domingo, 31 de maio de 2020

Quarentena Dia 62

Estava preocupada com um compromisso que precisava atender e assim que ele passou meio que perdi o rumo. Sim, tenho coisas para fazer, muitas, mas aproveitei para tirar um pequeno descanso. Nada excepcional. Acordei mais tarde e fiquei menos tempo no computador.
Com isso, além de voltar para a rotina da casa, de guardar roupa, separar roupa, dobrar roupa, recolher roupa e lavar roupa, também tentei terminar com uma parte das costuras. Consegui avançar mas ainda não terminei a pilha. E não vejo a hora de passar para outra sacola, apesar de ter muita coisa me esperando.
Ontem a mais velha se acalmou um pouco. Nos últimos dias ela estava muito nervoso e criou briga com os pais e as irmãs por bobeira. Ainda está tensa e ansiosa, mas preciso que ela consiga lidar com isso sem ficar tão tensa. Tivemos até crise de choro antes de ontem. O que a acalma nestes casos? Não sei. Dormir ajuda muito. As duas, reagem muito melhor quando estão descansadas. Mas fazer dormir cedo é algo que eu já não tenho tentado fazer. Escolha minha.
Terminei a leitura que eu estava arrastando e optei por pegar uma leitura um pouco mais complicada. Vamos ver o quanto consigo avançar ou se é melhor parar com ela e voltar em outro momento. Estou satisfeita com o andamento das minhas leituras apesar de não estar tão perto de atingir as minhas metas como seria o esperado quase no meio do ano. Algumas são atingíveis, mas outras estão perto de ficar impossível.

Escrevi isso uns dez dias atrás. Não vou mais continuar com estes relatos. A quarentena não acabou, mas a minha disposição para ela sim. Vamos passar de 100 dias, provavelmente, muito mais do que qualquer outro lugar. Simplesmente eu senti que não havia mais esperança.
Estamos bem em casa, ninguém doente. O trabalho está como estava antes, alguns momentos de sobrecarga, mas nada que eu não consiga lidar. As meninas estão bem, tendo aulas em casa. Muito em breve o comércio em geral deve voltar a funcionar, mesmo não havendo opção para as escolas. Então sei que vou ter muita coisa para fazer.
Apesar da quarentena não ter acabado, não vai ter mais diário, mas ainda quero publicar alguns conteúdos sobre estas mudanças que estamos passando, e boa parte delas tende a permanecer por muito tempo em nossas vidas.
Também quero voltar com a minha publicação normal e errática, tentando não ficar tanto tempo distante sem publicar. Desta vez foram 10 dias, mas podiam ser 5 meses.

sábado, 30 de maio de 2020

Quarentena Dia 61

E ontem batemos mais um recorde. Sinal que devemos estar atingindo o pico. O que as pessoas não entendem é que a quantidade de mortes alta não representa o pico. A curva vai continuar crescendo ou se mantendo em um platô enquanto a quantidade de novos casos diários estiver alta ou aumentando. É esse o primeiro número que precisa diminuir para controlar a doença. Depois é esperado que a taxa de ocupação dos hospitais diminua e só depois a taxa de mortos vai diminuir. Mas esse conceito é muito complicado para a maioria da população. Não precisa acreditar no que eu digo.
A outra coisa que as pessoas não entendem é que esta é uma doença invisível. Nem todos os contaminados ficam debilitados, e mesmo os que ficam, só apresentar os sintomas alguns dias depois. Então no momento do contágio ainda é uma pessoa como outra qualquer, não é um doente. Não é como na peste negra que a residência que tem alguém contaminado fica marcada. Você não sabe se o seu vizinho está em quarentena ou em isolamento social. Em condomínio, seja casa ou seja apartamentos, todos compartilhamos o mesmo espaço, seja de entrada e saída, para jogar o lixo, a circulação, corrente de ar, o elevador, seja o que for. Então não, você não vê sinal nestas pessoas e uma delas pode estar contaminada. Talvez você não fique doente, mas alguma outra pessoa com quem você teve contato pode pegar por você. Já pensou se aquela sua tosse alérgica, o resfriadinho, ou mesmo a dor de cabeça pela manhã não são os sintomas e você está bem mas contaminando os outros? Ninguém pensa nisso.
Já falei e canso de explicar para as crianças. Essa pandemia veio para a população repensar seus hábitos. Refletir sobre a origem das coisas. Você compra porque precisa ou porque gosta? Você come porque gosta ou porque te faz bem? Ninguém mais se preocupa em tomar remédio. Quer dizer, na maioria dos casos, fazer uso contínuo de medicamento não pode ser considerado normal. Você precisa aprender a lidar com a situação fazendo terapia para não precisar depender do seu antidepressivo. Você precisa corrigir a alimentação, exercício, repouso para ser saudável sem tomar o medicamento para os sintomas. E você fica doente, toma remédio e se cura. Não existe isso de tomar remédio preventivo. Complexo vitamínico suplementar também é só para casos especiais e por tempo limitado. Depois você volta a controlar a alimentação. Mas ninguém quer abrir mão do que gosta. Ninguém que se esforça para se manter vivo. Só quer as fórmulas fáceis.
Bom, mais um momento que eu me excedi. Não vou apagar agora, mas provavelmente vou acabar apagando em breve. Depois de escrever isso tudo, preferi ficar uns dias sem publicar e acabei ficando sem escrever. Gastei todo o tempo extra que eu tinha para ler os livros que estão parados em casa. Não tenho mais lido as notícias, nem acompanhado o noticiário do rádio. Estou me fechando no meu mundo para esperar esta loucura passar.
Sei que a tendência a partir de agora é piorar. Não será fácil, mas tudo vai passar. 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Quarentena Dia 60

Estou tendo que repensar as minhas férias. Com a proibição do trabalho remoto que vem sendo discutida, não sei como vamos fazer enquanto não for permitido que as crianças voltem para as escolas. Já foi discutido tanta coisa que, por mais que seja absurdo, preciso considerar a possibilidade de isso acontecer e eu precisar usar as minhas férias.
Continuo tentando manter o nível de trabalho mais controlado, porque do jeito que estava indo, não teríamos como continuar. Estou me desgastando demais acordando cedo e ficando tantas horas em função do trabalho. Hoje participei de uma reunião enquanto fazia o bebê dormir no colo. Fora a quantidade de vezes que precisei descobrir coisas em casa para auxiliar nas atividades e pesquisas das meninas. E olha que isso é o de todo dia, sem exceções.
As meninas estão bem, mas eu estou ficando muito cansada. Algumas coisas eu sei que passarão a ser cobradas em breve e não estou preparada para entregar. Deixei na minha lista de coisas para fazer.
E da minha lista de coisas que eu pretendia fazer nas férias e tentar aproveitar quando tivesse mais tempo em casa, não consegui fazer grandes coisas.
Andei falando demais nos últimos dias e estou tentando comentar menos. A minha proposta neste diário ou em ter um blog nunca foi abrir a minha vida, mas ter a oportunidade de falar o que não é falado. Se ficar polêmico demais, além de me expor e passar a ter preocupações que eu não tenho começa a ficar pedante. Isto não é um local de protesto, mas de reflexão. Uma reflexão sobre a minha vida, a minha conduta e os meus valores. Não os dos outros. Não quero falar algo que possa ser mal interpretado.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Quarentena Dia 59

Parece que ninguém mais acredita na quarentena. As pessoas estão começando a levar a mesma vida normal de antes. Ignoram a lei e saem sem máscara. Eu não via muita coisa acontecendo porque eu fico mais em casa. Mas hoje foi o meu dia de sair, fazer uma pequena caminhada e ficar alguns momentos com a mais velha até a banca de revistas comprar um gibi. Completamente desnecessário, mas com todos os cuidados, saí antes das 10 da manhã em um domingo, fomos com máscara, evitamos contato com as outras pessoas e só pusemos a mão nos itens que levamos para casa. É muito difícil fazer isso? De forma alguma. Não precisa ir nos momentos que o supermercado está lotado, não precisa sair para passear no shopping e nem precisa levar as crianças para brincar todos no mesmo horário. Como eu tenho duas crianças fica ainda mais fácil, porque uma já brinca com a outra. Mas os filhos únicos realmente sofrem. 
Continuamos com números expressivos de novas contaminações e de mortes. Continuamos sendo um dos países em evidência. Cada vez mais lugares estão com os hospitais lotados. E, com a saída do ministro, o quadro político volta ao destaque pelos protestos de um lado e de outro.
Já disse que não aguento mais os discursos de ódio? Com certeza sim. Mas eles continuam.
Demos um fone de ouvido para a mais velha e agora ela quer fazer tudo com música. Acabei deixando ela usar meu computador e pouco avancei nas tarefas que pretendia fazer.
Comecei a leitura de uma pequena série de romances de banca, são histórias curtas, então pretendo cortar os títulos da lista de forma mais rápida. O problema é que mesmo conseguindo avançar, não me faz ficar lendo e acabo parando várias vezes.
Também supervisionei as atividades das meninas por muitas vezes e com isso não fiquei ao lado do computador ou de um livro muito tempo.
Não foi e nem têm sido dias especiais. Acabamos muito presos na rotina do dia a dia, tentando cumprir uma meta ou outra. 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Terminados em Abril

Não fui melhor do que nos últimos meses, mas ao menos tenho coisas terminadas para contar, coisa que não aconteceu em alguns meses do ano passado.

Produtos Terminados:

De tudo o que eu usei, terminei com estas duas embalagens de creme de tratamento para os cabelos. Este foi o último de um conjunto de 3 bisnagas para fazer banho de nutrição. Gostei do produto mas não sei se compraria de novo. Quero voltar a usar Neutrox que sempre deu certo para mim.
E a outra embalagem é a amostra que veio junto com um conjunto de shampoo e condicionador que eu já havia usado.
Agora tenho mais quatro amostras para usar antes de comprar outro. Uma delas eu já abri.
O outro produto que descartei foi este álcool gel. A embalagem é pequena e eu já tinha em casa faz tempo. Usei para abastecer outros dois frascos, também pequenos e descartei uma embalagem. É provável que quando acabar a quarentena ainda tenha álcool gel em casa. Por enquanto, um frasco a menos.

Andamento das Metas:

Consegui pegar para atualizar uma das listas, não avancei muito, mas preciso reorganizar.
Voltei a usar o batom que estava na meta de 2018, falta pouco mas não terminei. 
Pouco usei creme para o rosto. Tive alguma mudança na alimentação, provavelmente exagero de chocolate, e a pele ficou com espinhas. Lavei com mais frequência e evitei passar cremes. Mesmo que o protetor solar seja toque seco.
Continuo não conseguindo usar nem perfume nem esmaltes. Parece desnecessário sem sair de casa. Só usei batom porque a boca estava bastante ressecada.
Sobre os 5 produtos listados para terminar, parei com quase todos os produtos de anos anteriores que ainda não terminei. Ainda pretendo retornar para o sabonete quando terminar o da meta do ano. Os de 2020, o desodorante continuo usando regularmente, e também usei muitas vezes o creme para pentear que deve durar para uns dois usos. Acabamos usando um outro em spray, por isso está demorando tanto para acabar. O creme hidratante estamos usando pouco, também está de cabeça para baixo, mas ainda dura mais um pouco. O lápis de olho nem cheguei a pegar, também parece que não faz sentido usar sem sair de casa. A barra de sabonete que estou usando diminuiu bastante, mas ainda tem mais um. 

Produtos Novos:

Desta vez, de verdade, eu não comprei nada. Evitei sair de casa, evitei ir no supermercado ou na farmácia. Pensando friamente, poderia ter adquirido um produto ou dois para as meninas, mas estou tentando usar o que eu tenho e me adaptar com o que eu não tenho.

Consegui terminar alguns produtos, mas principalmente estou usando o que eu tenho. Acho que vou terminar ainda bastante coisa até o fim do ano, mas quero ver se consigo ficar sem comprar em excesso quando puder voltar a sair de casa. Vai ficando uma vontade de ter coisas apesar de na prática não ter tempo para as usar.

Quarentena Dia 58

Foi ótimo ter acordado mais tarde. Aos poucos estou descansando da maratona que passei nos últimos dias. Já não aguentava mais acordar tão cedo e ir dormir tão tarde. E sem sono.
Não planejei fazer muita coisa, pretendia deixar em aberto. Acabei me dedicando em atualizar a biblioteca e terminar de ler um dos livros que estava lendo. Ainda é muito pouco para o tanto que eu tenho de livros para ler. Mas preciso baixar a lista de livros da pasta download para menos de 42 até o fim de maio. Por enquanto está em 44, mas como algumas leituras são mais difíceis, quero baixar o máximo possível. 
Eu pretendia cuidar das roupas e voltar a costurar, mas fui relapsa. Até coloquei roupa para lavar e separei roupa que não cabe mais na mais nova, mas precisava ter atacado aquela pilha de roupas. Pelo menos reduzir o que está para fora da sacola.
Com isso as meninas também ficaram mais soltas e não fiz muita coisa com elas.
Não é impressão, estou evitando falar da doença. A situação não está melhor, até o Ministro da Saúde abandonou o cargo e não duvido que o Ministério venha a ser extinto e a pasta juntada com outro ministério. A situação política está tão tensa que nem se fala mais da doença. 
A população já está cansada e irritada com os caixões vazios que estão sendo enterrados para assustar a população e prender as pessoas em casa. Eu não entendo como alguém pode ver o que aconteceu e acontece nos outros países e achar que aqui é diferente. Porque França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos que possuem uma estrutura hospitalar muito melhor tiveram tantos óbitos e o Brasil vai se safar desta? Ah, é a cloroquina o diferencial do Brasil... Eu juro que eu não entendo. É a verdade que lhe convém. 
O que eu sei é que vamos aprender a lidar, seja com o que for. Se eu precisar voltar a trabalhar no escritório e as meninas estiverem sem escola, vamos dar um jeito. Assim como sempre demos. E vamos ver aonde podemos chegar.
Ás vezes penso que é melhor mesmo esse povo morrer por ignorância quando não leva a sério e prefere se envenenar com a cloroquina achando que vai se curar. Mas esse pensamento não é justo com os demais que levaram a sério mas mesmo tomando cuidado acabaram contaminados por meia dúzia de sem noção que acha que se não tem sintoma está protegido. 

terça-feira, 19 de maio de 2020

Quarentena Dia 57

E quase aconteceu de novo. Acordei 05:30 da manhã e estava com tanta coisa pra fazer que esqueci de vir escrever. Foram duas semanas terríveis de muito trabalho que nem tive tempo de pensar na vida.
Consegui fazer muita coisa, é claro. Mas estou muito cansada. Estou feliz que o fim de semana está chegando mas ainda estou acelerada com as atividades que restam. 
No fim da tarde quando tive chance de diminuir o ritmo saiu a notícia de outro ministro que caiu. E esse nem teve o cai-não-cai com direito a apostas. Ou se teve, eu nem percebi de tanta coisa que estava acontecendo.
E a outra notícia ruim foi a ameaça de ter o trabalho remoto interrompido, ainda que as crianças estejam sem escola. Não sei o quanto é negociável, se isso vai sair mesmo e o que podemos fazer, mas vou ter que começar a me preocupar.
Consegui fazer algumas coisas com as meninas mas até isso tenho estado sem ânimo para fazer. E percebo que só o que consigo é ficar mais sem ânimo.
Já que a semana voou e eu não consegui fazer muita coisa, vamos aos planos do fim de semana. Preciso retomar as costuras e tentar reduzir mais uma sacola. Estou adiando esta tarefa por tempo demais. 
Tenho tentado avançar nas minhas leituras, depois de terminar Os 100 Segredos das Pessoas Felizes, tentei pegar outro livro de leitura mais fácil, mas não engrenei ainda. Nem lembro direito o nome do livro. Tem alguma coisa a ver com casamento no título. Pretendo terminar de ler no fim de semana.
E tenho mais algumas organizações para fazer que não posso evitar mais. Vou tentar começar com o inventário que eu geralmente faço em janeiro. E talvez começar a mexer em mais alguns materiais de escritório.