domingo, 31 de julho de 2016

Terminados em Julho

Por enquanto ainda não me sinto pronta para fazer um inventário dos produtos, mas tenho continuo com alguns progressos para relatar. Creio ter um resultado ainda melhor que no mês anterior.

Logo no dia primeiro, fui abastecer o pote pequeno de creme com o pote grande que já estava com a tampa quebrada, e acabou. Este creme de embalagem azul da Nivea que eu tinha é um creme já antigo, mas muito bom. Desocupou um espaço da minha bancada que surpreendentemente está mais vazia.
Outro item que já estava quase acabando faz tempo é este creme de tratamento para o cabelo da Frutis que estava listado nos 5 para terminar. Como eu já tinha outro, ele está em uso e saiu da minha bancada.
Também aproveitei para experimentar uma ampola destas de tratamento para o cabelo da Elseve. Gostei do resultado, mas por enquanto ainda tenho o outro pote de creme para tratamento que estava na bancada e agora estou usando.
Finalmente acabei com o sabonete que estava em uso e também abri uma miniatura destas de hotel. Confesso que ainda tenho um tanto de sabonetes, inclusive sabonete líquido. Vamos ver se consigo avançar melhor agora.
Finalmente, acabamos com este shampoo infantil (o condicionador ainda dura mais um pouquinho) e já passamos para o seguinte. Não tive como não cortar a embalagem, estava cada vez mais difícil tirar o produto para uso. Pela minha experiência, os produtos da Biotropic sempre funcionam. A embalagem muda com temas de personagens, uma mais legal que a outra, mas o produto é o mesmo. Mesmo cheiro, mesma cor e mesma qualidade. No começo me surpreendi, mas fortemente recomendo.
Continuo na minha busca por terminar as minhas miniaturas e terminei mais 1 shampoo destes de hotel também. Cheguei a pensar que não terminaria tudo o que eu tenho até o fim do projeto mas agora tenho bem pouco. Não vejo a hora de esvaziar a gaveta.
Não sei se lembram quando coloquei em 5 para terminar, estou usando quase que diariamente estes produtos e tanto o batom quanto o sérum para a área dos olhos estão bem no fim. Esperava terminar em julho mas ainda não deu. Não vejo a hora de trocar de produtos.
Finalmente começo a perceber algum avanço no perfume, mas ainda demora para terminar, mesmo usando o frasco com borrifador.

Apesar de ter parecido desesperadora a chegada de tantos produtos, não fiquei tão aflita e as coisas já estão chegando na normalidade. Continuo tendo produtos em excesso mas consegui arrumar lugares para quase todos eles. Acabei por refazer o "Beleza da Vez" para completar com os produtos da minha bancada que ficaram de fora e pretendo fazer um novo assim que a bancada estiver renovada.
Sobre adotar o uso de produtos que já tenho, continuo encantada com o meu corretivo e tenho usado ele e o pó compacto com razoável frequência.
Descobri também que a minha máscara para cílios já secou, coloquei um pouco de colírio para ver se ainda dava para usar. Sabia que havia pouco, então deve acabar em breve.
Outro produto que tenho conseguido usar com mais frequência são esmaltes. Apesar de eu fazer pouco as unhas, tenho muitos esmaltes. Percebi que uma das bases está bem gasta e por isso pretendo priorizar esta para terminar.
Todos estes produtos devem aparecer por aqui em breve e estou mostrando toda semana no instagram.

Ainda não consegui achar uma forma boa de fotografar. Eu sei que o problema é a luz.
Apesar de evitar comprar, sempre parece que as concessões são justificáveis. Como estava tendo dificuldade com o creme para pentear acabei comprando este spray da Seda para usar com o cabelo seco e estou deixando o outro para usar com o cabelo molhado. Apesar de estarem então dois abertos, um deles não demora muito para acabar que já está bem gasto.
Enfim, ganhei estas amostras de creme da Natura Tododia na revista (atrás). Por mais que eu tenha muitos cremes, gosto muito destes cremes da Natura e vou experimentar.
A primeira coisa que precisei comprar é este sabonete íntimo. Não tenho preferência pela marca, mas gosto do perfume, então sempre compro o mesmo. O pote que está em uso já está de cabeça para baixo e devo ficar sem a qualquer uso.
Embora pudesse ser dispensável, acabei comprando mais um condicionador para repor o que fica na mochila. Poderia ter usado um dos que tenho em casa, mas preferi manter o parzinho de produtos de mesmo tipo. Engraçado como estou com vários condicionadores com um restinho (nunca acaba junto com o shampoo) e depois vou pegar um shampoo sobressalente para usar com estes restinhos.
Como prova da minha resistência, ainda estou adiando comprar o blush. Pretendo evitar deixar produtos parados muito tempo e não estou usando maquiagem com frequência. Também estou adiando a compra do removedor de esmaltes, mas fazendo a unha com mais frequência, logo não vou ter como adiar.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Diário de Leitura - Resumo da Trigésima Semana

Quem diria que já chegamos na trigésima semana do ano. O Natal já está logo aí e tenho que começar a pensar nas metas do ano que vem. Já falei que resolvi terminar as leituras que estão enroscadas? Ler por obrigação não é fácil. O problema é que algumas leituras precisam deste empurrãozinho. Como ninguém é de ferro, estou intercalando estas leituras com outras mais leves. Senão não teria terminado nada.

Seguindo a Correnteza novamente da Agatha Christie foi um romance instigante. Poirot juntou fatos ocorridos num intervalo de 2 anos, sem qualquer ligação aparente pela conexão da história contada e se viu envolvido num assassinato que depois trouxe ainda outras mortes, chantagem, muitas mentiras e outros tantos crimes.  Tive dificuldades em ler. Terminei em 26 de julho e avaliei com 4 estrelas.

A Testemunha de Acusação, também da Agatha Christie é uma peça de teatro sobre um assassinato e o julgamento. Eu gosto de ler peças, mas esta foi a primeira da Agatha. Foi uma leitura rápida que concluí em 27 de julho. Avaliei com 4 estrelas também.

Apesar de ter conseguido ler bastante esta semana, não terminei mais nada e gostaria de ter lido mais. Devo aproveitar alguns dias de férias para terminar algumas das leituras em andamento. A lista atualizada de leitura com bastante alteração vai aparecer no balanço mensal de julho.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quando a Cozinha toma Vida

Ver as fotos e vídeos das comidas e o comentário de que é facinho deixa a gente cheio de vontade de cozinhar. Daí você vê que para fazer a receita precisa de isso, aquilo e tal, mas se você não tiver pode trocar por isso e aquilo... começou a ficar complicado. Aí começa a pesquisar alternativas na receita, outros livros de receita, corrigir a quantidade e aí aparece aquela mulher dizendo que é essencial na cozinha utilizar aqueles medidores de xícaras e colheres (sempre opções caríssimas) para a receita dar certo.
Eu desanimo e tenho vontade de largar.
Não vou me aventurar a dizer que eu cozinho muito bem, mas eu aprendi um mínimo na cozinha para fazer as minhas interpretações. Chegou a um ponto que eu prefiro não comer fora para poder comer em casa que a minha comida é melhor que as opções que tenho. Mas são tantos dilemas...
O principal motivo de eu ter tentado melhorar a qualidade da minha alimentação e saber preparar em casa é oferecer uma alimentação saudável para a minha filha. Nem sempre é fácil, perco muito tempo acertando a receita para usar só o que eu tenho em casa e comprar o mínimo de ingredientes sem ficar sobrando.
Até pouco tempo atrás eu jamais consideraria fazer uma receita que sobrasse claras ou gemas. Não pincelo nada com gema para não precisar descartar as claras.
A parte dos ingredientes eu até consegui dosar e controlar. Ainda tenho algumas coisas em casa que sobraram de outras receitas e eu quero acabar, mas nem tanto como antes. 
Minha nova preocupação são os utensílios. Não dá para ficar armazenando um recipiente para assar frango no microondas ou um cupcakemaker que você só vai usar uma vez. Por que não é algo que você usa todos os dias. Mas, sim, eu tenho coisas para usar às vezes. Tipo refratário para assar pudim no microondas, ou coisas mais decorativas. O que eu tenho tentado fazer é repetir receitas que usam os mesmo recipientes e utensílios para ter maior uso, mas também tenho coisas em casa que praticamente nunca usei.
A proposta é eu tentar listar e usar pelo menos uma vez tudo o que eu tenho para saber se vou manter ou é melhor passar pra frente.
São coisas que eu herdei, ganhei de casamento ou comprei sonhando com uma vida que não é bem a minha:
  •  Eu sou louca para aprender a fazer pão. Tenho forma tanto para pão, como para biscoitos, mas nunca fiz. 
  • Herdei uma sopeira que não é exatamente como eu queria e algumas vasilhas para servir e guardar na geladeira mas acabo servindo nas panelas que também são bonitas.
Não vou listar tudo aqui, apenas exemplos, mas aos poucos vou contando da experiência e espero em um ano conseguir usar tudo.

020. Usar pelo menos uma vez todos os utensílios de cozinha que eu tenho guardados antes de comprar mais alguma coisa.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dormindo com os Anjos

Uma boa noite de sono é indispensável para se ter um bom dia. Mas são as necessidades mais essenciais que me deixam de mau humor: sono, fome, sede, higiene... E coisas assim.
Barulho, iluminação, frio/calor, roupa confortável, travesseiro, posição de deitar, tudo tem que ter o seu jeitinho para proporcionar uma boa noite de sono.
A alimentação afeta o sono, a rotina da semana, exercício físico e coisas do tipo. Preocupação, estresse, estado emocional... Como podemos ser tão sensíveis!
Sempre fui "acusada" de ter o sono muito profundo e agir como sonâmbula. E aceitei como sendo palavras verdadeiras.
Quando lembro da época da faculdade que ficava sem dormir, não tinha hora para dormir e emendava vários dias virando noite para depois ir dormir quase 24 horas corridas nos fins de semana. E o meu corpo se adaptava. Tive dias melhores e piores. Desta época, não tinha tantas consequências, mas não é tão fácil. Ainda bem que esta época passou.
Por muito tempo tive problemas de insônia. Ainda tenho dificuldade, muita dificuldade em pegar no sono. Independente do horário.
Descobri que acordar sem despertador também melhora muito o meu humor. Mas como não dá pra ter mãedespertador a vida toda, acabei condicionando meu corpo a acordar sozinha todo dia no mesmo horário para não me atrasar para o trabalho.
Uma coisa que eu aprendi na gravidez é que só nós mesmos podemos interpretar como nós somos. As pessoas com quem convivemos podem nos trazer pistas e reflexos de usas observações, mas as conclusões são nossas.
E, sim, nós mudamos. Alguns pouco, outros muito. Às vezes por querer, muitas vezes sem querer. Não vejo que a minha relação com sono seja anormal ou incorreta. Eu gosto mesmo de dormir e procuro dormir por volta de 8 horas por noite, nada a mais. Por conta da rotina, estas 8 horas ocorrem entre as 22 horas e as 07 horas. Mesmo no fim de semana. Já tentei dormir depois do almoço, mas não funciona e ainda por cima atrapalha meu sono da noite.
Depois que tive filho, meu sono ficou leve e eu precisava me concentrar para esvaziar a cabeça para conseguir pegar no sono. O cansaço era tanto que era só fazer a rotina de esvaziar a cabeça que eu já apagava.
Recentemente, descobri que meu sono voltou a ser profundo um pouco depois que eu adormeço até mais ou menos 2 horas da manhã. Depois volta a ficar leve e eventualmente recomeça um novo ciclo. Não é algo que eu tenha algum controle, só sei que está assim. E está tudo bem....
Nesta semana, depois que concluo o primeiro longo ciclo de sono, ao invés de ficar com o sono leve, estou acordando. E volto a ter dificuldade em voltar a dormir, como se eu ainda não tivesse dormido. É péssimo, acabo ficando cansada durante o dia e fica mais difícil de levantar de manhã sabendo que não terminei o meu sono.
Ainda não sei direito o que está fora do lugar ou o que está mudando na minha vida, mas o meu delicado sono já está prejudicado.
Apesar de fazer deste um mero relato, quero alertar para a importância de uma relação saudável com o sono. E principalmente, observar as mudanças na rotina que o seu corpo exige ao longo do tempo. Muitas vezes um alerta para diminuir o ritmo é algo melhor para lidar do que uma doença mais grave. (Você já teve enxaqueca?)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que Não se Pode Mudar

Está ficando cada vez mais filosófico. A reflexão da vez que eu fico questionando é se eu atingi o objetivo do item ou se meramente estou cansada de me dedicar a aquilo e vou dar por encerrado. Ainda que eu sinta um progresso parcial, quando começo a escrever quase que me convenço que o trabalho já está feito. Em outros momentos penso que o item é irreal e o problema não foi resolvido porque não é um item pontual e por isso o esforço é permanente. Às vezes eu tenho as minhas dúvidas sobre o que eu queria alcançar e por isso acabo colocando pesos diferentes para os itens. 
A verdade é que mesmo que tenha terminado pouca coisa, sei que fiz muita coisa. E muito mais coisa eu quero fazer. Mas não sei se voltaria a fazer uma lista como essa. Eu gostaria de adotar mais listas do tipo 5 para terminar, fazer um project pan, um inventário de algum tipo de produto... Mas acabar com meus lápis, por exemplo, é irreal. A vez que eu contei que teria sabonete para 3 anos e ainda não acabei com eles já que enquanto alguns se vão, outros acabei ganhando, descobri que eu tinha um monstro. Fico feliz que com este projeto consegui focar em algumas coisas para amenizar o completo caos. Aos poucos penso que eu diminuí o consumo de produtos de beleza, por exemplo, e voltei a usar o que estava parado. Foi um grande processo de autoconhecimento, buscando tudo o que eu tinha e que era importante para mim. 
Outra coisa positiva é que eu fui parando de comprar livros e já não baixo como antes. Congelei as minhas listas de leitura e aos poucos vou conseguir reduzir a apenas uma. Finalmente comecei a trocar livros e não sinto necessidade de acompanhar os lançamentos das editoras já que agora estou focada em ler primeiro o que está comigo para depois procurar outras coisas para o espaço destes.
Aprendi a conhecer o meu guarda-roupa como nunca antes e tenho aproveitado bastante disso.
Estou conseguindo fechar melhor os assuntos do trabalho e documentar o que eu faço e também estou preparando as bases para deixar um legado sem que dependam de mim. Sempre quis fazer isso mas nunca consegui fazer do jeito que eu queria. Agora estou fazendo pequenas coisas de outro jeito e estou tendo algum sucesso.
Apesar de fazer pouca coisa que poderia ser considerada decoração, estou trocando coisas de lugar, descobrindo novas formas de arrumação que estão deixando a casa com a minha cara. Quantas pessoas vivem em uma casa que nem parece sua? Completamente impessoal. Hoje eu sei que a minha casa tem muitas coisas que são muito minhas.
Assumi mais responsabilidades com o meu bem estar. Ainda tenho muito para fazer, mas felizmente já comecei a mudar. Eu vivo, como eu saberia que viveria, com o suspense de uma mudança de planos no decorrer deste período. Ele vai acontecer, e temo que em breve, mas sei que ainda que interrompa, estou satisfeita com os avanços e não quero parar por aqui. 
Neste período de férias escolares fazemos muito mais coisas do que durante o ano letivo. Depois da escola sempre tem alguma coisa diferente para fazer: culinária, artesanato, atividade, passeio, brincadeira nova e por aí vai. Percebi que desta maneira conseguimos aliviar o cansaço de não tirar férias em julho. Eu que fico sem tempo para me dedicar aos meus projetos. Depois da euforia do mês passado que tentei terminar todo o possível, esperadamente pouca coisa terminei. Não tive como me comprometer com nenhum dos passeios que listei, infelizmente.
Li alguma coisa mas ainda não terminei mais nenhuma meta relacionada a livros. Ao invés de assistir o que temos em casa, acabamos indo ao cinema/teatro. Contei muita história, mas não terminei nenhum livro que estava listado. 
Fizemos bolo e docinho, mas não tentamos o biscoito. 
Brincamos e tiramos fotos, algumas coisas foram para a caixa de lembranças, mas não trabalhamos no álbum de fotos.
Comecei a mexer mais nas roupas. Esperava marcar a maioria delas neste mês mas mal comecei.
Como troquei algumas roupas de lugar e estou mudando a organização do guarda roupa, consegui separar algumas camisetas para doação ao invés de reformar. Acredito que aos poucos vou conseguir fazer.
Por conta da mudança do convênio médico precisei mexer em documentos antigos e joguei algumas coisas fora, mas ainda preciso encarar a minha pasta e queimar os que são dispensáveis.
Apesar de intenção de copiar as fotos da escola, finalmente deixei um pen drive com a coordenação da escola para separar algumas fotos para mim. Assim que pegar de volta nas próximas semanas vou poder separar e copiar as que quero colocar no álbum.
Estou precisando arrumar lugar para guardar móveis e isso reavivou as grandes reformas que pensávamos em fazer e eu vim adiando. Ainda não é o momento de mexer na cozinha, mas talvez tenha que mexer no quarto da Ágata.
Gostaria de já ter terminado o quebra-cabeças, mas depois da euforia inicial acabamos deixando de lado e ainda falta perto de 1/3.
Ainda tenho buscado inspiração em outros blogs, alimentado algumas ideias e vou deixar algumas para implementar em 2017. Depois disso, vou poder dizer que achei a cara que eu quero pro meu blog.
Apesar de ter avançado em mais uma coisa ou outra, nada digno de relato.

Balanço Mensal do Projeto de Organização
Resumo do Vigésimo Quarto mês
itens concluídos: 22
itens em andamento: 39
itens pendentes: 44
itens cancelados: 1

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Diário de Leitura - Resumo da Vigésima Nona Semana

A semana de 15 a 21 de julho se manteve com a atividade intensa. Estou me adaptando à nova rotina mas principalmente estou conseguindo passar mais tempo lendo. Ainda preciso fazer muitas coisas e não vai dar tempo de terminar até o fim do ano, mas quero tentar chegar mais perto possível de atingir as minhas metas.

O Bem Amado é o roteiro da novela de Dias Gomes adaptado por Mauro Alencar. Esta novela eu não tenho nenhuma lembrança que me veio durante a leitura. O início é prosaico como um roteiro de teatro. Os personagens são bastante caricatos. Terminei de ler em 17 de julho e avaliei com 4 estrelas.

A Punição da Bela é mais um volume da Trilogia Erótica da Bela Adormecida de Anne Rice. Continua com um enredo pobre e sem propósito. Bela foi para a Vila, considerado o pior castigo infringido aos príncipes e princesas rebeldes. Terminei de ler em 18 de julho e avaliei com 3 estrelas. Foi um pouco mais fácil de ler do que o volume anterior, principalmente porque eu já sabia o que esperar. Agora, encarar o último volume.

A Libertação da Bela é o último volume da Trilogia Erótica da Bela Adormecida de Anne Rice. Neste volume, Bela e outros 5 príncipes e princesas escravos são sequestrados e levados para o sultanato. Depois do susto e da surpresa, apesar da dificuldade da língua eles estão se acostumando com a rotina do castelo até serem resgatados. Fiquei satisfeita com o final. Ainda tenho outras leituras na fila mas agora vou priorizar as metas. Terminei em 21 de julho e avaliei com 3 estrelas.

Também li outros livros que estavam em andamento mas avancei pouco. Estou longe do ritmo que tinha no ano passado mas estou satisfeita com o avanço. Ainda tenho muita coisa listada para terminar e muitas leituras extensas. 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Sobre os Sapatos a se Usar

A minha vida caminhou naturalmente entre a adolescência e a juventude até que, ao terminar a faculdade e começar a trabalhar percebi que tinha ficado alguma coisa para trás e voltei para a faculdade na esperança de fazer uma pós. Isso não é nada de extraordinário, mas ao invés de mudar o estilo de me vestir de estudante para o estilo social das empresas, voltei para o modo estudante e deixei o modo social guardado. Neste meio tempo engordei e emagreci. (E já estou divagando, vou chegar nos sapatos...) Em 2007, quando voltei a trabalhar, boa parte das minhas roupas sociais ainda cabiam em mim, mas 6 meses depois, não mais. Os sapatos que ficaram guardados, ainda usei por um tempo, mas eu pegava ônibus, tomava chuva, precisava andar bastante... E o protocolo exigia social, sapato fechado e com salto. Comecei a fazer academia, precisei de um tênis. As minhas sandálias "de balada" não dava para trabalhar. As sapatilhas e sandálias de ir para a faculdade que eu poderia usar em casa e aos fins de semana, acabavam guardadas que eu ficava mesmo descalça. E eu fui me virando com o que tinha. Quando precisava jogar algo fora, comprava um item substitutivo do jeito que achava, trouxe um tênis dos Estados Unidos quando viajei, ganhei chinelos em três casamentos que fui. Eu não sabia do que eu precisava, mas comprava o que eu achava que ia resolver meu problema. Algumas aquisições foram boas, outras eu não sei dizer se valeram o uso. Então fiquei grávida, aboli os saltos e não quis pensar em mais nada. Três anos depois, comecei a rever tudo o que tinha e já acabei com um tanto de sapatos.

Não é que os sapatos sejam porcaria, nem que eu tenho pé de gancho e detono em cada uso. Eu sou cuidadosa. Mas eu preciso andar de um lugar a outro e não dá pra ficar carregando sapatilha na bolsa e ir trocando. É o desgaste natural dos materiais, somado ao meu ritmo de andanças e o tempo que ficaram guardados. Uma das botas estava na caixa e o couro (sintético) rachou inteirinho quando peguei para usar. Um dos sapatos aconteceu isso por dentro e foi se desmanchando no meu pé com o suor. Outro perdeu a pastilha do salto (rachou de guardado) e não tinha conserto. Mais um, deu bolha na sola do pé pelo atrito ao andar. E a outra botinha, como prefiro aquelas solas de borracha costuras e bem macias, acabou furando no bico, a parte de maior atrito.

Neste último ano, uma das coisas que acabei organizando junto com as roupas, foram os sapatos. Voltei a usar alguns que estavam parados e descobri um pouco mais sobre o meu estilo. Confesso que pensei em comprar dois para substituir os três que eu descartei, mas creio não ser necessário, acabei ganhando estes dois da mesma pessoa que comprou para si mas não vai usar. Depois lembrei que estes 3 que descartei, comprei no mesmo dia, para trabalhar, na companhia da minha irmã. As escolhas que eu faço quando compro com outra pessoa (principalmente se for a minha irmã) não são escolhas que eu faria se estivesse sozinha. E não quer dizer que não gostei, pelo contrário, gostei bastante. Uma das botas, substituí por um ankle boot. A de cano alto não pretendo comprar outra por enquanto. Principalmente porque agora só tem aquelas over knee. Mas acabei comprando uma de cano médio com salto baixo. E a outra, vou tentar consertar uma vez antes de descartar, mas posso viver sem.

Ainda tenho sapatos parados no meu armário, principalmente sandálias e sapatilhas, mas estou cada vez mais convicta que não posso deixá-los parados que só vão estragar. Estes sapatos que não repus, vou considerar desnecessários. Vou continuar testando e experimentando os sapatos que tenho guardado e usá-los até o fim. Vou substituir numa quantidade adequada, e vou manter estes em uso. Neste caso, a minha preocupação minimalista não está em ter cada vez menos e usar pouca coisa, não está em ocupar pouco espaço. A minha preocupação é não contar com um sapato e tirar do armário para usar para depois ficar descalça na rua. A minha preocupação é não tentar substituir um sapato porque o outro acabou e ficar usando um sapato que eu não sei se eu gosto, porque eu acho que eu preciso e no fim perceber que não tem nada a ver comigo e eu achei que queria.

É um exercício de paciência. Já descartei muita coisa e sei que estou perto da quantidade ideal, mas ainda preciso cuidar um pouco mais. Querem ver um inventário de sapatos? Vou pensar no assunto.