria das mulheres adquirem, mesmo que não saiba. E aos poucos vão pegando o jeito. Mas homem é mais teimoso e quer acertar, mesmo que não tenha noção do que está fazendo. Então vai seguindo fielmente uma receita até o fim, mesmo que seja uma droga. Não acho que a maioria dos homens têm um dom. Mas certamente eles têm método. Um pouco de sagacidade e pode sair uma refeição maravilhosa. Já a maioria das mulheres não acredita no que sabe realmente e se acomoda a fazer o que não tem erro. As que gostam mais de se arriscar fazem coisas maravilhosas e ganham o seu lugar no mercado.
Eu não gosto de gastar o fim de semana ou mesmo a manhã inteira na cozinha. Então sempre escolho fazer bem o básico. Talvez se eu me arriscasse conseguisse fazer coisas mais maravilhosas, mas não tenho tanta paciência em repetir e repetir e repetir até sentir que cheguei no ótimo. Jamais daria jeito para trabalhar numa cozinha, no máximo lavando louça. Mas tenho certeza que não vou ser lembrada como a tia ou a mãe que faz uma comida que é uma droga.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um Cantinho a Menos

O título não é muito bom, mas espero conseguir me fazer entender. 
Uma grande realidade para se organizar é fazer um pouquinho sempre. De tempos em tempos, e daí fica a critério de cada um definir a periodicidade ou não, precisa revisitar tudo o que tem, arrumar, e resolver o que fazer com o que se tem.
O primeiro espaço vazio que eu conquistei foi um calceiro. O guarda-roupa que eu uso tem um calceiro pequeno e por isso eu usava também uma parte do calceiro da outra parte. Talvez para mim seria melhor ter prateleiras do que estes espaços de calceiro, mas neste momento, sem pensar em sair mexendo sem saber o que é melhor pra mim, eu queria juntar tudo num espaço só. E foi quando eu me dei conta que eu estava usando apenas duas das calças sociais e três das calças jeans. E o pior não era isso, o pior é que eu tinha calças que eu achava que um dia viria a caber em mim e calças que eu não gostava mas estava usando porque eram as que me cabiam.
Só isso foi suficiente para eu reconhecer que eu deveria me livrar de todas as calças que eu não usava e me resolver com as calças que eu usava mas não gostava. Se fosse o caso, poderia até comprar calças que eu gostasse para substituir as que me desfiz se as que restassem fossem poucas. Mas não foi o caso.
Pelo menos 3 calças que estavam guardadas sem uso, eu experimentei e senti que funcionaram bem para trabalhar. Outras 3 que não me serviam eu separei para doação. 
Das calças jeans, pelo menos duas estão feias e eu não preciso manter. Mas também separei mais duas que eu uso, mas não gosto muito. Agora creio que tenho uma quantidade adequada de calças e gosto das calças que eu tenho.
Claro que com o inverno chegando, não sei como vou me virar, posso descobrir ter feito a conta errada. Mas já faz um dois meses que eu estou evitando usar muita calça e estou usando saias. As saias que eu comprei também ficam bem para usar no inverno com meia-calça. Cheguei a usar um dia, mas não sei se vou me adaptar na rotina. Assim como no verão eu usava calça só uma vez na semana, vou tentar no inverno usar saia pelo menos uma vez na semana. 
Ainda tenho três calças separadas para costurar: uma que abriu na costura e dá pra arrumar, uma que está soltando a barra e vou tentar refazer e outra para fazer a barra e ficou esquecida no armário. As duas primeiras se eu não conseguir arrumar vou jogar fora, mas se conseguir vou doar. A última vai repor uma das que eu me desfiz.
Eu já tinha para quem levar as calças e fiquei satisfeita de não precisar ficar com uma pilha de roupa em casa para esperar um fim.
O teste final seria descobrir se as calças que sobraram caberiam num calceiro só para liberar o meu primeiro cantinho. 
Pensei em deixar no maior que estava do outro lado do quarto, mas eu queria muito deixar a minha roupa de um lado só.
Um dos varões precisou ficar com 3 calças. E eu não sei se vão caber todas ao mesmo tempo, geralmente tenho duas em uso e mais duas lavando/passando. Então acho que vai dar.
Este foi o meu primeiro cantinho esvaziado.
A minha listinha de tarefas rápidas da semana sempre tem um item de organização deste tipo. Em cada semana eu fiz uma parte, e a última foi guardar tudo de um lado só e limpar o que ficou vazio.
Todo fim de semana que eu não tenho compromissos, eu faço uma tarefa um pouco mais longas. Ainda quero resolver as costuras das calças que faltaram, mas elas já estavam em outro cantinho. Assim que eu terminar vou ter me resolvido também quanto a minhas calças.
De todos os itens do guarda-roupa que eu tenho que arrumar, diminuí um. Ainda tenho muitos, mas estou avançando. E deu gosto resolver este cantinho.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Decoração para Festa

Uma categoria de itens que eu sempre mantenho em casa são para a confecção de decoração de festas. Tenho balões, velas e materiais afins. Nos primeiros aniversários escolhemos temas mais neutros já que a criança ainda não entende direito o que está acontecendo. A festa de 1 ano teve como tema Jardim e a de 2 anos o tema foi Praia. Para ambas, não achei produtos para a festa e customizei com itens encontrados nestas casas de produtos para festas. Uma opção que sempre me salva independente do tema é o Elo7. Para quem não conhece, recomendo conhecer para se inspirar. Vou pular estas festas, mas se alguém se interessar, faço um tutorial para estas decorações.
Na festa de 3 anos, tive a opção de contratar serviços e utilizar produtos com o tema da festa num ano em que não tive tempo para nada.
Este ano, apesar de ter escolhido um tema bastante popular, tive dificuldade em encontrar itens para fazer a decoração e acabei fazendo muita coisa. Lembro que fiz uma primeira ida ao centro da cidade para visitar as casas de festas para procurar opções. Eu diria que foi uma experiência de inspiração. Não havia itens prontos. Então percorri lojas de artesanato, papelarias e também lojas de embalagens para procurar opções para montar uma decoração bonita para a mesa principal e para as mesas dos convidados. Pela disposição do salão, não uso painel atrás da mesa do bolo, prefiro não ter um bolo fake e só posso pendurar enfeites nas janelas, não posso pregar nas paredes. Então praticamente todos os enfeites são de piso ou de mesa.

A mesa principal do bolo é uma mesa grande de madeira em estilo rústico. E as mesas dos convidados também são de madeira com 6 cadeiras cada. Para a grande maioria das decorações, estas informações são importantes já que eu posso abrir mão de alugar mesa provençal ou tampo de mesa com toalhas.
Uma coisa que descobri este ano é que também posso abrir mão de fazer a saia da mesa já que eu não preciso esconder nada. O salão também tem duas opções de toalhas de mesa que eu posso usar: azul ou verde. 
Os enfeites definidos da festa foram placas de mdf para montar o cenário, brinquedos da criança presos com fita dupla face, papel celofane, crepom e TNT em tons de verde e marrom para forrar o chão da vila. Eu pedi também as letras com o nome para apoiar na mesa. Além disso, usei balões com fitilhos nos vidros, fios de nylon e papel colorset para os enfeites de mesa.
As forminhas para doces, aproveitei as que sobraram da festa anterior, cortadas em forma de passarinho e de coroa em papéis de scrap nas cores azul e rosa, coladas com fita dupla face. Ainda tenho várias bases para docinhos em casa, mas infelizmente não poderei aproveitar as que são temáticas.
Não foi fácil, deu bastante trabalho, mas depois que consegui imaginar como compor os cantinhos e os enfeites para utilizar, foi só por mãos à obra. Desenhamos alguns moldes para fazer as pirâmides de balas (que na verdade reproduziam a plantação de maçãs) e também as borboletas.
Nesta foto ao lado as árvores já estão montadas. Depois ainda colei maçãzinhas feitas com um furador e coloquei as balas. As bases tiramos da internet (busca por imagens) e a copa das árvores eu fiz alguns desenhos em papel de rascunho e fui testando até achar que deu certo.
As borboletas ficaram penduradas na mesa por fios de nylon, onde era esperado estar a saia da mesa. Eu copiei o formato da borboleta que aparece na marca da pônei do desenho para reproduzir do tamanho que eu imaginava, mais ou menos o tamanho da palma da mão.
E coloquei duas em cores diferentes com ângulo de 90º para quando batesse o vento parecer que elas estão voando. Eu poderia ter feito de outras formas e ter pendurando em outros pontos que não só o centro, mas assim é mais fácil. Eu deixei o fio comprido, mas mais de um palmo do chão.
Para preencher o espaço entre as borboletas e o tampo da mesa fiz correntes de papel crepom trançadas. Eu imaginava algo como aqueles marshmallow colorido que é torcidinho.
Nos enfeites de mesa, aproveitei as cores das próprias balas (ou papel de bala) para dar a cor que eu queria, enfeitei as cestinhas com fitilho mesmo e apliquei tags que haviam sobrado de outra festa (um pequeno comodato, mas que faz parte e todo mundo devia fazer).
Essas maçãs estão com confeitos de chocolate. Não achei na cor vermelho. Ia usar bala de goma de coração (vermelha) para não ter que separar por cor mas não achei no mercado que eu fui. Esta deu certo porque os confeitos eram branco e rosa.
Pessoalmente, gosto dos resultados das festas em que faço a decoração. Pouca coisa consigo aproveitar de um ano para outro, mas pelo menos posso testar coisas diferentes em cada festa. Dificilmente vou ter chance de repetir alguma ideia e muitas vezes sou favorável a comprar pronto. Mas foi muito divertido planejar e executar todas estas ideias. Felizmente, consegui muita coisa, mas nem sempre encontro quando procuro. Se quiserem mais dicas, posso passar um tutorial de algumas destas ideias.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Por que eu Não Consigo Trocar Livros

Infelizmente estou ficando sem espaço para guardar tantos livros em casa e por isso andei tentando fazer alguns desapegos. Pelo tanto que eu leio era de se esperar que não tivesse tantos livros parados. Mas sim, eu os tenho.
Atualmente ainda estou lendo os livros que comprei em 2011. Então imagine um estoque de 5 anos de livros. Acho que 2012 eu comprei muito livro. Depois diminuí um pouco e ultimamente tenho comprado muito menos.
De uns dois anos para cá, quando a Amazon entrou no Brasil para valer, ficou muito mais fácil adquirir livros eletrônicos ao invés de comprar livros em papel. Mas ainda encontro edições físicas em preço menor que as edições virtuais. 
Eu já havia separado um tanto de livro que eu já li para troca. Já doei alguns para biblioteca também e já dei alguns livros para conhecidos. Mas penso que ainda tenho muito livro.
Como parei de participar do Livro Viajante por conta das frescuras que inventaram por lá, tenho conseguido finalmente ler os meus livros. Mas o meu ritmo é um pouco lento. Ainda tenho muitas versões digitais no computador e vou demorar bastante para lê-los. 
Eu refleti muito sobre as minhas escolhas de leitura, bem como o meu ritmo e acabei montando uma página para controlar os projetos. Além dos livros físicos tenho muitos livros digitais, muito mais mesmo. Então voltei a ler estes tantos para diminuir a vontade de comprar mais. São tantos que nem consigo arrumar. Então estou esvaziando as pastas, tirei alguns repetidos e estou conseguindo mover e arquivar no HD externo de tempos em tempos. Muitos destes livros não tenho tanto desespero de apagar sem querer. Também tracei um objetivo distante a perseguir que é:

15. Ter menos de 100 livros no computador e assinar o Kindle Unlimited.

E as minhas metas de leituras anuais, embora já estejam bem furadas, eu não quero me afastar para conseguir estimar quanto tempo ainda preciso para atingir este objetivo.
Mas ainda me restam os livros físicos. Eu não sei exatamente o que eu vou fazer, mas eu quero muito diminuir a quantidade de livros que eu tenho.

Eu também tinha fixado uma meta para conter o aumento da quantidade de livros, que junto com os outros cuidados poderia me ajudar a diminuir a quantidade de livros e não ter mais problema de espaço, mas não sei mais se será possível. A meta era:

10. Trocar 10 livros (10 enviados).

Era uma meta contida. Relativamente fácil de cumprir, mas uma proposta para eu me motivar a trocar os livros e principalmente mandar embora os que eu não tenho a intenção de manter.
Desde o ano passado eu estava conseguindo trocar muitos livros pelo Skoob - Plus, mas os correios estão me impossibilitando de utilizar esta ferramenta. Primeiro fecharam a agência do shopping que funcionava até as 20 horas, depois mudaram o horário de funcionamento da agência central que já não funciona mais aos sábados.
Eu ainda quero trocar os meus livros mas não gosto muito da possibilidade de levar num sebo. Não é que eu não queira sair perdendo, porque de certa forma eu sempre saio perdendo, mas acho péssimo trocar um livro que eu comprei novo por 10 reais, que o sebo vai avaliar em 8 reais e vai vender por 18, ou até por 35, mesmo sendo usado. E o pior é que não recebo em dinheiro, recebo em crédito, para trocar por um livro usado que o sebo oferta por 18 reais que está em pior estado que o meu. No fim, ainda teria que pagar por um livro usado mais do que eu paguei por um novo que eu deixei na troca. Muito disso é impressão minha. Só vou saber se bater perna pelo centro da cidade e negociar. Mas se continuar me irritando não me restará outra solução. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O que Eu Penso das Minhas Roupas

Uma coisa que eu fiz no fim do ano passado e me tirou um peso gigantesco das costas (mas na verdade me deu uma dor no ombro insistente) foi arrumar o meu guarda roupa. Fiz uma limpeza de tirar tudo e reavaliar peça por peça. Mais do que reavaliar as roupas que eu não usava há mais de um ano, reavaliei as roupas que eu estava usando ou deixando disponível para uso. De lá saiu uma sacola enorme de roupas que eu não queria mais. Incluindo roupas que não me serviam e eu não sabia se deveria esperar ou lutar para que um dia voltasse a caber, e presentes que eu não sabia se deveria tentar usar para não fazer desfeita ou passar pra frente como se fosse roupa usada e coisas desse tipo.
Uma das coisas reconfortantes desta arrumação foi descobrir que eu não precisaria comprar mais nada. Mas eu deixei para trás 3 rabos. São 3 aspectos que não estão bem resolvidos comigo mesma e resolvi não encarar de frente e deixar para outra ocasião. Quer dizer que foram grupos de peças que eu resolvi não mexer por enquanto, mas ainda preciso encarar e me organizar.
Bom, de lá pra cá aconteceram algumas coisas que me fizeram voltar a fazer compras. Não de forma excessiva. Quer dizer, ao tirar do armário as roupas que eu não queria usar mas acabava usando, comecei a perceber que eu gostaria de usar outras roupas. E fui procurar e comprar as roupas que eu sentia necessidades e complementavam as peças que eu tinha. Mas eu não sabia muito bem como guardá-las no armário já que não as tinha antes. A parte boa é que continuei tirando as peças do meu armário que haviam recebido um talvez e eu não consegui usar. E é um exercício que eu tenho continuado fazendo.
Este fim de semana, tive uma discussão por conta do guarda roupa e deitada para dormir entendi que um destes 3 rabos eu vou ter que encarar. Por ter mudado a forma de me vestir encontrei um meio termo entre algumas peças e vou ter que me desfazer daquelas que sei que são tanto faz. Apesar da limpeza e arrumação, eu só consegui me separar do que me cobria a visão. Ao trazer mais roupas para casa (muito menos do que a quantidade que mandei embora) percebi que ainda tenho muitas roupas que não me vestem. Tanto que continuo separando roupas toda semana. Quero aproveitar o próximo fim de semana sem compromissos, se é que isso existe e eu estou duvidando, para separar, lavar e costurar as peças. Depois colocar numa sacola e dar um fim. Isso vai me libertar do motivo de minha discussão e abrir uma porta para resolver um outro problema: o espaço para deixar as roupas usadas que posso usar de novo. 
Muitas destas roupas que preciso encarar são roupas que eu comprei por necessidade, que não eram exatamente o que eu queria. Parece que todas tiveram muita influência de outras pessoas. Mas novamente, mesmo que eu não esteja pagando por elas, não é porque a roupa cabe em mim que eu deveria usá-la. Muitas eu vejo que eu já usei bastante. Poderia dizer que usei delas tudo o que eu deveria. Eu quero muito me libertar e ser capaz de reduzir de 2 calçeiros para apenas 1.
Ainda tenho outros 2 rabos neste guarda-roupa. São uma prateleira praticamente intocada de camisetas e uma gaveta entupida e cuspindo pra fora de lingerie. Dependendo de como eu conseguir encarar o primeiro desafio posso me abrir aos próximos. E então devo conseguir dizer que gosto das roupas que eu uso. Coisa que hoje eu não conseguiria responder se eu gosto das roupas que uso.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O que Eu Penso sobre Escrever

Eu coloquei uma meta relacionada a encontrar uma cara para o blog que me faça ter gosto em escrever. Ainda não concluí essa meta.
Eu quero tentar entender porque eu gosto de ter um blog.
Eu quero escrever sobre o que eu tenho vontade.

Venho concretizando várias ideias parecidas com as que eu vi em outros blogs ou canais do youtube, mas com características um pouco diferentes.
A parte de desenvolver o texto é simples e fácil. Não costumo fazer uma pauta. Recentemente, comecei a organizar mais as ideias a serem desenvolvidas e vir colocando alguns rascunhos para eu desenvolver. Às vezes, no meio de um texto surge a ideia de um outro e eu volto e divido e faço de novo. Também tenho alguns textos no caderno que depois passo a limpo, mudo a ordem dos parágrafos, reescrevo alguns trechos. Pouco antes de publicar faço uma última leitura muitas vezes acrescentando alguns elementos de transição. Não vou dizer que o texto surge pronto, mas muitas vezes é meio assim mesmo.
Melhorei bastante a forma de catalogar os assuntos, mas acho que nisto ainda estou distante de poder dizer que defini a cara que o blog tem. Ainda não consigo resumir.
Nos textos mais pessoais, relacionados aos projetos de organização consigo trabalhar um pouco com fotos. Não quero ficar colocando imagens da internet e depois vê-las removidas. E tirar as fotos não é o mais difícil, embora dê um certo trabalho; mas montar a imagem com o texto é pior e mais demorado.
Eu queria aprender um pouco a mexer com editor de imagens para fazer com mais facilidade e coisas melhores, mas eu tenho algum tipo de bloqueio que eu não sei o que é.
Também resolvi acrescentar alguns elementos formatados com alteração de tamanho, cor, negrito, alinhamento e comecei a ter problemas de formatação. É nessas horas que eu me irrito por não entender de html para fazer esses ajustes sem perceber. E eu me irrito com este bloqueio. Engraçado que eu conheço bastante de gestão de processos, mas quando pego as linhas de programação eu fico apavorada. E olha que deveria ser intuitivo.
Então eu peço desculpas para estes detalhes para os quais não tenho o menor talento. Também peço desculpas se as postagens mais lidas são as resenhas que não tem formatação e nem figuras. Provavelmente elas são muito boas, mas ficam melhores quando eu faço porque eu quero e sem cobranças. Não conseguiria material para publicar resenha sobre todos os livros que eu leio e aos poucos perderia a qualidade de fazer algo por obrigação. Não acho que seja falta de respeito já que é tudo um grande hobby e atualmente a quantidade de leitores cabe na palma de uma mão.
Não vou voltar a escrever apenas sobre livros porque essa temática muito específica me fez deixar o blog de lado. Eu gosto mais de fazer os resumos. E para aquelas leituras que forem especiais ou que tenham sido escolhidas entre as opções que eu deixo cadastradas, vou fazer um resumo maior no formato de uma resenha. Não vou usar fotos. Ficou curioso com algo que eu li, comente. Eu gasto um tempo para refletir e escrever sobre isso.
Sobre as minhas metas, me impulsiona bastante fazer estas postagens com fotos e vou inserir ainda mais alguns marcadores. Acho que avancei mais nas metas em 2015 do que em 2014 por conta da cobrança pelas atualizações.
Devo continuar escrevendo por volta de 3 vezes na semana sendo sempre um resumo semanal de leituras.
Os balanços mensais me ocupam muito tempo, mas são os que eu mais gosto de fazer. Por isso esparso um pouco os balanços de assuntos diferentes ao invés de fazer tudo junto. É onde eu concretizo o resultado do meu esforço. Mesmo que o esforço seja vergonhosamente fraco.
Quando eu souber dizer o que eu quero fazer, quando eu tiver um material amigável para isso, vou saber que, mais do que escrever o que eu penso, achei a cara do blog. O que eu escrevo hoje já é algo que me traz prazer mesmo que ninguém leia.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Caderno de Organização

Já não é de hoje que eu acostumei usar cadernos antigos para me organizar. A princípio utilizava apenas com lista de tarefas no trabalho. Em 2015 comecei a usar o caderno para informações gerais e papeizinhos de anotação para os detalhes na revisão de um documento. 
Durante a revisão de um documento eu realizo 6 ou 7 leituras na íntegra do documento porque não consigo avaliar tudo ao mesmo tempo. Então anoto nestes papéis avulsos as coisas que preciso atentar nas leituras seguintes. E, olha, não é exagero. A pior coisa que pode acontecer, que sempre acontece e eu pego nas leituras seguintes, são erros de ortografia e formatação na versão oficial do documento. 
Voltando para o caderno, tenho apenas a lista bruta de tarefas em andamento. Algumas são preocupações minhas mas a maioria são demandas que recebo por email.
Para a minha organização pessoal, faço uso de uma To Do List para as tarefas eventuais tipo pagar um boleto, lavar um sapato, agendar uma consulta e coisas desse tipo. Geralmente daqui saem as tarefas de faxina que eu faço no fim de semana. 
Tenho uma outra parte que eu me organizo para alimentação. São os alimentos que eu preciso terminar e não pretendo comprar mais, os alimentos que eu gostaria de abolir da minha alimentação, as receitas que eu pretendo utilizar para acabar racionalmente os alimentos e as minhas tentativas para melhorar os meus hábitos alimentares. Daqui eu adapto a minha lista de supermercado que geralmente faço em papéis avulsos. 
Outra lista de organização que eu faço são as listas de leituras e estas eu tenho muita dificuldade de sistematizar. A única que funciona bem é a de livros lidos.
Resolvi mostrar o meu caderno com um pouco de duas ideias em uma depois que vi o tutorial do planner 2016 do Organize sem Frescuras e o vídeo com o caderno de organização de leituras da Tatiana Feltrin. O meu dilema inicial era se eu deveria ou não utilizar algum tipo de planner para as atividades do blog. Um pouco depois, entre os videos que aparecem como sugestão no Youtube, vi a versão do caderno de organização de leituras da Tatiana que é muito parecida com o que eu uso. Só que ao invés de comprar um caderno novo para isso, eu reaproveito as agendas antigas.
Até 2013 eu comprava agenda todo ano, mas usava apenas alguns meses e depois quase que abandonava. Entre usar como caderno de anotações e caderno de organização, preferi esta segunda opção e depois descarto as páginas que não preciso mais.
O caderno de 2016:
Eu escolhi o que sobrou de uma agenda de 2010 que é a menor das agendas que eu tinha em casa. Eu usei esta agenda por dois anos seguidos. Então contei as páginas disponíveis, separei nas seções que eu queria criar e comecei a identificar. Usei aqueles marcadores auto-adesivos para fazer as divisórias e escrevi no próprio marcador o que representa cada divisória. Como elas são chamativas mas também flexíveis, não tem problema de enroscar em algum lugar e não amassa. Carrego este caderno sempre numa bolsa, junto com outros papéis de anotação ou mesmo do livros que estou lendo.
A primeira divisória uso para anotar as leituras do ano: Anoto o número sequencial da leitura, o nome do livro e do autor, o número de páginas e a data da conclusão. 
A segunda divisória estou utilizando para a parte de alimentação. Como havia dito fica meio que como um relato mês a mês e também uma lista dos produtos da vez que tenho a intenção de consumir.
Uma terceira divisória estou usando para as ideias: São ideias mal trabalhadas que podem virar projetos e depois vir a compor pautas para o blog. Essa parte fica bastante riscada, mudo de ideia, completo informação e ainda estou achando um jeitinho de usar melhor.
Tem mais uma divisória que utilizo para a lista de corridas a acompanhar no ano para cada categoria. Eu acho mais fácil conferir a listagem para me programar para assistir.
Mais uma outra divisória uso para a lista de leitura mês a mês como a que eu coloco no Balanço Mensal. Esta lista eu vou marcando o que eu concluí para atualizar no mês seguinte, mas sem repetir os livros que ficaram para trás.
Aos poucos acabei redimensionando as partes e fiz mais uma parte para colocar as minhas metas seja de leituras ou dos projetos que já estão em andamento. Estas listas estão virando seções no blog e são mais um backup para eu usar offline.
E tem uma parte grande de uma lista não categorizada para as tarefas do tipo To Do List. Nesta lista tem de tudo, não tem prazo e de tempos em tempos tenho que passar a limpo. Só uso cores diferentes para anotar o que são tarefas minhas e o que são tarefas para outros.
Estas fotos são de um mês de uso, não fotografei todas as seções que criei.
Quero aproveitar bem os espaços para ter todas as informações neste caderno que carrego praticamente sempre comigo. Estou testando outras ideias para absorver no futuro e acertar melhor o espaço de cada divisória para poder separar melhor. Espaço não é problema porque ainda tenho muitos cadernos, mas queria usar um só.
Eu ainda uso um outro caderninho só para anotar as leituras, mas esse não carrego comigo, pego da agenda e passo a limpo de tempos em tempos. Considerando o total de leituras no ano que venho fazendo, ainda tenho um tempo bom até tomar um novo caderninho de anotação de leituras.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Armazenamento de Mantimentos em Uso

A maior parte dos alimentos que compramos não é consumida de uma vez, por isso armazenamos. Produtos como arroz, feijão, farinha, sal, açúcar, café e etc, mesmo que comprados na embalagem de tamanho mais adequado para o consumo, dificilmente não sobra para fazer depois. A partir da preferência de cada família, precisa decidir qual o tamanho do pote para armazenar cada coisa e o que manter armazenado.
Se você for procurar opções de potes, têm muitas. Recomendo os potes de fechamento herméticos ou de rosca que vedem muito bem para impedir a entrada de bichos. Outra opção é manter na geladeira, mas não gosto desta opção.
Uma dica muito boa é preferir as versões transparentes que dá pra ver rapidamente o que é e quanto tem.
Eu tenho dois conjuntos de potes da Sanremo como este da foto que eu acho ótimos, são transparentes, vedam bem e não ocupam muito espaço desnecessário. E eles funcionaram bem pra mim por mais de 10 anos, até eu perceber que não eram suficientes e que eu não tinha mais espaço no armário para colocar mais já que teria que colocar tudo em potes para acabar com os bichos.
Na busca de uma solução, eu percebi que alguns potes eu nunca enchia e que os potes quando empilhados ainda deixavam uns espaços que não cabia mais nada. E resolvi trocar todos os potes para os que me atendessem e tive outra longa saga para achar.
Nada contra potes redondos, mas veja bem, os armários são retangulares, então ocupo melhor os espaços com potes retangulares, ok? A maioria das opções de potes são de base redonda. Nunca reparam no formato dos armários de cozinha?
Outro dilema: preciso de potes de volumes diferentes, mas porque não os potes não podem ter a mesma dimensão da base e variar apenas o cumprimento para permitir empilhar desperdiçar os espaços em volta? Não entendo porque os fabricantes oferecem a oportunidade de conjuntos de potes que cabem uns dentro dos outros para guardar sendo que quando estão ocupado ocupam muito mais espaço.
Bom, para não dizer que não tem opções, achei alguns bem legais. Tem uns da Brinox de acrílico com fecho hermético como este da foto, mas que são muito caros. Acabei comprando apenas alguns pela internet no tamanho menor (1 litro de volume) e combinei com outros do supermercado Extra da marca Finlanken que tem a mesma dimensão da base mas a altura maior (1,4 litro de volume. Consigo mantê-los empilhados embora de dimensões diferentes sem ocupar muito espaço.
A maioria das pessoas gosta destes produtos de armazenagem da Tupperware que não sai de linha. Eu ainda tenho um destes, mas não pretendo manter. Também tem outra linha de armazenagem da Tupperware do estilo deste de tampa amarela. Apesar de serem cilíndricos, vedam bem e têm a facilidade de serem empilháveis ocupando pouco espaço. Resolvi que era uma boa opção para colocar na frente sem ocultar os potes de trás, aproveitando o espaço que sobra. Neste modelo, gostei dos de volume próximo de 500 ml, só que os da Tupperware já estão fora de catálogo e não consegui comprar: antes de saber quantos de quais volumes eu precisaria já não tinha para vender. Acabei ficando com uns poucos que ganhei mesmo e resolvi completar com alguns de outra marca.
E por fim, achei uma linha de potes de rosca da Sanremo que tem os modulares compridos de base redonda. Por enquanto só estou com o de macarrão com tampa vermelha ao lado que eu adorei. Ainda quero comprar mais 3 do tamanho deste de tampa amarela para terminar de organizar esta parte da despensa.
Eu não cheguei a fotografar antes, mas além dos potes, eu tinha várias caixas e saquinhos com pregadores ocupando duas prateleiras suspensas acima da pia.
Este projeto de organização começou com o dilema para acabar com os carunchos em dezembro de 2014, primeiro reduzi a quantidade de produtos armazenados e depois procurei e comprei os potes que precisava para manter todos os produtos que acho importante ter em casa.
Foi um esforço grande para conhecer meu padrão de alimentação e não comprar comida para depois jogar fora.
Não me desfiz de todos os potes que tinha, já que todos são muito bons. Dei alguns, substituí por outros e joguei fora uns poucos. Nesta foto de janeiro de 2016, está bem perto do que eu espero ser a versão definitiva. Ainda vou me desfazer deste pote de leite e de um dos potes de sal embaixo. Em cima, os potes pequenos de temperos vão sumir e tem mais algumas coisas que estão na despensa e vão vir para esta parte do armário. Qualquer outro alimento que eu comprar não será em embalagem de mais de 500 g. Então vou usar os potes que ainda não comprei.
Antes eu não via muito bem onde as coisas estavam e também não tinha mais espaço para colocar os potes, então deixava improvisado em saquinhos. Por falta de espaços, colocava produtos semelhantes em lugares diferentes a ponto de ter dois potes de sal grosso. Eu agora consigo ver tudo o que eu tenho e acesso mesmo os potes de trás já que os da frente não encobrem. Agora tenho muito mais espaço, meu armário está organizado, todos os alimentos abertos estão em potes e não encontro mais bichos. Esta foi a melhor parte de tudo isso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Que Bicho te Mordeu?

Eu sempre disse que sou uma pessoa urbana. Não gosto muito da vida bucólica. Quer dizer, os desconfortos da vida bucólica. Não me imaginava acampando ou dormindo em barraca, mas eis que a vida nos prega peças e temos que nos reinventar.
Apesar de eu não gostar da vida rural, já toquei carneiro. Acredite. Também já saí correndo do carro para abrir a porteira e depois voltar correndo para fechar. O que eu não consigo me acostumar são os insetos
Achava que pernilongo, formiga e barata que eram pragas de cidade. Mas eu já fui picada por uma aranha. Aqui onde moro também temos a temporada de içá ou aleluia.
Uma coisa maravilhosa é eu não ser alérgica à picada de insetos. Outra melhor ainda é que repelente funciona em mim. Só tem que lembrar de passar.
Logo que comecei a morar sozinha, eu esperava o lixo encher para trocar e algumas vezes encontrei como surpresas umas larvinhas de uns mosquitinhos. Então eu aprendi a frequência de troca do lixo para não dar tempo delas aparecerem. 
Uma vez por ano aplico um veneno para formiga e é suficiente. 
Já tive alguns problemas com cupim nos móveis que são embutidos. Praticamente todo ano aparece em algum lugar e eu tenho que aplicar veneno.
2015 foi um ano de insetos. Insetos que roubaram o meu sossego e tomaram conta da minha casa. Eu era feliz que controlava as formigas, baratas e pernilongos. 
Além das formigas e dos cupins que em algum momento aparecem, este ano começou com os carunchos logo em janeiro. Fiz uma limpeza grande da despensa e da geladeira. Infelizmente joguei muita coisa fora. Os carunchos chegaram em casa direto do supermercado. Cheguei a trocar de supermercado que compro macarrão, mudei os potes de armazenagem das massas e até diminuí a quantidade de macarrão em casa. Atualmente compro para usar e só compro de novo se não tiver mais nada.
Mas poucos meses depois os bichinhos voltaram a aparecer. Diminuí os estoques de todos os alimentos que tenho em casa, diminuí a lista de compras e diminuí a variedade dos produtos que consumo. Troquei outros potes de armazenamento. Estou comprando potes de vedação hermética modulares, me desfiz de alguns e agora todos os grãos ou outras embalagens abertas estão muito bem vedadas. Infelizmente, até achar os potes "certos", descobrir e comprar todos os que seriam necessários, o ano foi passando. 2015 foi intenso!
Nos últimos meses comecei a perceber uns besourinhos daqueles bem miudinhos. Já vi este tipo de bicho em espuma, não parece ser um bicho de comida. Já achei vivo e morto. E eles estão me tirando o sono. Apesar de tudo o que eu já fiz para me livrar dos carunchos, quando começo a pensar que estou livre deles já começo a me preocupar em acabar com os besouros.
O maior aprendizado que eu tive em 2015 foi a percepção de que eu preciso ter menos. Descobrir onde estes bichos estão e acabar com eles vai ficar muito mais fácil quando eu tiver poucas opções. Nestes poucos dias de férias que terei em dezembro e janeiro vou começar a revirar o que for possível para me desfazer do que não for imprescindível e abrir os espaços. Em 2016 pretendo encerrar esta saga de extermínio de insetos indesejados.
A minha angústia de 2015 é a convivência com estes bichos que ficam mordendo a minha calma.
Bom, antes que pensem que minha casa é um zoológico, em minha defesa alerto que está cada vez mais difícil garantir a ausência destes bichos sem usar veneno ou dedetização. Mesmo que faça a limpeza adequada. Em condomínios, ainda que aplique veneno e dedetize, se o seu vizinho não fizer nada, os insetos se instalam lá e vem para cá. Em tempos de dengue, febre zika e chikungunya ninguém quer ficar sob a ameaça dos insetos. Se eu gastar as possibilidades e não resolver, vou me render aos venenos mais fortes e fazer campanha no condomínio para que todos os moradores participem. Afinal, eu só estou cuidando da minha família.

Editado: consegui descobrir o foco e acabar com os besourinhos. Como ficou a organização da minha despensa trago em breve. 15/01/2016