sábado, 16 de outubro de 2010

Travessuras da Menina Má

Esse livro também tem uma história de como chegou na minha Lista de Leitura. Ano passado, num feriado que eu não pude emendar, fomos passar o dia em Campos do Jordão/SP. Chegamos cedo para pegar mesa na calçada e nem estava tão frio. Mas estava cheio e apertado. Impossível conversar sem que a mesa ao lado ouvisse. Praticamente cochichávamos. Mas os caras da mesa ao lado estavam falando bem alto. Bem sem noção. Um deles tava falando sobre uma viagem que fez ou ia fazer para a França quando outro falou: Se você quiser passear e conhecer a França, você tem que ler um livro. Quando eu ouvi isso, espichei o ouvido. Adoro receber dica de livro. Ainda mais sem pedir. Aí o cara pediu para pegar a cadeira que estava na nossa mesa e continuou falando: Tem um livro que vai falando de um monte de lugar para visitar e comer na França, o livro se chama Travessuras da Menina Má. E mesmo depois da confusão e do aperto, quando eu fui embora fiquei pensando neste livro. Já tinha ouvido falar este título, mas não conhecia. E eu queria poder conhecer a França um dia. Coloquei na minha lista de leitura.
Como esse mês foi concedido o Nobel da Literatura a Mario Vargas Llosa e todas as livraria estão divulgando os livros dele, enquanto não leio outro, gostaria de contar sobe o único livro dele que eu li: Travessuras da Menina Má.
A minha primeiro surpresa quando comecei a leitura é que a história começa no Peru. E este é um país pouco conhecido considerando o tanto que é perto do Brasil. Outra coisa surpreendente foi que eu percebi que este foi o primeiro livro de lingua espanhola que eu li (mas eu li em português, viu).
O personagem principal e narrador da história tem como objetivo de vida viver em Paris. Não importa a profissão. Então ele vai trabalhar como tradutor e intérprete. O tempo todo ele ganha pouco então está sempre procurando trabalho e cursos para conseguir mais trabalho. O cara vai estudar até russo. A maior parte do tempo ele está trabalhando para a ONU, mas nunca como efetivo.
Os amigos dele, a maioria é estrangeiro querendo ir para Cuba aprender técnica de guerrilha para lutar pelo Peru. O personagem até tenta mas é bem difícil não se envolver com política.
A Menina Má é uma antiga vizinha que ele reencontra na França e a paixonite de infância volta. Mas ela não está muito interessada na vida que ele tem para oferecer. Por ser muito bonita, quer tentar arrumar um bom casamento. É uma personagem misteriosa. O destino os faz reencontrar várias vezes e em cada uma delas ela está com um nome diferente. Ele nunca chega a conhecer a história dela de verdade. Apenas algumas partes. Por isso ele a chama de Menina Má.
Bom, eu resumi demais a história. Gostei bastante dos personagens, aprendi bastante sobre o Peru e sobre Paris e recomendo. O narrador sempre conta os lugares que vai visitar e principalmente os lugares que vai comer. E como sempre está com pouco dinheiro, o roteiro é barato mas não perde todo o charme de Paris. Por isso que o cara da mesa ao lado indicou como roteiro de viagem para a França. Na verdade o personagem sai muito pouco de Paris que não seja a trabalho, mas viaja um pouco.
Não é um conto de fadas. Pensei que talvez fosse auto-biográfico, mas não é. Tem um desfecho bastante interessante. Tenho procurado em sebos para comprar mas ainda acho muito caro, não é minha prioridade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Série Magia em Manhatan

Quase todos os roteiros têm a mesma fórmula de sucesso. Então nestas histórias de adolescentes, o conflito é sempre sobre a popularidade e um aluno deslocado tentando entrar para o grupo dos populares. Aí, funciona por um tempo, e a escola descobre a tramóia e volta a ser como era antes mas agora feliz por que a mocinha encontrou o príncipe encantado.
Pensando na história dos 3 livros da série Magia em Manhatan (não sei se terão mais), o roteiro não foge muito. Só pelo fato de que ela descobre que a mãe e a irmã são bruxas e então utiliza de mágica para conquistar a popularidade. Isso eu acho que é novo.
O dom da magia aparece na adolescência. Não existe uma comunidade secreta ou uma escola bruxa, mas o dom passa de mãe para filha (só mulheres) e é a mãe ou avó que deve instruir a bruxinha no uso da mágica. Mas não é muito complicado, tem um livro de feitiços.
A história é bastante engraçada. Você vê o tempo todos as coisas dando errado. E fica pensando se dá para consertar mais essa. A Rachel me lembrou bastante a Steph de "Como se Popular" da Meg Cabot. Também em forma de narração pela personagem principal, não tem muita participação dos outros personagens.
No primeiro livro da série, Feitiços e Sutiãs, Rachel quer ser do grupo de desfile (tá mais para um grupo de dança, mas foi esta a tradução utilizada) para se tornar popular e quem sabe namorar o Raf. Mas ela não sabe acompanhar o ritmo e é desengonçada. Mas sua irmã Miri usa um feitiço para dar ritmo ao corpo da Rachel. É claro que isso não acaba bem.
No segundo livro, Sapos e Beijos, Rachel está MUITO mais madura e menos egoísta. Encara a vergonha de ter destruído o desfile. Mas neste livro, depois de um feitiço errado que faz o irmão do Raf se apaixonar por Rachel, ela retorna ao grupo dos populares e machuca um pouco mais o Raf. Até enxergar que só estava fazendo mal e tenta consertar tudo.
O terceiro livro tem um novo cenário e muitos personagens novos. Estão num acampamento. E Rachel quer ser aceita pelo grupo de meninas de seu dormitório que se conhecem há anos e ela é a garota nova. Mas logo no primeiro dia, Rachel já faz uma inimiga que quer roubar a sua vida (amigos, família e quase-namorado). Mas tudo bem, agora Rachel também é bruxa. Mas criar feitiços não é tão simples como matemática para Rachel.
Como eu disse antes, é bastante divertido. No primeiro livro perdi a paciência com a imaturidade da Rachel, mas também perdi com a Mia (em "Princesa no Limite", quase desisti de terminar de ler a série, mas valeu a pena). Lidar com o segundo casamento do pai, uma madrasta que tem uma filha mais nova, a vontade da Miri de salvar o mundo e ainda entender como funciona a bruxaria é interessante. Como eu os li fora de ordem gostaria de ler de novo, em sequência, mas ainda está muito recente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Amante Sombrio

Quero tentar algo novo.
Ontem terminei de ler Amante Sombrio. Para os desavisados, é o primeiro livro de uma série, a Irmandade da Adaga Negra e é sobre vampiros.
Definitivamente, esta é uma série para adultos. O apetite dos personagens é grande.
Trata-se de uma irmandade que luta para preservar os vampiros dos redutores. Humanos não são comida e nem inimigos, apenas mais uma raça que existe. Redutores são seres sem almas, escolhidos entre os humanos para coibir o crescimento da quantidade de vampiros.
Logo no começo da história, morre um dos guerreiros da Irmandade da Adaga Negra (Darius) e o grupo começa a se organizar para vingar esta morte. E então, o líder (Wrath) decide ajudar a proteger a filha deste guerreiro que morreu, Beth, que é mestiça e foi criada como humana órfã.
É óbvio que a convivência deles é estranha e a atração é súbita. Mas entram os outros personagens fazendo uma rede de sentimentos que mantém o suspense até quase o fim. Muitos destes personagens poderiam ter mudado o resultado da história e separado o casal, por que os mocinhos (e mocinhas) têm sentimentos que os levam para o bem e o mal. Não são caricatos e imutáveis. Dependem dos sentimentos e das relações. Apenas os bandidos (redutores) que são de fato maus e não mudam de idéia por nada. Então tem remorso, temor, desejo de vingança, ultrage, orguho, piedade, impotência, inveja, admiração, culpa... Todos teriam motivos para trair.
Gozado, que era para ser um romance, mas eu entendi como um policial e sua trilha de intrigas.
O livro é grande, e são muitos personagens em um curto período de tempo. Eu demorei para ler, então eles ficaram bastante tempo comigo.
Tive vontade de ter um Butch para mim. Ele é um policial muito honesto. E é uma pena que ele não seja vampiro também. Mas eu acho que isso pode mudar até o fim da série. Isso é só um palpite. Não parece ser possível, mas eu fiquei com essa sensação.
Eles usavam muito expressões como Meu Deus ou Santo Deus. Só que o "ser divino" é a Virgem Escriba. Não entendi muito bem, pode ter sido uma inconsistência com a tradução ou preguiça da autora de inventar uma expressão melhor. Eu acho que ficou estranho.
Uma coisa que eu gostei foi de o Vampirão rei, líder da Irmandade ser quase cego. Ele ficou menos perfeito. Eu nunca gostei muito dessa coisa em Crepúsculo de os vampiros serem perfeitos. Muito mais bonitos, muito mais fortes e com talentos especiais sobrenaturais. Mas entendo que a história não seria tão boa sem essas características.
Voltando para Amante Sombrio, por mais impressionante que o Wrath seja, ele fica um machão muito meloso ao longo do livro. Pelo menos não ficou chato.
Achei as personagens femininas fracas. Pode ser que sejam melhor exploradas em outros livros. Eu meio que esperava um equilíbrio maior, como em O Garoto da Casa ao Lado e Garoto encontra Garota, ambos da Meg Cabot. Eu diria que este não é um livro de mulherzinha. Mas eu adorei e recomendo.
Não sou muito boa nisso, por que não sei como não comparar com tantas outras coisas que eu li. Espero que gostem e eu não tenha contado demais.

domingo, 3 de outubro de 2010

Clássicos

Quem me conhece a mais tempo, está acostumado com a minha mania de livros e vídeos clássicos e livros e filmes históricos. Quando comecei a ouvir esses comentários, achei que era a sensação de que eu poderia ler todos os livros do mundo (que tonta se realmente pensei que sim...), por isso precisa voltar ao passado. Mas a verdade é que de uma forma ou de outra, as obras atuais continuam fazendo referência a outras obras. Por sorte, hoje, a maioria das referências é de livros que eu já li, mas muitos ainda acabam indo para a lista da barra livros a serem lidos. É muito bom quando a gente entende a referência. Em "Crepúsculo", Edward discute com Bella sobre a personalidade dos personagens de suas obras preferidas. E Bella defende Redcliffe. Você sabe quem é? Leu o Morro dos Ventos Uivantes por causa de Crepúsculo?
Eu não sou da área, então posso estar falando besteira. O meu interesse por essas obras clássicas começou quando começaram as comparações entre obras e diferentes movimentos no curso de literatura. Por política do colégio que eu estudava, e acredito que da maioria das escolas, só tínhamos obras clássicas como leitura obrigatória no colegial. Durante primário e ginásio eram obras mais atuais, a maioria de autores brasileiros. Então cresci lendo Pedro Bandeira, Maria Clara Machado e a hoje clássica Coleção Vagalume. A justificativa é que os alunos achavam a leitura dos clássicos muito chata e difícil. Como meus pais não tinham condições de nos oferecer muitos livros (Enciclopédia era suficiente na época) e a biblioteca da escola não tinha muitas opções e ainda colocava um monte de empecilho para pegar livro, as minhas leituras eram bastante restritas.
Então no momento que estiveram ao meu alcance, principalmente pela internet e pelo meu salário, dei prioridade para os clássicos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, O Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia, O Guia dos Mochileiros da Galáxia e Agatha Christie, são leituras que fazem na escola. São obras atuais e também são clássicos. E eu só as conheci através dos filmes. Mesmo Shakespeare, também só fui ler quando estava terminando a faculdade. Aliás, eu fui uma das poucas alunas que usou MUITO da biblioteca da faculdade. Chegava a pegar 3 livros por vez e renovava sempre que possível para terminar de ler.
Então ainda que eu separasse em vários tipos de clássicos, digamos que gosto de ler todos. Quero falar primeiro sobre os clássicos brasileiros. Sinto muito, mas não gosto de poesia, então esses não terei comentários.
Durante o colegial, eu li quase todos os livros que estavam na lista de Fuvest, Unicamp. No terceiro ano, escolhi metade para ler e metade para ler o resumo. Depois que passei no vestibular, voltei para ler mais alguns. As obras que eu mais me identifiquei, é claro, é o romantismo. Ainda tenho curiosidade por algumas obras e não considero minhas leituras concluídas. Adorei ler Machado de Assis. Sei que muitos não gostam, mas considero "Memórias Póstumas de Brás Cubas" a melhor obra do Século XX. Como alguém pensou em colocar o morto como narrador e contar a história de trás para frente, sem colocar aquele rolo de alma que volta e tal. É impressionante! "Quincas Borba" também é bom, mas "Memórias..." é melhor. "Dom Casmurro" merece ser falado à parte. Para mim, é como se fosse de outro autor. Não está na mesma linha. Esse ano também li "Memorial de Aires". Em 2007 li "Esaú e Jacó" e "Helena", e eu recomendo. São obras mais curtas. "Memorial de Aires" é em forma de diário (Memorial) e menos envolvente. Talvez eu tenha estranhado porque neste caso o narrador é masculino. Mas acho que é porque eu comecei do filé, depois dele, tudo parece carne de segunda...
Outro autor que explorei bastante foi José de Alencar. Estes últimos anos mesmo, li "Lucíola" e "Diva" para completar a trilogia de mulheres. Mas "Senhora", que foi o primeiro que eu li, ainda é mais envolvente. Assisti a reprise da novela baseada nestas obras para matar saudades da Aurélia e seu Fernando. Foi bom tentar interpretar Aurélia na peça da escola. Ainda bem que não deu certo, porque eu sou muito tímida.
Esses últimos anos também tentei a trilogia indígena com "O Guarani" e "Iracema". Ficou faltando "Ubirajara". Talvez algum dia, mas "O Guarani" é muito bom. Engraçado não ter um final feliz, mas isso era comum na época.
Outro momento literário que vale a pena comentar tem "O Ateneu", "O Cortiço" e "Macunaíma". Este último ainda não li. Mas estas obras tive mais dificuldade de entender. Eu lembro que tinha várias mensagens políticas e críticas à sociedade, mas eu não achei muita coisa. Mas se você não ficar tentando entender mais coisa, fica mais fácil.
A minha lista de livros lidos tem muito mais do que esses autores clássicos brasileiros. Mas por enquanto, ficam apenas esses. Não sei se seria interessante tentar falar de um por vez, porque eu leio muito...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Crepúsculo e Opúsculo

Não adiantou o tanto que me falaram que Crepúsculo era livro para adolescente. Esses livros ficaram meses na lista dos mais vendidos. E ainda a baita divulgação que foram os filmes que já saíram. Não sei dizer exatamente em que momento que caí em tentação e não resisti. Sempre quero saber o que está acontecendo. E então eu li Crepúsculo em e-book. E eu adorei a forma como a trama foi amarrada e a leitura deslanchou de tal forma que esta foi uma das leituras mais prazerosas do fim do ano passado. Acho que isso só pode ser talento do autor.
Não assisti os filmes, apenas os trailers. E procurei spoilers sobre os outros livros. Quando comecei a ler Lua Nova em e-book resolvi comprar os livros e ler com mais calma, me deliciando a cada parte.
Confesso que quando terminei de ler Amanhecer não tive tanto prazer assim. A parte da Lua de Mel não foi tão interessante, e o final foi deprimente. Colocaram um horror desnecessário. E diante de todas as críticas, resolvi ler Opúsculo. A minha decepção é que Opúsculo não tem enredo, é totalmente dependente de Crepúsculo.
Deixa eu explicar melhor, isso acontece também com os filmes "Todo Mundo em Pânico". Se você não assistiu os filmes parodiados, a história não faz sentido e não dá para entender as piadas. Eu gosto muito de comédia, mas principalmente das referências que não comprometem o andamento da história. O que curiosamente acontece em "Beber, Jogar, F@#er". É um livro de humor, que tem um enredo fraquinho, mas tem um enredo. Para quem leu o "Comer, Rezar, Amar" é impossível não lembrar n vezes, e rir com os comentários, mas para quem não leu, também tem a sua graça. E vai adorar agora assistir ao filme!
Mas a minha decepção com Opúsculo foi pela falta de enredo, não tem como negar. As falhas de Crepúsculo, com exceção das mais pessoais, não são novidades, e poderiam ter sido mais bem trabalhadas. Eu li em algum lugar, não lembro onde, que a publicação de autoria (The Harvard Lampoon) de Opúsculo é conhecida por suas sátiras e paródias. E por isso esperava mais. Quando o livro chegou em casa, vi que o livro era bem pequeno, então a história tava mais do que resumida. Alguns personagens são bem diferentes, mas os acontecimentos também são bem confusos. Mesmo sendo também uma narração de Belle, as interações deixam situações sem explicação. Não gosto de falar mal de livro, então entendam que é uma crítica apenas. O grande erro não é do autor e sim da expectativa que é gerada a respeito da obra. Neste caso, meu!
Continuando com Crepúsculo, a "Breve Segunda Vida de Bree Tanner" foi muito breve, e me fez pensar que enquanto "Sol da Meia Noite" ainda não tem previsão de conclusão, as histórias paralelas ou continuações podem ser bastante interessantes. Fiquei com sensação que ainda sabemos muito pouco sobre o Diego.
A outra curiosidade que tenho e que espero que a autora também tenha é sobre a vida de Reneesme com Jacob. Não me pergunte por quê? Mas essa forma de carinho da criança por um "padrinho", aparentemente mudará com o tempo, confirmando o imprinting, certo? Nem imagino como isso possa acontecer.
Claro, que eu não seria Compulsiva pela leitura se soubesse das várias traduções na internet de Sol da Meia Noite e não tivesse arrumado um jeito de ler. Eu li, de um blog. E muito boa a tradução. Curiosamente, mesmo conhecendo a história, eu li com o mesmo entusiasmo de um livro inédito. De novo, acho que isso é mérito do autor. Considerando a diversidade de leituras que eu faço, não é o que acontece normalmente. Preciso brigar em muitos livros para não pular pedaços, parágrafos e até capítulos inteiros.
Agora, não sei dizer se a autora ainda quererá usar estes personagens novamente em uma nova obra. Mas a minha humilde opinião é que ainda tem espaço para mais um pouco.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mega-post Harry Potter

Verdade seja dita que eu nunca fui viciada em Harry Potter. Essa não é uma grande paixão. Talvez o meu maior erro tenha sido ler uma fanfic. Eu estava lendo uma discussão num fórum e um dos participantes colocou o link para uma fic de Harry Potter que esta tonta adorou!. Então eu resolvi relembrar alguns dos livros que eu já tinha lido, aproveitei para ler o último que eu não tinha lido e peguei também os outros livros relacionados. No fim do ano passado comecei com Harry Potter e as Relíquias da Morte; depois, Os Contos de Beedle, o Bardo; Manual do Bruxo; Conversa com J.K. Rowling; Harry Potter e o Toque do Prometeu (fanfic); O Destino de Harry Potter; Animais Fantásticos & Onde Habitam; Quadribol Através dos Séculos; Harry Potter e o Fogo Sagrado (fanfic)... E confesso que que ainda não acabou. A fanfic mais famosa, de George Lippert eu ainda não li. Está na fila. E a continuação das fics da Aline Carneiro também.
É horrível pensar que eu livro não publicado possa ser melhor que o oficial, mas acontece. O que eu me apaixonei quando eu li a primeira fanfic, foi como alguém que não o autor pode ter uma compreensão tão grande das personagens a ponto de sentir que futuramente aqueles acontecimentos pareçam possíveis para um outro leitor. Sim, foi isso que eu senti. Parecia que a própria autora que estava continuando a história do ponto que parou. Conseguiu manter a linha de comportamento e expressão, sem contar a forma de escrita que é muito pessoal e pareceu super natural.
Não são todas as fics que são boas, e por isso que eu quis ler mais. A maioria das que eu li contam sobre as personagens adultas e seus filhos, mas as da Aline ocorrem depois do terceiro livro, se não me engano, então eu fiquei toda confusa, por que li depois de ter lido a sequência oficial, então parece que mudaram a verdade. E a autora escreveu antes dos livros seguintes serem lançados, então a história não bate. mas é impressionante.
Sei que tem muito fã aficionado (redundante, eu sei, foi uma hipérbole!) que espera um dia a publicação da continuação. Eu acho que terminou num ponto bom. A autora teve coragem de matar vários personagens importantes que não voltaram no final (vide Dumbledore e Sirius...). Ela também deu espaço para a continuação falando dos filhos, mas me parece que seria uma história muito monótona e cansativa (parada), qualquer coisa que acontecesse depois.
Entretanto, eu acho que tem espaço para mais livros que: recontem parte da história com foco em outros personagens para esclarecer um pouco mais sobre eles, voltando um pouco mais no passado, preenchendo um período de tempo que não foi contado. Eu ainda não me conformo que um dos gêmeos Weasley (não lembro qual, sempre confundo) perdeu a orelha!!!! E nem com o ator feio que colocaram para ser o charmoso Sirius! Tudo bem que ele ficou judiado da prisão, mas eu esperava mais.
Por enquanto, eu fico com a leitura das fanfics e prefiro imaginar os personagens sem a lembrança do filme. Talvez eu volte a falar no assunto, mas sobre a obra de J. K. Rowling, mas de tudo que eu vi, inclusive os filmes, ainda prefiro as fics, embora elas não existam sem os livros.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Novas Propostas para o Blog

Não, eu não mudei de idéia e vou refazer, mudando até mesmo o tipo de blog.
Eu não pretendo mudar certas coisas, mas a minha total falta de talento e boa vontade deixa sempre esse blog meio morto. Então eu perco fácil umas duas horas visitando os vários blogs que eu curto e fico pensando se eu poderia fazer mais e este blog continua às moscas.
Mas não tem jeito. É, eu sou fraquinha. E não tenho paciência.
O meu negócio é mesmo ler e escrever. Não para tentar um livro. Tá mais para relatório técnico.
Uma coisa que eu imagino que posso ajudar as pessoas escrevendo é com artigos técnicos, mas confesso que até isso estou devagar. Apresentaram-me um trabalho super interessante, um tema muito legal, pediram para eu ajudar pelo menos com dicas e orientações e eu não terminei de ler ainda. Pior que já fiz um monte de comentário e referência.
É difícil ter muita opinião e ler sobre muita coisa. A gente não faz nada direito.
Bom, vou tirar uns dias de férias e pretendo levar adiante a proposta para o blog.
Primeiro quero fazer os especiais que havia dito, sobre Crepúsculo, Harry Potter e Eragon, mas lembrem-se que as abordagens são diferentes. Nao vou contar uma história que todo mundo já conhece. por isso quero evitar cair no lugar comum da resenha.
Nada contra quem faz. Inclusive, adoro ler algumas antes de escolher comprar o livro. Mas acho que posso contribuir ao mundo literário de forma diferente.
Então os próximos posts vou falar fanfics e obras paralelas. Novamente sobre paródias e spin. E também sobre quanto está na hora de decidir que a história acabou.
Detalhe, misturando e comparando um pouco de cada série.
Aguardem...
Obrigada!