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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Retrospectiva 3: Autor do Ano

Eu disse que não ia escolher os melhores do ano, então deixa eu explicar que o autor do ano é aquele que eu li mais obras em 2010 que ééééé?!?!
Meg Cabot.
Achei que conseguiria ler todos os livros que tenho dela, mas ainda ficaram alguns para trás. No total foram 11. Não é muito se pensar que ano passado eu li "Deltora Quest" e "Gossip Girl & it Girl", cada série com mais de dez livros. Mas essa foi a minha conquista em 2010. Outros autores se repetiram mas não tantas vezes. Teve a série o "Único e Eterno Rei" (cinco livros), teve a "Irmandade das Calças Viajantes" (quatro livros), teve Thalita Rebouças (quatro), Sir. A.C. Doyle (três), "O Ciclo da Herança" (três, enormes) e outros tantos com duas ou três ocorrências.
Não tenho como falar de M. Cabot sem ser repetitiva, mas como não fiz resenha de nenhum livro dela, vou falar um pouquinho de cada um que li.
Estava muito curiosa com "Princesa para Sempre" porque foi anunciado como o último livro da série, já que neste a Mia se forma. Mas ela vai pra faculdade né, será que a Meg não resolve continuar contando a vida da Mia, pelo menos não mais em forma de Diário?! Não sei. Eu tinha perdido a paciência com a Mia uns dois livros antes e acho que li por insistência, só. E valeu ter sido teimosa. Depois falo mais dessa série e os primeiros livros que li de Meg Cabot.
Como eu estava numa fase "Rei Arthur", logo depois de o "Único e Eterno Rei" eu li "Avalon High". E não se engane, não é coincidência. Avalon tem a ver com as Brumas de Avalon. Essa história foi anunciada que viraria filme, não tenho certeza, mas ela virou HQ, "Avalon High - A Coroação" que conta um pouco resumindamente a história de "Avalon High" e depois continua mais um pouquinho. Mas bem pouquinho. Também merece comentário a parte.
Por ser curtinho, em seguida li "Ídolo Teen". Confesso que achei de certa forma repetitivo. Passei a encarar meio que um padrão Meg Cabot. Mas a personagem principal tem algo que é muito ímpar, não consegue dizer não.
Acho que de todos que li esse ano, o melhor foi a série Garoto. Como eu quis um John Trent na minha vida. A Mel de "O Garoto da Casa ao Lado" parece de mentira. Imagina quem manda um e-mail para o chefe avisando que vai faltar (de novo) porque a vizinha, uma senhora idosa, foi assaltada e não tem com quem ficar no hospital. Ok, ajudar o vizinho, mas a localizar alguém e não parar sua vida por isso e perder o emprego. Talvez eu é que seja meio egoísta. Em "Garoto Encontra Garota" temos alguns personagens do livro anterior, mas agora aparece um novo casal. Dessa vez temos dois irmãos do escritório de advogados da empresa contra uma funcionária do RH que aplicou a demissão à moça que vende doces, mas a funcionária não queria demitir e embora eu ache todos os advogados chatos, Mitch é muito interessante. Já em "Todo Garoto Tem", temos um casamento escondido na Itália, apenas o casal e os padrinhos que não se conhecem, mas um é a favor do casamento (a madrinha) e o outro é contra (o padrinho). Cal não é tão interessante. Continuo preferindo meu querido John Trent. Essa série eu terminei e não sei se terá mais. Acredito que a autora também está satisfeita.
Logo depois voltei para "A Garota Americana" e "Quase Pronta - A Garota Americana 2" que é outra série adolescente como "O Diário da Princesa". O que salva a história é que a Sam é menos boba que a Mia, mas ela também se apaixona pelo cara errado, mas tem uma presença de espírito (ela salva o presidente) e ainda amadurece mais rápido.
Por fim, ainda li "Como ser Popular". Também é na linha adolescente. A Steph é uma fofa, mas também tinha um pouco do padrão Meg Cabot.
Eu estou com vontade de fazer uma crítica monstro em chick-lits e afins. Por que assim como os livros da Meg Cabot são bons, também possuem meio que um padrão. E, na boa, eu gosto de ler porque são leves e distraem tal. Mas as mocinhas não são exemplos de vida. Elas sempre são salvas no final com a ajuda do príncipe. Como nos contos de fadas. Então são sempre releituras da mesma história e que eu conheço o final. Isso dá tese de mestrado: A evolução das personagens femininas na Literatura de Mulherzinha.
Eu não queria fazer uma crítica, mas o fato que ler muitos livros do mesmo autor dá nisso mesmo. E eu não tive como não comparar com Marian Keyes, Sophie Kinsella, Helen Fielding e Gemma Towley que eu também adoro.
Bom, recomendo explorar vários livros do mesmo autor, mas acredito que ler de uma vez, em sequência, possa ser ruim. Continuo recomendando Meg Cabot e adoro os livros dela. Alguns mais que outros. Mas todos são bons. Não é a toa que li tantas vezes...

sábado, 20 de novembro de 2010

A Princesinha de Hollywood

Eu não esperava entrar neste assunto, mas verá que o foco principal continua sendo livros.
Uma coisa muito característica dos livros adolescentes da Meg Cabot são os diários. E mais especificamente as listas. A Mia de "O Diário da Princesa" quase que semanalmente faz uma lista do tipo "os dez mais" com as amigas e depois coloca em seu diário.
Em "A Garota Americana" também. Samantha vive fazendo listas, Mas quase todas as listas envolvem sua irmã Lucy, seu namorado David, o namorado da irmã ou a Gwen Stefani.
Sempre achei muito imbecil isso de listas e rankings. Não me lembro de alguma vez ter feito uma. E muitas vezes, nesses livros da Meg eu pulava essas listas por que não acrescentam nada para a narrativa da história. Só mostra quais são os pensamentos mais ativos e totalmente inúteis da cabeça dessas meninas.
Mas um dia eu fui pega de jeito pelas listas.
A atriz preferida de 8 entre 10 garotas é Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo". Mesmo sabendo que a personagem é uma prostituta. Está lá, nos livros, nas listas, nos filmes preferidos de sábado à tarde.
Sabe quem encena o drama que é a vida de Blair, de "Gossip Girl"? A mesma Audrey. É considerado o personagem mais glamuroso. Mais pra frente tem um livro da série em que Blair e Serena disputam para fazer a encenação de "Breakfast at Fred's", uma releitura atualizada de "Breakfast at Tiffany's" ( o título original de "Bonequinha de Luxo") na cafeteria da Barney's, Fred's.
É claro que a Serena vence, mas são capítulos referenciando passagens do filme, descrevendo a caracterização da personagem e a Blair mostrando como seria o comportamento da verdadeira Audrey. E ela volta a fazer isso tantas outras vezes...
Como eu nunca tinha visto os filmes dela, literalmente paguei pra ver. Comprei o box com os DVDs. O primeiro, é em Preto e Branco, para ter idéia.
As histórias, não sei, não dizem muita coisa. A atriz talvez nem seja tão boa já que parece que são um mesmo personagem. O fascínio, é pela pessoa que ela é.
Estou assistindo na TV ao documentário "A Vida de Audrey Hepburn", produzido e estrelado pela Jennifer Love Hewitt. Bom, eu não gosto dela e não aguento assistir aquela série dos fantasmas. Mas no documentário dá pra ver o quanto interpretar a Audrey é como interpretar a Holly, ou talvez seja sempre a mesma pessoa/personagem. A mãe dela é um personagem muito importante na vida de Audrey. E eu a adorei.
Se não fosse a Jennifer Love Hewitt, eu diria que o documentário é perfeito.
Os filmes que eu tenho, não assisti todos, falta "Guerra e Paz", são muito bons para entender essa fixação das adolescentes pela Audrey em "Bonequinha de Luxo". Acho que esse foi o primeiro filme que eu assisti porque estava citado em um livro.
Os filmes de Audrey sempre vão ser clássicos. Só que eu ainda não fechei a corrente. Falta ler o livro que deu origem ao roteiro de "Breakfast at Tiffany's".
Acho que não tem como dissociar as duas pessoas. Audrey sempre será Holly. E antes que me perguntem, o autor criou a personagem e disse que ela é uma prostituta, mas na verdade ela só é uma garota à procura de um bom partido para casar. Hoje, isso não seria sinônimo de prostituta. Só de interesseira. Eu tinha pensado isso quando vi o filme e a própria Audrey diz ao diretor no documentário, embora ele diga que ela é uma prostituta, para ela é apenas uma mulher querendo uma vida melhor.
Ah, uma coisa que eu achei muito legal no filme é que um dos bons partidos é brasileiro. Não tem cara mas tem nome de brasileiro.
"A Princesa e o Plebeu" e "Sabrina" não têm nada de excepcional, mas são bons. Vale passar o tempo assistindo.
"Guerra e Paz", como eu disse está na fila, ainda não vi.
"My Fair Lady" eu não tenho.
Já "Cinderela em Paris" não dá. É um estilo de comédia diferente. Tem que ter mente aberta para ver.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Meg Cabot

Comecei a ler Meg Cabot pela série de livros: Diário da Princesa. Depois de ter visto o filme, percebi que os livros dela sempre estavam na lista dos mais vendidos e comecei a namorá-los. A série é grande, de forma que terminei de ler o último a poucos dias. Mas como uma coisa leva a outra, achei a série A Mediadora e tantas outras obras. Adorei "A Rosa de Inverno" mesmo sendo muito romance de banca e totalmente entende codinomes para públicos diferentes.
Dos teens gostei muito de "Sorte ou Azar", principalmente a forma como a protagonista toma as ações. Ela não é tão inocente assim.
Esse fim de semana li Avalon High. Como nos últimos anos tenho lidos livros sobre a saga do Rei Arthur, veio mais uma forma diferente de contar a mesma história. Mas a comparação eu vou fazer de forma dedicada. E espero quando tiver terminado uns dois livros que ainda faltam. É impressionante como tantos autores se rendem em recontar a mesma história. E qual é a mais verdadeira? Não importa.
Estou me propondo a dedicar-me para completar de ler as obras de Meg, mas não sei se consigo ainda este ano. Pelo menos terminar as que tenho.