Quero tentar algo novo.
Ontem terminei de ler Amante Sombrio. Para os desavisados, é o primeiro livro de uma série, a Irmandade da Adaga Negra e é sobre vampiros.
Definitivamente, esta é uma série para adultos. O apetite dos personagens é grande.
Trata-se de uma irmandade que luta para preservar os vampiros dos redutores. Humanos não são comida e nem inimigos, apenas mais uma raça que existe. Redutores são seres sem almas, escolhidos entre os humanos para coibir o crescimento da quantidade de vampiros.
Logo no começo da história, morre um dos guerreiros da Irmandade da Adaga Negra (Darius) e o grupo começa a se organizar para vingar esta morte. E então, o líder (Wrath) decide ajudar a proteger a filha deste guerreiro que morreu, Beth, que é mestiça e foi criada como humana órfã.
É óbvio que a convivência deles é estranha e a atração é súbita. Mas entram os outros personagens fazendo uma rede de sentimentos que mantém o suspense até quase o fim. Muitos destes personagens poderiam ter mudado o resultado da história e separado o casal, por que os mocinhos (e mocinhas) têm sentimentos que os levam para o bem e o mal. Não são caricatos e imutáveis. Dependem dos sentimentos e das relações. Apenas os bandidos (redutores) que são de fato maus e não mudam de idéia por nada. Então tem remorso, temor, desejo de vingança, ultrage, orguho, piedade, impotência, inveja, admiração, culpa... Todos teriam motivos para trair.
Gozado, que era para ser um romance, mas eu entendi como um policial e sua trilha de intrigas.
O livro é grande, e são muitos personagens em um curto período de tempo. Eu demorei para ler, então eles ficaram bastante tempo comigo.
Tive vontade de ter um Butch para mim. Ele é um policial muito honesto. E é uma pena que ele não seja vampiro também. Mas eu acho que isso pode mudar até o fim da série. Isso é só um palpite. Não parece ser possível, mas eu fiquei com essa sensação.
Eles usavam muito expressões como Meu Deus ou Santo Deus. Só que o "ser divino" é a Virgem Escriba. Não entendi muito bem, pode ter sido uma inconsistência com a tradução ou preguiça da autora de inventar uma expressão melhor. Eu acho que ficou estranho.
Uma coisa que eu gostei foi de o Vampirão rei, líder da Irmandade ser quase cego. Ele ficou menos perfeito. Eu nunca gostei muito dessa coisa em Crepúsculo de os vampiros serem perfeitos. Muito mais bonitos, muito mais fortes e com talentos especiais sobrenaturais. Mas entendo que a história não seria tão boa sem essas características.
Voltando para Amante Sombrio, por mais impressionante que o Wrath seja, ele fica um machão muito meloso ao longo do livro. Pelo menos não ficou chato.
Achei as personagens femininas fracas. Pode ser que sejam melhor exploradas em outros livros. Eu meio que esperava um equilíbrio maior, como em O Garoto da Casa ao Lado e Garoto encontra Garota, ambos da Meg Cabot. Eu diria que este não é um livro de mulherzinha. Mas eu adorei e recomendo.
Não sou muito boa nisso, por que não sei como não comparar com tantas outras coisas que eu li. Espero que gostem e eu não tenha contado demais.
De tudo um pouco e um pouco de mim. Como na Fábula, a Tartaruga avança lentamente, mas nunca deixa de avançar. Acompanhe meus projetos e minhas leituras
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Clássicos
Quem me conhece a mais tempo, está acostumado com a minha mania de livros e vídeos clássicos e livros e filmes históricos. Quando comecei a ouvir esses comentários, achei que era a sensação de que eu poderia ler todos os livros do mundo (que tonta se realmente pensei que sim...), por isso precisa voltar ao passado. Mas a verdade é que de uma forma ou de outra, as obras atuais continuam fazendo referência a outras obras. Por sorte, hoje, a maioria das referências é de livros que eu já li, mas muitos ainda acabam indo para a lista da barra livros a serem lidos. É muito bom quando a gente entende a referência. Em "Crepúsculo", Edward discute com Bella sobre a personalidade dos personagens de suas obras preferidas. E Bella defende Redcliffe. Você sabe quem é? Leu o Morro dos Ventos Uivantes por causa de Crepúsculo?
Eu não sou da área, então posso estar falando besteira. O meu interesse por essas obras clássicas começou quando começaram as comparações entre obras e diferentes movimentos no curso de literatura. Por política do colégio que eu estudava, e acredito que da maioria das escolas, só tínhamos obras clássicas como leitura obrigatória no colegial. Durante primário e ginásio eram obras mais atuais, a maioria de autores brasileiros. Então cresci lendo Pedro Bandeira, Maria Clara Machado e a hoje clássica Coleção Vagalume. A justificativa é que os alunos achavam a leitura dos clássicos muito chata e difícil. Como meus pais não tinham condições de nos oferecer muitos livros (Enciclopédia era suficiente na época) e a biblioteca da escola não tinha muitas opções e ainda colocava um monte de empecilho para pegar livro, as minhas leituras eram bastante restritas.
Então no momento que estiveram ao meu alcance, principalmente pela internet e pelo meu salário, dei prioridade para os clássicos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, O Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia, O Guia dos Mochileiros da Galáxia e Agatha Christie, são leituras que fazem na escola. São obras atuais e também são clássicos. E eu só as conheci através dos filmes. Mesmo Shakespeare, também só fui ler quando estava terminando a faculdade. Aliás, eu fui uma das poucas alunas que usou MUITO da biblioteca da faculdade. Chegava a pegar 3 livros por vez e renovava sempre que possível para terminar de ler.
Então ainda que eu separasse em vários tipos de clássicos, digamos que gosto de ler todos. Quero falar primeiro sobre os clássicos brasileiros. Sinto muito, mas não gosto de poesia, então esses não terei comentários.
Durante o colegial, eu li quase todos os livros que estavam na lista de Fuvest, Unicamp. No terceiro ano, escolhi metade para ler e metade para ler o resumo. Depois que passei no vestibular, voltei para ler mais alguns. As obras que eu mais me identifiquei, é claro, é o romantismo. Ainda tenho curiosidade por algumas obras e não considero minhas leituras concluídas. Adorei ler Machado de Assis. Sei que muitos não gostam, mas considero "Memórias Póstumas de Brás Cubas" a melhor obra do Século XX. Como alguém pensou em colocar o morto como narrador e contar a história de trás para frente, sem colocar aquele rolo de alma que volta e tal. É impressionante! "Quincas Borba" também é bom, mas "Memórias..." é melhor. "Dom Casmurro" merece ser falado à parte. Para mim, é como se fosse de outro autor. Não está na mesma linha. Esse ano também li "Memorial de Aires". Em 2007 li "Esaú e Jacó" e "Helena", e eu recomendo. São obras mais curtas. "Memorial de Aires" é em forma de diário (Memorial) e menos envolvente. Talvez eu tenha estranhado porque neste caso o narrador é masculino. Mas acho que é porque eu comecei do filé, depois dele, tudo parece carne de segunda...
Outro autor que explorei bastante foi José de Alencar. Estes últimos anos mesmo, li "Lucíola" e "Diva" para completar a trilogia de mulheres. Mas "Senhora", que foi o primeiro que eu li, ainda é mais envolvente. Assisti a reprise da novela baseada nestas obras para matar saudades da Aurélia e seu Fernando. Foi bom tentar interpretar Aurélia na peça da escola. Ainda bem que não deu certo, porque eu sou muito tímida.
Esses últimos anos também tentei a trilogia indígena com "O Guarani" e "Iracema". Ficou faltando "Ubirajara". Talvez algum dia, mas "O Guarani" é muito bom. Engraçado não ter um final feliz, mas isso era comum na época.
Outro momento literário que vale a pena comentar tem "O Ateneu", "O Cortiço" e "Macunaíma". Este último ainda não li. Mas estas obras tive mais dificuldade de entender. Eu lembro que tinha várias mensagens políticas e críticas à sociedade, mas eu não achei muita coisa. Mas se você não ficar tentando entender mais coisa, fica mais fácil.
A minha lista de livros lidos tem muito mais do que esses autores clássicos brasileiros. Mas por enquanto, ficam apenas esses. Não sei se seria interessante tentar falar de um por vez, porque eu leio muito...
Eu não sou da área, então posso estar falando besteira. O meu interesse por essas obras clássicas começou quando começaram as comparações entre obras e diferentes movimentos no curso de literatura. Por política do colégio que eu estudava, e acredito que da maioria das escolas, só tínhamos obras clássicas como leitura obrigatória no colegial. Durante primário e ginásio eram obras mais atuais, a maioria de autores brasileiros. Então cresci lendo Pedro Bandeira, Maria Clara Machado e a hoje clássica Coleção Vagalume. A justificativa é que os alunos achavam a leitura dos clássicos muito chata e difícil. Como meus pais não tinham condições de nos oferecer muitos livros (Enciclopédia era suficiente na época) e a biblioteca da escola não tinha muitas opções e ainda colocava um monte de empecilho para pegar livro, as minhas leituras eram bastante restritas.
Então no momento que estiveram ao meu alcance, principalmente pela internet e pelo meu salário, dei prioridade para os clássicos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, O Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia, O Guia dos Mochileiros da Galáxia e Agatha Christie, são leituras que fazem na escola. São obras atuais e também são clássicos. E eu só as conheci através dos filmes. Mesmo Shakespeare, também só fui ler quando estava terminando a faculdade. Aliás, eu fui uma das poucas alunas que usou MUITO da biblioteca da faculdade. Chegava a pegar 3 livros por vez e renovava sempre que possível para terminar de ler.
Então ainda que eu separasse em vários tipos de clássicos, digamos que gosto de ler todos. Quero falar primeiro sobre os clássicos brasileiros. Sinto muito, mas não gosto de poesia, então esses não terei comentários.
Durante o colegial, eu li quase todos os livros que estavam na lista de Fuvest, Unicamp. No terceiro ano, escolhi metade para ler e metade para ler o resumo. Depois que passei no vestibular, voltei para ler mais alguns. As obras que eu mais me identifiquei, é claro, é o romantismo. Ainda tenho curiosidade por algumas obras e não considero minhas leituras concluídas. Adorei ler Machado de Assis. Sei que muitos não gostam, mas considero "Memórias Póstumas de Brás Cubas" a melhor obra do Século XX. Como alguém pensou em colocar o morto como narrador e contar a história de trás para frente, sem colocar aquele rolo de alma que volta e tal. É impressionante! "Quincas Borba" também é bom, mas "Memórias..." é melhor. "Dom Casmurro" merece ser falado à parte. Para mim, é como se fosse de outro autor. Não está na mesma linha. Esse ano também li "Memorial de Aires". Em 2007 li "Esaú e Jacó" e "Helena", e eu recomendo. São obras mais curtas. "Memorial de Aires" é em forma de diário (Memorial) e menos envolvente. Talvez eu tenha estranhado porque neste caso o narrador é masculino. Mas acho que é porque eu comecei do filé, depois dele, tudo parece carne de segunda...
Outro autor que explorei bastante foi José de Alencar. Estes últimos anos mesmo, li "Lucíola" e "Diva" para completar a trilogia de mulheres. Mas "Senhora", que foi o primeiro que eu li, ainda é mais envolvente. Assisti a reprise da novela baseada nestas obras para matar saudades da Aurélia e seu Fernando. Foi bom tentar interpretar Aurélia na peça da escola. Ainda bem que não deu certo, porque eu sou muito tímida.
Esses últimos anos também tentei a trilogia indígena com "O Guarani" e "Iracema". Ficou faltando "Ubirajara". Talvez algum dia, mas "O Guarani" é muito bom. Engraçado não ter um final feliz, mas isso era comum na época.
Outro momento literário que vale a pena comentar tem "O Ateneu", "O Cortiço" e "Macunaíma". Este último ainda não li. Mas estas obras tive mais dificuldade de entender. Eu lembro que tinha várias mensagens políticas e críticas à sociedade, mas eu não achei muita coisa. Mas se você não ficar tentando entender mais coisa, fica mais fácil.
A minha lista de livros lidos tem muito mais do que esses autores clássicos brasileiros. Mas por enquanto, ficam apenas esses. Não sei se seria interessante tentar falar de um por vez, porque eu leio muito...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Crepúsculo e Opúsculo
Não adiantou o tanto que me falaram que Crepúsculo era livro para adolescente. Esses livros ficaram meses na lista dos mais vendidos. E ainda a baita divulgação que foram os filmes que já saíram. Não sei dizer exatamente em que momento que caí em tentação e não resisti. Sempre quero saber o que está acontecendo. E então eu li Crepúsculo em e-book. E eu adorei a forma como a trama foi amarrada e a leitura deslanchou de tal forma que esta foi uma das leituras mais prazerosas do fim do ano passado. Acho que isso só pode ser talento do autor.
Não assisti os filmes, apenas os trailers. E procurei spoilers sobre os outros livros. Quando comecei a ler Lua Nova em e-book resolvi comprar os livros e ler com mais calma, me deliciando a cada parte.
Confesso que quando terminei de ler Amanhecer não tive tanto prazer assim. A parte da Lua de Mel não foi tão interessante, e o final foi deprimente. Colocaram um horror desnecessário. E diante de todas as críticas, resolvi ler Opúsculo. A minha decepção é que Opúsculo não tem enredo, é totalmente dependente de Crepúsculo.
Deixa eu explicar melhor, isso acontece também com os filmes "Todo Mundo em Pânico". Se você não assistiu os filmes parodiados, a história não faz sentido e não dá para entender as piadas. Eu gosto muito de comédia, mas principalmente das referências que não comprometem o andamento da história. O que curiosamente acontece em "Beber, Jogar, F@#er". É um livro de humor, que tem um enredo fraquinho, mas tem um enredo. Para quem leu o "Comer, Rezar, Amar" é impossível não lembrar n vezes, e rir com os comentários, mas para quem não leu, também tem a sua graça. E vai adorar agora assistir ao filme!
Mas a minha decepção com Opúsculo foi pela falta de enredo, não tem como negar. As falhas de Crepúsculo, com exceção das mais pessoais, não são novidades, e poderiam ter sido mais bem trabalhadas. Eu li em algum lugar, não lembro onde, que a publicação de autoria (The Harvard Lampoon) de Opúsculo é conhecida por suas sátiras e paródias. E por isso esperava mais. Quando o livro chegou em casa, vi que o livro era bem pequeno, então a história tava mais do que resumida. Alguns personagens são bem diferentes, mas os acontecimentos também são bem confusos. Mesmo sendo também uma narração de Belle, as interações deixam situações sem explicação. Não gosto de falar mal de livro, então entendam que é uma crítica apenas. O grande erro não é do autor e sim da expectativa que é gerada a respeito da obra. Neste caso, meu!
Continuando com Crepúsculo, a "Breve Segunda Vida de Bree Tanner" foi muito breve, e me fez pensar que enquanto "Sol da Meia Noite" ainda não tem previsão de conclusão, as histórias paralelas ou continuações podem ser bastante interessantes. Fiquei com sensação que ainda sabemos muito pouco sobre o Diego.
A outra curiosidade que tenho e que espero que a autora também tenha é sobre a vida de Reneesme com Jacob. Não me pergunte por quê? Mas essa forma de carinho da criança por um "padrinho", aparentemente mudará com o tempo, confirmando o imprinting, certo? Nem imagino como isso possa acontecer.
Claro, que eu não seria Compulsiva pela leitura se soubesse das várias traduções na internet de Sol da Meia Noite e não tivesse arrumado um jeito de ler. Eu li, de um blog. E muito boa a tradução. Curiosamente, mesmo conhecendo a história, eu li com o mesmo entusiasmo de um livro inédito. De novo, acho que isso é mérito do autor. Considerando a diversidade de leituras que eu faço, não é o que acontece normalmente. Preciso brigar em muitos livros para não pular pedaços, parágrafos e até capítulos inteiros.
Agora, não sei dizer se a autora ainda quererá usar estes personagens novamente em uma nova obra. Mas a minha humilde opinião é que ainda tem espaço para mais um pouco.
Não assisti os filmes, apenas os trailers. E procurei spoilers sobre os outros livros. Quando comecei a ler Lua Nova em e-book resolvi comprar os livros e ler com mais calma, me deliciando a cada parte.
Confesso que quando terminei de ler Amanhecer não tive tanto prazer assim. A parte da Lua de Mel não foi tão interessante, e o final foi deprimente. Colocaram um horror desnecessário. E diante de todas as críticas, resolvi ler Opúsculo. A minha decepção é que Opúsculo não tem enredo, é totalmente dependente de Crepúsculo.
Deixa eu explicar melhor, isso acontece também com os filmes "Todo Mundo em Pânico". Se você não assistiu os filmes parodiados, a história não faz sentido e não dá para entender as piadas. Eu gosto muito de comédia, mas principalmente das referências que não comprometem o andamento da história. O que curiosamente acontece em "Beber, Jogar, F@#er". É um livro de humor, que tem um enredo fraquinho, mas tem um enredo. Para quem leu o "Comer, Rezar, Amar" é impossível não lembrar n vezes, e rir com os comentários, mas para quem não leu, também tem a sua graça. E vai adorar agora assistir ao filme!
Mas a minha decepção com Opúsculo foi pela falta de enredo, não tem como negar. As falhas de Crepúsculo, com exceção das mais pessoais, não são novidades, e poderiam ter sido mais bem trabalhadas. Eu li em algum lugar, não lembro onde, que a publicação de autoria (The Harvard Lampoon) de Opúsculo é conhecida por suas sátiras e paródias. E por isso esperava mais. Quando o livro chegou em casa, vi que o livro era bem pequeno, então a história tava mais do que resumida. Alguns personagens são bem diferentes, mas os acontecimentos também são bem confusos. Mesmo sendo também uma narração de Belle, as interações deixam situações sem explicação. Não gosto de falar mal de livro, então entendam que é uma crítica apenas. O grande erro não é do autor e sim da expectativa que é gerada a respeito da obra. Neste caso, meu!
Continuando com Crepúsculo, a "Breve Segunda Vida de Bree Tanner" foi muito breve, e me fez pensar que enquanto "Sol da Meia Noite" ainda não tem previsão de conclusão, as histórias paralelas ou continuações podem ser bastante interessantes. Fiquei com sensação que ainda sabemos muito pouco sobre o Diego.
A outra curiosidade que tenho e que espero que a autora também tenha é sobre a vida de Reneesme com Jacob. Não me pergunte por quê? Mas essa forma de carinho da criança por um "padrinho", aparentemente mudará com o tempo, confirmando o imprinting, certo? Nem imagino como isso possa acontecer.
Claro, que eu não seria Compulsiva pela leitura se soubesse das várias traduções na internet de Sol da Meia Noite e não tivesse arrumado um jeito de ler. Eu li, de um blog. E muito boa a tradução. Curiosamente, mesmo conhecendo a história, eu li com o mesmo entusiasmo de um livro inédito. De novo, acho que isso é mérito do autor. Considerando a diversidade de leituras que eu faço, não é o que acontece normalmente. Preciso brigar em muitos livros para não pular pedaços, parágrafos e até capítulos inteiros.
Agora, não sei dizer se a autora ainda quererá usar estes personagens novamente em uma nova obra. Mas a minha humilde opinião é que ainda tem espaço para mais um pouco.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Mega-post Harry Potter
Verdade seja dita que eu nunca fui viciada em Harry Potter. Essa não é uma grande paixão. Talvez o meu maior erro tenha sido ler uma fanfic. Eu estava lendo uma discussão num fórum e um dos participantes colocou o link para uma fic de Harry Potter que esta tonta adorou!. Então eu resolvi relembrar alguns dos livros que eu já tinha lido, aproveitei para ler o último que eu não tinha lido e peguei também os outros livros relacionados. No fim do ano passado comecei com Harry Potter e as Relíquias da Morte; depois, Os Contos de Beedle, o Bardo; Manual do Bruxo; Conversa com J.K. Rowling; Harry Potter e o Toque do Prometeu (fanfic); O Destino de Harry Potter; Animais Fantásticos & Onde Habitam; Quadribol Através dos Séculos; Harry Potter e o Fogo Sagrado (fanfic)... E confesso que que ainda não acabou. A fanfic mais famosa, de George Lippert eu ainda não li. Está na fila. E a continuação das fics da Aline Carneiro também.
É horrível pensar que eu livro não publicado possa ser melhor que o oficial, mas acontece. O que eu me apaixonei quando eu li a primeira fanfic, foi como alguém que não o autor pode ter uma compreensão tão grande das personagens a ponto de sentir que futuramente aqueles acontecimentos pareçam possíveis para um outro leitor. Sim, foi isso que eu senti. Parecia que a própria autora que estava continuando a história do ponto que parou. Conseguiu manter a linha de comportamento e expressão, sem contar a forma de escrita que é muito pessoal e pareceu super natural.
Não são todas as fics que são boas, e por isso que eu quis ler mais. A maioria das que eu li contam sobre as personagens adultas e seus filhos, mas as da Aline ocorrem depois do terceiro livro, se não me engano, então eu fiquei toda confusa, por que li depois de ter lido a sequência oficial, então parece que mudaram a verdade. E a autora escreveu antes dos livros seguintes serem lançados, então a história não bate. mas é impressionante.
Sei que tem muito fã aficionado (redundante, eu sei, foi uma hipérbole!) que espera um dia a publicação da continuação. Eu acho que terminou num ponto bom. A autora teve coragem de matar vários personagens importantes que não voltaram no final (vide Dumbledore e Sirius...). Ela também deu espaço para a continuação falando dos filhos, mas me parece que seria uma história muito monótona e cansativa (parada), qualquer coisa que acontecesse depois.
Entretanto, eu acho que tem espaço para mais livros que: recontem parte da história com foco em outros personagens para esclarecer um pouco mais sobre eles, voltando um pouco mais no passado, preenchendo um período de tempo que não foi contado. Eu ainda não me conformo que um dos gêmeos Weasley (não lembro qual, sempre confundo) perdeu a orelha!!!! E nem com o ator feio que colocaram para ser o charmoso Sirius! Tudo bem que ele ficou judiado da prisão, mas eu esperava mais.
Por enquanto, eu fico com a leitura das fanfics e prefiro imaginar os personagens sem a lembrança do filme. Talvez eu volte a falar no assunto, mas sobre a obra de J. K. Rowling, mas de tudo que eu vi, inclusive os filmes, ainda prefiro as fics, embora elas não existam sem os livros.
É horrível pensar que eu livro não publicado possa ser melhor que o oficial, mas acontece. O que eu me apaixonei quando eu li a primeira fanfic, foi como alguém que não o autor pode ter uma compreensão tão grande das personagens a ponto de sentir que futuramente aqueles acontecimentos pareçam possíveis para um outro leitor. Sim, foi isso que eu senti. Parecia que a própria autora que estava continuando a história do ponto que parou. Conseguiu manter a linha de comportamento e expressão, sem contar a forma de escrita que é muito pessoal e pareceu super natural.
Não são todas as fics que são boas, e por isso que eu quis ler mais. A maioria das que eu li contam sobre as personagens adultas e seus filhos, mas as da Aline ocorrem depois do terceiro livro, se não me engano, então eu fiquei toda confusa, por que li depois de ter lido a sequência oficial, então parece que mudaram a verdade. E a autora escreveu antes dos livros seguintes serem lançados, então a história não bate. mas é impressionante.
Sei que tem muito fã aficionado (redundante, eu sei, foi uma hipérbole!) que espera um dia a publicação da continuação. Eu acho que terminou num ponto bom. A autora teve coragem de matar vários personagens importantes que não voltaram no final (vide Dumbledore e Sirius...). Ela também deu espaço para a continuação falando dos filhos, mas me parece que seria uma história muito monótona e cansativa (parada), qualquer coisa que acontecesse depois.
Entretanto, eu acho que tem espaço para mais livros que: recontem parte da história com foco em outros personagens para esclarecer um pouco mais sobre eles, voltando um pouco mais no passado, preenchendo um período de tempo que não foi contado. Eu ainda não me conformo que um dos gêmeos Weasley (não lembro qual, sempre confundo) perdeu a orelha!!!! E nem com o ator feio que colocaram para ser o charmoso Sirius! Tudo bem que ele ficou judiado da prisão, mas eu esperava mais.
Por enquanto, eu fico com a leitura das fanfics e prefiro imaginar os personagens sem a lembrança do filme. Talvez eu volte a falar no assunto, mas sobre a obra de J. K. Rowling, mas de tudo que eu vi, inclusive os filmes, ainda prefiro as fics, embora elas não existam sem os livros.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Novas Propostas para o Blog
Não, eu não mudei de idéia e vou refazer, mudando até mesmo o tipo de blog.
Eu não pretendo mudar certas coisas, mas a minha total falta de talento e boa vontade deixa sempre esse blog meio morto. Então eu perco fácil umas duas horas visitando os vários blogs que eu curto e fico pensando se eu poderia fazer mais e este blog continua às moscas.
Mas não tem jeito. É, eu sou fraquinha. E não tenho paciência.
O meu negócio é mesmo ler e escrever. Não para tentar um livro. Tá mais para relatório técnico.
Uma coisa que eu imagino que posso ajudar as pessoas escrevendo é com artigos técnicos, mas confesso que até isso estou devagar. Apresentaram-me um trabalho super interessante, um tema muito legal, pediram para eu ajudar pelo menos com dicas e orientações e eu não terminei de ler ainda. Pior que já fiz um monte de comentário e referência.
É difícil ter muita opinião e ler sobre muita coisa. A gente não faz nada direito.
Bom, vou tirar uns dias de férias e pretendo levar adiante a proposta para o blog.
Primeiro quero fazer os especiais que havia dito, sobre Crepúsculo, Harry Potter e Eragon, mas lembrem-se que as abordagens são diferentes. Nao vou contar uma história que todo mundo já conhece. por isso quero evitar cair no lugar comum da resenha.
Nada contra quem faz. Inclusive, adoro ler algumas antes de escolher comprar o livro. Mas acho que posso contribuir ao mundo literário de forma diferente.
Então os próximos posts vou falar fanfics e obras paralelas. Novamente sobre paródias e spin. E também sobre quanto está na hora de decidir que a história acabou.
Detalhe, misturando e comparando um pouco de cada série.
Aguardem...
Obrigada!
Eu não pretendo mudar certas coisas, mas a minha total falta de talento e boa vontade deixa sempre esse blog meio morto. Então eu perco fácil umas duas horas visitando os vários blogs que eu curto e fico pensando se eu poderia fazer mais e este blog continua às moscas.
Mas não tem jeito. É, eu sou fraquinha. E não tenho paciência.
O meu negócio é mesmo ler e escrever. Não para tentar um livro. Tá mais para relatório técnico.
Uma coisa que eu imagino que posso ajudar as pessoas escrevendo é com artigos técnicos, mas confesso que até isso estou devagar. Apresentaram-me um trabalho super interessante, um tema muito legal, pediram para eu ajudar pelo menos com dicas e orientações e eu não terminei de ler ainda. Pior que já fiz um monte de comentário e referência.
É difícil ter muita opinião e ler sobre muita coisa. A gente não faz nada direito.
Bom, vou tirar uns dias de férias e pretendo levar adiante a proposta para o blog.
Primeiro quero fazer os especiais que havia dito, sobre Crepúsculo, Harry Potter e Eragon, mas lembrem-se que as abordagens são diferentes. Nao vou contar uma história que todo mundo já conhece. por isso quero evitar cair no lugar comum da resenha.
Nada contra quem faz. Inclusive, adoro ler algumas antes de escolher comprar o livro. Mas acho que posso contribuir ao mundo literário de forma diferente.
Então os próximos posts vou falar fanfics e obras paralelas. Novamente sobre paródias e spin. E também sobre quanto está na hora de decidir que a história acabou.
Detalhe, misturando e comparando um pouco de cada série.
Aguardem...
Obrigada!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Livros de Não-ficção
A grande maioria de livros não-ficção são biografias. É curioso como depois de terminada a história dá vontade de saber o que aconteceu depois, já que nem sempre o fim do livro coincide com o fim da vida. Acho que a única biografia que li que narrava a vida inteira era uma de Galileu Galilei. Foi numa época boa da minha vida que este livro apareceu para mim e senti falta de outros livros do gênero. Não são muito comuns.
Recentemente, por influência do skoob, li cinco obras que eu cosidero muito fortes em seu apelo:"O Doce Veneno do Escorpião", "O Diário de Anne Frank", "Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída,...", "Depois Daquela Viagem" e por último "100 Escovadas antes de Ir para Cama". A narrativa de sofrimento, por si só, já é pesada, cansativa. Seja o sofrimento pela guerra, enfrentando as drogas, prostituição, uma doença incurável ou até a insegurança com relação ao uso banalizado do próprio corpo trazem uma realidade que a maioria das pessoas procura fugir quando procura a leitura como diversão. E o pior é que muito gente acha que essas obras têm valor literário, mas nem todas as têm. Outras acham que é ato de heroísmo o sofrimento que as personagens enfrentaram. É muito perigoso tentar interpretar essas obras. Eu prefiro guardar um sentimento apenas para mim. E não recomendo a ninguém. Posso dizer que essas obras me trouxeram sofrimento. Sofrimento por ver escolhas erradas, baseadas em idéias errôneas, valores escusos. Eu li, e provavelmente lerei outras obras do tipo pela curiosidade de como o assunto é abordado. Ainda quero ler uma sobre Cazuza.
Recentemente, por influência do skoob, li cinco obras que eu cosidero muito fortes em seu apelo:"O Doce Veneno do Escorpião", "O Diário de Anne Frank", "Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída,...", "Depois Daquela Viagem" e por último "100 Escovadas antes de Ir para Cama". A narrativa de sofrimento, por si só, já é pesada, cansativa. Seja o sofrimento pela guerra, enfrentando as drogas, prostituição, uma doença incurável ou até a insegurança com relação ao uso banalizado do próprio corpo trazem uma realidade que a maioria das pessoas procura fugir quando procura a leitura como diversão. E o pior é que muito gente acha que essas obras têm valor literário, mas nem todas as têm. Outras acham que é ato de heroísmo o sofrimento que as personagens enfrentaram. É muito perigoso tentar interpretar essas obras. Eu prefiro guardar um sentimento apenas para mim. E não recomendo a ninguém. Posso dizer que essas obras me trouxeram sofrimento. Sofrimento por ver escolhas erradas, baseadas em idéias errôneas, valores escusos. Eu li, e provavelmente lerei outras obras do tipo pela curiosidade de como o assunto é abordado. Ainda quero ler uma sobre Cazuza.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O mês de Junho
Eu estava olhando que o mês de Junho passou e eu... nada! Pelo tamanho da lista de livros dá para imaginar que eu tenho bastante opinião se formando com as minhas leituras, mas a verdade é que ultimamente as minhas leituras diminuíram e estão sendo mais aleatórias. Então não consigo juntar conteúdo que valha um post.
Como estou com algumas prioridades que não envolvem leitura, mudança e não vou tirar férias em julho, deve demorar mais uns meses para que eu retome direito.
Preciso terminar de ler duas séries muito boas e que pode ser precipitado falar só com o primeiro livro. E quero juntar por assunto mais alguns e ainda preciso de mais um ponto de vista. Só posso adiantar que tem Harry Potter, Eragon, Crepúsculo e Formigas a caminho. Cada uma com uma abordagem diferente: obras de fãs, evolução da obra e escolha do final, paródias e obras de não-ficção. Pretendo em Julho terminar um desses quatro projetos e já estou com idéias para outros. Penso em editar esse post e fazer sempre prévias dos assuntos. Quem sabe até para atender sugestões?
Como estou com algumas prioridades que não envolvem leitura, mudança e não vou tirar férias em julho, deve demorar mais uns meses para que eu retome direito.
Preciso terminar de ler duas séries muito boas e que pode ser precipitado falar só com o primeiro livro. E quero juntar por assunto mais alguns e ainda preciso de mais um ponto de vista. Só posso adiantar que tem Harry Potter, Eragon, Crepúsculo e Formigas a caminho. Cada uma com uma abordagem diferente: obras de fãs, evolução da obra e escolha do final, paródias e obras de não-ficção. Pretendo em Julho terminar um desses quatro projetos e já estou com idéias para outros. Penso em editar esse post e fazer sempre prévias dos assuntos. Quem sabe até para atender sugestões?
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