segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Selinho 1

Semana passada eu ganhei meu primeiro selinho. Então aí vão as regras:
 
Regras


1) Dar o link de quem te indicou: Diário da Leitura da Ana Paula (Obrigada, Ana!!!)


2) Responder:


Nome: Clara (mas também pode ser Tartaruga)
Uma música: Loka (Shakira)
Humor: Oscilando, como o de qualquer mulher
Uma cor: Amarelo
Uma estação: Primavera (não era pra ser poético)
Como prefere viajar: de avião, enjoo muito de carro/ônibus
Um seriado: Glee
Frases mais ditas por você: "Então..." (não precisa terminar. Já disse tudo!)
O que você achou do selo: Interessante...
 
3) Indicar blogs:
In Death
Estante da Racky
Dicas de Livros
Janine Stecanella
Fadas na Janela

Como eu sou lerda o suficiente de não ter achado uma maneira fácil de fazer um blogroll, estou indicando para os blogs que eu sempre leio e são recomendadíssimos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Querido John

Não seria nenhum absurdo dizer que "Querido John" foi um dos livros mais vendidos de 2010. Sem contestar a acurácia destas listas, acredito que muito se deve às críticas que o livro tem recebido. E esta era a minha expectativa com relação ao livro. Sabia que era um romance e que faria chorar.
Quando comecei a ler, confesso que o livro não me prendia. A narração do ponto de vista masculino é um pouco diferente. Estamos acostumados com o preconceito de que homem não se apaixona à primeira vista e não sabe falar de sentimentos.
John tem a particularidade de ter sido criado pelo pai, sem a mãe, e o pai é bastante introspectivo. Mas na história ele parece ainda mais sozinho por não ter se apegado a amigos ou namoradas. E então aparece Savannah na vida dele.
Savannah é muito do que John não é. E o amor deles é muito grande. Eu ficava pensando que eles tinham se conhecido a pouco mais de uma semana e já estavam se propondo a manter um namoro à distância...
Olha, namoro à distância não é fácil. Começo de namoro sempre é muito estranho com o "será que devo ligar, será que estou muito em cima, devo chamar para conhecer meus pais, posso dizer que estou namorando", etc. Imagina você assumir tudo isso à distância. Não é a mesma coisa. Não sei se dá tempo para você se apegar e sentir falta de uma pessoa que mal conhece, por mais intensa que tenha sido a convivência dessas pessoas em poucos dias.
Bom, Savannah e John conversam por cartas principalmente e também alguns telefonemas, já que John está servindo na Alemanha e só tem 2 semanas de licença por ano. A história fala de amor verdadeiro. De abrir mão de algo muito grande por amor.
Mas eu não chorei. Podem achar que eu tenho coração de pedra, mas eu não sinto o amor desta forma que foi abordada. Ainda fiquei pensando na história por alguns dias. E acho que isso é o melhor do livro. Ele te faz refletir. Estou à espera de mais dois livros deste autor. Espero descobrir se sou eu que não me encaixo no estilo do autor ou se foi esse livro que abordou algo que eu conheço mais que o autor.
Quanto ao filme, está na estante. Ainda não assiti. Talvez me faça mudar de ideia.
Este foi o terceiro livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Danila. Obrigada e espero poder retribuir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The OC: O Forasteiro

Eu não era tão adolescente assim quando a série The O.C. estreou. Mas lembro que assisti quase tudo. Uma das coisas que eu mais gostava era a paisagem. Como aquele lugar de cenário é lindo. De fato, parece um paraíso. E a trilha sonora seguia um estilo diferente. Eram muitas bandas que estavam começando e a série lançava a tendência. Ainda tenho vontade de conhecer a Califórnia, e se possível, Orange Country, antes que suma do mapa. Enquanto não tenho oportunidade ($), matei a saudade assistindo alguns episódios antigos e lendo este livro. A música Califórnia (Phantom Planet) embala a abertura da série e recheia de lembranças das paisagens maravilhosas. Eu quase as vejo novamente ouvindo a música.
Não foi o livro que deu origem à série de TV, foi a série que deu origem ao livro. O livro narra os três primeiros episódios da série. Desconheço que tenha outros livros com o resto da história da série.
A história é sobre um garoto Ryan de 16 anos (!) que é pego com o irmão (Trey) roubando um carro. E então, um defensor público (Sandy) resolve ajudar um pouco mais e acaba por adotar esse garoto. Bom, tem muito mais coisa nisso, a mãe o expulsa de casa, ele fica amigo do filho do Sandy, se apaixona pela vizinha. Ah, parece contos de fadas, isso não acontece... Realmente, não acho que isso aconteça com facilidade, mas admirei a forma como foram tratados os assuntos comuns dos adolescentes: escola, namoros, festas, família, drogas, sexo etc. O tempo todo eles expõem o contraste do paraíso (Orange Country) e o inferno do subúrbio em Chino.
O melhor do livro, é que tem várias frases não ditas, quer dizer, no livro têm os pensamentos e os conflitos que estão na cabeça dos personagens e que na série não são ditos. Claro que a maioria a gente imagina, mas é diferente. No livro é bem mais específico. Principalmente por que no início da série ainda não conhecemos muito dos personagens, mas já tem um monte de frases não ditas.
Passei a odiar menos a Marissa, típica garota que tem tudo mas quer fugir.
A linguagem é super simples. Como eu já conhecia a série, mais parecia que eu estava relendo um livro. Senti falta da continuação.
Este foi o quarto livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Ligi. Obrigada e espero poder retribuir.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Clã de Rhett Butler


Toda compradora compulsiva faz a loucura de comprar livros só pela capa e pelo preço, sem saber do que se trata. Essa é a história desse livro. Eu olhava a lista de livros em promoção e adorei a capa. Mas nesse eu tive muita sorte.
O livro foi encomendado pela família da autora de "E o Vento Levou...". O autor levou 12 anos para escrever.
É a história pelo ponto de vista de Rhett.
Eu não li "E o Vento Levou...", mas fiquei doida de vontade de ler. Mas o danado é difícil de achar para comprar, e quando acho está muito caro.
Mas eu vi o filme, e eu tenho ele em casa. Mas não lembrava tão bem da história. Tive que assistir de novo.
Muitas críticas desse livro não foram positivas. Ma eu gostei bastante.
É um livro grosso. Demorei para ler.
A história?! Rhett é filho de fazendeiros. É o sinhozinho da casa grande que prefere trabalhar com os escravos. Defende os direitos humanos para os escravos e quer a emancipação. Mas não pode ir contra o pai. Ser expulso de casa foi uma solução que ele não precisou pensar.
O tempo passa, os personagens crescem, casam, novos personagens passam a fazer parte da história, mas ninguém conhece direito Rhett. Continua sendo um mito. Despertando paixões e ódio.
Rhett se mantém neutro durante a Guerra Civil, e como comerciante lucra com o abastecimento das regiões em guerra. Mas uma jovem cheia de opinião cruza o seu caminho. É Scarlett O'Hara.
Praticamente todos os homens foram para guerra, independente de idade. As cidades são invadidas e bombardeadas.
As mulheres são também verdadeiras guerreiras. Cuidar das crianças, administrar uma casa (ou uma propriedade rural) com recursos escassos não deve ser fácil. 
Essa vida prévia de Rhett é novidade. Mas principalmente o que se passa na cabeça de Rhett era um mistério até então.
Não conheço mais nada do autor para comparar quanto é do estilo dele e quanto é do traçado pela M. Mitchell. Também não li o livro dela para saber se ele mudou alguma coisa.
Mesmo para quem sabe o final, dá gosto de ler. Esse é um lindo romance.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mulherzinhas

Essa foi uma leitura de 2010 que traz agradáveis lembranças do lugar em que li. Foram dias de descanso. E só assim mesmo para ler.
Comprei esse livro depois de ter lido uma resenha em um blog. Não lembro qual. O que me atraiu foi a referência ao filme inspirado neste livro: "Adoráveis Mulheres".
A história se passa na época da Guerra Civil americana. É sobre uma família de 4 filhas, a mãe trabalha e o pai está na guerra. As meninas são novas. A mais velha tem menos de 18, mas já trabalha cuidando de crianças. A segunda, trabalha como acompanhante da tia. A terceira, cuida da casa. E a mais nova está na escola. Ufa, ao menos uma na escola.
Como deve imaginar, elas trabalham porque precisam. Levam uma vida simples, sem fartura, mas não passam fome.
Assim como na história da "Pollyanna", elas são estimuladas a serem produtivas e fazerem sempre o bem. Tem uma passagem, em que elas instituem o dia da preguiça e tiram para fazer nada.
De fato elas são adoráveis.
A história cresce bastante quando uma das meninas (Jô) faz amizade com o vizinho (Laurent). Mas ela própria tem dificuldade de entender essa amizade, porque ainda é muito menina. Eles são extremamente carinhosos.
No filme "Adoráveis Mulheres", as meninas são mais velhas. E também é mais sutil as partes em que elas fazem o bem.
Sinto-me uma pedra dizendo que esse livro não é encantador. Mas acredito que de fato ele seria se eu tivesse uns 12 ou 13 anos. É por que foi por volta desta idade (um pouco antes até) que eu li pela primeira vez "Pollyanna". E eu achei a história encantadora.
O filme é adorável, mas não teve o compromisso de ser tão fiel.
A autora escreveu outros livros com a continuação desta história, mas não os encontrei à venda. Apenas em sebos.
Como era de se esperar, este romance tem final feliz. E eu recomendo a leitura, mas com olhos mais moços.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Arte de Correr na Chuva

Falar sobre esse livro me emociona. Eu sou o tipo da pessoa que lê prefácio, notas do autor, comentários à edição brasileira, recomendações aos professores, etc...

E a Carta ao Leitor desse livro começa fazendo um referência à Ayrton Senna, como inspiração para esta obra. Eu não sou mega-fã, mas admiro muito a história de vida do Senna. A minha surpresa foi um escritor americano (ele é de Los Angeles) conhecer Ayrton Senna e ter assistido um GP de Fórmula 1. Por que, de fato, ele era fera na "Arte de Correr na Chuva", e para um brasileiro, seria uma inspiração óbvia até.
Bom, esse livro tem como narrador da história uma cachorro (Enzo), contando sua vida e a de seu dono (Denny), que é um piloto de corridas (não é o Ayrton Senna) que trabalha numa revenda de peças da Mercedes e dá aulas de pilotagem e nas horas vagas disputa algumas corridas, principalmente as de resistência (enduro). Mas esse nome italiano para o cachorro é sugestivo.
Junto com seu dono, Enzo assiste horas e mais horas de vídeos de corridas. E ao longo da narração, Enzo demonstra sua paixão por automobilismo com suas comparações entre o que um piloto aprende para ser um bom piloto e o que ele aprende na vida e, principalmente, sobre o aprendizado para dominar a arte de correr na chuva. A relação cachorro dono é muito forte. Mesmo quando aparecem os problemas.
E os problemas são muitos. A esposa de Denny adoece, e os problemas mudam.
Claro que a vida do cachorro é mais curta que a de seu dono, então ele só conta a parte da história que acompanhou, mas é hilário quando Enzo começa a divagar sobre a próxima encarnação de um cachorro ser num humano, de acordo com o documentário sobre a Mongólia que passou no National Geographic.
Para quem chorou muito com "Marley & Eu", ou para quem adora animais, não preciso falar mais nada.
Para os que curtem automobilismo como eu, também não tem muito o que dizer. São poucos os livros que abordam este tema.
Já para os que não estão nos grupos acima, digo que este livro me surpreendeu. E recomendo.
Este foi o segundo livro que eu recebi pelo grupo Livro Viajante e foi cortesia da Deee. Obrigada e espero poder retribuir.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bento

Está beeem longe de eu dar por encerradas as leituras sobre vampiros. Então resolvi experimentar uma história brasileira e em que os vampiros são maus.
Claro que "Bento" é uma ficção, mas eu a considero também futurista. A história começa 30 anos depois da Noite Maldita, em que tudo o que se conhecia de mundo já não existe mais. Após a Noite Maldita, a maioria das pessoas permaneceu dormindo enquanto que parte dos que acordaram passaram a se alimentar de sangue humano.
Pelo que eu me lembro, o livro não coloca a data da Noite Maldita, mas as lembranças dos personagens de antes da fatídica noite são também muitas das minhas lembranças não tão recentes. E eu ainda não fiz 30.
Depois da noite maldita, os humanos passaram a viver em fortificações e a temer a noite. A única esperança é que se realizem as profecias do Bispo.
Algum tempo depois da Noite Maldita, conseguiram descobrir uma forma de acordar os adormecidos. Mas exige cuidado, porque os adormecidos podem ser gente comum, podem ser vampiros ou podem ser Bentos. Bento é uma espécie de guerreiro-matador de vampiro.
As profecias de Bispo dizem que o trigésimo Bento trará a salvação. Mas Lucas sequer sabe quem é (ou quem era). Não conseguiu nem lembrar o próprio nome, como poderia ser o trigésimo Bento?
A abordagem religiosa no livro é bastante sutil. Quando começou a falar em Bispo, Bento e profecia, eu fiquei desanimada, mas em nada desvaloriza a história.
O livro é muito grosso e, conforme as coisas foram dando errado, eu comecei a desanimar. Não queria um final decepcionante, inexplicável do tipo o autor quis e criou um milagre. Então lá pela página 350 eu já não resisti e avancei aos últimos capítulos para ler só o comecinho, as primeiras linhas, e achei que ia gostar do final. Voltei e continuei a leitura curtinho cada pedacinho.
Embora a Noite Maldita tenha ocorrido no mundo todo, a história só se passa no Brasil.
Os vampiros se alimentam de sangue humano, então como a maior parte da população permaneceu dormindo, esses corpos são alvo de disputas: os chamados Rios de Sangue.
A noite maldita não trouxe só coisas ruins; as doenças também foram banidas.
A riqueza de detalhes desta obra me conquistou. Principalmente por que dá para perceber o cuidado ao criar os fatos. Pelo visto, não vou parar por aqui.
Esse livro foi o primeiro que chegou para mim do Livro Viajante e foi cortesia da Kel: Obrigada por me apresentar essa obra maravilhosa. Espero poder retribuir.