Mostrando postagens com marcador quarentena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quarentena. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

O que Eu Aprendi com a Quarentena 2

 A questão dos estoques e tentar ser minimalista eu contei na primeira entrada desta série. Desta vez quero falar sobre rotina saudável.

A convivência intensa da família em um ambiente restrito foi a causa de muitos pedidos de divórcio. A dificuldade de convivência também foram motivo para várias outras situações críticas e preocupantes das famílias durante a quarentena. Mas de tudo é possível tirar o melhor proveito. 

Caracteristicamente sempre tivemos preferência por passar os fins de semana em casa, ou ficarmos muitos juntos. Deixar de visitar parentes, ir ou fazer festa, sair para compromissos sociais fez falta nas nossas vidas. Mas sabíamos aproveitar também momentos em casa, fazendo um bolo, assistindo um filme ou fazendo um piquenique. 

Alguns anos atrás, abrimos mão de ter uma pessoa para auxiliar na limpeza e organização da casa. Então foi fácil a adaptação para realizar todas as tarefas sozinhos, mas ainda assim controlamos qualquer expectativa de receber algum serviço de instalação e manutenção que não pudesse ser realizado por nós mesmos. E por isso investimos em ferramentas e materiais.

E a outra grande coisa que passamos a fazer é cuidar mais do nosso ambiente de todo dia, a nossa casa. Organizar e redecorar foi a nossa forma de tornar o ambiente mais agradável. Permitiu ter espaço para trabalhar, para assistir aula, para brincar de patinete e tantas outras brincadeiras que antes parecia não ter espaço. 

Também aprendemos a fazer os nossos brinquedos, ou as nossas brincadeiras. Algo que antes eram meros projetos que talvez não chegassem a ser colocados em prática, tivemos tempo de repensar e fazer. Mas olha, não fizemos nada substancial, apenas o que era possível para completar o que já tínhamos antes. E mesmo assim as crianças brincaram muito com os seus brinquedos sem enjoar e pudemos separar os brinquedos que não querem mais.

Por fim, a rotina de horários, inclusive de horários para brincar, para estudar, para tomar banho, para a televisão e para arrumar a bagunça já vinha sendo instituída e foi mais valorizada com esta quarentena.

Mas não se engane, mesmo tendo a obrigação de ficar mais tempo em casa, continuo com muitos projetos atrasados em casa. Continuo tendo muita bagunça e minha casa está longe de parecer o ambiente mais amigável de se estar. Temos alguns espaços de bagunça que simplesmente são evitados. Em algum momento pretendo terminar, estendendo a quarentena ou não.

domingo, 22 de novembro de 2020

O que Eu Aprendi Com a Quarentena 1

 Se tem uma coisa que foi inevitável nesta quarentena foi aprender. Eu percebi determinadas coisas sobre mim, minha família e meus hábitos que não tinham importância antes e então passaram a ter com a quarentena.

E a primeira lição digna de nota é que você nunca está preparado e deve estar sempre pronto ou disposto para mudar. Tivemos a sorte de não ter uma diminuição significativa de renda. Junto com a diminuição da renda foi possível fazer a redução dos gastos: a escola deu desconto, diminuição dos gastos comendo fora e as compras. Como sempre temos muitas roupas tamanho maior guardadas para as meninas, fui separando e aproveitando entre o que eu tinha. Se a vida estivesse normal, teria comprado uma coisa ou outra, mas em casa, me vi obrigada a evitar. Assim como quase toda e qualquer compra que eu faria pela internet passei a evitar com medo de ter cartão clonado e ficar sem cartão, mas aqui vale um tópico a parte.

E o meu grande dilema foi se eu tinha coisas demais guardadas para se eu precisasse ou se eu conseguiria ficar sem sair de casa para fazer compras. O instinto de sair fazendo estoque é muito forte. O mais crítico são os perecíveis, comidas de supermercado. Todos os demais itens, eu consegui viver sem reposição por alguns meses.

Sobre estoque, tenho dois pontos. Por conta do minimalismo, alguns estoques meus são realmente muito baixos. Mas eu não vi necessidade de aumentar nenhum deles. O que eu acabei preferindo fazer foi manter os preparos apenas das receitas "preferidas" e tendo os ingredientes para elas na quantidade a ser usada para aquela semana ou quinzena. E então comecei a achar vários produtos, principalmente temperos, que eu tinha, usava eventualmente e não precisava ter em estoque, poderia comprar quantidade pequena, usar até acabar e ficar um tempo sem comprar. Numa vida normal, seriam alimentos que eu consumiria quando como fora. Quem acompanha a evolução da faxina, comento sobre vários dos produtos que eu nem lembrava que tinha e me esforcei em terminar.

O outro ponto são os estoques que eu não me esforcei realmente em diminuir e preciso continuar trabalhando. Passar 6 meses sem precisar comprar sabonete, pasta de dente ou shampoo, que são produtos de uso diário demonstra que eu tenho muita coisa em estoque. E foi onde eu continuo determinada em reduzir. Ficar mais tempo em casa me permitiu ver estes excessos o tempo todo e tentar tirar eles da vista. Mas daí entra o outro ponto, jogar fora não é a melhor solução e o correto descarte é um pouco mais complicado. Nos primeiros meses sequer havia a possibilidade de entregar itens para doação. Mas aos poucos, as sacolas foram se acumulando, os destinos foram aparecendo e pudemos dar um jeito de entregar.

O que eu aprendi é que não é preciso deixar de ser minimalista por conta da quarentena, só rever o tamanho dos meus estoques. E a outra lição que eu tirei, foi que eu ainda não deveria me chamar de minimalista se eu posso me dar ao luxo de ficar tanto tempo sem fazer nenhum tipo de compra a não ser alimento.

Apenas uma última ressalva, eu não precisei fazer compras de itens de reposição, mas sim, eu comprei coisas para a casa. Comprei móveis, comprei ferramentas, comprei materiais e comprei roupas. Mas eu tirei muita coisa, a mais nova saiu do berço, doei coisas de bebês, doei brinquedos, doei móveis e doei livros.

domingo, 31 de maio de 2020

Quarentena Dia 62

Estava preocupada com um compromisso que precisava atender e assim que ele passou meio que perdi o rumo. Sim, tenho coisas para fazer, muitas, mas aproveitei para tirar um pequeno descanso. Nada excepcional. Acordei mais tarde e fiquei menos tempo no computador.
Com isso, além de voltar para a rotina da casa, de guardar roupa, separar roupa, dobrar roupa, recolher roupa e lavar roupa, também tentei terminar com uma parte das costuras. Consegui avançar mas ainda não terminei a pilha. E não vejo a hora de passar para outra sacola, apesar de ter muita coisa me esperando.
Ontem a mais velha se acalmou um pouco. Nos últimos dias ela estava muito nervoso e criou briga com os pais e as irmãs por bobeira. Ainda está tensa e ansiosa, mas preciso que ela consiga lidar com isso sem ficar tão tensa. Tivemos até crise de choro antes de ontem. O que a acalma nestes casos? Não sei. Dormir ajuda muito. As duas, reagem muito melhor quando estão descansadas. Mas fazer dormir cedo é algo que eu já não tenho tentado fazer. Escolha minha.
Terminei a leitura que eu estava arrastando e optei por pegar uma leitura um pouco mais complicada. Vamos ver o quanto consigo avançar ou se é melhor parar com ela e voltar em outro momento. Estou satisfeita com o andamento das minhas leituras apesar de não estar tão perto de atingir as minhas metas como seria o esperado quase no meio do ano. Algumas são atingíveis, mas outras estão perto de ficar impossível.

Escrevi isso uns dez dias atrás. Não vou mais continuar com estes relatos. A quarentena não acabou, mas a minha disposição para ela sim. Vamos passar de 100 dias, provavelmente, muito mais do que qualquer outro lugar. Simplesmente eu senti que não havia mais esperança.
Estamos bem em casa, ninguém doente. O trabalho está como estava antes, alguns momentos de sobrecarga, mas nada que eu não consiga lidar. As meninas estão bem, tendo aulas em casa. Muito em breve o comércio em geral deve voltar a funcionar, mesmo não havendo opção para as escolas. Então sei que vou ter muita coisa para fazer.
Apesar da quarentena não ter acabado, não vai ter mais diário, mas ainda quero publicar alguns conteúdos sobre estas mudanças que estamos passando, e boa parte delas tende a permanecer por muito tempo em nossas vidas.
Também quero voltar com a minha publicação normal e errática, tentando não ficar tanto tempo distante sem publicar. Desta vez foram 10 dias, mas podiam ser 5 meses.

sábado, 30 de maio de 2020

Quarentena Dia 61

E ontem batemos mais um recorde. Sinal que devemos estar atingindo o pico. O que as pessoas não entendem é que a quantidade de mortes alta não representa o pico. A curva vai continuar crescendo ou se mantendo em um platô enquanto a quantidade de novos casos diários estiver alta ou aumentando. É esse o primeiro número que precisa diminuir para controlar a doença. Depois é esperado que a taxa de ocupação dos hospitais diminua e só depois a taxa de mortos vai diminuir. Mas esse conceito é muito complicado para a maioria da população. Não precisa acreditar no que eu digo.
A outra coisa que as pessoas não entendem é que esta é uma doença invisível. Nem todos os contaminados ficam debilitados, e mesmo os que ficam, só apresentar os sintomas alguns dias depois. Então no momento do contágio ainda é uma pessoa como outra qualquer, não é um doente. Não é como na peste negra que a residência que tem alguém contaminado fica marcada. Você não sabe se o seu vizinho está em quarentena ou em isolamento social. Em condomínio, seja casa ou seja apartamentos, todos compartilhamos o mesmo espaço, seja de entrada e saída, para jogar o lixo, a circulação, corrente de ar, o elevador, seja o que for. Então não, você não vê sinal nestas pessoas e uma delas pode estar contaminada. Talvez você não fique doente, mas alguma outra pessoa com quem você teve contato pode pegar por você. Já pensou se aquela sua tosse alérgica, o resfriadinho, ou mesmo a dor de cabeça pela manhã não são os sintomas e você está bem mas contaminando os outros? Ninguém pensa nisso.
Já falei e canso de explicar para as crianças. Essa pandemia veio para a população repensar seus hábitos. Refletir sobre a origem das coisas. Você compra porque precisa ou porque gosta? Você come porque gosta ou porque te faz bem? Ninguém mais se preocupa em tomar remédio. Quer dizer, na maioria dos casos, fazer uso contínuo de medicamento não pode ser considerado normal. Você precisa aprender a lidar com a situação fazendo terapia para não precisar depender do seu antidepressivo. Você precisa corrigir a alimentação, exercício, repouso para ser saudável sem tomar o medicamento para os sintomas. E você fica doente, toma remédio e se cura. Não existe isso de tomar remédio preventivo. Complexo vitamínico suplementar também é só para casos especiais e por tempo limitado. Depois você volta a controlar a alimentação. Mas ninguém quer abrir mão do que gosta. Ninguém que se esforça para se manter vivo. Só quer as fórmulas fáceis.
Bom, mais um momento que eu me excedi. Não vou apagar agora, mas provavelmente vou acabar apagando em breve. Depois de escrever isso tudo, preferi ficar uns dias sem publicar e acabei ficando sem escrever. Gastei todo o tempo extra que eu tinha para ler os livros que estão parados em casa. Não tenho mais lido as notícias, nem acompanhado o noticiário do rádio. Estou me fechando no meu mundo para esperar esta loucura passar.
Sei que a tendência a partir de agora é piorar. Não será fácil, mas tudo vai passar. 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Quarentena Dia 60

Estou tendo que repensar as minhas férias. Com a proibição do trabalho remoto que vem sendo discutida, não sei como vamos fazer enquanto não for permitido que as crianças voltem para as escolas. Já foi discutido tanta coisa que, por mais que seja absurdo, preciso considerar a possibilidade de isso acontecer e eu precisar usar as minhas férias.
Continuo tentando manter o nível de trabalho mais controlado, porque do jeito que estava indo, não teríamos como continuar. Estou me desgastando demais acordando cedo e ficando tantas horas em função do trabalho. Hoje participei de uma reunião enquanto fazia o bebê dormir no colo. Fora a quantidade de vezes que precisei descobrir coisas em casa para auxiliar nas atividades e pesquisas das meninas. E olha que isso é o de todo dia, sem exceções.
As meninas estão bem, mas eu estou ficando muito cansada. Algumas coisas eu sei que passarão a ser cobradas em breve e não estou preparada para entregar. Deixei na minha lista de coisas para fazer.
E da minha lista de coisas que eu pretendia fazer nas férias e tentar aproveitar quando tivesse mais tempo em casa, não consegui fazer grandes coisas.
Andei falando demais nos últimos dias e estou tentando comentar menos. A minha proposta neste diário ou em ter um blog nunca foi abrir a minha vida, mas ter a oportunidade de falar o que não é falado. Se ficar polêmico demais, além de me expor e passar a ter preocupações que eu não tenho começa a ficar pedante. Isto não é um local de protesto, mas de reflexão. Uma reflexão sobre a minha vida, a minha conduta e os meus valores. Não os dos outros. Não quero falar algo que possa ser mal interpretado.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Quarentena Dia 59

Parece que ninguém mais acredita na quarentena. As pessoas estão começando a levar a mesma vida normal de antes. Ignoram a lei e saem sem máscara. Eu não via muita coisa acontecendo porque eu fico mais em casa. Mas hoje foi o meu dia de sair, fazer uma pequena caminhada e ficar alguns momentos com a mais velha até a banca de revistas comprar um gibi. Completamente desnecessário, mas com todos os cuidados, saí antes das 10 da manhã em um domingo, fomos com máscara, evitamos contato com as outras pessoas e só pusemos a mão nos itens que levamos para casa. É muito difícil fazer isso? De forma alguma. Não precisa ir nos momentos que o supermercado está lotado, não precisa sair para passear no shopping e nem precisa levar as crianças para brincar todos no mesmo horário. Como eu tenho duas crianças fica ainda mais fácil, porque uma já brinca com a outra. Mas os filhos únicos realmente sofrem. 
Continuamos com números expressivos de novas contaminações e de mortes. Continuamos sendo um dos países em evidência. Cada vez mais lugares estão com os hospitais lotados. E, com a saída do ministro, o quadro político volta ao destaque pelos protestos de um lado e de outro.
Já disse que não aguento mais os discursos de ódio? Com certeza sim. Mas eles continuam.
Demos um fone de ouvido para a mais velha e agora ela quer fazer tudo com música. Acabei deixando ela usar meu computador e pouco avancei nas tarefas que pretendia fazer.
Comecei a leitura de uma pequena série de romances de banca, são histórias curtas, então pretendo cortar os títulos da lista de forma mais rápida. O problema é que mesmo conseguindo avançar, não me faz ficar lendo e acabo parando várias vezes.
Também supervisionei as atividades das meninas por muitas vezes e com isso não fiquei ao lado do computador ou de um livro muito tempo.
Não foi e nem têm sido dias especiais. Acabamos muito presos na rotina do dia a dia, tentando cumprir uma meta ou outra. 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Quarentena Dia 58

Foi ótimo ter acordado mais tarde. Aos poucos estou descansando da maratona que passei nos últimos dias. Já não aguentava mais acordar tão cedo e ir dormir tão tarde. E sem sono.
Não planejei fazer muita coisa, pretendia deixar em aberto. Acabei me dedicando em atualizar a biblioteca e terminar de ler um dos livros que estava lendo. Ainda é muito pouco para o tanto que eu tenho de livros para ler. Mas preciso baixar a lista de livros da pasta download para menos de 42 até o fim de maio. Por enquanto está em 44, mas como algumas leituras são mais difíceis, quero baixar o máximo possível. 
Eu pretendia cuidar das roupas e voltar a costurar, mas fui relapsa. Até coloquei roupa para lavar e separei roupa que não cabe mais na mais nova, mas precisava ter atacado aquela pilha de roupas. Pelo menos reduzir o que está para fora da sacola.
Com isso as meninas também ficaram mais soltas e não fiz muita coisa com elas.
Não é impressão, estou evitando falar da doença. A situação não está melhor, até o Ministro da Saúde abandonou o cargo e não duvido que o Ministério venha a ser extinto e a pasta juntada com outro ministério. A situação política está tão tensa que nem se fala mais da doença. 
A população já está cansada e irritada com os caixões vazios que estão sendo enterrados para assustar a população e prender as pessoas em casa. Eu não entendo como alguém pode ver o que aconteceu e acontece nos outros países e achar que aqui é diferente. Porque França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos que possuem uma estrutura hospitalar muito melhor tiveram tantos óbitos e o Brasil vai se safar desta? Ah, é a cloroquina o diferencial do Brasil... Eu juro que eu não entendo. É a verdade que lhe convém. 
O que eu sei é que vamos aprender a lidar, seja com o que for. Se eu precisar voltar a trabalhar no escritório e as meninas estiverem sem escola, vamos dar um jeito. Assim como sempre demos. E vamos ver aonde podemos chegar.
Ás vezes penso que é melhor mesmo esse povo morrer por ignorância quando não leva a sério e prefere se envenenar com a cloroquina achando que vai se curar. Mas esse pensamento não é justo com os demais que levaram a sério mas mesmo tomando cuidado acabaram contaminados por meia dúzia de sem noção que acha que se não tem sintoma está protegido. 

terça-feira, 19 de maio de 2020

Quarentena Dia 57

E quase aconteceu de novo. Acordei 05:30 da manhã e estava com tanta coisa pra fazer que esqueci de vir escrever. Foram duas semanas terríveis de muito trabalho que nem tive tempo de pensar na vida.
Consegui fazer muita coisa, é claro. Mas estou muito cansada. Estou feliz que o fim de semana está chegando mas ainda estou acelerada com as atividades que restam. 
No fim da tarde quando tive chance de diminuir o ritmo saiu a notícia de outro ministro que caiu. E esse nem teve o cai-não-cai com direito a apostas. Ou se teve, eu nem percebi de tanta coisa que estava acontecendo.
E a outra notícia ruim foi a ameaça de ter o trabalho remoto interrompido, ainda que as crianças estejam sem escola. Não sei o quanto é negociável, se isso vai sair mesmo e o que podemos fazer, mas vou ter que começar a me preocupar.
Consegui fazer algumas coisas com as meninas mas até isso tenho estado sem ânimo para fazer. E percebo que só o que consigo é ficar mais sem ânimo.
Já que a semana voou e eu não consegui fazer muita coisa, vamos aos planos do fim de semana. Preciso retomar as costuras e tentar reduzir mais uma sacola. Estou adiando esta tarefa por tempo demais. 
Tenho tentado avançar nas minhas leituras, depois de terminar Os 100 Segredos das Pessoas Felizes, tentei pegar outro livro de leitura mais fácil, mas não engrenei ainda. Nem lembro direito o nome do livro. Tem alguma coisa a ver com casamento no título. Pretendo terminar de ler no fim de semana.
E tenho mais algumas organizações para fazer que não posso evitar mais. Vou tentar começar com o inventário que eu geralmente faço em janeiro. E talvez começar a mexer em mais alguns materiais de escritório.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Quarentena Dia 56

Não tem sido fácil. Em alguns dias eu tenho tanta coisa do trabalho que não consigo desligar. Acho que o que mais me irrita não é isso, é não terminar determinadas tarefas, o que me deixa tensa e não consigo mudar para outra tarefa. E hoje vai ser um dia que eu vou fazer um esforço para deixar uma tarefa para trás e avançar nas outras tarefas que eu tenho.
Ficamos sem internet bastante tempo sem internet ontem e não cheguei a ver os números da doença. Aparentemente a situação continua horrível. Pelos comentários, as pessoas estão mais preocupadas com a situação política, com o presidente, em admitir que erraram na escolha de seu voto; do que tentar ajudar um ao outro nesta possibilidade de se manter ativo, trabalhando e vivendo.
E a minha lista de coisas para fazer só aumenta. Eu tento voltar para a pilha de roupas e continuar a separar, empacotar, costurar e voltar para os armários, mas está difícil de terminar.
No fim do dia peguei uma atividade para fazer com a mais velha enquanto estava trabalhando e montamos um apanhador de sonhos. Penduramos no quarto e ficou bem bonito. A caixa do kit estava sobre a mesa há mais de um ano, mas ninguém percebeu que tiramos. Eu fiquei feliz de realizar algo que estava por cima, mas para os outros não fez diferença. No fim de semana que está chegando pretendo tentar realizar mais uma atividade para tirar o material da mesa. Espero ter sorte.
Eu não tenho conseguido ter muito, mesmo tendo terminado de ler um livro e atualizado uma das minhas listas. Mas a mais velha terminou dois livros ontem e já está perto de terminar mais um. Fico feliz que ela leia por prazer. E fico feliz de ter bastante livros para oferecer a ela em casa. Mas sinto que neste ritmo terei que voltar a comprar livros em breve.

domingo, 17 de maio de 2020

Quarentena Dia 55

Ontem batemos um recorde no número mortes. Se voltar a ler o que eu escrevia nos primeiros relatos, era exatamente este cenário que se prenunciava e eu tentava acreditar que não iria ocorrer. Daqui, ainda são vários pontos a se estudar. O aspecto político tem sido dada muito mais atenção do que a questão da saúde, ou mesmo sanitária. Aparentemente, se as notícias forem confiáveis, a coisa ficou bem feia no interior e nas cidades menores, que preferiram pensar que não chegaria a doença lá. Mas o curioso é ver a oposição entre os dois lados. É claro que todos estão cansados deste confinamento. Mas fingindo que a doença não existe só leva os números a crescer. Eu vejo que o número de recuperados é bastante expressivo no Brasil. E isso não só é um bom sinal como pode ser o marco para a recuperação. Mas o outro lado pensa que estes números estão sendo forjados, contados mais de uma vez a mesma morte ou repetindo exames e contando os positivos repetidamente. É uma possibilidade, mas olhando a situação dos outros países, sou tentada a acreditar. Está bastante coerente. Só falta mesmo a doença começar a regredir, os números de novos casos diminuir apesar das forças contra.
Voltando a falar de política, achei que caía o ministro ou o presidente e até agora nada. Eu continuo achando que o presidente está forçando uma situação para não precisar renunciar. Mas espero sinceramente que a população caia em si e volte a exigir o impeachment.
A minha rotina de escrever não está muito boa. Escrevo bem cedo como eu gostaria que fosse o dia e depois reviso a noite com o que de fato aconteceu. Às vezes estou tão cansada, que não tenho nada para contar, só apago o que eu não fiz. Também fico perdida entre contar o dia de ontem e o dia de hoje, mas os acontecimentos se atropelam e eu desisto de contar.
Continuo trabalhando mais do que eu gostaria. Já nem tenho chance de fazer as outras coisas que precisam ser feitas, o que também me deixa irritada.
Das minhas leituras, como previsto ontem, acabei desistindo de continuar na leitura que eu estava e peguei para ler o livro que baixei recentemente. E tanto foi que comecei ontem e terminei hoje. Precisava reduzir a minha lista de leituras com as leituras que são assim, rápidas e fáceis, mas já não tenho tantas assim listadas. Bom, não significa muito, mas terminei mais um livro. E com isso voltei para Os 100 segredos das pessoas felizes, que agora consegui passar da metade. 

sábado, 16 de maio de 2020

Quarentena Dia 54

Não sei se eu devo ficar feliz, os números costumam vir mascarados aos fins de semana. Mas aparentemente houve uma redução no número de novos casos e uma redução expressiva no número de mortes. Mas ainda não acho que signifique que a situação está melhorando. A taxa de crescimento dos novos casos tem sido por volta de 6000 casos e considero isso muito. Mas as mortes foram mais de 300 sendo que nos últimos 2 dias estava em 700. Para muitos isto significa a saída do pico, mas ainda não consigo acreditar nisto já que a quantidade de novos casos continua crescendo, os hospitais não estão dando conta de todas as internações necessárias, mas pode ser que em mais uma semana deixe de ser um problema e então podemos começar a pensar em tentar voltar ao normal. 
Para muita gente ainda não caiu a ficha de que não existe o antigo normal. E elas estão pedindo pelo normal.
Ainda estou tentando por em dia as leituras que eu tenho atrasadas e os vídeos que eu costumava assistir e parei. Assisti bastante vídeos mas estou longe de por em dia. Tirei um canal da lista mas lembrei de dois. E assim eu vou aumentando a lista.
Dos livros, escolhi ler os 100 segredos das pessoas felizes em doses homeopáticas. E com isso, nem passei da metade, mas poderia ter terminado. E como nunca consigo parar quieta, também estou lendo Deuses Americanos, avançando duas ou três páginas por noite e baixei mais um livro para ler. E que provavelmente será a minha próxima leitura.
E com isso também escolhi deixar as minhas organizações para trás. Separei mais umas peças de roupa que não cabem mais nas meninas e consegui colocar nas sacolas. Logo posso voltar para a sacola separada e acabar com mais uma. Não vejo a hora de tirar todas as sacolas do chão.
Uma das outras tarefas que estavam listadas na lista do mês e voltei a fazer foi a apostila. Ficava comigo no trabalho, mas como trabalho em casa, trouxe ela para casa. Não estou com pressa, mas gostaria de levar menos coisa do que trouxe. Já tem uma pilha de livros que encaixei na estante, os blocos de anotações, alguns enfeites que descartei e, claro as canetas.
Das canetas que eu uso no estojo, separei duas que eu vinha tentando usar e descartei. Com isso, peguei outras duas que estavam guardadas e coloquei em uso. O porém é que já haviam canetas separadas como reservas, e estas estão falhando tanto que eu provavelmente vou acabar descartando também em breve. É a última chance que eu dou a elas.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Quarentena Dia 53

Eu disse que não ia fazer isso, mas perdi tempo lendo o que os inúteis acham que são dados alterados para fazer pensar que esta epidemia é falsa. É muito fácil falar isso sem ter ficado doente. A maioria das pessoas não tem noção do que seja ter falta de ar e acha que é frescura. Nas minhas crises de asma, eu sei o que é não ter nenhuma obstrução (diferente da alérgica que incha) e ainda assim você puxar o ar e não entrar. Eu sei a força que se faz para respirar, algo que fazemos de forma involuntária e que eu preciso ficar contando para não esquecer de respirar. E as dores que eu sinto no tórax pelo esforço mesmo dias depois. Isso em uma pessoa saudável (alimentação/exercício) que tem asma. É muita arrogância achar que você não vai pegar, ou que para você vai ser só uma gripezinha. Não dá pra saber, ainda não se conhece o tratamento para esta doença.
E a outra coisa é a higienização que se faz. As poucas vezes que eu saio a rua, faço questão de lavar bem as mãos quando chego e não encosto em nada nem ninguém. Mas não lavo a máscara cada vez que eu uso. Não lavo as embalagens de todos os objetos que entram na minha casa. Só uso as minhas sacolas retornáveis ao invés de pegar sacolas no mercado. Mas eu sei que eu estou me expondo. O que me tira o peso da consciência é saber que eu não encosto em nada que não seja necessário e mantenho uma distância razoável das outras pessoas. 
Quem sabidamente tem contato com alguém doente ou trabalha em hospital e outros lugares com aglomeração de pessoas não tem outra opção a não ser fazer uma higienização pesada. Se a pessoa deu positivo e está em casa, os cuidados com ela devem ser reforçados.
Só queria poder fazer o teste para saber se já tivemos isso. A mais nova teve um resfriado que ficou com falta de ar. Ela nunca havia tido sinais de asma. Se ela já teve, ficaria bem mais tranquila. Mas acho provável que não.
Ontem era o dia que eu poderia sair de casa, mas abri mão dele de novo. Eu sei que para algumas pessoas tem sido muito difícil aguentar tanto tempo sem sair. E outras saem normalmente como se não houvesse motivo para se resguardar. Então em faço um pouco mais de sacrifício para tentar compensar a falta de isolamento das outras pessoas. Não está certo, mas é o máximo que eu posso fazer. 
Não quero nem pensar em quando isso tudo acabar. Eu sei que eu já sou uma pessoa diferente, mas não sei como vou lidar com as pessoas que tentarem viver como se nada tivesse acontecido.
Estou lendo Os 100 segredos das pessoas felizes. O livro é curtinho e pretendo terminar amanhã. Ainda tenho 45 arquivos na pasta que quero terminar este ano.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Quarentena Dia 52

Eu me autodeclarei um dia de preguiça. Levantei tarde e só fiz o que me deu vontade. Ainda assim, arrumei as camas, escovei o dente e tomei banho antes do almoço. Às vezes dá vontade de quebrar as convenções sociais e fazer tudo errado.
Este tem sido um período de adaptação e de reflexão. O que podemos nos acostumar a viver sem. Quais hábitos podemos desapegar e que hábitos precisamos criar para conseguir passar por isso tudo. Estou tentando aproveitar esse tempo para aprender. Infelizmente não tenho tido tempo para estudar, mas não quer dizer que não esteja aprendendo coisas diariamente.
O que mais me assusta é a facilidade com que se escolhe a verdade que lhe convém e passa a vender esta nova verdade. Sofremos pela expectativa da frustração. Só um pouco de paciência e planejamento pode te fazer passar por isso de uma forma mais fácil, sem frustração. Mas antes disso já chega a raiva pela expectativa.
Fiquei de sobreaviso para atender uma demanda do trabalho que acabou não chegando. Então preferi adiantar algumas atividades do trabalho que eu faria na segunda e estavam atrasadas. Confesso que deixei bastante coisa atrasada e mesmo fazendo no domingo, não terminei tudo o que precisava.
Além de alguns vídeos que assisti no computador, o que mais me esforcei por fazer foi terminar de ler Ainda Sou Eu. Assisti mais vídeos do que eu assistia há muito tempo. 
Apesar de ter terminado Ainda Sou Eu, estou com listas enormes de leitura e muito longe de terminar todas elas. Já escolhi outras duas leituras que pretendo fazer este mês para ajudar com as metas em andamento. Vou tentar Da Magia à Sedução e 100 Segredos das Pessoas Felizes.
Uma das tarefas que eu vim adiando faz tempo era atualizar os meus cadernos de anotações. Um deles, o de leituras, descobri que fiz uma grande burrada e descartei páginas que eu ainda não tinha atualizado. Por sorte, faltavam 3 registros e eu consegui resgatar. Mas imagina a raiva que eu fiquei de não ter conferido antes de sair descartando. Em geral sou tão cuidadosa com estas listas que não imaginava errar deste jeito. Enfim, a melhor parte veio depois, antes de terminar de atualizar os registros a caneta que estava usando simplesmente acabou. Fazia tanto tempo que isso não acontecia e eu estava preocupada com as 2 canetas que coloquei a mais no estojo esta semana que fiquei bem animada. Não o suficiente, porque estas canetas que estavam de reserva falham mais do que escrevem. E eu já estou usando a vermelha desta forma. Vamos ver quanto tempo eu aguento até descartar.
Na minha lavação de roupas já não preciso separar tantas para repassar, mas continuo tirando peças do armário. Tenho estado frustrada com as minhas roupas. Mas, sinceramente, não pretendo fazer nada. Não por enquanto. Eu tinha planos de começar a correr, mas ficamos com medo de correr na rua tão cedo de manhã e a academia do prédio está fechada, já não é uma opção. Sou uma pessoa ativa, embora mais parada do que antes. Mas não estou em forma. Faço alguns exercícios em casa, mas não dá pra chamar isso de exercícios de condicionamento físico. Em algum momento vou ter que agir para mudar esta situação.
Com as meninas, fizemos algo diferente. Eu deixei elas brincarem de maquiagem. No fim, fui eu quem maquiou as meninas. E elas adoraram. Principalmente a mais nova.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Quarentena Dia 51

Não tem sido fácil, um dia após o outro sabendo que a qualquer momento tudo deve mudar. Se ao menos fosse sabido como seriam todos os dias e quanto tempo vai durar, era mais fácil se conformar e ver os dias passarem. Apesar do esforço por estabelecer uma rotina, nossa vida tem sido tudo menos rotineira. Já passamos a páscoa, o dia do trabalho e agora vamos passar o dia das mães afastados. Com as lojas fechadas, nem me esforcei para tentar comprar presentes de aniversário para as pessoas que geralmente presenteamos. Não reunir com familiares e amigos é ruim, mas não ter contato com as pessoas é esquisito.
Além de não sair de jeito nenhum durante semana, tenho me esforçado para só sair uma vez no fim de semana. E ficamos limitados nas opções de coisas a fazer. Estes dias, fizemos alguns exercícios em casa. As meninas estão sentindo falta de se mexer e exercitar. Para mim, penso que não muda muito. Os movimentos sem carga não representam qualquer esforço em relação ao que eu geralmente já faço.
Hoje foi dia de cuidar da roupa. O tempo tem começado a esfriar e com isso, estamos tirando para usar algumas roupas do armário que não usávamos há tempos. Estou dando por terminado as separações de roupas das meninas para tentar finalizar as pilhas. Se vou deixando as pilhas só aumentarem, a organização nunca tem fim. Guardei bastante roupa, separei mais algumas e costurei mais algumas. Precisei antecipar a lavagem dos lençóis das meninas e já substitui pelos mais quentinhos.
As minhas leituras não renderam. Novamente estava com muita coisa na cabeça, por conta do trabalho, que não consegui me concentrar o suficiente. Mas avancei um tanto bom de Ainda Sou Eu. Consegui chegar na metade. Uma pena que não vou conseguir terminar neste fim de semana. E também li mais um pouco de Pornô, cheguei a 16%. 
Das atividades com as crianças, já faz um tempo que não mexem com massinha. Acho que o tempo mais frio desanima ficar no chão e mexer com água. Mas avançamos com alguns livros de atividades. Cada vez menos com os de colorir e mais com o de caligrafia e atividades de aprendizagem. Ao invés de pegar os livros pequenos para fazer e terminar, ficamos nos maiores. Mas em algum momento vamos ter que voltar para estes.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Quarentena Dia 50

No ritmo que estamos indo, logo não vou conseguir mais contar. É sério que já chegamos tão longe? Pelo visto é. E o pior é que ainda estamos no começo. Não fomos preparados para passar tanto tempo reclusos. Se voluntário ou obrigatório, provavelmente é o que menos importa, estamos todos endoidando. As crianças se adaptaram, mas estão sofrendo. A mais nova precisa de espaço, precisa correr, gritar pular.... E não pode sair de casa. Mesmo que ela aceite, percebemos que sente falta. A mais velha é mais revoltadinha. Fica muito tempo lamentando e reclamando que quer sair de casa, quer poder fazer outras coisas, rever os amigos, voltar para a escola. E com isso não quer fazer atividade da escola se não for na escola. Faz certo sentido, mas não é algo que esteja em nosso alcance negociar. De forma alguma. 
Continuo fazendo mais horas de trabalho do que eu gostaria, mas estou adiantando algumas tarefas em relação ao cronograma que eu mesma propus para tentar pegar outras atividades igualmente importantes para tocar. E posso precisar responder por elas antes do que eu imagino.
Das minhas leituras, não tenho conseguido sossego para ler. Voltei a pegar o kindle para algumas leituras mas avancei muito pouco. Então a leitura que mais rendeu foi Ainda Sou Eu, ainda que seja uma leitura que rendeu pouco. 
Fiz uma lista curta de tarefas que estão perto de terminar e eu gostaria de finalizar no fim de semana. Estamos organizando as compras para que não precise realizar aos finais de semana como sempre fizemos, mas tem sido uma rotina bastante cansativa. 
A rotina da escola também mudou, esta semana fizeram uma programação e vão mudar tudo na semana que vem. Então sei que as coisas vão piorar em breve. E eu só queria estabilizar e fazer entrar na rotina.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Quarentena Dia 49

O uso intenso das coisas é uma coisa curiosa. Falo isso porque às vezes é o incentivo necessário para terminar algo que já cansou de ter. Ou pode ser que canse de algo que gosta muito antes de terminar. Mas a conclusão óbvia é que está sujeito a muitos desgastes e será necessário repor. Eu estava preocupada com a máquina de lavar. E já estamos programando para ter que trocar a máquina no fim do ano. Ontem tivemos que ver opções de computador para repor. Eu tinha um computador mais antigo que eu imaginava usar, mas o sistema operacional está obsoleto, assim como o do tablet. Algumas muitas coisas são possíveis fazer, mas não será possível usar com as aulas das crianças na escola.
E algumas das minhas roupas também começo a perceber o desgaste e estou cansada de usar. Fico feliz de ver o que acaba com o uso, mas já não consigo guardar as roupas que não me vestem bem ou que eu já enjoei delas. Quer me fazer parar de usar alguma coisa é só falar que é incrível que ela cabe em mim depois de tanto tempo.
As coisas estão ficando mais assustadoras. O ódio gratuito continua crescendo e os números não indicam nem o pico e nem o início da diminuição deste processo de epidemia. Além de evitar alimentar este assunto e me desgastar, esperando que as pessoas se posicionem ou tentando convencer alguém a evitar sair de casa, estou quieta em casa.
Já falei que esta rotina de trabalhar em casa é muito exaustiva para a atividade que eu faço. Tenho ficado mais de 10 horas trabalhando todos os dias e já não aguento mais, mas preciso terminar o que eu tenho que terminar.
As meninas estão bem. A mais velha está de castigo por alguns excessos que cometeu e por isso precisa descobrir outras coisas para fazer. Por iniciativa dela está se dedicando a fazer as atividades de alguns livros que temos em casa. E ela tem lido bastante, é claro.
As minhas leituras não estão rendendo. Escolhi parar um pouco com Deixados para Trás e estou lendo Ainda Sou Eu. Depois do filme não contava em continuar os livros da Lou, mas acabei lendo o segundo e agora parti para o terceiro. Tenho a impressão que vão continuar lançando livros com esta personagem e se estiver tão fácil para mim, é provável que eu continue lendo. Mas ler não foi algo que eu consegui fazer nestes dias.
Como reflexo de todo este trabalho, as aulas das meninas e tal, estou muito cansada. Ficar em casa cansa a ponto de eu não conseguir sentar e ler para descansar.
Meu sono também tem sido atormentado por conta disso. Às vezes parece que eu durmo rápido, mas mesmo quando estou com sono, deito e demoro para dormir.

domingo, 10 de maio de 2020

Quarentena Dia 48

Escrever não é problema. Acordar cedo, organizar os textos e publicar também é fácil. Principalmente porque me dou o direito de pular um dia e publicar a hora que eu quiser. Mas estou irritada com esta rotina. Eu tinha expectativa de que era algo que iria durar por volta de 40 dias e depois iria acabar. E eu continuo nesta loucura, já fui avisada que com as crianças vamos continuar com as aulas online por um bom tempo. A expectativa mais sensata é que as aulas voltem presenciais em julho. Com isso, o nosso pico de estresse está sendo adiado para aproximadamente outubro. Consequentemente, já estou fazendo votos de ano novo que prefiro esperar por 2021 do que pensar em tudo que ainda vamos passar em 2020.
Como era de esperar depois de um feriado, o sistema de saúde (hospitais, laboratórios...) realizou menos exames e dois dias depois (48 horas) aparece um novo pico de casos e de mortes confirmadas. Sim, chegamos nos valores diários de Espanha, Itália, Alemanha, França e Reino Unido. A população brasileira é muito maior e mais povoado que estes países, então seria curioso se não chegasse até aqui. Quase sete mil novos casos em um dia e 600 mortes são valores expressivos. Eu torcia para que isso não acontecesse. Agora é esperar a confusão dos próximos dias. Deve aparecer outro escândalo político e depois se manter estável por uns dias e a partir de quarta da semana que vem irá voltar a aumentar. Só escrevo estas coisas porque são tão ruins que gostaria de estar errada. Não sou especialista em nada disso, é só a minha opinião. Às vezes acerto, e às vezes erro.
Finalmente terminei de ler Apoliom. Só que agora não estou tão animada em terminar a série Deixados para Trás. Apoliom foi o volume 5, ainda preciso ler mais um para chegar na metade. E isso é uma das coisas que me desanima. Não vou me obrigar a terminar esta série agora, embora era o que eu estava me programando para fazer. Mas vou tentar escolher as leituras pelas listas para conseguir voltar para Deixados para Trás. Tenho mantido o arquivo com a leitura, mesmo que quase não avance para tentar me empolgar um pouco mais. E enquanto isso, hoje terminei Um Recomeço para o Amor. É diferente do que eu esperava desta autora, mas gostei. E das minhas leituras li um pouco de Deuses Americanos também. 

sábado, 9 de maio de 2020

Quarentena Dia 47

No ritmo que isso está indo, já me vejo contando até 100. Só espero não ter  que chegar até 1000. Impossível prever como as coisas vão acontecer a partir de agora. Era pra ter estabilizado e manter o patamar de avanço, mas em um dia somaram-se 6000 novos casos. É um crescimento considerável e não é apenas um pico momentâneo. Se estabilizar neste patamar de 6000 novos casos confirmados por dia, logo teremos toda a população contaminada. Não terão curados o suficiente para cuidar dos doentes. 
Ontem as meninas voltaram a ter aulas online. Está exigindo de nós termos mais disciplina para o tempo delas. Para meu azar, tive várias reuniões durante o dia e pouco consegui fazer para ajudar. Algumas coisas eu consigo fazer, mas não é tão simples.
A mais velha tem resistido. É claro que ela prefere ficar em casa de férias, mas é importante ela se dedicar para as atividades da escola. O engraçado que ela gosta de aprender, gosta do ambiente da escola e gosta dos amigos. Mas colocou para si que ela não gosta de aulas pelo computador. E eu achando que ela estava indo tão bem, tenho que começar a lidar com a gritaria de revolta, bateção de porta e etc.
A mais nova está curtindo. Ficou tímida na primeira aula, não quis falar com ninguém, fugiu do computador 3 vezes e teve que ficar no colo. Mas aos poucos vai se acostumando e deve conseguir fazer as aulas e atividades com a alegria de sempre.
O meu trabalho está me sufocando. Eu sei que tentei antecipar etapas e manter as atividades em dia, mas estou deixando algumas coisas atrasarem mais do que deveria. E mesmo assim fiquei ontem trabalhando das 07 da manhã às 07 da noite. Fiz alguns intervalos, mas de fato estava focada para o trabalho.
Com isso não tive chance de ler nada. As costuras, nem cheguei perto. Só coloquei uma toalha de molho para lavar hoje pela manhã. Estava na minha lista de tarefas a tempos.
Para não dizer que eu não li nada, devo ter avançado umas 3 páginas de Apoliom. Tinha a expectativa de  terminar hoje. Continuo tendo, estou tentando avançar nesta leitura, mas pode ser que fique mais umas 5 páginas para amanhã.
Maio vai ser outro mês difícil, mas sei que vai passar, como sempre acontece.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Quarentena Dia 46

Estamos tristes desde a páscoa, quando deixou-se de importar para a quarentena. E o resultado está aí. Podíamos estar flexibilizando a quarentena, mas estamos como estava antes, só que com sistemas de saúde sobrecarregados e um aumento vertiginoso no número de casos e de mortes. Mas estão dizendo que a intervenção militar resolve, assim como ela acabou com o comunismo.
Vejam que é impossível ver o que está acontecendo e não ficar triste.
Tento me concentrar no meu microcosmo. Não tem sido fácil conciliar tudo o que precisa ser feito. A mais nova não tem dormido a tarde mas ela fica chata e cansada. Então dá muito trabalho da hora que deveria dormir até a hora que de fato dormiu. Ontem ela foi dormir às oito e meia, e acordou antes das seis da manhã. Com isso, levantar cedo para trabalhar com sossego não foi uma opção. Tive que ficar com ela distraindo para poder trabalhar um pouco. E escolhi fazer o que era possível ao invés de fazer o que eu tinha planejado. O azar é que eu continuo tendo muita coisa para fazer sem nenhuma perspectiva de terminar. Só tenho a data para entregar como referência. E isso provavelmente significa ficar até mais tarde.
Das minhas leituras, ficou faltando pouco para terminar Apoliom e Um Recomeço para o Amor. Tive que escolher um para terminar e escolhi Apoliom. Um Recomeço para o Amor é uma leitura mais fácil que eu pretendo terminar em seguida. Se tem uma coisa que está funcionando é procurar estas leituras mais problemáticas para ler e terminar. E logo se vão mais algumas séries que comecei e não tive paciência para terminar.
A mais velha tem resistido em cumprir as atividades da escola. Faz o mínimo e ainda reclama. E eu gostaria que já tivesse desocupado a mesa da sala, terminado um livro de colorir por mês, lido toda a pilha de livros, feito todos os cursos de desenho e ainda termos usado e testado todos os materiais que tenho guardado. Paciência, cada um é de um jeito. Acabei tendo que impor um castigo para ela parar de resistir e voltar a se dedicar às suas atividades da escola. Não gosto de levar desta forma, mas estou ficando sem opção.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Quarentena Dia 45

Depois de mais alguns dias, acabei saindo de casa de novo. Desta vez precisava fazer um passeio na banca com a mais velha e também separar mais um pouco da papelada que deixei no carro. Não quero nem ver como vou levar tudo isso de volta para o escritório. Só espero não precisar levar tudo e consegui destinar o que eu tenho sem culpa.
Estou desanimada com o cenário que se oferece. Não estamos numa situação propícia para ter esperança. E não faço ideia de onde vamos chegar. Não aguento mais receber mensagens de ódio. Vou voltar a excluir e bloquear as pessoas que estão me cansando. Ao mesmo tempo que as redes sociais te permitem voltar a se sentir "perto" dos conhecidos, familiares e amigos, também revela o pior lado destas pessoas nestes momentos de tanta pressão. Pessoalmente provavelmente a pessoa seria mais comedida nos seus comentários, mas solta e sem filtros, solta ao ar qualquer asneira. Procuro não fazer isso, cansei de apagar várias mensagens que algumas pessoas precisavam ler, mas não devo ser juiz dos outros. Escrevo para o meu bem estar mas apago antes de enviar. 
Estou à voltas tentando salvar a máquina de lavar roupa. Um péssimo momento para ela falhar. Já basta o meu computador que está com problemas mas eu tenho tentado não forçar para fazer ele durar. Acho que a máquina resiste mais um pouco, mas ano que vem devo ter que trocar. Ela está acumulando a sujeira, já lavei ela vazia, esvaziei os filtros que podem ser esvaziados, desmontei o que foi possível para limpar. A roupa suja costumeira consigo lavar na máquina, mas as roupas mais encardidas preciso deixar de molho, bater na máquina, esfregar na mão e bater de novo na máquina.
Apesar disso, tirei mais uma pilha de blusas do armário da mais velha e de vestidos do armário da mais nova. Já tirei o nome, separei e está na pilha para arquivar ou doar.  
A outra faxina programada para hoje era na mesa. Não foi fácil, teve muita briga, mas consegui tirar mais uma pilha de coisas da mesa da sala e agora tenho um espaço mais confortável para trabalhar na mesa da sala. É um canto menos no meio da bagunça, com mais espaço para eu usar e perto do materiais que preciso consultar, ao mesmo tempo que posso ajudar as meninas com a tarefa.
Das minhas leituras, continuo tentando terminar Apoliom e Um recomeço para o Amor. Ambos avancei com a leitura de capítulos intercalados. Apoliom falta bem pouco que devo terminar amanhã, mas o outro preciso de mais uns dias.