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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The OC: O Forasteiro

Eu não era tão adolescente assim quando a série The O.C. estreou. Mas lembro que assisti quase tudo. Uma das coisas que eu mais gostava era a paisagem. Como aquele lugar de cenário é lindo. De fato, parece um paraíso. E a trilha sonora seguia um estilo diferente. Eram muitas bandas que estavam começando e a série lançava a tendência. Ainda tenho vontade de conhecer a Califórnia, e se possível, Orange Country, antes que suma do mapa. Enquanto não tenho oportunidade ($), matei a saudade assistindo alguns episódios antigos e lendo este livro. A música Califórnia (Phantom Planet) embala a abertura da série e recheia de lembranças das paisagens maravilhosas. Eu quase as vejo novamente ouvindo a música.
Não foi o livro que deu origem à série de TV, foi a série que deu origem ao livro. O livro narra os três primeiros episódios da série. Desconheço que tenha outros livros com o resto da história da série.
A história é sobre um garoto Ryan de 16 anos (!) que é pego com o irmão (Trey) roubando um carro. E então, um defensor público (Sandy) resolve ajudar um pouco mais e acaba por adotar esse garoto. Bom, tem muito mais coisa nisso, a mãe o expulsa de casa, ele fica amigo do filho do Sandy, se apaixona pela vizinha. Ah, parece contos de fadas, isso não acontece... Realmente, não acho que isso aconteça com facilidade, mas admirei a forma como foram tratados os assuntos comuns dos adolescentes: escola, namoros, festas, família, drogas, sexo etc. O tempo todo eles expõem o contraste do paraíso (Orange Country) e o inferno do subúrbio em Chino.
O melhor do livro, é que tem várias frases não ditas, quer dizer, no livro têm os pensamentos e os conflitos que estão na cabeça dos personagens e que na série não são ditos. Claro que a maioria a gente imagina, mas é diferente. No livro é bem mais específico. Principalmente por que no início da série ainda não conhecemos muito dos personagens, mas já tem um monte de frases não ditas.
Passei a odiar menos a Marissa, típica garota que tem tudo mas quer fugir.
A linguagem é super simples. Como eu já conhecia a série, mais parecia que eu estava relendo um livro. Senti falta da continuação.
Este foi o quarto livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Ligi. Obrigada e espero poder retribuir.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Gossip Girl - O Início

Não tem como falar desse livro sem lembrar: "Você Sabe que Me Ama". Eu achava que essa era uma frase da Serena, mas como a GG diz, eles não seriam quem são e ela não teria por que escrever se eles não fossem os queridinhos de Manhattan. Então a conclusão que cheguei é que essa frase é de todos os personagens e muitíssimo usada pelo trio mais do que especial do triângulo amoroso. A proposta do volume 12, O Início, é explicar como tudo começou. E não é que explica mesmo! Ao mesmo tempo, é uma história completa que não depende de ter lido os outros volumes para entender os rolos e conhecer melhor os personagens, já que eles estão sendo apresentados aos poucos. Entretanto, NÃO deve ser lido antes do volume 01, "As Delícias da Fofoca", senão não tem a menor graça ler os outros livros... Por mais entediante que possa parecer ler os 12 livros, façam isso, sem pular e na ordem.
A leitura é muito leve e flui muito rápido. Tem vários comentários maldoso, bastante intrigas e os personagens nunca se abrem de fato. São pessoas inseridas em um meio polêmico e que agem e reagem a esse meio. São adolescentes cheios de malícias e de vícios e praticamente sem nenhuma supervisão dos pais ou professores. É impressionante a liberdade que possuem para suas escolhas. São riquinhos mimados que querem aparecer, chamar a atenção e criar referências. Não sentem culpa ou remorso. A grande maioria deles só pensa em si mesmo.
Você já se perguntou por que eles fumam tanto? Por que Serena foi para o internato? Por que Vanessa raspa o cabelo? Por que Dan vive à base de Folgers (isso é horrível, gente, acredite!) e cigarros e o pai não liga a mínima? E por que o Nate vive chapado e não se decide entre Blair e Serena? Por que Blair pensa que sua vida é um drama e não supera a separação dos pais?
A série de TV é bastante diferente: a Vanessa tem cabelo (e é lindo!), não se veste só de preto, a Blair não é obcecada pelo Nate, tem até uma relação de amor e ódio pelo Chuck (urgh!) e o Dan, bom, ele é limpinho, não tem o cabelo seboso e pegajoso e até é mais maduro.
Tá, confesso que os da série de TV são meus queridinhos. Mas é diferente. Os personagens foram inspirados nos dos livros mas se tornaram independentes rapidamente. A contagem do tempo também é diferente, Se eu não perdi a conta, os 11 livros contam 2 anos e meio desta turma, o que dá aproximadamente 3 meses por livro.
Eu ainda continuei lendo It Girl. Depois tem a série The Carlyles que eu não sei se vai muito longe e pode ter algo sobre a mãe da Serena com o pai do Dan na adolescência, não sei o que a autora achou da tentativa de série. Mas ainda tenho muita coisa pela frente. Uma pena que os livros sejam tão caros.
O maior impacto negativo nos livros e que na série de TV foi amenizado é a obsessão por fumar. Já foi moda. Ainda é comum entre adolescentes, mas a forma descrita é impressionante. Será que não devia ser proibido para menores a leitura desses livros? Não sei o quanto impressiona.
Bom, achei que neste livro, muitas daquelas perguntas que coloquei foram respondidas. E muito do comportamento desses jovens pareceu ser justificado. Resta torcer para que esta história não acabe por aqui, seja nos livros ou na série. E cada uma com seu devido charme.