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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Calendário do Advento 2019

Apesar de não ter mostrado, continuo fazendo o calendário do advento todos os anos. O que aconteceu em 2018 é que não teve vontade de cumprir as tarefas e, ao invés de continuar realizando nas férias de janeiro o que fosse importante, preferiu jogar tudo fora. Eu fiquei tão sentida que não queria fazer mais. Não tinha propósito e não estava trazendo alegria.
Apenas para constar, como nos outros anos, tirei uma foto de lembrança para um dia, colocar numa espécie de álbum de recordações da infância. 
Fiz bem parecido com anos anteriores, sempre com o mesmo papel sulfite amarelo que é a cor preferida, mas ao invés de fazer quadrados, fiz retângulos empilhados para formar a árvore. A minha ideia era, como escrevi atrás, fazer as de cima mais gordinhas e as de baixo mais fininhas. No fim das contas a árvore estava parecendo um espigão. Na hora de colar na porta, a criança havia imaginado uma meia árvore e me fez montar este treco torto. Eu devia ter desenhado uma árvore e depois ir cortando. A criança teve um TOC com a variação de tamanho e espessura que deve ter pego birra. Confesso que nem eu gostei. Não ficou nem do jeito que eu queria nem do jeito que a criança queria. Vai ver que foi isso, a gente acaba passando este sentimento e muda tudo para a criança.
Sobre as atividades deste calendário, não foi muito diferente de anos anteriores. Confesso que deveria ter me dedicado mais para tentar agradar nas tarefas, mas segui com todas as que vinham dando certo e talvez o problema tenha sido esse: não tinha muita novidade.
Devemos ter feito quase a metade. Depois de muito insistir para tentar terminar, ela mesma rasgou tudo e jogou fora. A foto que eu tenho é de 23 de dezembro.
Sei lá o que aconteceu, entre outubro e novembro de 2019 a criança estava perguntando das tarefas de Natal. E eu estava naquela insegurança de ver tudo dando errado de novo. É tão difícil escolher as tarefas para os dias e ir distribuindo, depois fazer os papeizinhos, colar, enfeitar, e dar errado... Eu não queria isso de novo.
Eu sei que consegui um mês de novembro bem produtivo. A mais velha se auto impôs algumas metas e atingiu com certa folga. Por conta disso parou de procrastinar com coisas que gostaria de fazer. A criança cresce, vai amadurecendo, a vida muda. É impossível dizer que está tudo certo e que ano que vem está garantido. Mas eu sei que fiquei mais confiante em tentar de novo. 
Como em 2019 tivemos duas experiências com peixes e que não conseguimos ainda fazê-los sobreviver por um tempo aceitável, quis usar o peixe que o papai noel trouxe como referência. Veja que usei o mesmo papel amarelo. O resultado foi esta árvore. Guardei os peixinhos no aquário, todos numerados. Cada peixinho tinha uma tarefa. Depois de realizada a tarefa ela decorava e pregava na porta do quarto. 
O que ajudou a realização das tarefas, em primeiro lugar, foi tomar crédito pelo que já havia sido realizado recentemente. E em segundo lugar, o que ajudou, foi ir tirando as tarefas em ordem, quantas conseguisse realizar em sequência. Em algumas ficou alguns dias paradas, mas em outros dias conseguiu fazer até 7 com pouco esforço. E em terceiro lugar, adaptei para que algumas tarefas fossem mais simples e rotineiras, coisas que eu já sabia que ela gostaria de fazer. Então teve a tarefa de fazer a cartinha para o papai noel que ela adora, teve a tarefa de ler uma história de natal que ela procurou uma história inédita, mas também teve uma tarefa de andar de bicicleta com o papai, brincar de neném com a irmã e pintar com a mamãe. As tarefas eram vagas o suficiente para ela se adequar. E conseguiu cumprir tudo até dia 24 de dezembro, finalmente!
Não sei o que inventar para 2020, serão novos desafios. A mais nova vai precisar participar mais. Também não sei se terá interesse. Vou deixar para pensar quando chegar perto.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Projetos das Crianças - 2019

Foi curioso, agora olhando o que passou, a forma como aconteceu. No começo do ano, tivemos que levar brinquedos feitos com materiais reciclados na gincana da escola. Depois, quando precisei organizar meus sapatos, separei uma das caixas para quando a escola pedisse. E ela sempre pede itens para atividades. Duas semanas depois, a escola pediu uma caixa de sapato. Mas com uma caixa de sapato dá para fazer muita coisa. 
O projeto que a escola desenvolveu com a caixa de sapato foi um cômodo. Minha filha fez um quarto. Ela fez uma cama com uma caixinha de suco, desenhou o guarda roupa e a estante e fez uma banheira com palitos de sorvete. Pintou as paredes de amarelo e o chão de azul. Desenhou e cortou a porta no meio do quarto e as janelas. Mas quando a escola mandou para casa, ela já veio contando que precisava de duas caixas de suco para fazer o guarda-roupa e a caixa de brinquedos e acessórios. E então começamos a reforma do ambiente. E a ideia da maquete é muito legal. Não lembro de ter feito este tipo de projeto na escola. 
Ao invés da caixa de suco, que não tínhamos em casa, recortei e adaptei uma caixa de perfume. E pelo formato, ele abre de uma forma bem simples e prática para o guarda-roupas.
Depois usamos uma caixa de barras de cereal para refazer a cama e a caixa de suco que era a cama cortamos para fazer a caixa de brinquedos e acessórios. Tudo foi colado com cola branca e fiz alguns reforços com papel de rascunho (tipo sulfite) e fitas adesivas.
Substituí a banheira de palitinhos de sorvete, por este pote de iogurte. A base de palitinhos, só mudamos de lugar como moldura já que estava bem certinho.
Todas as pinturas foram feitas com tinta guache. E cada móvel ficou com uma cor diferente. Uma nova demão de marrom na porta, uma de azul na banheira.
E foi tão divertido que não paramos por aí. Um algodão para fazer um travesseiro e uma velha meia furada sem par virou a capa do travesseiro e um saco de dormir como colcha. E de repente, era um quarto completo para a Polly, seus acessórios e suas roupas.
E o segundo projeto foi um marcador de página. Quando fui buscar na escola mostrou um marcador de página escrito PAN-UNI. Eu não entendi nada e perguntei o que era. Ela explicou que a amiga usou um pedaço de papel que sobrou da atividade do livro para cortar e fazer um marcador de página, que Pan Uni era um panda com chifre de unicórnio. Não tem certo nem errado nisso, mas eu falei que era melhor chamar de unipanda, assim como tem o unigato. Fica mais fácil de entender. Mas ela preferiu riscar e escrever por cima. Como eu não queria que ela desistisse de ter marcadores de páginas feito por ela com as amigas sugeri incrementar quando chegasse em casa.
Não foi uma crítica inteligente de minha parte, foi bem inocente na verdade. E ela resolveu cortar a borda e dobrar. Estava ficando cada vez pior. Então peguei um pedaço de uma placa de papel cartão e colei o que sobrou do marcador. Quando a cola secou, vim com a tinta para pintar onde estava escrito de preto, como se fosse a mancha da barriga do panda. E ela resolveu refazer todas as pinturas com o guache, inclusive a borda. Tentei ajudar a fazer o contorno, ensinei a usar só a ponta do pincel para ter mais precisão e até misturamos as tintas para dar as cores que queria.
Para finalizar, fizemos o escrito com cola colorida com glitter. E glitter nunca é demais. O resultado ficou bom o suficiente para o estado que estava antes.
O único problema é que eu não posso garantir que não venha a borrar a página do livro já que usamos tinta e cola colorida. Por isso, não incentivei a usar.

Temos muita coisa em casa, e gosto que faça os seus projetos. Não consigo fazer todos os projetos que ela idealiza. Além destes, criou coragem para fazer pulseiras com o kit que ganhou da amiga no aniversário e aos poucos estamos tentando planejar os próximos projetos. Voltou a desenhar e forma criativa, que já não vinha fazendo e está curiosa com o que tem guardado sem usar. Este fim de ano promete muitas realizações.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Livros Infantis Fase 0 - Bebês

Já faz tempo que eu quero vir contar sobre os tipos de livros que fazem sucesso em cada fase de aprendizagem para as crianças. Sempre tive muitos livros em casa e pude aproveitar bastante em cada fase das crianças.
Vou tentar fazer na ordem, considerando a experiência das duas. Da mais velha foi mais empírico, mas com a mais nova foi bem mais fácil.

A primeira fase, dos bebês que ainda estão aprendendo a sentar, folhear livros pode ser muito desajeitado, mas é uma boa forma de iniciar o contato. É uma fase que contar histórias ainda é prematuro, cantar musiquinhas tem uma efeito bem melhor. Você também pode por para tocar, mas percebo que cantar tem todo um significado entre a voz conhecida dos pais e o bebê.
Nesta fase, o que funciona melhor são os livros de banho. Ganhamos muitos, e ainda tinha guardado os da mais velha para a mais nova usar. Estes livros são emborrachados, pode molhar, pode por na boca, pode dobrar a página e pode até tentar rasgar que não é fácil. A maioria não tem propriamente uma história, são imagens e algumas vezes está escrito quem são os bichinhos, ou as frutas, coisas assim. Dependendo do conteúdo dá pra estender bastante o uso, trabalhar cores, formas e até um primeiro contato com a leitura.

Mas a outra coisa positiva destes livros são os estímulos sensoriais. 
Este da esquerda, em cima, tem uma espécie de buzina no peixinho da capa. Apertando a bolinha, faz barulho.
Já este da baleia ao lado, entra água e depois você espirra. Veio com uma baleia de borracha para brincar no banho que também funciona para espirrar água. Esta baleia foi muito usada, mas não temos mais.
Na linha de baixo, o do coelhinho tem números, e relaciona o alimento dos animais. E o da patinha e a rã, também veio com os bichinhos de borracha que dá pra brincar no banho e você pode usar para encenar a história.
Estes dois últimos também têm os seus estímulos. O da tartaruga tem uma espécie de chocalho na capa que faz um barulhinho quando balança. E o dos bichinhos de jardim tem esta alça para prender no carrinho e no bebê conforto que dá pra balançar, bater, puxar...

As meninas brincaram bastante com eles. Com o tempo começar a se desinteressar, mas sempre que lembram e pegam pra brincar é uma alegria. 
Eu acho que eu tenho muitos, não precisava de tantos. Dois já são suficientes. Mas destes eu só comprei um, todos os outros, ganhamos. 

Na nossa rotina, estes livros são práticos para carregar na bolsa, para levar para a escola, para distrair no carro, para distrair ao trocar a fralda... Só não recomendo na hora das refeições. Se acostumar a comer com distração é um hábito difícil de tirar depois.

Aos poucos estou me desfazendo e passando pra frente. Escolas e creches aproveitam bastante estes livros se puderem receber doações.

Vejo muitos pais comprando livros para bebês e esquecendo que eles põem na boca, rasgam, e não querem que você leia a história, querem manusear. Há tempo para tudo. Não tenha pressa. Depois de um ano, a criança já consegue manter a atenção um pouco mais de tempo e é capaz de acompanhar algumas histórias curtas, também manuseando, virando a página e apontando os personagens.

domingo, 18 de novembro de 2018

Leia para uma Criança

O banco Itaú começou com um projeto chamado Leia para uma Criança que dentre outras ações, distribui uma coleção por ano a quem solicitar no site.
Esse projeto tem divulgação em rádio, televisão e em mídia impressa.
Os livros da coleção (em geral 2) não são muito conhecidos, mas são criteriosamente selecionados.
A arte gráfica e a qualidade final do material são excelentes. E as histórias são bastante adequadas para os menores que ainda não sabem ler, mas gostam de manipular e acompanhar pelas figuras.
Eu venho solicitando e recebendo desde 2011. Já li alguns para a minha sobrinha, mas também estou deixando acessível para minha pequena leitora. Por sinal, já comprei vários livros para ela. Tanto livros para a criança manipular sozinha quanto os livros que irá usar futuramente em pesquisas.

Durante a fase de primeiros passos, o mais recomendável são livros de banho, de pano e de papelão bem grosso. Praticamente sem texto, apenas ilustrações. Eu ganhei alguns livros deste tipo enquanto estava grávida e a maioria ainda faz sucesso. Vou comentar alguns destes livros em breve. Desta fase, o único livro que comprei foi um de trator. Todos os demais foram presentes.

Aos poucos, estamos introduzindo livros com bastante figuras e frases curtas, com poucas frases por página, alguns inclusive em verso. Nesta categoria de livros também ganhamos muitos. Tem algumas variações com livros com pop-up, livros com textura, livros com abas que abrem. Aos poucos, a criança começa a querer não só manipular, mas também ouvir a história. Muitas vezes ao colo, quer que conte a história enquanto ela passa as páginas.

Em um momento seguinte, cabe as coleções de livros antes de dormir. No pré-alfabetização temos livros do tipo escreve e apaga. E depois podemos entrar com livros de aprendizado, como por exemplo os de caligrafia. 

Temos um pouco de tudo isso em casa. E muita história para contar.

Os livros da Coleção Itaú são ainda um pouco depois: a criança acompanha as figuras e vai passando as páginas e um adulto vai lendo a história mas os textos começam a ser um pouco mais longos. O material é mais delicado e as histórias tem um pouco mais de conteúdo. Acredito que, se não for extenuamente contado até a criança decorar, pode também ser lido pela criança logo que estiver aprendendo a ler.

Em 2011, os títulos foram "Chapeuzinho Amarelo", "Adivinha quanto Te Amo" e "Festa no Céu".
Em 2012, os títulos foram "Lino", "Poesia na Varanda" e "O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado".
Em 2013, os títulos foram "O Mundo Inteiro" e "E o Dente Ainda Doía".
Em 2014, os títulos foram "Papai!" e "Gato pra Cá, Rato pra Lá".
Em 2015, os títulos foram "Dorme, Menino, Dorme" e "Tatu-Balão".
Em 2016, os títulos foram "Poeminhas da Terra" e "Selou & Maya".
Em 2017 perdi o prazo para solicitar os livros. Os títulos foram "Em Cima Daquela Serra" e "O Menino Azul".
Em 2018, os títulos foram "Quero Colo" e "Pedro Vira Porco Espinho".

Em 2018 também comecei a assinar o Leiturinha. E com isso, mais uma leva de livros para as meninas, agora marcando as fases de bebê e de criança. Estes, a assinatura que escolhi são 2 títulos por mês, num pacote semestral. E recebo um livro e um brinde para cada criança.

Vou usar esta base como índice e venho comentar um pouco sobre cada uma destas experiências.

domingo, 4 de março de 2018

Coisas que Não nos Falam sobre a Amamentação

Estou para falar disso faz muito tempo. Vou tentar desmistificar alguns pontos, mas nada é absoluto.

Amamentar dói. Na maioria das pessoas dói mesmo, mas depois que o bebê aprende a sugar, dá pra ele mamar sem machucar. Mas será que o seu bebê vai aprender? Não sei. Alguns acham divertido chupar a pontinha e fazem questão de machucar sem saber.

Quem amamenta perde peso rapidinho. Claro que amamentar ajuda a perder o peso da gravidez, mas isso não quer dizer emagrecer. Você continua um pouco inchada e a barriga fica pelancuda, não tem jeito. Algumas recuperam mais rápido e outras não recuperam nunca. Mas durante a amamentação também precisa caprichar na alimentação. Então muitas vezes, você continua engordando.

Não dê mamadeira, tem que dar na colherzinha. Conheço gente que não deu mamadeira para os filhos e conheço gente que usava a mamadeira com o leite materno. Não tem uma resposta correta. Pode ser que a mamadeira seja usada por pouco tempo ou pode ser que a criança use até os 9 anos. Não é porque ela aprendeu a usar a mamadeira que vai parar de mamar o leite materno. Às vezes acontece. Já viu o tempo que demora e a sujeira que faz dar na colherzinha? Não acho a melhor opção.

Se a criança não suga o peito o leite não desce. Também não é verdade. Às vezes acontece e você já tem a quem culpar, mas não dá pra saber porque o leite não desceu. Vi muitas mães tirarem o leite para ser oferecido aos bebês na uti neonatal. Todos os bebês que estavam lá não estavam sugando na mãe e o leite havia descido em várias delas.

Bebê precisa de leite de verdade, não leite de fórmula. Então o leite de vaca também não é de verdade, convenhamos. Existem muitos motivos para uma mãe não amamentar e nem todos são torpes. Se precisar parar com o leite materno, o leite de fórmula é bastante recomendado pelos pediatras porque ele é mais parecido com o leite materno do que o leite de vaca. Leite de vaca com fubá que todo mundo tomava na mamadeira antigamente faz a criança ganhar peso e crescer, mas não quer dizer que ela receba os nutrientes e vitaminas que precisa. Verifique sempre com o pediatra o que pode ser feito. Ganhar peso não é tudo.

Assim como estas verdades, existem muitas outras. Depois trago outra lista de verdades para ser contestada.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que Eu Uso: Elian

Eu não estou ganhando nada para fazer esta divulgação, mas não havia como não fazer. Todos os produtos descritos ou exibidos foram adquiridos através de pagamento. Eu já experimentei comprar várias marcas de roupas para criança, mas quando eu avalio o custo e o benefício, considerando o pouco tempo que a criança usa cada roupa e a quantidade de vezes que temos que lavar, não tem como dizer que é tudo igual.
Ainda que a diferença de preço seja pequena, a durabilidade das peças varia bastante. Se considerar que a durabilidade seja igual, o preço tende a ser muito menor. E as roupas não são tortinhas, as estampas não são genéricas demais e mal acabadas.
A primeira vez que vi esta marca foram roupas adquiridas de um distribuidor. A pessoa me mostrou 5 ou seis conjuntos e escolhi 3 para comprar. Comprei um vestido e dois conjuntos de legging com bata. O conjunto mais caro foi 48 reais, o vestido e o outro conjunto foi perto de 30 reais cada. Comprei estas roupas tamanho 1. Achei que tinha as fotos, mas não estou achando. 
Depois de usar umas duas vezes, comparando com as outras roupas de outras marcas, percebi que foi uma ótima escolha. 
Então comecei a ficar mais atenta a produtos desta marca nas lojas, sejam lojas físicas ou virtuais. E encontrei algumas promoções muito interessantes. O único problema destas compras em lojas virtuais e principalmente de comprar em promoção é que geralmente são peças de estação invertida e demoram pra chegar, então preciso comprar um número maior e deixar guardado correndo o risco de não chegar a usar. Pelo menos enquanto as crianças são menores. Depois que começa a crescer mais devagar tem mais chance de aproveitar.
Demorei bastante para encontrar novamente a marca e depois desta primeira experiência positiva voltei a comprar roupas de inverno tamanho 3. Esses dois conjuntos foram pouco usados, mas estiveram disponíveis nos momentos que mais precisei. O vestido foi 50 reais e o conjunto 53 reais. Não encontrei tantas ofertas assim, mas pela qualidade dos produtos, acho que a compra valeu. O vestido foi usado em um casamento. A meia e o casaqueto usei com outros vestidos também. Este conjunto do vestido e do casaqueto são as roupas que minha filha está usando em duas das melhores fotos que temos.
O conjunto do casaco com a calça usou menos vezes. Tanto a calça como o casaco são flanelados por dentro. Mas ela alcançou este tamanho em um ano que não fez muito frio. Quando resolveu esfriar, já não cabia mais. Usou muito pouco e já perdeu.

Na mesma época, também procurei para comprar as roupas de verão tamanho 3. A primeira compra foi um vestido e um conjuntinho sem manga. O conjunto usou bastante, mas o vestido usou pouco. O conjunto consegui tirar uma foto, tem dois laços que ficam do lado na blusa e um botão de pressão para fechar atrás. A calça corsário está mais para uma bermudinha. É bem confortável para os dias de calor. E do mesmo estilo de roupinhas que eu havia comprado da primeira vez. A blusa mais comprida e larguinha dá uma sensação de vestido. E a bermuda é sempre estampada. O vestido é de malha com estampa do Snoopy. Tem um corte reto sem manga e uma faixa de amarrar na cintura. O vestido eu não consegui fotografar. Infelizmente usou muito pouco e já perdeu. Ambos custaram 26 reais cada.

Meses depois comprei mais alguns conjuntos, todos de uma malha muito gostosa e estampas bonitinhas.  Este macaquinho é bem fresquinho, mas ela reclamava um pouco para usar. Depois caiu no gosto e não queria tirar. O tecido contém elastano e ele tem bolsos laterais no short. É bem confortável. Não tem botões ou zíper. Veste pelo pé.
Desde a primeira compra, gostei de conjuntos de calça corsário com blusinha tipo bata que veste mais confortável para menina. Eu me confundi com o tamanho e acabei comprando dois conjuntos iguais em cores diferentes. Era pra ser um 3 e um 4, mas os dois são tamanho 3. Achei um charme o detalhe da dobra na manga com um botão de enfeite. A blusa também tem um babado na barra e é um pouco mais comprida que uma camiseta. A calça tem estampa de maçãs e também está mais para uma bermudinha de cotton. As maças também estampam a blusa. Cada um destes 3 primeiros custou 30 reais. Veja que por serem muitos do mesmo tamanho, acabava não usando muito. Eu realmente comprei errado.
E o quarto conjunto desta compra é tamanho 4. A blusa tem uma prega atrás com um laço que deixa ela mais solta e também um detalhe com sobreposição nas mangas. A bermuda tem a mesma estampa do macaquinho e é o mesmo estilo das outras. Escolhi em vermelho porque não gosto de ficar apenas no rosa e tento variar um pouco em cores e estampas. Este conjunto foi um pouco mais caro e paguei 35 reais. Usou bastante e ainda está usando, mesmo estando mais certinho. 

Depois de reduzir e controlar mais as compras, não havia adquirido nada. Mas como criança cresce de repente, peguei uma promoção em que cada conjunto de moleton custou pouco mais de 50 reais. Não achei tão caro. E foram muito mais que aprovados, foram comemorados. Passei para frente os poucos conjuntos que ainda tinha tamanhos 2 e 3 e estávamos usando estes e mais dois, tamanho 4. Existe uma diferença na modelagem já que apesar de serem tamanho 4 são tamanhos diferentes. Então os da outra marca ficaram curtos, mas estes da Elian ainda consegue usar. Pela primeira vez minha filha está participando das escolhas das estampas e das cores. Agora que aceita casacos que passem pela cabeça, ao invés de só usar os abertos na frente, ela ajudou a escolher um com capuz e outro sem. Novamente tentei fugir um pouco do apenas rosa.  Por isso o de tênis é rosa claro com rosa escuro, mas o de estrelas tem a calça preta e a blusa num tom avermelhado. Por incrível que pareça, esse de estrelas é o preferido.
Quando fui completar com as blusas de manga comprida, acabei encontrando esta em cotton com a estampa na frente. Como já havia escolhido uma em amarelo, acabei pegando esta em rosa. Como ela veste mais certinho, acabou perdendo logo. Não fica confortável escapando na barriga. Apesar de ser tamanho 4 também já passei pra frente. E esta foi nossa coleção de inverno 2016 e 2017.

O maior ponto negativo que eu vejo são os pontos de venda. A marca Elian não tem loja própria que eu conheça, mas está presente em muitas lojas físicas. Na maioria das vezes eu compro pela internet o fim da coleção em sites de ofertas. Neste caso compro tamanhos maiores para usar no ano seguinte. E algumas vezes foi difícil encontrar as numerações que precisava. Veja que comprei bastante roupas tamanho 3 mas não tenho conseguido comprar nos outros tamanhos.
Como disse, pelo preço que venho pagando nas peças, a qualidade do produto é impressionante. Ainda preferia mais variações nas cores das peças e nas estampas. As mensagens que vêm escritas são inocentes, mas a criança geralmente não sabe o que está escrito. É importante atentar se não está passando a mensagem errada.

De certa forma reconheço que estou fazendo propaganda gratuita, mas lembro como foi difícil confiar nas compras que fazia e acabei escolhendo as minhas preferidas. Como esta marca, têm outras. Vou trazer mais algumas aqui também. Não pretendo fazer propaganda negativa embora algumas marcas eu desaconselhe. Mas é uma opinião pessoal. Se eu não me preocupasse de gastar um valor justo provavelmente indicaria ainda outras marcas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Reconhecendo o que Eu Preciso Tirar da Minha Vida

Já faz um tempo que estou preparando material a respeito das minhas escolhas. Já contei algumas experiências como consumidora. Infelizmente não tenho muito tempo para trabalhar todas as ideias, mas algumas tento vir contar.
Uma amiga virtual me indicou um "clube de compras coletivas" que na verdade é um portal de ponta de estoque para produtos infantis. Mesmo com a curta duração das campanhas, sempre haviam opções de produtos. 
Felizmente não precisei comprar muitas coisas no primeiro ano de vida da minha filha: aproveitei as roupas que não cabiam mais na minha sobrinha e em outras crianças da família. Mas o que mais me atraiu foi a possibilidade de conhecer produtos a baixo custo. Praticamente todas as marcas eram novidades para mim, uma mãe de primeira viagem. Algumas eu aprovei e outras nem tanto. Depois de um tempo, conhecendo melhor, passei a aproveitar as ofertas sempre que me conviesse. E foram várias compras, algumas vezes cheguei a fazer uma por mês. 
A minha primeira compra foi em 2013. Como o portal era novo, a primeira vez que tive problemas e senti a frustração de não receber o produto que eu gostaria de comprar fiquei por uns dias chateada, saí para procurar o mesmo produto em outros lugares, mas claro que não achei. Fiquei um tempo sem comprar lá. Mas precisei de uma mochila nova em setembro. Como não era época de material escolar, tive dificuldade em achar opções. A maioria estava mais caro do que eu pretendia gastar. Então novamente me vi comprando pela internet um produto fora de catálogo em promoção que eu deixaria guardado para a época que precisasse. Peguei promoção que tive 60% de desconto. Mas não é certeza de pegar promoções tão boas. 
E então voltei a ter problemas com as compras neste portal. Acionei o serviço de atendimento para tentar devolver e não obtive retorno dentro do prazo. Chegou um momento que eu desisti. Usei o produto como estava. 
Depois voltei a ter problemas numa outra ocasião de cancelarem o meu pedido. Ok, o valor foi estornado no cartão, mas eu não tive como adquirir o produto em nenhum outro lugar.
Como podem ver, acreditei que eram problemas transitórios e que seriam corrigidos. Cheguei a responder as pesquisas de satisfação e enviar reclamação no serviço de atendimento no próprio site e não fui bem atendida em nenhum momento. 
Esta semana percebi que era o momento de dizer tchau. Sim, porque paciência tem limite e eu preciso gastar o meu tempo com o que me faz bem. 
Fico satisfeita de dizer que a maioria dos produtos que vim a gostar, conheci com despretensiosas compras neste site. Mas tenho outras opções de sites que oferecem os mesmos tipos de produtos e as mesmas marcas. Muitas vezes não com um preço tão bom, mas é o custo da segurança e da tranquilidade de ser bem tratado.
Alguns produtos que se esgotaram eu tinha esperança de conseguir comprar em outra campanha, mas muitas vezes os produtos e as marcas não voltam. Enquanto que outros que não me interessam estão sempre por lá.
De forma alguma eu penso que o problema é exclusivamente deste ou daquele site. Quando eu decidi que controlaria mais as minhas compras, não foi esforço nenhum deixar de passear em lojas. Nunca tive este hábito. Também abri mão da fidelidade em cartões e por isso compro cada vez menos na internet. Mas controlar as compras pela internet requer um pouco mais de trabalho. Eu vou ajustando as necessidades com as oportunidades. Nestes tipos de site, os preços são muito bons, mas duram apenas poucos dias. Demoram cerca de 20 dias para chegar, então não adianta deixar para comprar só quando está precisando. Compensa comprar antes e deixar guardado. Vejam que eu estava acompanhando quase que diariamente as ofertas, comprando produtos para deixar guardado que eventualmente nem chegaria a usar. Além disso tinha que acompanhar os pedidos, prazos de entrega por vários dias, às vezes mais de um mês. Isso tudo é quando está tudo certo, por que se tem algum problema, ainda precisa acompanhar os emails, entrar em contato com o atendimento, remeter para devolução, aguardar o estorno, ligar para o banco e de novo para o atendimento... Coisas desse tipo e tantas outras.
A minha proposta não é fazer propaganda negativa, mas contar como chegou um momento em que precisei me desapegar das facilidades que nos trazem transtornos. Um site que oferece produtos ponta de estoque é muito bom, principalmente para quem não mora num grande centro que oferece opções de compras de produtos de baixo custo ou direto ao fabricante. A sensação de ficar suplicando pelo direito de comprar um produto e pagar por ele é ridícula. Prefiro viver sem ela. Vou me adaptar, vou tentar conhecer outras opções. No valor que eu tentei gastar com 2 pares de tênis, acabei comprando um só na loja física. Mas paciência, pude experimentar e sei que vou usar.
E em 05 de dezembro de 2016, confirmando o estorno no cartão de crédito para um pedido cancelado, estou cancelando a minha conta no Dinda. Sinceramente, não recomendo a dor de cabeça.
Estou assumindo gastar um pouco mais para tirar da minha vida esse tanto de preocupações. E recomendo avaliar se estes ganhos financeiros são ganhos reais diante da preciosidade que é o nosso tempo.
Eu preferi escrever desta forma porque a minha decisão está na experiência com o portal, e não um atendimento pontual. Mas posso escrever no formato anterior se for de interesse. Se quiser saber sobre as escolhas que deram certo, tenho alguns rascunhos que pretendo trabalhar melhor antes de publicar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sobre a Educação Consumista e a Educação Minimalista

Não quero defender o que é certo e o que é o errado. Eu sei como foi a educação que eu recebi e eu sei o que eu vejo que está dando certo na educação que tentamos passar aos filhos.
Foram vários os motivos que me fizeram repensar o que eu estava fazendo da minha vida. Ao descobrir que eu teria um filho eu quis repensar sobre o que eu queria passar para ele. E de tudo que eu recebi dos meus pais, eu aprendi muita coisa: seja como exemplo ou como contra-exemplo.
Ás vezes eu tenho medo de ser dura demais com ela e esperar que entenda o que eu estou passando. Sei que muitas vezes é necessário dizer não e apesar de tentar não privar de nada, quero que entenda o real valor de ter as coisas, não encare objetos como símbolos de status e nem queira ter por que fulano tem. 
Em geral, é uma criança que entra numa loja de brinquedo, vê tudo, brinca o quanto pode e quando chamo para ir embora ela aceita, não chora nem fica pedindo a loja inteira. Também não é uma criança que pede as coisas sempre que sai de casa e associa um passeio a um presente. Mas isso é a maior parte das vezes, não é sempre.
Desde pequena converso sobre os brinquedos e roupas que estou tirando para doar para outras pessoas. Faço ela entregar a sacola na escola, na igreja ou até para a prima que vai usar as roupas que eram dela. Faço questão que saiba que suas roupas e brinquedos podem não vir de lojas, mas dos armários de outras pessoas.
Outro dia percebi que ficou preocupada com o que teria que descartar para poder pedir outro brinquedo, mas conversei que não era o momento de pensar nisso. Eu dou presentes no natal, no aniversário, no dia das crianças e em qualquer outra data que me der vontade, mas eu também converso sempre sobre querer, ganhar, cuidar, guardar e ter. O valor ela não tem noção, mas varia com a situação, com o comportamento e com uma série de coisas. Também não quero que ela associe com o comportamento unicamente para se sentir sempre recompensada pelo esforço, mas também entender que algumas vezes não depende dela, mas da situação dos pais.
A minha grande preocupação é não saber cuidar dos brinquedos e quebrar. Quero que entenda que podemos transformar muitas coisas em brinquedos. Quero que saiba brincar com brinquedos de meninas e de meninos. Quero que ela não lembre que dá pra usar o telefone para se divertir ou que sempre pode se distrair com a televisão. Não gosto quando tem outras crianças por perto e ela pede para guardar os brinquedos. Falo que sempre tem que oferecer algum brinquedo para poder pedir outro emprestado. E mesmo tendo sempre um caderninho e um lápis a mão, não entrego para ela se estivermos num lugar que ela possa conviver com outras pessoas. O mais incrível é que parece que ela entende isso. E não me dá trabalho na maioria das vezes.
É muita responsabilidade esperar que uma criança tome esse tipo de decisão, mas procuro sempre perguntar para ela antes de separar alguma coisa. Oriento sobre brinquedos do mesmo tipo e peço que escolha. Algumas vezes tiramos foto para guardar de recordação. 
Um aspecto muito importante é saber comemorar as vitórias e repreender quando não há outra possibilidade. E assim vamos trabalhando pela auto estima desta criança. Felizmente encontrei muitas soluções com poucas tentativas. Parece que falamos a mesma língua e na maioria das vezes vejo que reage muito bem às minhas intervenções. Não tem um certo e um errado. Conforme vejo que ela tem discernimento sobre o que está acontecendo e quais são as opções, estimulo para que ela tenha a liberdade de avaliar e tomar a decisão. Vamos conversando sobre os aspectos para não ser uma loteria. Se for uma questão de sorte, não existe discernimento. Esse tipo de decisão funciona em pouquíssimos casos. Então resolvo por mim ou adio a tomada de decisão. Se eu não for passando essa decisão pra ela aos poucos ela não vai estar preparada para o que vai ter que encarar. Por isso preciso começar desde já com os brinquedos e os objetos pessoais.
E sendo assim, não espero que ela seja minimalista, poderia ser, mas não espero. Penso que vivenciar ter e reduzir é mais fácil do que não ter e querer viver com pouco. Então explico que é importante valorizar o que tem e aproveitar a vida. O que eu controlo são os excessos. Pode ter, mas não todos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desafio 100 Resumo da 33ª Semana

Primeiro me desculpe por ter errado na contagem. Publiquei na semana passada como sendo a 32 e 33 Semanas mas era a 31 e 32. A 33ª Semana foi de 13 a 19 de agosto e todas as leituras concluídas ocorreram no mesmo dia. Como para o desafio só vale 1 livro de ilustrações por mês a contagem vai ficar meio torta. É que eu leio muitos livros para a minha filha, praticamente todo dia. Mas eu só conto como minha leitura a primeira vez que leio. E dia 15 eu li 3. Então vão entrar na minha lista de leitura, mas não vai entrar no desafio.

Os Crimes ABC é mais um romance da Agatha Christie com o detetive Poirot. Trata-se de um tipo de assassino serial que utiliza um guia de trens ABC como assinatura para o crime, escolhe cidades que iniciem com a letra do alfabeto (em ordem sequencial) e pessoas cujas iniciais são com a mesma letra da cidade. E ainda anuncia o local e a data para Poirot através de uma carta. Desta vez eu tinha um bom chute para o assassino. Acho que estou começando a pegar o jeito. Li entre 10 e 15 de agosto e avaliei com 4 estrelas.

E o Dente Ainda Doía da autora Ana Terra é uma linda estorinha de um jacaré com dor de dente que recebe dicas dos outros animais para fazer seu dente parar de doer. Os versinhos são muito engraçados e perfeitos para a fase de aprendizado e desenvolvimento da minha filha que começa a aprender a contar.Li dia 15/08 e avaliei com 5 estrelas.

Gato pra Cá, Rato pra Lá da autora Sylvia Orthof tem ilustrações do gato e do rato vagando pela noite. Também li no dia 15 e avaliei com 5 estrelas.

Papai! é do francês Philipe Corentin representa a cena típica da criança que vai dormir e tem pesadelo e acha que tem um monstro na sua cama. Até aí, nada de novo, mas considerando que o monstro também é uma criança que está dormindo em sua cama e teve um pesadelo... Foi muito criativo, mas não gostei tanto assim. Li dia 15 e avaliei com 4 estrelas.

Santuário, eu havia esquecido de contar, é o quarto livro da série Desaparecidos da Meg Cabot. Como já tive que reler o primeiro para conseguir ler o segundo estou tentando emendar uma leitura na outra até terminar a série. Neste volume a Jessica está mais controlada e praticamente tudo ocorre num fim de semana. A reviravolta do final foi um pouco surpreendente. Li entre 16 e 17 de agosto e avaliei com 4 estrelas.

Acreditem, não está sendo fácil, mas pelo menos desta vez, estou colocando o resumo na data certa. Na semana que vem pode ser que eu não termine nada, li pouco mais de 20 páginas entre segunda e quarta além de Santuário. Pela contagem do desafio estaria em 77, mas na minha contagem oficial já está em 79.